Espaço de atividade literária pública e memória cronista

terça-feira, 13 de julho de 2021

No 31.º aniversário… Relembrança da elevação de Felgueiras a cidade e Barrosas a vila

A 13 de julho de 1990 Felgueiras foi elevada a cidade e Barrosas a vila.

Completando-se mais um ciclo da elevação das 4 áreas urbanas do concelho de Felgueiras, e após devidas comemorações na Lixa (21 de junho) e agora (13 de julho) em Felgueiras e Barrosas, tendo apenas faltado mais uma vez comemorações oficiais na Longra (1 de Julho), assinala-se e relembra-se também aqui o facto.

Assim, na calha do 31.º Aniversário correspondente a Felgueiras e Barrosas, recorda-se o que ao tempo foi registado no jornal Notícias de Felgueiras, existente à época e onde o signatário colaborava nesse tempo. Sendo desse dia marcante da história do concelho a publicação saída na edição seguinte do referido periódico felgueirense:

Armando Pinto

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sábado, 10 de julho de 2021

Prof. Dr. Abel Tavares galardoado com medalha de mérito portuense, a título póstumo, como professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto

 

Sob a presidência do Dr. Rui Moreira, líder da autarquia portuense, e na presença de vereadores municipais, mais representantes das várias forças políticas municipais, e ainda a comissária europeia, além de outras individualidades, decorreu no início deste mês de julho a entrega das medalhas da cidade do Porto, Medalhas Municipais de Honra, Mérito e Bons Serviços, deste ano e do anterior, em dose dupla, devido à pandemia. Sendo então, mais uma vez, reconhecidos méritos individuais e coletivos que, no presente e no passado, «contribuem para o prestígio de uma cidade invicta e resiliente.»

«A sessão cumpriu a tradição e voltou à Casa do Roseiral, nos jardins do Palácio de Cristal, ao final da tarde da sexta-feira», dia 9 de julho deste ano 2021.

Este ano, além de duas Medalhas de Honra da Cidade, e ainda a nível interno da autarquia quatro Medalhas Municipais de Bons Serviços, foram também atribuídas quatro dezenas de medalhas de Mérito Municipal, em lista alargada contando com 2020. Entre cujos galardoados foi distinguido, a título póstumo (e assinalando o seu centenário natalício, do ano transato), o professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Dr. Abel Sampaio Tavares – eminente figura da medicina nacional e personagem conhecido dos meios portuenses e felgueirenses. O qual, Abel José Sampaio da Costa Tavares, nascido a 28 de setembro de 1920, em Ruilhe-Braga, e falecido no Porto a 14 de dezembro de 2013, teve ligações a Felgueiras como proprietário da Casa do Souto de Baixo, na Pedreira, e como Presidente da Assembleia Geral da Cooperativa Agrícola de Felgueiras durante alguns anos.

O Prof. Dr. Abel Tavares já havia sido incluído num artigo do autor destas linhas, há alguns anos publicado no jornal Semanário de Felgueiras; e igualmente integra memórias alusivas numa crónica deste blogue em “Médicos de renome com ligações felgueirenses”.

Armando Pinto

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quarta-feira, 7 de julho de 2021

Foto com História (e do ano em que nasci): A antiga Sirene da Metalúrgica da Longra – do cimo da secção de eletricidade aos ares meteorológicos da região

Após a primeira experiência na MiT, Fábrica de Móveis de Ferro do Largo da Longra, com a passagem da mesma MIT, já como Metalúrgica da Longra, para a reta da Arrancada, foi depois instalada na então “fábrica nova” uma mais potente sirene, também da lavra de Joaquim Pinto, ao tempo já o operário mais antigo da fábrica, eletricista e também construtor de maquinaria da mesma fábrica (e de outras). Sirene essa que passou a ter característica de ser dupla, conforme saiu da cabeça de seu autor, tendo Joaquim Pinto posto o seu respetivo motor entre duas sirenes de cada lado, presas ao mesmo veio e com sons diferentes que se misturavam, fortaleciam e complementavam no brado produzido. De tal modo que a partir que se começou a ouvir, desde 1954, sendo ouvida muito longe, ficou como sinal meteorológico da região. Algo que está ainda na memória coletiva, nas lembranças das pessoas desse tempo, até aos anos oitentas, do século XX, ainda.

Recorde-se que o autor da Sirene da Metalúrgica da Longra foi galardoado em 1959 com o Prémio da Associação Industrial Portuense, recebido depois em 1960. Distinção em que Joaquim Pinto foi o único felgueirense que tal recebeu. Algo também já registado neste espaço através de imagens documentais, em artigo anterior. Além de constar no livro "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras", quer na parte dos naturais de Rande salientes, bem como no capítulo da indústria local.

Essa sirene estava instalada sobre o edifício da “Secção de Electricidade e Manutenção” da "Metalúrgica da Longra, L.da". Edifício contínuo ao pavilhão grande da fábrica, com anexa cabine e no terreiro do depósito, em frente a um pavilhão mais pequeno do complexo fabril, à época. Como ficou registado em fotografia (vendo-se de baixo, em tamanho reduzido naturalmente, à esquerda superior da imagem), na captação fotográfica coeva a que se reporta a foto, que se publica aqui agora, como lembrança adjuvante à visualização memorial dessa antiga realidade célebre da região.

