Espaço de atividade literária pública e memória cronista

sexta-feira, 27 de março de 2026

Lembranças de tempos idos escolares - em recordações de nossa Escola…!

 

Passam os tempos mas permanecem as recordações, do percurso de vida. Estando sempre presentes as lembranças de nosso tempo de escola, de quando aprendemos as primeiras letras e as contas feitas na pequena lousa pessoal e no quadro de lousa da parede da sala da escola. Onde havia a grande secretária da professora (ou professor, conforme os casos) e por trás, na parede de fundo do salão, fixados estavam os quadros dos governantes da nação a ladear um crucifixo, enquanto nós alunos estávamos sentados nos bancos das grandes carteiras de madeira e escrevíamos molhando as penas na tinta dos pequenos tinteiros de louça branca, metidos nos respetivos furos, orifícios esses ao cimo da inclinada frente para a escrita. E tudo o mais, que era usual nos tempos da antiga escola primária. Enquanto entre nós, por vezes em que a professora não estava ou se virava para os das outras classes (que a nossa sala de aula, da escola velha, era grande a albergar tudo e todos), quando não ficávamos calados por receio de ir ao quadro, ainda falávamos entre nós também de brincadeiras, dos jogos da bola e até dos jogos da equipa de basquete da Metalúrgica da Longra... que vem assim a calhar para distrair um bocado, entenda-se.

Ora, do tempo atual dos amigos e colegas que ainda nos vamos reunindo, entre conhecidos da Longra e arredores, de gerações diversas, há alunos que tiveram como mestres e regentes de ensino professoras e professores também diversos, desde o Professor Freitas e sua esposa professora Carminda, às professoras D. Amélia, D. Maria Parteira, D. Candidinha, D. Fernanda, D. Madalena, D. Nininha, D. Alice, etc. etc. até mais recentes como a D. Fátima, D. Emília, D. Maria de Deus, D. Celina, etc, etc. Conforme as gerações, dos oitentas, setentas, sessentas e cinquentas… E talvez mais para outros mais novos, dos agora na casa já dos quarentas…

Pois então, entre isso tudo, cada um terá as suas recordações, quão ficaram na retina da memória, em imagens permanecidas nas cabeças dos alunos e alunas que frequentaram a escola da Longra, quer a antiga do casarão de pedra do caminho por trás da casa dos presuntos até às quatro barrocas, bem como a nova já edificada em estilo da arquitetura escolar do Estado Novo. Assim como aqui o autor destas linhas… tenho as minhas.

Pois, assim sendo, em traços leves, vem-me à ideia relembrar algumas das minhas lembranças e derivações da passagem desse tempo da Escola da Longra: na antiga, com seu recreio, terreno lateral à casa de pedra, aquele pequeno recinto com uma retrete de madeira à antiga portuguesa e espaço de brincadeiras inclinado, onde se jogava à bola como calhava e para as bolas não caírem sempre ao quintal da casa vizinha se colocava a baliza de baixo mais ao lado, na abertura do espaço vão debaixo do edifício. Etc, e tal. Mas para não estar a alongar esta narrativa, por demais, relembro melhor algo disso por imagens, com os diplomas de passagem de classe e o do exame final. 

Sendo, por fim, uma boa lembrança desse exame de fim da escola, o ter sido coincidente com a ocorrência da subida de divisão do Futebol Clube de Felgueiras. 

Mais o que ficou associado nas lembranças pessoais que cada um lembrará sempre, pelo tempo fora. Quão, mais tarde, quando publiquei o livro da história da região, já não pude ter comigo a minha professora da 1.ª Classe, a tão boa senhora e mesmo cativante professora D. Candidinha Sousa, que havia falecido tempos antes, mas recebi em nome dela um abraço do marido, o meu amigo senhor Luís da Póvoa; enquanto a minha professora da 2.ª à 4.ª classe, a D. Fernanda Silva, me enviou uma carta a justificar sua ausência da sessão de apresentação da obra, dando contudo os parabéns pelo livro, certamente a pensar se ainda se lembrava de mim, como se entende, mas também a pensar possivelmente que terá valido a pena ter sido minha professora.


Ficam assim aqui alguns tópicos de memorizações, para se puxar pela memória, de memórias feitas de afinidades locais à memória coletiva.

