Espaço de atividade literária pública e memória cronista

sexta-feira, 18 de junho de 2021

De vez em quando: “Coisas com História” – Alguns livrinhos de interesse à memória coletiva

Nem só os livros grandes nem os grandes livros merecerão atenções de apreço e serão dignos de preservação, quanto a volumes impressos de caracteres memorandos. Também os pequenos, como no caso de alguns livrinhos que são motes ao que, desta vez, se regista através de algumas imagens de pequenas publicações, com muito material a contar memórias da memória comum da região felgueirense e não só. Tal o que os títulos ilustram do que seu interior encerra. Desde documentação oficial, passando por antigos romances de cordel dos hábitos antigos populares, até mais recentes brochuras alusivas a eventos e instituições. De tudo um pouco como amostra, de literatura de arquivo pessoal. Coisas com história de histórias de muitas vidas.

Armando Pinto

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quarta-feira, 16 de junho de 2021

A “Grandíssima” Volta a Portugal em Bicicleta de 2021 volta a ter associado o nome de Felgueiras

É uma boa notícia. Pese haver sempre algo de opinião momentaneamente contrária dos tradicionalmente chamados do Restelo, felizmente Felgueiras vai voltar a estar no mapa nacional e a andar nas parangonas da expressão portuguesa, ao ser mais uma vez um dos pontos do itinerário da tão popular Volta a Portugal em bicicleta, a maior prova do desporto português que passa em muitas terras durante o verão e integra o imaginário Luso desde longas eras.

Ora o ciclismo é um desporto que desde tempos imemoriais faz parte da memória coletiva felgueirense, documentalmente até a partir que em finais da década dos anos 1920 teve provas oficiais com o nome do concelho associado, como ocorreu com a corrida Porto-Felgueiras-Porto em 1928, além de já ter ciclistas naturais do concelho nesses tempos remotos, conforme foi o caso do Adalberto Jorge Soares, nome famoso do ciclismo português desde os anos 1927/28 a 1937, por exemplo. Bem como nos anos 1950, teve circuitos oficiais dentro do programa da Feira de Maio, tendo ficado para a história os circuitos de 1950 e 1951 que fizeram parte do calendário oficial do ciclismo, com disputa da Taça Câmara Municipal de Felgueiras e Taça do Maio em Felgueiras. Mais tendo havido os ciclistas felgueirenses que participaram na Volta a Portugal, Artur Coelho, Joaquim Costa, Albino Mendes e Miguel Magalhães, cujos nomes e currículos estão impressos no livro “Ciclistas de Felgueiras”. Tal qual no mesmo estão anotadas algumas das passagens da Volta Portuguesa em tempos remotos por Felgueiras e as diversas vezes que a partir dos anos 80 Felgueiras teve partidas e chegadas de etapas da mesma Volta. Livro esse que, apesar de num caso até ter faltado certa palavra duma prometida compra institucional de determinado número de exemplares… esgotou e está esgotado, felizmente. Tudo isso além de outros antigos ciclistas que correram em provas e circuitos regionais, quer alguns naturais do concelho, como outros de concelhos vizinhos que por cá andaram. Acrescendo ainda o facto de ser em Felgueiras atualmente a sede da forte equipa W52-FC Porto, do grande empresário felgueirense Adriano Quintanilha, talvez o felgueirense mais apreciado e conhecido a nível nacional nos dias que correm.

Todo um trajeto de retaguarda que justifica bem a boa ação da gerência atual da Câmara Municipal de Felgueiras, com o apoio à realização dessa jornada desportivo-social já com tradições em Felgueiras, também

Deixando de lado as tradicionais condicionantes locais, na linha felgueirense da voz popular costumar reconhecer que em Felgueiras quando não se faz devia-se fazer, mas quando se faz ou acontece não devia ser… eis então que felizmente volta a ser: com a Volta a Portugal de 2021 a ser ponto de partida de uma etapa da corrida Grandíssima Portuguesa do ciclismo competitivo oficial. Como se fica a saber através da edição do jornal desportivo nacional O Jogo, cuja coluna se regista, pela boa novidade que transmite:


Armando Pinto

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terça-feira, 15 de junho de 2021

Sem necessidade de título… nem títulos.


Um dia destes apareceu-me diante dos olhos uma indicação de ter sido ainda em inícios da década dos anos 1970 o aparecimento do sistema de computadores no clube desportivo que me entusiasma. Vindo-me então à memória algo que estava varrido no sótão cerebral, pois embora tenha lido tal coisa nesses tempos, por sinal no jornal em que passado uns meses passei a colaborar durante anos, efetivamente na ocasião isso entrou-me por um lado das vistas e saiu por outro da cabeça, de tal modo que durante uns anos mais isso de computadores não fez parte sequer do meu imaginário. Até que, devido a necessidade profissional, volvidos anos, tive de me atualizar nesse mundo e depois passei a gostar de tudo mais que acresce da rede social facebook, blogosfera, etc. e tal. A ponto de entretanto até ter escrito livros em texto dedilhado em teclado de computador, com tratamento computorizado, já com outras possibilidades diferentes de trabalhos antigos datilografados em máquina de escrever mecânica. Sendo agradável através do facebook, por exemplo, ter encontrado pessoas de antigas amizades, retomando assim felizmente conhecimentos de outrora. Ao mesmo tempo que durante o confinamento, da pandemia Covid, sem sair de casa me fui mantendo atualizado do mundo que me rodeia fora de casa. Tal qual no meu escritório doméstico vejo o filme da vida pela leitura possibilitada por meios informáticos. Mas também continuando a fazer alguma coisa pela vida, especialmente por motivos da vida que nos interessa. E, assim sendo, cá vamos andando e sorrindo, para nós e outros como nós. Assim.


