Passada a quadra de Natal, ao chegar-se aos Reis, pelo dia seis de janeiro, é tempo de alagar o presépio, como se diz popularmente. Com o desfazer daquela construção caseira a servir de final da época do encanto natalício. Mas o início de ano, no calendário festivo anual, alonga-se pelo primeiro mês adiante, com os tradicionais cantares das Janeiras, canto que a partir do dia seis passa a ser chamado dos Reis. Sendo que depois até sensivelmente ao dia 20 de Janeiro é tempo de Janeiras e Reisadas.
Espaço de atividade literária pública e memória cronista
terça-feira, 5 de janeiro de 2021
Cantares tradicionais dos Reis, em período das Janeiras
sábado, 2 de janeiro de 2021
Transcrição do artigo da revista "Evasões" do Natal de 2020 («Armando Pinto: Manter a tradição de construir o presépio»)
(Passada a semana correspondente – de 25 a 31 de dezembro – da respetiva edição do número de Natal da revista "Evasões", transcreve-se o que foi publicado nesse número da revista acompanhante às sextas-feiras do Jornal de Notícias. Com a correção de alguns pormenores do que saiu na publicação)
« Armando Pinto: Manter a tradição de construir o presépio
(Fotografia de Miguel
Pereira/GI))
Por Ana Luísa Santos
25/12/2020
Era um Natal simples, mas feliz, aquele que Armando Pinto
vivia quando era criança, na Longra. Hoje, aos 66 anos, admite que há mais de
tudo e nada lhe traz tanta felicidade como estar rodeado pelos netos.
Fazer o presépio é um ritual importante na família de Armando Pinto, reformado, após 40 anos a trabalhar no atendimento dos Serviços de Saúde. De tal maneira, que entrando-se em dezembro, a filha liga-lhe para que não se esqueça de o fazer. O processo inicia-se com a apanha do musgo, numa mata perto de onde vive, na vila da Longra, em Felgueiras, com a ajuda preciosa dos netos, com três, sete e dez anos. Desta vez, teve que ir sozinho (devido à pandemia), mas espera retomar o passeio para o ano, altura em que o seu quarto neto terá já perto de ano e meio de idade.
Recolhido o musgo, Armando coloca-o a secar junto ao jardim de casa, “debaixo do caramanchão para ficar liso”. Depois arranja-o sobre um estrado de madeira, apoiado em roletos partidos, e acrescenta papel para fazer as vezes das rochas. No estábulo, de cortiça e madeiras, coberta com um telhado em colmo, também obra de Armando, repousam as figuras “de estilo italiano, em massa”, que o acompanham desde que casou, há cerca de 43 anos.
A representação do nascimento de Jesus ocupa perto de dois metros quadrados da sala comum, onde tem lugar a ceia de Natal, à volta de vinte pessoas, com bacalhau cozido, e batatas com molho de azeite. O cabrito assado marca presença no almoço de 25, rematado com os doces caseiros da noite anterior – rabanadas, aletria, formigos, barriga de freira e tronco de Natal. E o bolo regional, comprado na Casa do Pão de Ló de Margaride.
Se hoje há fartura em cima da mesa, antigamente só se colocavam alguns doces tradicionais. “Havia um Natal de rico e um Natal de pobre”, constata. Também os presentes que se ofereciam aos mais novos eram bem diferentes. “Costumávamos receber figuras do presépio em barro, e escrevíamos logo o nome por baixo a lápis”. No ano seguinte, cada um dos seis irmãos ajudava a montar o presépio com as figuras que ainda hoje existem, cuidadosamente juntas e guardadas. Era um Natal modesto, mas feliz, para o qual Armando ansiava chegar, mal começavam as férias do seminário, onde andou até aos 14 anos. Essa alegria sente-a agora nos netos, e partilha-a com eles. Para Armando, “as crianças é o que dá mais sentido ao Natal”.
UMA HISTÓRIA DE NATAL
Um sobressalto à espera dos presentes
Armando teria uns 7 anos quando, depois da ceia, aguardava
junto dos irmãos na cozinha a chegada dos presentes trazidos pelo Menino Jesus,
dado que “ainda não havia o Pai Natal”. Foi durante esses minutos de ansiedade
que se ouviu um barulho de algo a mexer, e um seu irmão mais velho “pôs tudo em
alvoroço”, achando que poderia ser o Menino Jesus. Foi-se a ver, e não era
mais… do que um gato a entrar pelo buraco do portelo.»
quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
Artigo de final de ano ("Felgueiras em modo mediático") - no Semanário de Felgueiras
Em final de ano, um artigo alusivo do tempo recentemente passado, na transição ao ano novo. Publicado na edição do último dia do ano 2020.
ARMANDO PINTO
quarta-feira, 30 de dezembro de 2020
Oração em Família - Sagrada Família: Testemunho duma Família de Rande - Felgueiras
terça-feira, 29 de dezembro de 2020
Lembranças do Primeiro Dia do Ano na Paróquia de S. Tiago de Rande
Algumas lembranças, como meros exemplos, das ofertas de
recordação entregues no final da missa da igreja Paroquial de S. Tiago de Rande, a
assinalar o Dia Mundial da Paz, como sinal de início de novo ano, nalguns anos.
Armando Pinto
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sábado, 26 de dezembro de 2020
Algo especial na revista Evasões do Natal de 2020
Na Evasões, revista que acompanha as edições das
sextas-feiras do Jornal de Notícias, em seu número de sexta-feira 25 de
dezembro, no dia de Natal de 2020, foi publicado conteúdo de mensagens sobre
recordações e tradições de Natal, dando voz a alguns leitores do JN. No caso
aparecendo também um testemunho do autor dos blogues “Longra
Histórico-literária” e “Memória Portista”.
Disso, passado o dia e a romaria, partilha-se agora a parte pessoal correspondente, como registo personalizado nos espaços próprios aqui do autor. Com "Um Desejo" especial expresso.
Armando Pinto
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terça-feira, 22 de dezembro de 2020
Recordando: Épocas natalícias de 1994 e 1995 nas estreias do Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra
Fundado a 5 de Maio de 1994, através de proposta apresentada pelo fundador em reunião de Direção dos corpos gerentes da Casa do Povo da Longra (nessa fase de reabertura e revitalização da instituição, conforme ficou lavrado em acta oficial), e após tempos de formação, ensaios e devida organização, o Rancho inicialmente apenas de formação Infantil teve estreia pública a 17 de dezembro do mesmo ano, diante do público local na Festa de Natal realizada em parceria da Associação Casa do Povo da Longra com a Junta de Freguesia de Rande, no salão de espetáculos da casa-mãe.
Volvido um ano, o mesmo Rancho já como Infantil e Juvenil, após
diversas participações na própria terra, bem como pelas redondezas e mesmo em localidades do Norte de
Portugal, teve estreia internacional a 23 de dezembro de 1995, com primeira
saída ao estrangeiro. Havendo então, no sábado da antevéspera do Natal de 1995,
ido até à Galiza, a Cangas (Pontevedra-Espanha), onde se exibiu perante o
público galego na Festa de Natal do Grupo de Danzas de Cangas.
Dessas estreias recorda-se tais momentos através de
fotografias coevas, do grupo original e sua entrada em palco na respetiva estreia na Casa
do Povo da Longra, mais da sessão protocolar de troca de galhardetes e recordações
em Gangas, no Noroeste Espanhol.
Armando Pinto
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