Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Galeria Cronológica...!


Exercício de Cronologia, de memória do tempo... pessoal !




Com a redacção deste blogue em tempo de passatempo, ficam por aqui algumas imagens de outrora... à espécie duma galeria de revisitação de tempos e espaços da memória pessoal e afetiva. Apenas como tal.  












































A. P. 

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Notícia do falecimento em Abril do antigo futebolista Pacheco do FC Felgueiras

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Chegou agora ao conhecimento do autor deste blogue a triste novidade de ter falecido há alguns meses o antigo futebolista Pacheco. Como era conhecido esse histórico avançado goleador da equipa da primeira subida de Divisão Distrital do FC Felgueiras, na época de 1964/1965; bem como na seguinte temporada de 1965/1966 do primeiro título de Campeão obtido pelo FC Felgueiras, quando então o Felgueiras foi Campeão da 2ª Divisão Distrital da AF Porto e subiu da 2ª à 1ª Divisão dos campeonatos distritais.


Natural e residente de Braga, onde era popularmente conhecido por Tone King, e no mundo do futebol era mais conhecido por Pacheco, faleceu no passado dia 15 de abril, nos primeiros tempos da pandemia do Covid 19 / Coronavírus.

De nome António da Silva Barbosa, conhecido no futebol como Pacheco, tinha sido um avançado centro que se formou no Sporting de Braga, clube do qual fez parte do plantel principal nas primeiras temporadas da década de 1960. Depois rumou a outras paragens, para representar outros clubes, havendo ingressado no Futebol Clube de Felgueiras em 1964 e criado raízes afetivas na terra do pão-de-ló de Margaride.


Tanto assim foi que ainda em 1966 teve uma festa de homenagem em Felgueiras, com um jogo de cartaz do FC Felgueiras com o Braga. Acontecimento que ficou registado num jornal de Braga (com a nota de reportagem a só conter a constituição da equipa bracarense). Do qual se respiga um recorte, a assinalar o facto.


Nascido em Braga, na freguesia de São Victor, a 4 de dezembro de 1938, ao longo da sua carreira representou Sporting de Braga, AD Limianos, AD Fafe, Leões FC, FC Vizela, FC Felgueiras, Rio Ave FC, Santa Maria e CF Fão. E faleceu em Maximinos, na cidade de Braga, a 15 de abril de 2020, aos 81 anos.


Ora, o Pacheco, aquele alto avançado centro, que entre a catraiada que ia aos jogos do Felgueiras era conhecido por Careca, foi um dos ídolos de minha infância, quando eu, em tempo de escola e no ano em que fiz a 4ª classe, vibrei com a carreira do Felgueiras, à época da primeira subida de divisão do clube azul-grenã. Fazia célebre grupo de ataque na linha avançada com os extremos César Roda, de um lado, e Sabú do outro, com ele ao centro como bom cabeceador e oportuno rematador, além de prender os defesas adversários, de modo que alguns colegas ficavam mais soltos, a pontos de se dividirem entre a equipa os goleadores, no decurso do campeonato da subida de divisão (terminado na finalíssima de Amarante, com o Lixa, em que Sabú foi autor dos 2 golos do jogo). Enquanto no ano seguinte, com Caiçara como jogador-treinador (celebre defesa brasileiro vindo do Guimarães) Pacheco continuou no centro de ataque a concretizar os centros, então já assistido pelo extremo Fernando Mesquita (visto Sabú ter ido para a guerra colonial, onde foi ferido em combate), mais Franklim, e os restantes do plantel afinal. Havendo ficado para a história desses tempos os astros que ficaram na memória, tais como Pimenta, Cardoso, Zé Manel Estebainha, Monteiro, Zé Maria, Mário, Mendes, Rocha, Zé Carlos “mãos de ferro”, além dos referidos, do ano da subida; e de seguida já no ano do título distrital ainda uns Jorge, Augusto, Moura, Loureiro, etc.


Esses fastos da história do clube felgueirense foram mais tarde evocados quando, em junho de 2013, houve uma homenagem às equipas do FC Felgueiras de 1965 e 1995, por ocasião do 83º aniversário do clube. Tendo na ocasião Pacheco sido agraciado com uma camisola comemorativa – como ficou registado em reportagem noticiosa do jornal Semanário de Felgueiras, que aqui se recorda.  


