Espaço de atividade literária pública e memória cronista

terça-feira, 27 de abril de 2021

Recordações do “Mundo da Metalúrgica da Longra” (continuação)

Embora se diga e seja mesmo que “recordar é viver”, nem só o que se viveu diretamente se presta a fazer reviver. Tal o que vem a propósito, na continuidade das anteriores evocações sobre o grande industrial metalúrgico Américo Martins e sua epopeia da MIT/Metalúrgica da Longra. Pois, no caso pessoal, ainda que apenas isso tenha sido mais do tempo ativo de meu pai e irmãos mais velhos, a Metalúrgica foi um autêntico mundo de atração no tempo das crianças do meu tempo infantil, por quanto proporcionava a toda a população e sobretudo aos familiares dos operários (tal como descrevi pormenorizadamente no capítulo da indústria local no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997). Além que era a segunda casa de meu pai, que inclusive foi ali um elemento saliente, como demonstra ter sido agraciado com o Prémio da Associação Industrial Portuense, como «operário da Metalúrgica da Longra», algo que entre os membros da MIT/Metalúrgica da Longra e mesmo entre Felgueirenses só ele, Joaquim Pinto, recebeu.

Ora, como tal, apraz relembrar esse universo empresarial que foi a ML, através de coisas respeitantes a esse cosmos metálico que foi na sua dimensão a Metalúrgica da Longra. De cuja memória “falam” alguns artefactos e adereços alusivos, do que há guardado no recanto arquivístico aqui do autor destas linhas.

Armando Pinto

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segunda-feira, 26 de abril de 2021

Evocação em imagens: Homenagem ao fundador da Metalúrgica da Longra, Américo Martins, em Abril de 1958

Para a história memorial há o respetivo livro oficial, a testemunhar a ocorrência. Mas ficou também o que os homens desse tempo foram contando, perante o que era ouvido entre amigos e conhecidos, tal as sensações então vividas.

Foi, na verdade, algo marcante a grandiosa homenagem prestada ao senhor Américo Teixeira Martins, quando a MIT/Metalúrgica da Longra estava já bem implantada. Após os já distantes tempos da fundação em 1920 no Largo da Longra, onde se manteve e evoluiu até 1950, ano em que passou a funcionar na nova fábrica, na reta da Arrancada da Longra.

Ato esse decorrido em abril de 1958, no dia 5, aproveitando ocasião do fim de semana de aproximação a seu aniversário natalício, ele que completava dois dias depois 65 anos de idade. Tendo-lhe então sido prestado esse tributo público, através de ação de seus amigos e empregados.

Do ato, juntamos sequência de fotografias alusivas a essa ampla comemoração, porque melhor que quaisquer palavras falam as imagens. Desde fotografias da chegada dos convidados às instalações da então fábrica nova, na Arrancada da Longra, mais grupos de individualidades, também panorâmica do espaço do almoço da homenagem, visitas dos convidados à fábrica e mostra de algumas atividades laborais, fotografia de conjunto de todo o pessoal da fábrica, descerramento de quadro do homenageado (vendo-se meio encoberto também o Pároco de Rande, Padre João Ferreira da Silva, que havia benzido antes as instalações), mostrando-se ainda momentos dos discursos de individualidades, mesa de honra, e pormenores do repasto.

Armando Pinto

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quinta-feira, 22 de abril de 2021

Panorâmica do centro da Vila da Longra (Abril de 2021)

Uma vista panorâmica de parte da Vila da Longra, abarcando parcelas do centro, conforme o que abarca a captação fotográfica, em abril de 2021.

Armando Pinto

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terça-feira, 20 de abril de 2021

Discos de Vinil de muitas recordações e afetos...

A propósito da efeméride do dia, nesta data de publicação: - Hoje é Dia do Disco.

Dia do Disco de Vinil, no Brasil, é comemorado anualmente a 20 de abril. Comemoração surgida a partir de uma homenagem ao músico Ataulfo Alves, que morreu em 20 de abril de 1968. Já nos Estados Unidos é em Agosto, por homenagem ao dia em que Thomas Edison, em 1877, anunciava que teria inventado o fonógrafo.... Mas tal como se diz noutros casos, pode ser quando se quiser.

