Espaço de atividade literária pública e memória cronista

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Ainda + alguns “considerandos” sobre a Longra – na passagem do 18.º Aniversário da vila entretanto ultrapassado…

 

Foi já há 18 anos a elevação da Longra a vila, "coisa" que além do mais pode ser sempre relembrada no livro na ocasião publicado...

Passado este ano mais um ano, dessa fase que deveria ter sido comemorativa mas que passou esquecida, não pode passar em claro algo mais. Porque há uma área oficial da zona considerada da vila, como consta na Câmara Municipal (além de também na Assembleia da República, mais na Torre do Tombo) e já foi até publicado, estando então a vila da Longra incluída num território definido. Não podendo assim iludir-se quem quer que seja com inaugurações quer fora do dia próprio, quer dentro da união de freguesias, mas fora da área urbana oficialmente atribuída à vila.

Posto isto, e por se estar ainda dentro deste período assinalável, recorde-se o que em tempo oportuno foi publicado no Boletim Municipal “Felgueiras + Informação”, de abril de 2007, sobre a Regeneração urbana e Mobilidade - Requalificação de Espaços Públicos nos Centros Urbanos – Longra; e de julho 2017 in “Regeneração Urbana Avança”… para se fazer cotejo ao que foi depois realizado e não está ainda completamente concluído. 


... Trazendo-se no caso apenas esses e estes exemplos, em vista de nas edições mais recentes do sucessor Boletim Informativo, primeiro intitulado “Atualidade” e depois simplesmente “Felgueiras”, nem ter constado nada da área urbana da Longra.

Armando Pinto

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quinta-feira, 1 de julho de 2021

18.º Aniversário da Vila da Longra

Completa-se neste dia 1 de julho de 2021 já 18 anos da elevação da Longra a vila.

Estando-se assim no dia que deveria ser oficialmente comemorativo, e à falta de lembranças oficiais, relembra-se aqui o facto de mais este aniversário da vila da Longra, na passagem do 18º aniversário da respetiva aprovação nacional.

Sem qualquer anúncio de alguma iniciativa de cariz institucional, tal como vem sucedendo nos anos recentes após a alteração administrativa, ou seja com a união de freguesias que tem desmotivado e desleixado tudo, passa assim mais um aniversário da vila da Longra em silêncio ensurdecedor. Mesmo, contrariamente ao que foi acontecendo por outros lados do concelho de Felgueiras, nem no dia próprio há alguma coisa, como por exemplo no parque infantil, recentemente alvo duma intervenção, também... Sem poder haver desculpas da pandemia, pois estes acontecimentos sem nada acontecer vêm de tempos anteriores às restrições derivadas do Covid. 

= Imagem do dia - mastros sem bandeiras, em dia de aniversário.

Ora, apesar de localmente e entre iniciativas municipais e locais não haver no próprio dia, pelo menos, quaisquer ações comemorativas por quem de direito oficial, continua-se aqui a não deixar passar despercebido o facto e seu contexto.

Assim sendo, na pertinência da ocasião avivam-se memórias por meio de algumas das diversas recordações da passagem da Longra a vila.



As imagens dispensam comentários escritos, bastando o que transportam na essência de sua significância.

= Panorâmica da vila da Longra no tempo da sua elevação... (embora em imagem datada de 2005, mas captada m 2003, ainda sem o Edifício Vila da Longra, por exemplo.) 







Armando Pinto
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domingo, 27 de junho de 2021

Livros com história – um livro-revista oficial de aniversário dum clube felgueirense desaparecido… de atletismo: o Real Clube dos Carvalhinhos

Pois, como se costuma dizer, palavras leva-as o vento, mas o que é escrito perdura. Foi e é assim que por meio do que ficou escrito e publicado, está perpetuado, de modo a saber-se, da antiga existência dum clube pioneiro na prática desportiva de atletismo em Felgueiras, o Real Clube dos Carvalhinhos, fundado em 1978. Tendo em 1979 sido publicado um pequeno livro, em género de revista, a talhe comemorativo de seu 1º aniversário. No qual está registado ter tido primeira Direção eleita com Fernando Meireles a presidente, Abílio Pedro Teixeira vice-presidente, Armando Moreira no Conselho Técnico, na Assembleia Geral Agostinho Rocha, no Conselho Fiscal Fernando Ventura, mais uma longa lista de dirigentes vogais, tesoureiro, secretário, etc.  

Dessa publicação, além da capa (cujo rosto encima este artigo de lembrança), ilustra-se a recordação com imagens de simples amostra de algumas das suas muitas páginas. Com a curiosidade de na nesma revista constarem poemas de dois elementos do antigo CCRL (Centro Cultural e Recreativo da Longra). 

Armando Pinto

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terça-feira, 22 de junho de 2021

Jornada Cultural de reconhecimento do "Penedo das Pegadas de S. Gonçalo" - exemplar único de arte rupestre do concelho de Felgueiras

O chamado Penedo das Pegadas ou Pegadinhas de São Gonçalo, sito abaixo do lugar da Espadilha, em Varziela, num terreno fronteiriço entre Sernande e Varziela, é um pequeno penedo lendário, num dos locais do concelho de Felgueiras pouco conhecidos, cuja história popular faz parte das lendas e narrativas da memória coletiva felgueirense. Como neste blogue está narrado nalguns artigos, na linha do que entretanto foi escrito e está publicado. E de cuja visão são as imagens captadas para alguns desses trabalhos histórico-literários.


