Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Entre curiosidades locais... Lista de Párocos de Rande, durante parte do século XIX e início do séc. XX, desde a Monarquia Portuguesa até à implantação da República

Quando durante anos, desde os anos 70 e passando pelos 80 até 90 e tal, decorreu o trabalho de pesquisa para fazer (escrever) a história da região em livro (depois publicado sob o título "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras", publicado em 1997) e porque esse mesmo levantamento foi feito pela base, sem anteriores pesquisas de apoio, tudo teve de ser elaborado de trás para a frente, como se diz, ou de cima a baixo, ou seja, do zero, sem nada antecedente. E, como tal, na parte respeitante à Paróquia a narrativa sobre os antigos párocos de Rande teve de cingir-se ao que foi possível descortinar, no material documental existente na biblioteca do cartório paroquial deixado pelo Padre João Ferreira da Silva. Tendo mesmo assim ainda se chegado ao pároco de Rande (Pero Fernandes) de 1509, do tempo em que, com o de Idães (Afonso Fermozo), foi feita a demarcação das freguesias pelos marcos de Santana, Gradim, etc. Arquivo esse felizmente ainda consultado depois da morte do Padre João (falecido em 1973), havendo sido examinada tal documentação antiga com autorização da Comissão Fabriqueira, ao tempo presidida pelo senhor Manuel Amorim do Correio. Porque tempos depois, pelos anos oitenta, quando se procurou mais informações adicionais, já haviam desaparecido alguns desses volumes antigos, com as mudanças de párocos e sucessão de alterações operadas na antiga residência paroquial, depois casa-salão paroquial.

Agora, com as novas possibilidades resultantes das ferramentas digitais, ou seja com o que aparece na Internet, já outras portas de armários antigos se abrem. Como no caso da enumeração dos párocos, quão entretanto se deparou sobre os da última porção do século XIX e princípios do passado século XX. Como assim se partilha aqui.


- Lista de Párocos de Rande, durante parte do século XIX e início do séc. XX, desde eras ainda da Monarquia Portuguesa até à implantação da República: 


Rande, orago de S. Tiago, município de Felgueiras, distrito de Porto

Ocupação paroquial "Entre Outubro de 1832 e Maio de 1911" 

Párocos:  José Dias Pereira - António Barreira Gomes Delgado - Francisco Celestino Gomes Barroso - António Dias Peixoto de Azevedo - António Ribeiro Teles - António José Teixeira  


- José Dias Pereira

Naturalidade: Rande, orago de S. Tiago, município de Felgueiras, distrito de Porto

Data de Nascimento: 10-12-1798

Egresso: Não

Nomeação de pároco encomendado (deduzida a partir dos assentos paroquiais) de José Dias Pereira, na data de 10-1832 e 16-11-1858


- António Barreira Gomes Delgado

Naturalidade: Argeriz, orago de S. Mamede, município de Valpaços, distrito de Vila Real

Data de Nascimento: 16-4-1799

Egresso: Sim      Ordem: Congregação da Missão

Nomeação de pároco encomendado (deduzida a partir dos assentos paroquiais) de António Barreira Gomes Delgado, na data de 6-1834 e 9-5-1844


- Francisco Celestino Gomes Barroso

Naturalidade: Anelhe, orago de Santa Eulália, município de Chaves, distrito de Vila Real

Data de Nascimento: 31-1-1827

Egresso: Não

Nomeação de pároco encomendado de Francisco Celestino Gomes Barroso, na data de 11-11-1854 e na data de 8-8-1872


- António Dias Peixoto de Azevedo

Naturalidade: Rande, orago de S. Tiago, município de Felgueiras, distrito de Porto

Data de Nascimento: 16-12-1833

Egresso: Não

Nomeação de pároco encomendado de António Dias Peixoto de Azevedo, na data de 4-1-1877 a 11-8-1902

= "Padre António de Santiago", como era conhecido o Padre António Azevedo =


- António Moreira Guimarães

Coadjutor e pároco administrador

Naturalidade: Rande, orago de S. Tiago, município de Felgueiras, distrito de Porto

Data de Nascimento: 26-2-1875

Egresso: Não

Data do Presbiterado: 1898

Bispo Ordenante: D. Américo dos Santos Silva

Foi pároco de Rande como Administrador aquando do falecimento do Padre António Azevedo, em 1902.