Pessoalmente, como autor destas linhas, admirador do Pacheco que vi jogar na minha meninice e com ele rejubilei tantas vezes, manifesto o meu pesar pelo falecimento do Pacheco, curvando-me diante de sua memória.

Armando Pinto
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domingo, 23 de agosto de 2020

Recordando: o grande futebolista Ribeiro… Felgueirense da Lixa !


Por esta foto que se anexa, é possível vislumbrar o antigo grande jogador Ribeiro, então em ação no longínquo ano de 1966 com a camisola do Sporting de Braga, em jogo disputado em Atenas na primeira participação do clube arsenalista do Minho em competições europeias. Vendo-se o possante defesa presenciando o seu colega de equipa, o guarda-redes Armando Silva, a blocar a bola com segurança (sob as vistas também do então capitão da equipa minhota, Zé Maria), nessa campanha após a vitória do clube bracarense na Taça de Portugal.

A foto original, repescada para aqui duma página do facebook de um amigo bracarense, continha esta referência desse adepto do clube das camisolas à Arsenal: - «Ribeiro um dos melhores defesas centrais que vi no Braga»...

Agostinho Ribeiro era grande em tamanho de estatura física e em valor futebolístico. Como era realmente esse Ribeiro da Lixa, felgueirense da terra das Vitórias, que entretanto foi já historiado pelo autor destas linhas num estudo sobre “Pergaminhos Desportivos Felgueirenses” no livro oficial da Festa de Nossa Senhora das Vitórias em 2000. 


Tendo ele, depois de se ter iniciado no FC Lixa, e havendo jogado ainda no Salgueiros e no Boavista, depois andado entre os maiores do futebol nacional, cujo ambiente da então 1ª Divisão Nacional conheceu bem com as camisolas do Belenenses, Leixões e por fim Braga. Tendo sido até internacional em jogos pela Seleção B, Seleção de Esperanças (atual Sub-21) e Seleção Militar de Portugal; bem como foi suplente na Seleção Nacional A.


Como ilustração disso retira-se para aqui, também, uma foto da Seleção Militar em que esse Agostinho Ribeiro (o mais alto entre os colegas, em cima na imagem, com a camisola branca) jogou junto com Rui, Custódio Pinto e Nóbrega do FC Porto, Eusébio e Simões do Benfica, Pedro Gomes e José Carlos do Sporting, Jaime Graça do Setúbal, etc.

Estas fotos dão pois oportunidade de se recordar mais um felgueirense que se salientou. Como de quando em vez por aqui, e noutros sítios onde for possível, se vai evocando e dando a reter.

Obs. : - Convirá não haver confusão deste Agostinho Ribeiro, da Lixa, nascido em 1941, com o antigo benemérito do Hospital Agostinho Ribeiro (Agostinho Cândido de Sousa Ribeiro, nascido em 1848), um filantropo felgueirense com ação saliente pelos inícios do século XX.

Armando Pinto
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sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Artigo no Semanário de Felgueiras a fazer memória do empreendedor felgueirense Teófilo Leal Faria


Afinal o artigo que está escrito há algum tempo, sobre o senhor Teófilo Leal Faria, e aguarda publicação no Semanário de Felgueiras, não foi ainda publicado, tendo a redação do jornal entrado de férias. Assim só em Setembro...

Armando Pinto



quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Uma “folha caída” em memória do poeta A. Garibaldi


A 20 de Agosto de 1992 morreu o poeta A. Garibaldi, um culto literato que um dia aportara a Felgueiras, onde se radicou. 

Conheci-o pessoalmente primeiro em 1984 aquando da entrega de galardões do III Concurso de Jogos Florais de Felgueiras, do qual ele fora um dos elementos do júri que atribuiu uma Menção Honrosa a uma croniqueta que enviei, então, ainda em maneira quase juvenil, em 1983 (tendo por esse tempo recebido dele um dos seus livrinhos, das brochuras que costumava publicar). Mais tarde, uns dois anos sensivelmente, estive em casa dele a acompanhar o sr. Coronel Piloto-Aviador Francisco Sarmento Pimentel, que ia em nome de seu irmão General João Sarmento Pimentel, por via do revolucionário republicano e antigo Capitão de Cavalaria do exército ser amigo do poeta (estavam ambos os irmãos Pimentéis radicados no Brasil, para onde foram no tempo do Estado Novo e ficaram como exilados políticos… Vindo nessa ocasião o mais novo a Portugal, em férias, já depois do 25 de Abril). Como mais tarde ainda, em 1994, estive com esse sr. Artur Garibaldi na homenagem prestada ao aviador Francisco na casa da Torre, da família Sarmento Pimentel e onde nasceu em Rande o heroico aviador da primeira viagem aérea de Portugal à Índia. Não tendo posteriormente podido ter mais oportunidades devido a entre ele e o proprietário/diretor do jornal Notícias de Felgueiras haver ao tempo desaguisados que sem eu querer se alastraram a quem escrevia nesse jornal…



