Algumas “coisas” de lembranças afetivas, entre medalhística
significativa e alguns adereços relacionados. Com significado de algo vivenciado,
no percurso de cidadania natural. Bem como de afinidades.
Armando Pinto
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Algumas “coisas” de lembranças afetivas, entre medalhística
significativa e alguns adereços relacionados. Com significado de algo vivenciado,
no percurso de cidadania natural. Bem como de afinidades.
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Pois, foi mesmo… Na década de quarenta (anos 40 do século XX), evoluiu nas pistas (então ainda de cinza, em volta dos campos desportivos) um consagrado nome felgueirense na prática do atletismo, de nome José Sampaio Peixoto. Um felgueirense natural da freguesia do Unhão, que evoluiu desportivamente na então povoação da Longra através de grupos desportivos criados por Adriano Castro; tendo ainda chegado a jogar basquetebol no Sport Club da Longra (junto com Adriano Castro, Luís Sousa, Júlio Martins, irmãos Pereiras, João Guimarães, José Paiva, Joaquim Mendes, etc.); até que por via dos estudos rumou ao Porto e se tornou praticante de atletismo no Académico do Porto.
= Sampaio Peixoto (4º a contar da esquerda) na equipa do Académido do Porto
Esse mesmo Sampaio Peixoto, como era conhecido nos meios desportivos nacionais e na imprensa desportiva, depois chegou a ser campeão nacional, ao serviço do Académico do Porto e teve títulos e recordes nacionais. Venceu nos Campeonatos de Portugal em pista, ao ar livre, em 1944 a prova de 400 m (metros), com o tempo de 51, 3 s (segundos); e os 800 m com 2, 02, 3 (minutos e segundos, mais décimas); como em 1946 repetiu vitória nos 400 m, com novo record de 51, 0; e em 1947 triplicou esse título na corrida final dos 400 m. E, sobretudo foi Campeão ibérico, conseguindo a então melhor marca (50, 9) da Península Ibérica na disputa entre atletas das seleções nacionais portuguesa e espanhola em 1945, na sua especialidade da prova de 400 metros corrida no III Portugal-Espanha de Atletismo, nessa época. Tendo nessa prova, além do título de Campeão Ibérico dos 400 m, sido também campeão dos 200 m com 22, 3 s e ainda Campeão na Estafeta 4 x 400 m, em 3 m e 28, 8 s (formando equipa com os mais 3 colegas de seleção portuguesa). Havendo de seguida, em 1946, se distinguido também no IV Portugal-Espanha e em 1947 no I Portugal-Bélgica – como consta de sua ficha Internacional:
Armando Pinto
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O Felgueiras, como é atualmente o “Futebol Clube Felgueiras 1932”, foi mais uma vez transmitido pela televisão, como se diz. Desta
feita por meio de transmissão em direto do jogo disputado esta sexta-feira
(19/02) no mítico Estádio Machado de Matos, através do Canal 11. Em prélio que
o FC Felgueiras 1932 esteve diante dos olhos de muita gente,
em tal oportunidade pelo ecrã televisivo.
Como homenagem ao simbolismo local do “Felgueiras” e na
manutenção das expetativas atinentes a uma boa época, apesar do empate acontecido (mas continuando numa maré apreciável sem derrotas), perante aspirações de
retorno a superiores patamares, recorda-se desta vez um tempo em que o clube
histórico felgueirense estava na anterior fase em ascensão, numa já melhoria de posição.
Conforme se pode rever, deitando olhos, no caso, a mais um caderno jornalístico
que fez história, como foi um suplemento do jornal O Jogo de 22 de junho de
1988.
Armando Pinto
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Estando-se nesta era de inícios da década dos anos 20 do século XXI em plena pandemia do Coronavírus/Covid-19, neste ano de 2021 não será possível haver Carnaval, devido ao malfadado vírus que impõe confinamento social, na esperança de poder erradicar-se essa peste.
Assim sendo, resta assinalar-se a quadra da melhor forma
possível. E, além de se poder mesmo assim vincar a data na própria terça-feira
com o tradicional cozido à portuguesa bem recheado de carnes e acessórios de
chouriços-mouros, salpicão, batatas e hortaliças, mais sobremesa do serrabulho doce tão
típico da região, há também que recordar antigas folganças, na tradição local.
Vindo à lembrança o já tradicional Carnaval da Longra, que nos primeiros tempos
tinha o corso carnavalesco no Domingo Gordo, enquanto havia cortejo na cidade
de Felgueiras na terça-feira seguinte, e depois se impôs mesmo com a realização
do desfile alegórico no próprio dia de Carnaval na Longra, onde passou a haver
o Corso Carnavalesco mais importante da região felgueirense, em moldes
organizados. Incluindo concurso de trajes e grupos de caretas, ao final das tarde, e à noite o velório, enterro e queima do Entrudo.