Antes disso, tmbém paroquiou várias freguesias de LousadaAté que se aposentou e ficou a residir em Rande, na casa de família de Valdomar de cima, onde rezava missa em capela particular da casa, fora de dias em que celebrava na própria igreja paroquial de Rande.


- António Ribeiro Teles

Naturalidade: Sernande, orago de S. João Baptista, município de Felgueiras, distrito de Porto

Data de Nascimento: 30-10-1879

Egresso: Não

Nomeação de pároco encomendado de António Ribeiro Teles, na data de 22-1-1903 e 3-11-1903


 António José Teixeira

Naturalidade: Torno, orago de S. Pedro Fins, município de Lousada, distrito de Porto

Data de Nascimento: 7-11-1874

Egresso: Não

Data do Presbiterado: 30-7-1904

Local da ordenação: Porto

Bispo Ordenante: D. António José de Sousa Barroso

Nomeação de pároco encomendado de António José Teixeira, na data de 31-10-1904 e 24-5-1910

 = A relação indicada refere-se a párocos que exerceram paroquialidade em S. Tiago de Rande, nesse período de 1832 a 1911. E, como se vê, sendo alguns naturais de Rande, um também de Sernande e outros de freguesias diversas, entre os quais uns eram padres diocesanos e outros da Ordem da Congregação da Missão (Lazaristas ou Vicentinos). 

A esses párocos antigos (sabendo-se que existiram muitos outros anteriores, naturalmente), sucedeu o Padre Augusto Correia, que era pároco de Rande na ocasião da questão do regime republicano inicial com a Igreja Portuguesa e no concelho de Felgueiras foi um dos que se viram confrontados com a situação vivida por esses tempos. Mas isso é outra história e faz parte da história. Constando também o Padre Augusto Teixeira Correia em variadas alusões incluídas no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”. No qual há também referência ao clérigo coadjutor num relatório do Padre Augusto.  

 Armando Pinto

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domingo, 24 de novembro de 2024

(Mais uma) Homenagem ao senhor “José Xavier do Outeiro”, grande bairrista da Longra de tempos idos…

José Xavier, o senhor “José Xavier do Outeiro” como era e ficou conhecido José Xavier Pereira da Costa, foi um grande impulsionador de muitas das existências sociais criadas na então povoação da Longra pelos idos anos de trinta a cinquenta, sensivelmente, no século XX. Um grande bairrista, cuja biografia ficou referida no livro publicado em 1997, “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras, no capítulo das personalidades históricas locais, bem como no das casas mais salientes da região, na parte da casa do Outeiro, e ainda no capítulo das instituições, sendo que ele teve importante ação em diversas áreas. Assim como foi sobre ele, anos antes, que fiz (escrevi) um dos primeiros artigos publicados com o meu nome no fim, como autor, no jornal “Mensageiro da Longra”, então do antigo Centro Cultural e Recreativo da Longra.

Ora, como as referências curriculares e biográficas sobre o histórico senhor José Xavier estão impressas nesse livro e noutros meios publicistas, escusado é repetir isso. Apenas para não esquecer, no conhecimento dos vindouros, faz-se aqui mais uma homenagem, simplesmente como evocação de sua personalidade. Através de ilustração fotográfica de uma pose de gente de seu tempo, estando ele no centro do grupo. Fotografia essa que foi oferecida ao autor, também, pela própria filha do sr. Xavier, aquando da recolha de material para o livro historiador da região. Podendo acrescentar-se que a filha, a saudosa e muito querida D. Celestina, também está na foto, então em tempos de sua juventude, assim como se reconhece outra pessoa, pelo menos, mas todas essas pessoas eram de bom conhecimento nesse tempo.