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

quinta-feira, 26 de março de 2026

Bibliografia do autor - atualização desde Julho de 2024

   

Obras publicadas:

- Livro (volume monográfico) «Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras»; publicado em Novembro de 1997. Edição patrocinada pelo Semanário de Felgueiras.
- Livro «Associação Casa do Povo da Longra – 60 Anos ao Serviço do Povo» (alusivo ao respetivo sexagenário, contendo a História da instituição - Abril de 1999). Edição da Casa do Povo da Longra.
- Livro (de contos realistas) «Sorrisos de Pensamento – Colectânea de Lembranças Dispersas»; publicado em Outubro de 2001Edição do autor.
- Livro (alusivo da) «Elevação da Longra a Vila» - Julho de 2003Edição do autor.
- Livro (cronista do) «Monumento do Nicho Nas Mais-Valias de Rande» – Dezembro de 2003 (oferecido à Comissão Fabriqueira paroquial, destinando receita a reverter para obras na igreja). Edição do autor.
- Livro «Padre Luís Rodrigues: Uma Vida de Prece Melodiosa» – Na passagem de 25 anos de seu falecimento; publicado em Novembro de 2004Edição do autor.
- Livro «S. Jorge de Várzea-História e Devoção», publicado em Abril de 2006Edição da Paróquia de Várzea.
- Livro «Futebol de Felgueiras – Nas Fintas do Tempo» (sobre Relance Histórico do F. C. Felgueiras e Panorâmica Memorial do Futebol Concelhio, mais Primeiros Passos e Êxitos do Clube Académico de Felgueiras) – Edição do autor, pub. Setembro de 2007.
- Livro "Destino de Menino" - dedicado ao 1º neto - Dezembro de 2012, em edição restrita do autor, numerada e autenticada pessoalmente.
- Livro "Luís Gonçalves: Amanuense - Engenheiro da Casa das Torres", edição patrocinada pela fábrica IMO da Longra - biografia de homenagem ao Arquiteto do palacete das Torres, de Felgueiras - Janeiro de 2014.
- Livro "História de Coração" - dedicado ao 2º neto - Novembro de 2015, em edição restrita do autor, numerada e autenticada pessoalmente.
- Livro “Torrente Escrita – em Contagem Pessoal”, ao género autobiográfico – Dezembro de 2016 - edição restrita do autor, numerada e autenticada pessoalmente (apenas para partilha familiar).
- Livro “História dum Brinquedo que não se pode estragar”, dedicado ao 3º neto - em Fevereiro de 2019, em edição restrita do autor, numerada e autenticada pessoalmente.
- Livro “Luís de Sousa Gonçalves O SENHOR SOUSA DA IMO”, edição patrocinada pelo IESF-Instituto de Estudos Superiores de Fafe – biografia de homenagem ao fundador da fábrica de metalurgia IMO da Longra – novembro de 2019.
- Livro "Ciclistas de Felgueiras", publicado em Janeiro de 2020, através da editora Bubok Publishing, A. L. , e apresentado publicamente em Março seguinte. Edição do autor. Sobre os cicilstas e homens do ciclismo naturais de Felgueiras que correram e andaram no dirigismo ao mais alto nível desportivo, tendo participado na Volta a Portugal em bicicleta e no caso do mais famoso também em importantes provas no estrangeiro. 
- Livro Um tal Covid na história familiar… num sorriso de vida” - dedicado ao 4º neto / Dezembro de 2022, em edição restrita do autor, numerada e autenticada pessoalmente.
- Livro "50 ANOS DE NAMORO! - Primavera / Verão de 1973 a 2023" - dedicado à esposa, em edição restrita do autor e autenticada pessoalmente / abril de 2023.
- Livro "Tomás Gonçalo: Em passeio no tempo afetivo" - dedicado ao sobrinho-neto especial - em edição restrita do autor e autenticada pessoalmente / março de 2024.
- Livro "HISTÓRIAS DA NOSSA FAMÍLIA = Nos meus 70 anos!" dedicado a histórias com significado familiar, em edição restrita do autor, autenticada pessoalmente e apenas para distribuição pela família mais chegada / Julho de 2024.


E
Livros oficiais (alusivos a realizações de eventos), entretanto também publicados:

- «1ª Mostra Filatélica e Exposição Museológico-Postal da Casa do Povo da Longra» (relativa a Semana Cultural de abrangência comemorativa do centenário do aviador Francisco Sarmento Pimentel e octogenário do Correio da Longra - Julho de 1995).
- "FREGUESIA de RANDE (S. Tiago) e POVOAÇÃO da LONGRA - Rande" - Coordenação geral e autoria de alguns textos - Publicação patrocinada pela Junta de Freguesia de Rande, a reverter para obras da igreja paroquial de Rande - Março de 1996.
- «1º Festival Nacional de Folclore “Longra/97”» (englobando partes historiadoras e galeria diretiva da Associação Casa do Povo da Longra - Maio de 1997).
- «2º Festival de Folclore do Rancho da Casa do Povo da Longra» (contendo Lendas e Narrações das freguesias da área da instituição - Setembro de 1998).
- «3º Festival de Folclore da Longra – Memória etnográfica do sul Felgueirense e afinidades concelhias» (Julho de 1999).
- «4º Festival de Folclore da Longra – Celebração Folclórica do sul Felgueirense» (Julho de 2000).
- «Evocações da Festa Paroquial de S. Tiago de Rande» (Julho de 2000 - de promoção à festa desse ano, por solicitação (e edição) da respetiva comissão organizadora, traçando panorâmica das festas antigas.)
- «Rancho da Casa do Povo da Longra-Sete anos depois... em idade de razões» (Maio de 2001 – livro comemorativo do 7º aniversário do mesmo agrupamento e também alusivo ao 5º Festival de Folclore da Longra, de Julho seguinte – incluindo texto de fundo narrativo do “Conto de um Rancho Amoroso”, sobre a história do grupo em questão.)
- «6.º Festival do Rancho da Casa do Povo da Longra – Desfile de Oito Anos de Vida» (Junho de 2002).
- «7.º Festival da Associação Casa do Povo da Longra – Danças Mil em Nove Anos de Folclore» (Junho de 2003).
- «Grupo de Teatro da Casa do Povo da Longra – Sete Anos na Arte de Talma Associativa» (Outubro de 2003 – Livro historiador do respetivo agrupamento, em tempo do seu sétimo aniversário). A pedido (e edição) do Grupo de Teatro da CP Longra
- «8.º Festival da Associação Casa do Povo da Longra – Alcance duma Década Etno-partilhada» (Junho de 2004).
- «9.º Festival da Associação Casa do Povo da Longra – Comunhão de Tradição Associativa» (Junho de 2005).


Mais participação em revistas de teor local e clubístico...


Assim como (além de colaboração em jornais, ao longo de muitos anos, em episódicas participações em jornais diversos e mais regularmente quer no jornal O Porto entre 1974 a 1980, no Mensageiro da Longra em 1978, no Notícias de Felgueiras enre 1985 a 1995 e no Semanário de Felgueiras desde 1996 até à atualidade), ainda, algumas participações em livros literários e publicações diversas …


ARMANDO PINTO
((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

quinta-feira, 19 de março de 2026

No tradicional e terno DIA DO PAI... TAMBÉM O MEU DIA DE FILHO E PAI!

Dia 19 de MARÇO é o Dia do Pai, numa data comemorativa que homenageia anualmente os pais. Cuja tradição está enraizada e tem contornos deveras afetivos nos laços familiares. Ocasião em que a descendência mostra ao progenitor sua afeição, de variados modos naturalmente, enquanto um pai sente que vive plenamente a paternidade, na história sentimental da família. 

É assim aqui o tema deste dia, nesta ocasião. Tal como pessoalmente, na vida particular, tenho o meu pai como meu herói, desde que me lembro e continuarei a lembrar pelos tempos fora. Tanto que desde pequeno me recordo de ficar orgulhoso quando ouvia dizer que ele criara uma sirene melhor e muito diferente de quaisquer outras, para a empresa em que trabalhava, quão (a sirene da Metalúrgica da Longra!) era uma referência para toda a vasta região onde chegava a longa distância, a pontos que servia inclusive como sinal de previsão meteorológica, conforme fosse ouvida, até terras de Lousada e Celorico de Basto, mediante testemunhos conhecidos. E extensivamente ainda me orgulho dele ter sido distinguido com o Prémio da Associação Industrial Portuense, galardão com que foi o único felgueirense assim reconhecido. 

Tal como sou pai e sei como é ser visto pelos meus filhos. Num sentimento que transporto para aqui, como espaço de memorização afetiva.


Então eu que sempre pensei que não há pai como o meu pai, no dizer popular de que "não há pai pró meu pai", também penso assim dos filhos, de modo que se tivesse de repetir tudo na vida, a minha vida seria da mesma forma, para ter a minha família!

Armando Pinto 

sábado, 14 de março de 2026

Um blogue sobre um livro que dirá muito à região da Longra, mais envolvente área de Rande, Pedreira e do concelho de Felgueiras…


Aqui há tempos já neste blogue "Longra Histórico-Literária" foi apresentado o tema de um estudo que estava a ser pesquisado e escrito por um descendente de pessoas da nossa terra, que há mais de um século emigraram para o Brasil, mas mantiveram laços afetivos à ligação telúrica de Longra-Rande até à Pedreira, com o concelho de Felgueiras no horizonte vislumbrado entre Brasil e Portugal. Inclusive tendo o autor desse estudo até estado na Longra em contactos com esse fim e de permeio ido à igreja e ao cemitério de Rande em busca de pontas do novelo da sua história. Ocasiões em que contactou pessoas que de uma forma ou outra contribuíram para a evolução da pesquisa, algumas das quais fazem parte da narrativa que ficará em livro que proximamente virá a público. Sendo o autor do livro descendente da família do Senhor Cardoso e de sua filha a "Se ' Marquinhas" (Se Marquinhas, de senhora Marquinhas ou Mariquinhas) da Loja da Ramadinha, do Largo da Longra, estendendo-se à Arcela da Pedreira e à famíla Peixoto Dias Azevedo da casa de Santiago e da igreja de S. Tiago de Rande, mais ligações às casas do Outeiro, Torre, etc. Com diversos ramos paralelos e extensivos, inclusive com descoberta que ainda somos primos em quarto grau, salvo erro (referindo assim porque o Cassio, o amigo e primo autor do livro, está mais familiarizado com essas contas e linhas genealógicas).