Sendo esse poeta uma referência da literatura existente em Felgueiras nessas eras de antanho, pouco se conhecia dele, em virtude de publicar mais para fora, quanto aos pequenos livros que editava, assim como o seu Jornal Gazeta de Felgueiras era mais voltado à ideologia política e, como tal, assinado maioritariamente por seus correligionários.  

Contudo, com o interesse que tudo merece, fui conhecendo posteriormente algo mais. Assim, de sua saliência promocional tida em vida, há a registar de A. Garibaldi, como foi a assinatura literária do poeta Artur Garibaldi Pereira Braga, nascido a 27 de Novembro de 1913, em Braga, e falecido a 20 de agosto de 1992, em Felgueiras:

- Natural de Braga, onde nascera em 1913, e, poetando cedo, ali publicou em 1931 seu primeiro livro, intitulado “Nada”. Fixou-se desde 1952 em Felgueiras, terra que habitou durante muitos anos, até falecer, em 1992. Foi diretor d’ O Jornal de Felgueiras de 1963 a 1983, ano em que fundou o periódico Gazeta de Felgueiras. Escreveu em muitas publicações nacionais e internacionais, derivado aos contactos com seus correligionários, ele que foi acérrimo idealista político-social. Publicou por sua conta pequenos livros, dos quais se salienta “A Harpa do Prazer e da Renúncia”, numa edição comemorativa (em 1981) dos 50 anos de sua vida literária. De permeio teve alguns livros de poemas dedicados a diversas terras, existências e regiões, como a Guimarães, Pinhel, V Encontro de Imprensa em Famalicão, a Vigo, à Galiza, aos moinhos de Laúndos, às festas Nicolinas de Guimarães, bem como a personagens, de que houve exemplos ao poeta Virgílio Amaral, ao escritor Gaspar Baltar, ao pintor Adelino Ângelo e ao militar-político Vasco Gonçalves; além de obras várias: “Ilusões”, em 1934, “Luar de Paixão”, 1935, “Polónia heróica”, 1941, “Presença”, 1944, “Um operário de escol”, 1954, “Três conceitos de vida”, 1955, “Versos a um filho que parte”, em 1958, “As vésperas da boda”, em 1964, “Lembrança Lírica de Felgueiras”, em 1969 (d’ O Jornal de Felgueiras), “Loa à pia da Sé de Braga”, 1970, “Ramilho de memórias”, 1974, “Tríptico da noite e da esperança”, 1975, “As mulheres da minha vida”, em 1977, “Retábulo lírico de Nigrán”, 1979, “Cítara do conhecimento”, “Vigília” e “Louvor de Abril”, em 1981 e “Cantigas de desenfado para a minha missa dominical cantada”, em 1991.



Entretanto, estranhamente não foi incluído na “Primeira Colectânea de Poetas Felgueirenses”, livro publicado pelo Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Felgueiras em 1989. Sem estar em causa a intenção da iniciativa, essa publicação tem forçosamente de ser considerada como feita muito pela rama, pelos responsáveis da respetiva seleção, sabendo-se que foi formado um grupo de pessoas, ao género de comissão, para o efeito. Pois que, ainda que intencionalmente elaborada, deixou assim muito a desejar, colecionando apenas amostra algo incorreta de interessados na escrita poética dentro de portas (conforme, inclusive, no Jornal da Lixa de 20-10-1989, em peça intitulada “Uma grande injustiça”, um articulista chegou a referir como «escritos pessoais de versinhos de adolescência...»), esquecendo tal edição um número significativo de verdadeiros poetas espalhados pelo concelho ou fora dele com ligação Felgariana. Tendo A. Garibaldi sido injustiçado com o ostracismo dessa publicação. Acabando por falecer, em 1992, sem constar em edições literárias felgueirenses. Embora, em modo de reabilitação, já nos inícios do século XXI tenha sido atribuído seu nome a uma rua da cidade de Felgueiras.  

