A. P.
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A. P.
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Páscoa de 1966. Véspera do dia de Aleluia, e consequente regresso momentãneo nesse tempo. Foto em família com meus pais e os dois mais
novos da prole, em tempo de férias de Páscoa… (estou com cara mais cheia porque estava a
adocicar a boca com uma amêndoa).
A. P.
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Neste ano em que, pelo segundo ano consecutivo, a pandemia do vírus mundial do século XXI impede a realização do Compasso e toda a envolvência Pascal que por tradição reunia familiares e conterrâneos na receção à cruz florida da mensagem de Aleluia… recorda-se algumas das anteriores vezes em que foi possível essa realização tão arreigada na memória comum, entre os bons costumes do Norte de Portugal. Trazendo à memória, por esta via, lembranças passadas, de anos diversos – como as imagens fazem reavivar essa Visita Pascal, em instantâneos anteriores à saída das cruzes da igreja paroquial, como no decurso do trajeto e regresso à mesma igreja da Paróquia de S. Tiago de Rande, neste recanto do concelho de Felgueiras.
Armando Pinto
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A toda a gente amiga e acompanhantes deste blogue, desejamos
uma santa e feliz Páscoa – com uma imagem do Compasso Pascal de antigamente, da área de Entre Douro e Minho, segundo gravura de livro antigo.
Armando Pinto
Páscoa de 2021
A 31 de março de 1979 realizou-se o 2.º Prémio Zala em
Felgueiras, numa organização da Associação de Ciclismo de Braga. Cuja segunda edição dessa
prova decorreu no percurso entre Guimarães e Felgueiras, mas percorrendo
diversas localidades de várias concelhos, perfazendo 110 km esse trajeto de
voltas pela região. Tendo triunfado Fernando Mendes, ao tempo corredor da equipa felgueirense Zala, representativa da fábrica de
calçado que existiu com o nome de tal firma. A equipa era treinada por José Ribeiro, e entre os ciclistas que compunham a equipa também se incluía Raúl de Carvalho, filho do antigo ciclista Rei da Montanha Carlos Carvalho (vencedor da Volta a Portugal em 1959); mais
(Como curiosidades acerescidas, recorde-se que depois na Volta a Portugal de 1979 a equipa teve vitórias em 3 etapas, através de Américo Silva, Raúl Carvalho e Joaquim Fonseca. Bem como, ainda na Volta, Raúl Carvalho se classicou em 2º lugar no pódio do Prémio da Montanha, enquanto na classificação por equipas a Zala ficou no 3º lugar coletivo.)
Dessa equipa há uma imagem de conjunto do plantel, através de gravura de jornal
publicada no livro “Ciclistas de Felgueiras”, que se recorda agora, embora aqui
com marca pessoal, do original retirado dum jornal da coleção particular do
autor.
Armando Pinto
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Nesta data perfaz 88 anos o Padre Vítor de Oleiros, como era
conhecido nos meus tempos de criança ainda, conforme o nome com que ele
professara pelos cânones antigos, o Padre Vítor Arantes. Tendo sido o meu 1º
diretor, quando entrei nos Capuchinhos, em Gondomar, nos arredores do Porto, tinha
eu 11 anos e até ali nunca soubera o que era um diretor. Tendo no ato de admissão,
no verão de 1965, me sido entregue, a mim e a meu pai que me acompanhava, uma
lista com o enxoval para levar quando desse entrada nesse estabelecimento de
formação, como aconteceu no final de setembro seguinte. Algo que ainda guardo e
agora aqui partilho, como recordação desses primeiros tempos em que conheci e convivi
com o simpático Padre Vítor, que foi então o diretor do meu 1º ano e único ano em
que nos encontramos, no ano letivo de 1965/1966. Juntando aqui também parte dum
outro documento, apenas para rever a assinatura dele nesses tempos.
Ao tempo via-o com meus olhos de criança, com seu sorriso penetrante, como pessoa que me parecia de longa vida. Vejo agora que nesses tempos em que o conheci tinha ele coisa de trinta e poucos anos. Continuando a recordá-lo com essa imagem que se perde nos confins da memória, embora comparando naturalmente às fotografias que se vislumbram na atualidade
Com um abraço de felicitações pela longevidade que mantém e
vitalidade que dá aspeto de nutrir, aqui lhe remeto um abraço de parabéns, com
esta mensagem que lhe deve dizer alguma coisa.
Abraço amigo de Parabéns, Padre Frei Vitor Arantes da Silva!
Armando Pinto
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A imagem desta vez para aqui transposta, da coleção e arquivo
do autor, remete para o Compasso Pascal da paróquia de S. Tiago de Rande há já
100 anos. Foto que consta entre as imagens publicadas e descritas no livro “Memorial
Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras, publicado em 1997. Em instantâneo
colhido na freguesia durante o dia de Páscoa de início dos anos 20, do século XX.
Havia já passado a confusão que reinara com a Lei da separação da Igreja e do
Estado, na transformação social após a implantação da República. Entre peripécias
ocorridas nesses tempos.
No momento captado fotograficamente, à chegada do Compasso à Casa da Quinta, vêm-se alguns então jovens da família Teixeira, e respeitados homens da freguesia que costumavam ser elementos do Compasso (mais alguns catraios acompanhantes, na curiosidade desses tempos – como se pode notar no facto de uns estarem calçados e outros andarem descalços). Sendo pároco o Padre Augusto Correia, um padre que ao tempo, entre outras curiosidades e passagens perseverantes na memória coletiva, era e ficou também conhecido por ser artista santeiro, como escultor de imagens de santos. Tendo na paróquia havido algumas dessas imagens, conforme contavam pessoas antigas. Além de ter sido co-fundador do antigo Colégio da Longra (onde estudaram, entre outros alguns que depois foram padres, como o célebre reitor da Lapa do Porto, Padre Luís Rodrigues, e o que mais tarde foi pároco em Rande largos anos, o Padre João Ferreira da Silva).
A foto foi ofertada por um familiar da casa da Quinta a meu
tio José da Costa Moreira e este, após a ter guardada muitos anos, ofereceu-a
ao sobrinho que sabia que se interessava por estas coisas… há muitos anos já,
também.
Armando Pinto
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