Armando Pinto

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segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Quando a equipa do FC Porto estagiou na Lixa antes do decisivo Porto-Benfica para o Título Nacional de futebol de 1938/39...!

Estava a chegar ao fim o Campeonato Nacional da 1.ª divisão de 1938-39. E (sendo necessário um apontamento a enquadrar o tema, acrescenta-se) o FC Porto fez deslocar a sua equipa principal de futebol para longe do Porto, vindo estagiar numa pensão no ambiente da então pacata vila da Lixa, no concelho de Felgueiras, antes do jogo que poderia atribuir a vitória no campeonato. Disso se tomando melhor conhecimento por uma série de fotografias constantes do álbum pessoal feito pelo guarda-redes portista dessa era, o 1.º guarda-redes internacional do FC Porto, Manuel Soares dos Reis, titular da baliza do clube azul e branco há alguns anos também.

Então, no jogo final, que o FC Porto não podia perder, para tão importante prélio com o Benfica no campo da Constituição, toda a equipa do Futebol Clube do Porto se concentrou durante algum tempo nesse sítio relativamente distante da Invicta. Em ocasiões do género era costume fazerem um retiro na Quinta da Vinha, um remanso do antigo presidente, dirigente outras vezes e sempre colaborador Sebastião Ferreira Mendes, numa das margens do rio Douro, para os lados de Oliveira do Douro. Mas dessa vez foi a equipa estagiar para a Vila da Lixa, no interior do distrito, dentro do concelho de Felgueiras, recaindo escolha na Pensão Silva

= F.C. do Porto em estágio na Lixa, em frente à Pensão Silva. Soares dos Reis, na ocasião, estava muito bem sentado no parapeito do janelão, enquanto o treinador Siska saboreava um cigarro e todo o pessoal descansava ao sol da terra da Senhora das Vitórias. Com esse atributo subjacente, a ser paradigmático.

E o certo é que, depois, diante dum emotivo jogo, o encontro terminou empatado a três golos para cada lado, sagrando-se o FC Porto Campeão Nacional. Manteve assim o clube Dragão o primeiro lugar, com 23 pontos, ou seja com um ponto de vantagem sobre o Sporting e dois do Benfica (diferenças que correspondiam à melhor prestação pontuada. Sendo que nesse tempo e por muitos anos as vitórias tinham atribuição de 2 pontos e na metade 1 por empate). No segundo lugar ficara então o Sporting, com 22 pontos e em terceiro o Benfica, com 21 pontos. Enquanto o Campeonato era disputado por 8 equipas, que se apuravam através de anteriores Campeonatos Regionais, e como tal no Campeonato Nacional apenas disputavam 14 jogos cada qual, desenrolada que era a prova ao longo de 14 jornadas (antecedendo a campanha da Taça de Portugal, em eliminatórias todas em duas mãos).

Ora, aqui para o caso, atente-se pois nas fotos arquivadas pelo próprio Soares dos Reis I (primeiro... Assim referenciado porque depois dele houve um irmão, o Soares dos Reis II, e um sobrinho e afilhado, o Soares dos Reis III, todos guarda-redes). Dando as imagens coevas fieis testemunhos do ambiente da época, incluindo homens e crianças vestidos à maneira desse tempo, de pessoas da Lixa que rodeavam em admiração e curiosidade os jogadores do Porto, como Soares dos Reis, Pinga, Carlos Pereira, Carlos Nunes, João da Nova, Castro, Guilhar, Anjos, António Santos, Reboredo, Costuras, Lopes Carneiro, Sacadura, etc. mais o massagista Chico Gonçalves e o treinador Miguel Siska.