Em 2002, passados dez anos de sua morte, foi editado a título póstumo um livro chamado “Voz Insubmissa”, reunindo alguns trabalhos de composições publicadas em vida.

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Nota Bene: A foto cimeira, de fisionomia do poeta, é duma publicação do amigo Mário Adão Magalhães. As imagens restantes são do referido livrinho que tenho autografado.

Armando Pinto

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terça-feira, 18 de agosto de 2020

Boletim Municipal “Atualidade” da C. M. de Felgueiras – nº 3 – 2020


Chegou por estes dias de agosto a casa do autor deste blogue, como por certo ao domicílio de muitos outros munícipes, o mais recente número do Boletim Municipal da Câmara de Felgueiras, atualmente chamado “Atualidade” – cujo nº 3, com data de junho 2020, foi então colocado na caixa do correio cá de casa.

Está pois então em distribuição pública esse Boletim Informativo da Câmara Municipal de Felgueiras, como Informail.


E com este terceiro número do órgão oficial da presidência de Nuno Fonseca é dada continuidade ao mesmo Boletim iniciado em 1982 e que ao longo das diversas presidências teve variados títulos e formatos (como neste blogue já está historiado, aqui).


Nesta edição ressalta logo o apreciável realce patente na publicação da nota inicial dum Voto de Pesar pelo falecimento do Professor Edgar Silva, personagem público muito querido do universo felgueirense; e a página do Presidente, a fazer as honras da casa.


Desta feita o destaque da capa é dado à “Felgueiras Renovada”, referente à requalificação da Avenida Dr. Leonardo Coimbra, na cidade sede do concelho, enquanto no interior é dada conta ao longo das páginas para obras em ruas reabilitadas, espaços em transformação e outros assuntos para os quais é chamada a atenção, sobretudo nas freguesias que têm merecido cuidado nos tempos recentes, a que reporta a atualidade municipal felgueirense.

Com aspeto gráfico na linha de continuidade à versão da sequência do exercício em curso, a revista presente chama a atenção para a atualidade municipal, em bom serviço informativo, dando uma volta pelas realizações mais presentes, ainda. Apenas se notando que continua a faltar informações sobre atividades culturais, dando ideia (como acontecerá daqui a tempos quando o Boletim for consultado, à posteriori) que não tem havido nada desse setor. No sentido, por exemplo, à atividade da Biblioteca e Arquivo Municipal, e empresas associadas ao Município com fins de trabalho ligado a arte, cultura e lazer.


Ora, com uma tiragem oficial de 21.000 exemplares (em bom número para a quantidade de famílias das habitações referentes aos cinquenta e tal mil habitantes do concelho) e de distribuição gratuita, como sempre tem acontecido ao longo dos tempos, chega assim à casa de cada felgueirense e fica para a história, em modo de mais tarde verificar e recordar, este informail “Atualidade”. Boletim municipal que faz de crónica visual de mais uma temporada da coisa pública felgariana.

Armando Pinto

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sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Próximo artigo no Semanário de Felgueiras sobre o ilustre felgueirense senhor Teófilo Leal de Faria


Da colaboração do autor destas linhas ao Semanário de Felgueiras e na linha de tratamento de assuntos de natureza felgueirense, o próximo artigo que está para ser publicado nas páginas do mesmo jornal é dedicado a um senhor que durante anos me habituara a ver em Felgueiras, e conheci bem de suas vindas à Longra para assuntos de trabalho, sendo cliente fiel dos serviços da bobinagem de meu pai. Como depois vi desaparecer, por também ter acompanhado as cerimónias de seu funeral (no sábado da semana anterior ao Natal desse ano de 1977). E no presente sinto que sua memória tem sido algo injustiçada com algum esquecimento em diversos aspetos. Assim lembrei-me de escrever um artigo, das minhas crónicas no SF, a homenagear essa pessoa que muito fez por Felgueiras, entre ações pioneiras na industrialização e modernização da vila de Felgueiras de seu tempo, mas não tem sido lembrado como merecia, de forma que quase é já desconhecido seu labor bairrista entre as gerações mais novas – o sr. Teófilo Leal de Faria.

Adianta-se desde já a notícia, obviamente sem divulgação do texto próprio do artigo, para que as pessoas que se envolveram no caso e esperam o artigo fiquem descansadas que está feito. Bem como se anota que a foto do homenageado é de um quadro emoldurado pertença do sr. Nelson, a quem o autor agradece o favor da respetiva cedência e autorização de uso. Acabando, noutro aspeto, por com esta novidade poder já eventualmente ficar alguma expetativa para a edição do próximo número do jornal, quando tiver vez a publicação do artigo.