Como tal, lembrando antigas realizações do mesmo, apraz aqui
e agora recordar, através de fotografias e duma reportagem jornalística (In
Semanário de Felgueiras, em 1998), algo dos princípios do mesmo Carnaval da
Longra. Sem mais explicações, que as imagens falam por si.
Nota Bene: Correspondendo a algumas questões surgidas em
mensagens privadas, há a notar o seguinte: - É verdade, conforme é do conhecimento
aliás das pessoas da terra e outras com conhecimento de causa, que na região da
Longra-Felgueiras sempre os mascarados de Carnaval foram e são chamados de
CARETAS (com a, na vogal final, “caretas”). O nome ou termo “Caretos” é
usual na região do Nordeste Transmontano e tornou-se mais conhecido
recentemente por via das reportagens televisivas sobre as tradições carnavalescas
de algumas aldeias típicas de Trás-os-Montes. Se realmente consta nalgum estudo
sobre o interior do Douro Litoral, essa confusão, isso pode ser derivado a certos trabalhos
cujos autores confiaram em informadores menos esclarecidos e sem conhecimentos
da realidade no terreno.
Armando Pinto
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Nesta data, em 1919, deu-se o 13 de Fevereiro do Porto, golpe
revolucionário que no Porto pôs fim à insurreição da Monarquia do Norte.
Restaurando assim a República, entretanto mantida no sul do país.
Com efeito, a 13 de Fevereiro de 1919 chegava ao fim a chamada
Monarquia do Norte, graças à ação do movimento militar comandado pelo então
Capitão João Sarmento Pimentel, desde o Quartel do Carmo, da Guarda Republicana
(mas que nesse curto período voltara a ser real), aquartelamento de grandes tradições
e do qual era comandante, ao tempo. Sendo ajudado então por seu irmão
Francisco Sarmento Pimentel, Tenente do Exército nesse tempo, que comandou uma
das alas militares.
Recorde-se que o Capitão e mais tarde General Sarmento Pimentel, natural de Mirandela, viveu em Felgueiras durante sua infância e juventude, na Casa da Torre, em Rande, solar que era e é a casa-mãe da família Sarmento Pimentel; sendo que seu irmão Francisco (depois Tenente Piloto-Aviador e mais tarde Coronel da Aviação) é mesmo Felgueirense de nascimento.
Como homenagem na época foi oferecida ao Capitão do
Carmo uma Espada de Honra em nome da Cidade do Porto (da qual se desconhece o
paradeiro, depois dele a ter oferecido ainda em vida ao museu da cidade).
Atualmente está honrado com uma sala em seu nome no Quartel do Carmo, no Porto
- a Sala General Sarmento Pimentel. Na qual está em destaque um quadro com imagem dele (feita a partir duma fotografia cujo original é do autor destas linhas... e com muito gosto enviei para o efeito). Completando tal valorização na mesma sala também um painel com grande imagem de outra revolta acopntecida no Porto, em que ele interveio também (essa a 3 de fevereiro de 1927), além de expositores com fotografias e documentos.
Armando Pinto
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Entre mais testemunhos escritos e publicados na imprensa, a
dar conta de fastos felgueirenses, ao longo dos tempos, contam-se também páginas
de jornais sobre as históricas subidas de Divisão do Futebol Clube de
Felgueiras – como no caso das primeiras subidas aos Nacionais, quando o FC
Felgueiras, que até então tinha andado pelas sucessivas Divisões Distritais,
ascendeu finalmente pela primeira vez a uma Divisão do patamar nacional –a então
3ª Divisão Nacional. E volvidos dois anos subiu à Divisão Nacional imediata.
É pois desses acontecimentos, com respeito à memória
coletiva felgueirense, os jornais cuja publicação, respeitando ao tema, desta
vez apraz recordar. Começando (acima) pela página de desporto distrital do Jornal
de Notícias de 14 de junho de 1982, do dia seguinte à jornada final do
Distrital da 1ª Divisão da AFP que deu direito à primeira subida do FCF à Divisão
Nacional de entrada nesse estatuto. Continuando com o caderno-suplemento do
jornal portuense (existente nesse tempo) O Norte Desportivo, de 8 de julho
também de 1982. E, por fim, já do pulo seguinte, à 2ª Divisão Nacional, o número do
Notícias de Felgueiras de 17 de maio de 1984.
Armando Pinto
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