«O disco de vinil é considerado um marco na história do entretenimento musical, ajudando a criar novos hábitos, seja entre os ouvintes ou entre os produtores musicais.

O vinil foi desenvolvido em meados da década de 1940, permanecendo popular em todo o mundo até ao surgimento do CD.

Também chamado de LP (abreviação de Long Play), para reproduzir um disco de vinil é necessário um “gira discos” (sucessor da antiga grafonola, de campânula).

Atualmente, o disco de vinil voltou a tornar-se popular, não pela sua prática (visto que os CD’s apresentam superior qualidade sonora, por exemplo), mas pela peculiaridade que o caracteriza….»

Ora, os discos de vinil guardam ternas lembranças melodiosas ou de voz historiadora, entre muitas recordações e afetos, à medida de quem tem memória também disso.

Armando Pinto

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segunda-feira, 19 de abril de 2021

Uma entrevista fora da linha da unidade da União de Freguesias...

Quando se pensava que uma União de Freguesias devia ser referenciada como tal, depara-se-nos uma entrevista atual sobre apenas uma das freguesias da união instituída de três.

Algo que se repara, sem nada ter a ver com alguma coisa pessoal, mas institucional. Mesmo porque nada move pessoalmente o autor deste blogue com o autarca Presidente da entrevista em questão, inclusive com quem mantenho boas relações, conforme ainda em tempos recentes foi visível na presença dele na apresentação de dois dos meus 3 livros mais recentes. Unicamente é de se ficar admirado com a separação havida, além de algumas questões apresentadas. Ou seja, o tema não deveria ser sobre a união das três freguesias, em vez de individualizar uma só?! Afinal as freguesias individuais foram ou não extintas como tal? Não devia haver melhor sintonia para a unidade pretendida, a ter de ser...?!

Ah, e, pelo que se lê na entrevista, será que mudou o nome do Rancho da Casa do Povo da Longra (pois é o único que há nas três freguesias, que se saiba)? Deve haver qualquer equívoco, porque se mudar de nome será outro, obviamente, e não o existente há já 27 anos.

Assim, é esta a entrevista em apreço, saída a público no jornal Semanário de Felgueiras de sexta-feira dia 16 do corrente mês de abril, na respetiva página 7.

Armando Pinto

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(Mais) Um artigo cultural no Semanário de Felgueiras – Crónica do entusiasta de estudo felgueirense Mário Pereira

Em mais uma das louváveis crónicas do amigo e confrade de estudos felgueirenses sr. Mário Pereira, foi publicado no jornal Semanário de Felgueiras, em sua edição datada de sexta-feira 16 de abril de 2021, mais uma bela crónica a puxar interesse conterrâneo por algo que deve ser motivo de atenção de todos nós felgueirenses.

Assim, dá-se aqui o devido destaque e justa divulgação ao tema, para constar. Partilhando-se esse artigo que, segundo se nota, é o primeiro de vários que terão natural sequência.

Armando Pinto

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(Mais) Imagens do FC Felgueiras dos princípios dos anos 80

Na linha de anteriores publicações de lembranças visuais sobre tempos áureos do histórico Futebol Clube de Felgueiras, desta feita recordam-se por aqui mais duas fotografias dos princípios dos anos 80, mais propriamente respeitantes às épocas de 1981/82 e 1982/83. Trazendo por este meio a público duas fotos de coleção particular, das que não chegaram a ser publicadas no livro sobre o futebol de Felgueiras (em 2007) por motivo de poupança nos custos tipográficos, visto ter sido edição pessoal limitada. Assim como diversas outras imagens possíveis tiveram de ficar guardadas para outra oportunidade e a narração teve de ser resumida, dentro das possibilidades duma edição de autor, feita em sentido simplesmente amador, no sentido lato, mesmo.

Assim sendo, eis aqui estas duas, dessas tais...


Armando Pinto

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