Pois o mesmo penedo felizmente foi alvo de atenções públicas por estes dias, graças a atividade levada a cabo pela Câmara Municipal de Felgueiras, através do Pelouro de Cultura e  organização da Biblioteca e Arquivo Municipal de Felgueiras, de parceria com o Gabinete de Arqueologia também da Câmara Municipal de Felgueiras.  Sendo dessa jornada naturais imagens noturnas, num sortilégio mágico de  fosforescência com algo de espiritual...

Com efeito, decorreu no passado sábado, dia 19 de junho, uma jornada cultural interessante sobre o Penedo das Pegadas de S. Gonçalo, um exemplar do património chegado à atualidade provindo de eras remotas, no concelho de Felgueiras.

Tal realização teve início durante a tarde com uma conferência proferida pelo Dr. Renato Henriques (da Universidade do Minho) e do Dr. José Ribeiro (do Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Felgueiras), numa sessão que teve lugar nas instalações da Villa Romana de Sendim. À noite, em Varziela (no respetivo sítio, também de fronteira entre Sernande e Varziela, hoje um campo de vinha, de transformação de antiga mata), foi concretizada uma visita noturna ao local próprio do penedo, o único sítio com arte rupestre do concelho, o Penedo de S. Gonçalo ou Penedo das Pegadinhas de S. Gonçalo como também é conhecido popularmente. Sendo motivo para o facto um cerimonial que teve lugar apropriado, culminado com uma queimada galega, num ritual comemorativo de tradição antiga a anunciar a chegada do solstício de verão (comemorado a 21 de junho).

Esta atividade, no âmbito da “II edição do Ciclo de Conferências de Arqueologia em Terras de Sousa e Tâmega” realizado em Felgueiras, teve assim também acréscimo de convívio popular e extensivo ato de reconhecimento do "Penedo de S. Gonçalo", como exemplar único de arte rupestre do concelho de Felgueiras, até há pouco tempo ainda quase desconhecido da maioria das pessoas (salvo de quem leu crónicas escritas sobre o facto já anteriormente).

Sob iluminação de focos bem colocados para o momento, enquanto os assistentes se associavam ao ato munidos com luminárias artesanais, em cenário composto também por druídas ali presentes, houve inicial apresentação do que representa a figuração milenar impregnada no penedo, em desenvolvida explanação bem conduzida pelo arqueólogo Dr. José Ribeiro.

 Seguindo-se o cerimonial de ancestral tradição, como era uso em sítios do género. Através dos figurantes druídas, representados à maneira de avoengos antepassados de tais cerimónias místicas. 

Terminando tudo em ameno convívio, sob o mote da ligação histórico-artística da sinalética de arte rupestre, à mistura com as lendas das andanças de tradição popular, em modo de elucidação e reconhecimento do interesse público daquele ancestral monumento rústico, que além de preservado há que ser devidamente classificado, como testemunho oficial da presença de antigos povos na região.

Armando Pinto
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sábado, 19 de junho de 2021

Coisas com história e de alguma identidade histórica local, concelhia e regional - algumas garrafas de marcas de vinhos da coleção pessoal

Costuma-se dizer que nem só de pão vive o homem. E como também se diz, quem diz homem diz mulher, igualmente. Porque como antigamente se dizia, havia mulheres que diziam não saber como havia homens que gostavam de vinho, mas também bebiam… Ora, pois… Se nem só de pão se vive, também o vinho ajuda a viver. Talvez por isso o vinho sempre foi uma marca identificativa, com marca própria em diversos casos. Servindo mesmo as suas castas e tudo o mais como características regionais, tal como extensiva e inclusivamente as regiões se podem identificar por marcas de seus vinhos.

Assim, muito naturalmente sendo o concelho de Felgueiras uma zona genuína do vinho verde, as marcas de vinho verde tornaram-se identificativas da terra de sua produção. Podendo através duma coleção de algumas marcas ficarem associadas certas identificações históricas. Como no caso duma coleção particular em que estão guardadas algumas garrafas de marcas que existiram e já desapareceram, assim como outras ainda existentes, devidamente engarrafadas e preservadas apenas como recordações históricas, precisamente. Cujos rótulos e mais aspetos identificativos servem de explicação, como tal, à vista. Coisas com história e de alguma identidade histórica local, concelhia e regional, através de garrafas de marcas de vinhos da coleção pessoal.

Armando Pinto

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sexta-feira, 18 de junho de 2021

De vez em quando: “Coisas com História” – Alguns livrinhos de interesse à memória coletiva

Nem só os livros grandes nem os grandes livros merecerão atenções de apreço e serão dignos de preservação, quanto a volumes impressos de caracteres memorandos. Também os pequenos, como no caso de alguns livrinhos que são motes ao que, desta vez, se regista através de algumas imagens de pequenas publicações, com muito material a contar memórias da memória comum da região felgueirense e não só. Tal o que os títulos ilustram do que seu interior encerra. Desde documentação oficial, passando por antigos romances de cordel dos hábitos antigos populares, até mais recentes brochuras alusivas a eventos e instituições. De tudo um pouco como amostra, de literatura de arquivo pessoal. Coisas com história de histórias de muitas vidas.

Armando Pinto

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