Armando Pinto
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sábado, 16 de novembro de 2024

Lembrança da inauguração da sala da Associação de Cicloturismo de Felgueiras na Casa do Povo da Longra, com a presença do ex-ciclista Cândido Barbosa (agora presidente da F.P.C.)

O antigo ciclista profissional Cândido Barbosa foi eleito presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, em eleição decorrida neste sábado (16/11/2024) da época de São Martinho. Embora atualmente a modalidade das bicicletas de corrida tenha perdido muito interesse, será sempre uma referência nas recordações de tempos idos, da grande popularidade que teve na era das equipas de clubes. E enquanto outros interesses se não misturaram e alteraram o ambiente. Como tal, dando os Parabéns ao novo presidente da FPC, recorda-se um encontro com ele aqui na Longra, quando ele veio ao concelho de Felgueiras associar-se à inauguração da sala-sede do Clube de Cicloturismo de Felgueiras, aquando da instalação do grupo no edifício-sede da Associação Casa do Povo da Longra, em dezembro de 2005. Ficando da ocasião uma pose pessoal, com ele, sendo eu na época o presidente da Casa do Povo da Longra.

Armando Pinto


sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Notícias do FC Felgueiras por épocas de 1934 e 35… na revista "Stadium" de Lisboa!

Umas curiosidades soltas, surgidas dos confins das memórias do futebol no concelho de Felgueiras, sobre as primeiras épocas de jogos disputados… Um Felgueiras-Lixa em 1934/35 e a constituição da equipa do Felgueiras num Felgueiras-Freamunde, bem como goleadores locais dum Felgueiras-Fontinha do Porto em 1935/36!

Entre curiosidades e preciosidades memorandas, um dia destes chegou-me uma interessante comunicação, sobre umas ocorrências antigas, relacionadas com o futebol felgueirense. Não sendo assim minha esta descoberta, mas conhecida e obtida através de um amigo colecionador de jornais e revistas de matérias desportivas, o meu amigo Paulo Jorge Oliveira, do Porto. Que viu, leu e logo me remeteu imagens da revista “Stadium”, uma referente a um jogo entre o FC Felgueiras e o FC Lixa, disputado no âmbito do Campeonato da 2.ª Divisão da Associação de Futebol do Porto, em finais de 1934 – visto a respetiva edição dessa revista de Lisboa ser do início de 1935, mais propriamente de 2 de janeiro de 1935. Outra já de início da época seguinte, na edição de 9 de outubro de 1935 da mesma revista, tratando-se duma caixa referente ao jogo Felgueiras-Freamunde, com a curiosidade de conter informação de um dos primeiros onzes do histórico Foot-ball Clube de Felgueiras. E, acrescendo ainda de finais do mesmo mês, com data de 30 de outubro, outra com algo mais sobre um Felgueiras-SC Fontinha, do Porto.

Eis então essas interessantes notas de reportagem, saídas a público na revista Stadium, e que assim se juntam em imagens de recortes. Dando conta do dérbi regional Felgueiras-Lixa, nesse tempo. Com crónica assinada por C, numa visão geral do encontro (com a curiosidade de referir um jogador que entretanto já havia também sido referenciado num artigo aqui no blogue “Longra Histórico-Literária”, por exemplo). E a outra mais simples, mas contendo a informação dos nomes, incluindo também o do jogador-fundador, Verdial. Mais uma com nomes dos goleadores, como se pode ver. Mas o melhor é ler e apreciar esses testemunhos antigos, comprovativos da existência oficial do Futebol em Felgueiras nesses idos dos anos 30 e tal, do século XX. A comprovar que o que foi escrito no livro “Futebol de Felgueiras-Nas Fintas do tempo 1932/2007” obviamente sempre teve razão de ser.