Como particularidade pessoal, acresce uma curiosidade que pode não vir muito ao caso mas tem relação. Sendo que nas histórias de vida, como esta de grande relevo, a apresentar, há outras curiosidades associadas a fazer com que algo mais permaneça nas lembranças. Como foi o caso do funeral do senhor Teófilo me ter ficado nas memórias de vida, particularmente. Além da grande admiração que meu pai tinha pela pessoa do senhor Teófilo Leal Faria e me soube transmitir. Acontecendo então que eu fui ao seu enterro a acompanhar meu pai e me senti ali deveras honrado ao ver que meu pai (o meu grande heroi de sempre) era tido em grande estima e consideração entre os colaboradores e sócios do finado grande senhor felgueirense. Mas mais ainda... Pois, nesse tempo, em que eu havia casado meses antes e fumador como era há alguns anos saboreava travar o fumo ao fumar (Porto Gigante ou SG Gigante), me estava a resguardar na ocasião de ir com a mão ao bolso dos cigarros, enquanto esperavamos a saída do féretro rumo à igreja paroquial de Margaride e matriz da sede do concelho, com meu pai ali. Evitando assim então de puxar do maço de tabaco (pois, guardando respeito a meu pai, como era uso ao tempo entre pessoas de bons costumes), tive a grata surpresa de meu pai, fumador também, me dizer que podia fumar à vontada diante dele. Hoje que já não fumo, mas tenho boas memórias de quando fumava, isso não esquece.

Nesses momentos, de formação do funeral, entre a ida usual para a igreja e seguimento para o cemitério, em que por norma entre os acompanhantes uns costumavam aproveitar para refletir conjuntamente e outros conversavam de tudo e mais alguma coisa da vida social do tempo, lembro-me de ouvir entre seus contemporâneos lembrarem que o senhor Teófilo, tal era o respeito que lhe tinham, até por vezes fez de conselheiro familiar e matrimonial, apesar de ser solteiro, mas talvez também por isso, tendo ajudado como medianeiro diversas famílias na manutenção das respetivas uniões. 

Ora, se pensei escrever sobre o senhor Teófilo, consegui por fim fazer qualquer coisa, com o artigo que escrevi há algum tempo. A aguardar oportunidade de sair a público em próxima edição  do Semanário.

Depois da natural investigação e diversa pesquisa, metendo mesmo consulta a pessoas que ainda há de seu tempo ou que se recordam de algo, especialmente amigos conhecedores do passado concelhio e interessados também pela preservação da memória felgueirense (felizmente posso dizer assim de amigos como os senhores José Diogo e Mário Pereira!), o artigo foi escrito em modo ligeiro, para não exceder a paginação habitual e também não ser maçador, como se poderá depois ver, publicamente

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Complementando o tema, por quanto foi necessário investigar, valeu a memória pessoal do que sabia (ou seja, do conhecimento pessoal do autor), como as informações de amigos (ah, até o Mário Adão Magalhães ainda se lembra bem do automóvel e sabe ainda a matrícula!), a juntar ao que consta dos jornais de Felgueiras, especialmente. Porque quanto a livros de índole municipal não houve por onde se pegasse, incluindo além dos que serão referidos no artigo, também o dos Presidentes da Câmara de Felgueiras, sem qualquer referência ao segundo filho e irmão, respetivamente, de dois dos presidentes (enquanto nalgumas histórias de outros aparecem variadas informações familiares); tal como no livro intitulado Felgueiras 500 Anos de Concelho, na parte sobre a indústria e industriais, por exemplo, nada consta sobre o empresário em apreço.

Então, de material de interesse, para o caso, como ilustração de algumas das fontes de pesquisa documental, juntam-se extratos de recortes de jornais antigos de Felgueiras, cujas descrições dispensam outras explicações.

In O Jornal de Felgueiras de 5 de agosto de 1933:


N' O Jornal de Felgueiras de 26 de março de 1966:


No Notícias de Felgueiras de 31 de dezembro de 1977:


Assim sendo, será sobre este bom e grande felgueirense o artigo do autor em vias de publicação proximamente  no Semanário de Felgueiras. 

Armando Pinto
agosto de 2020
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