Armando Pinto

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terça-feira, 6 de julho de 2021

NOTA BENE sobre o meu aniversário...!

Mais um dia de aniversário passado e mais um ano somado na conta da vida, à chegada da hora do fim dia, é tempo de agradecer a todos os que me enviaram tantas manifestações de apreço e amizade.

Depois agradecerei individualmente, dentro do possível perante tantas mensagens, mas para já deixo o meu agradecimento geral, neste dia que quando era criança e jovenzinho muito gostava de passar e agora gosto de modo diferente, já mais por saber que ainda posso contar com tanta e boa gente amiga.

Sendo este um dia, como sei, em que a minha mãe muito gostava de me ver contente, tanto que me festejou os anos com bolo e velas na primeira vez que tal aconteceu em nossa casa, ao meu 6º aniversário. Coisa que, passados mais de sessenta anos depois disso, ainda tenho nos olhos da minha recordação terna lembrança desses tempos. Como pela vida adiante e agora tenho ainda comigo, revendo os seus olhos nos meus. Quão, aos sentidos da vista, tenho do seu colo, comigo e com meu pai ao nosso lado… Conforme a foto mais antiga de minha vida (quando tinha ainda um ano e pouco, apenas). Quer como sempre e para sempre.

Armando Pinto

Recordação...

 

Neste dia, registado na foto, tínhamos menos uns anos bons… Em 06-7-2002

A. P. 

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segunda-feira, 5 de julho de 2021

Ainda + alguns “considerandos” sobre a Longra – na passagem do 18.º Aniversário da vila entretanto ultrapassado…

 

Foi já há 18 anos a elevação da Longra a vila, "coisa" que além do mais pode ser sempre relembrada no livro na ocasião publicado...

Passado este ano mais um ano, dessa fase que deveria ter sido comemorativa mas que passou esquecida, não pode passar em claro algo mais. Porque há uma área oficial da zona considerada da vila, como consta na Câmara Municipal (além de também na Assembleia da República, mais na Torre do Tombo) e já foi até publicado, estando então a vila da Longra incluída num território definido. Não podendo assim iludir-se quem quer que seja com inaugurações quer fora do dia próprio, quer dentro da união de freguesias, mas fora da área urbana oficialmente atribuída à vila.

Posto isto, e por se estar ainda dentro deste período assinalável, recorde-se o que em tempo oportuno foi publicado no Boletim Municipal “Felgueiras + Informação”, de abril de 2007, sobre a Regeneração urbana e Mobilidade - Requalificação de Espaços Públicos nos Centros Urbanos – Longra; e de julho 2017 in “Regeneração Urbana Avança”… para se fazer cotejo ao que foi depois realizado e não está ainda completamente concluído. 


... Trazendo-se no caso apenas esses e estes exemplos, em vista de nas edições mais recentes do sucessor Boletim Informativo, primeiro intitulado “Atualidade” e depois simplesmente “Felgueiras”, nem ter constado nada da área urbana da Longra.

Armando Pinto

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quinta-feira, 1 de julho de 2021

18.º Aniversário da Vila da Longra

Completa-se neste dia 1 de julho de 2021 já 18 anos da elevação da Longra a vila.

Estando-se assim no dia que deveria ser oficialmente comemorativo, e à falta de lembranças oficiais, relembra-se aqui o facto de mais este aniversário da vila da Longra, na passagem do 18º aniversário da respetiva aprovação nacional.

Sem qualquer anúncio de alguma iniciativa de cariz institucional, tal como vem sucedendo nos anos recentes após a alteração administrativa, ou seja com a união de freguesias que tem desmotivado e desleixado tudo, passa assim mais um aniversário da vila da Longra em silêncio ensurdecedor. Mesmo, contrariamente ao que foi acontecendo por outros lados do concelho de Felgueiras, nem no dia próprio há alguma coisa, como por exemplo no parque infantil, recentemente alvo duma intervenção, também... Sem poder haver desculpas da pandemia, pois estes acontecimentos sem nada acontecer vêm de tempos anteriores às restrições derivadas do Covid. 

= Imagem do dia - mastros sem bandeiras, em dia de aniversário.

Ora, apesar de localmente e entre iniciativas municipais e locais não haver no próprio dia, pelo menos, quaisquer ações comemorativas por quem de direito oficial, continua-se aqui a não deixar passar despercebido o facto e seu contexto.

Assim sendo, na pertinência da ocasião avivam-se memórias por meio de algumas das diversas recordações da passagem da Longra a vila.



As imagens dispensam comentários escritos, bastando o que transportam na essência de sua significância.

= Panorâmica da vila da Longra no tempo da sua elevação... (embora em imagem datada de 2005, mas captada m 2003, ainda sem o Edifício Vila da Longra, por exemplo.) 







Armando Pinto
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