Armando Pinto

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sábado, 9 de novembro de 2024

A antiga e famosa (felgueirense) sirene da Metalúrgica da Longra ainda a ecoar no jornal O Louzadense…

 

Perpassa na memória do tempo a aura popular da célebre fábrica grande Metalúrgica da Longra. Como em sua vivência perdura a famosa serventia da sua antiga Sirene, cujo toque era ouvido a longas distâncias e fazia parte dos hábitos costumeiros da região, entre os “toques de pegar e largar o trabalho”. Disso mesmo ainda recentemente fez eco o jornal “O Louzadense”, na transmissão que chega ainda até ao conhecimento do vizinho concelho de Lousada. Conforme se pode ler nas páginas desse jornal cativante de atenções por assuntos nele registados. Quão ressalta até neste caso, a propósito dos toques da sirene da lousadense “Famo”, de ligações históricas à felgueirense “Metalúrgica da Longra” de tempos idos e interligação à famosa sirene que esteve na origem de outras, como no caso da Famo de Lousada (e até da Ferfor da Serrinha, acrescente-se), em cuja sonoridade memoranda brada na memória o seu autor, Joaquim Pinto.

Disso tudo ficou registada uma interessante crónica nesse jornal admirável de temática cultural, que se partilha aqui (repartida em imagens de duas partes, para possibilitar melhor leitura). Agradecendo ao autor da bela peça jornalística, José Carlos Carvalheiras, o conhecimento dado, bem como as palavras dedicadas ao correr da escrita. Enquanto aqui se ilustra o tema com imagens de duas peças de estimação pessoal, como é um molde de bobinagem para material metalúrgico desses tempos, de uso do meu pai; e um metálico cinzeiro antigo com o logotipo da Metalúrgica da Longra…


Armando Pinto

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sábado, 2 de novembro de 2024

Lembrança da biblioteca itinerante da Gulbenkian que parava na Longra…

 

Pelos idos anos da década de 60 e ainda durante algum tempo dos anos 70, foi deveras apreciada a vinda da camioneta dos livros, como chamávamos à carrinha do Serviço de Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian. Contendo muitos e bons livros em estantes no interior das carrinhas. Cujo serviço havia sido criado em 1958, como biblioteca-circulante, através de diversos veículos preparados para o efeito e espalhados pelo país, na ideia de promover e desenvolver o gosto pela leitura e elevar o nível cultural dos cidadãos, possibilitando a todos os interessados livre acesso às estantes, empréstimo para leitura domiciliária e gratuitidade do serviço.

Não será necessário explicar ou recordar em pormenor o caso, por ainda estar certamente na memória de toda a gente desses tempos.

Não havendo fotografia desse tempo alusiva ao tema, para ilustração, junta-se uma imagem duma dessas carrinhas, conforme consta de algumas publicações.

Ora um desses veículos, que percorria a região aqui de Felgueiras e terras de concelhos circunvizinhos, passava e parava então na Longra. Primeiro junto à Casa do Povo e depois entre a casa do senhor Castro Africano e a Farmácia Abreu (hoje entre a casa da família do sr. Luís Sousa e a fabrica IMO). Tendo ficado na lembrança essa utilidade e derivadas recordações, desde o condutor, um senhor novo, e o bibliotecário, um senhor idoso, até à praxe de requisitar os livros com a apresentação dum cartão próprio, etc.

Pois disso mesmo ainda tenho o meu cartão. Não o primeiro, que tive ainda no tempo da escola primária, pelo menos aí desde 1961,sensivelmente, quando comecei a aprender a ler, e ia lá buscar livros de bonequinhos, para ver e ir lendo. E depois quando comecei a ler livros de histórias infantis, mais livros sem imagens, posteriormente. Ou seja no tempo da escola primária e depois. Até que mais tarde, quando vinha de férias, estando ausente da terra por via dos estudos, mas regressava para passar temporadas, voltei a ir buscar livros à mesma carrinha, quando parava por cá, sendo desse tempo o meu segundo cartão, passado quando tinha 15 anos. Este aqui partilhado em imagem, estando ainda guardado como recordação pessoal.


Armando Pinto

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