Armando Pinto

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Finalmente… passou a haver limpeza pública regular no centro da Longra – quase 18 anos depois da passagem a vila!

Um destes dias fui surpreendido (referindo na primeira pessoa aqui o autor destas considerações de memorização coletiva) com o aparecimento dum funcionário de limpeza pública, em serviço municipal, a proceder a uma varredela junto aos passeios das bermas da rua integrante da estrada principal que atravessa o centro da vila da Longra.

Pode parecer mentira a quem não é da região, mas a vila da Longra, no concelho de Felgueiras, distrito do Porto e Norte de Portugal, apesar de ter sido elevada oficialmente a vila em 2003, ainda não tinha benefício oficial de serviço de varredores de limpeza pública, como sempre aconteceu nas cidades de Felgueiras e Lixa e há muitíssimos anos acontecia na vila de Barrosas. Tendo passado pela Câmara Municipal de Felgueiras e pelas Junta de Freguesia de Rande e sucessora Junta da União de Freguesias de Pedreira, Rande e Sernande, ou seja da área da vila, sucessivas gerências de Autarcas responsáveis, enquanto as estradas e arruamentos estiveram sempre num desprezo total, com tudo cheio de ervas e detritos, sem qualquer tipo de limpeza, salvo apenas em períodos de aproximação de festejos e tempos de eleições. Embora por vezes aparecesse um carro com aspirador automático, a levantar poeira à pressa, para enganar alguém, praticamente. Até que agora, finalmente, parece ter começado a haver uma alteração com esse serviço que, segundo aparece, ainda não é muito regular, mas apenas em dois dias por semana, em que as ruas do centro da vila são varridas: às terças-feiras de um lado da estrada e às sextas-feiras do outro lado. Pode parecer como na  guerra de 1908 do Raúl Solnado, em que as balas eram usadas à vez por ambos os lados... mas é a verdade. Pelo menos segundo o que dá para ver (por não se poder ir sempre na voz popular, como se costuma referir, do que se ouve), visto não ter aparecido ainda a público qualquer informação oficial. Ficando-se entretanto e para já sem saber se a ação é por conta da Câmara Municipal ou da Junta da união das freguesias. Embora seja um princípio, que se saúda e regista – como coisa começada agora em Junho de 2021.

Armando Pinto

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quarta-feira, 9 de junho de 2021

Documentos pessoais e recordações a remeter à memória coletiva

Um destes dias, ao consultar documentação antiga de foro pessoal, revisitei coisas que tenho de meus pais, de estimação e sentidas recordações. E enquanto relembrava que minha mãe nasceu em Junho de há 106 anos, revi uma certidão de casamento de meus pais, casados há 81 anos. Por acaso numa data que fixei bem, muito mais tarde, porque num final de tarde, do ano em que estava em estudos de revisões para fazer a 4ª classe (e como tal eu e meus colegas íamos para casa da nossa professora fora do horário escolar), fui surpreendido ao chegar a casa por ver a mesa posta com comida melhorada para a ceia… como se chamava mais ao jantar por esses tempos. Sendo que então faziam 25 anos de casados.

Ora, além do caso pessoal, acresce algo de interesse comunitário. Porque a dita certidão contém a assinatura dum senhor que era ao tempo um funcionário muito simpático do Registo Civil, na então vila de Felgueiras. Como se pode ver, pela imagem digitalizada do referido documento, que faz recordar esse senhor Martins do Registo de Felgueiras  por sinal avô de alguém que agora faz bem parte da História de Felgueiras.

Armando Pinto

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sexta-feira, 4 de junho de 2021

Memórias escritas do F. C. Felgueiras – Lembrete dos Boletins “O Felgueiras” e “Informativo”

 

Estando na atualidade ainda a boa nova do FC Felgueiras ter conseguido alcançar sua marcação de presença na próxima Divisão 3 Nacional, após a conquista do apuramento obtido no passado sábado, histórico dia 29 de maio, vem a calhar uma homenagem mais, agora através da recordação de algumas publicações que vincaram memórias do futebol felgueirense.

Ora, além do livro historiador publicado em 2007, e de diversas páginas de jornais locais e nacionais com reportagens de jornadas memoráveis, mais alguns cadernos-suplementos jornalísticos sobre o histórico F.C. de Felgueiras, como neste espaço de memorizações já tem sido lembrado, noutras oportunidades anteriores, desta vez vem acima das recordações os antigos boletins publicados como meios de informação do clube.

Tal foi, do que tenho guardado (embora podendo eventualmente ter havido algo mais, mas isto foi do que tive conhecimento e como tal consegui obter e preservar), o caso do boletim “O FELGUEIRAS - Órgão Oficial do Futebol Clube Felgueiras”, publicado em 4 números de edições datadas de Abril, Junho, Julho e Agosto/Setembro de 1987, mais o “Informativo Nº 1 Época 93/94”. Dos quais relembramos os respetivos rostos, na imagem aqui partilhada.


Armando Pinto

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