Livro: O que o silêncio escondeu
Um memorial de cinco séculos de terra, fé e travessia

Cassio Luiz Cardoso Sampaio, nascido em São Paulo e residente em Lisboa, escreveu um memorial familiar de suas linhagens ancestrais que remete primariamente à Rande e suas imediações. 

Cassio é neto de Avelino Cardoso Sampaio, nascido em 1891 em Rande. Avelino foi filho de Joaquim Cardoso de Sampaio (também conhecido como o Cardoso da Longra, proprietário da Loja da Ramadinha no Largo da Longra) e Maria de Jesus Dias de Azevedo (nascida na Casa do Patrimônio e descendente da família proprietária da Casa de Santiago e sobrinha do Padre António de Azevedo.

Sobre esse tema enternecedor, o autor do livro, resultante desse longo trabalho, criou um blogue, que fala por si. De cujo labor, para divulgação e ir havendo eco, se partilha desde já aqui o mesmo blogue, desse amigo e familiar, Cassio Cardoso Sampaio, para toda a gente.

Assim sendo… Para verificar e ler:

(Clicar) em

https://silencio-escondeu.blogspot.com/

AP

Nota: Para uma visão relacionada, atente-se no que está descrito sobre a Diáspora Felgueirense (incluindo o caso versado no livro em apreço), revendo o artigo deste blogue "Longra Hostórico-Literária", em 

http://longrahistorico.blogspot.com/2025/07/diaspora-luso-fel-brasileira-de-terras.html

Armando Pinto


sexta-feira, 13 de março de 2026

Homenagem à D. Amélia Noronha - in Semanário de Felgueiras

- Artigo escrito como crónica pessoal de homenagem evocativa à falecida D. Amélia Noronha, na edição de 13 de março do jornal Semanário de Felgueiras (SF Felgueiras Jornal), na página 3:

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens - para ampliar )))

 

quarta-feira, 11 de março de 2026

De vez em quando… Lembrando o Dr. João Brandão - um antigo Presidente de Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Felgueiras - que foi habitante de Sernande!

O Dr. João Brandão, de nome completo João Machado Ferreira Brandão, natural de Idães, e que viveu a maior parte de sua vida em Sernande, onde teve casa sua, foi famoso em seu tempo na região felgueirense. Não como um outro João Brandão conhecido porque tocava violão, embora também pudesse tocar, mas este sobretudo porque soube ser e foi político local-concelhio em terras de Felgueiras, esse que foi senhor da Casa de Cimo de Vila de Sernande. 

Foi deputado da Nação e Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Felgueiras nos inícios da República Portuguesa e era muito amigo dos irmãos João e Francisco Sarmento Pimentel, da casa da Torre de Rande, assim como do Dr. António Pinto Sampaio e Castro, que foi Administrador do Concelho, mais do Dr. Eduardo Freitas, da Lixa, entre outros que escreviam no seu jornal Defeza de Felgueiras. etc. Um senhor que bem merecia ter seu nome na toponímia da freguesia de Sernande. Sobre o mesmo, foi por estes dias de março lembrado o caso de quando foi atribuído precisamente seu nome a uma rua da então vila de Felgueiras, hoje cidade - no “documento do mês março ‘ 26” do Município de Felgueiras.

SABER 
📜
| Documento do Mês

1922, agosto, 26, Felgueiras – “Ata da sessão extraordinária de 26-8-922” (PT/AMFLG/CMFLG/B-A/001/0080, fl. 35-36)

Em reunião de 26 de agosto de 1922 a Câmara Municipal deliberou homenagear e perpetuar a memória do dr.º João Brandão, falecido nesse mês, atribuindo o seu nome à rua que liga o largo da feira à rua Costa Guimarães.

A rua tinha sido aberta há pouco tempo.

(Sobre a imagem de cima, retirada do livro "Presidentes de Câmara e Eleitos do Concelho de Felgueiras 1834-2017", publicado pela CMF em 2017: Deve haver lapso na atribuição das datas da presidência do Dr. João Brandão na Comissão Administrativa Municipal, pois foi já depois da implantação da República, ocorrida a 5 de outubro de 1910; ou seja se ele realmente entrou em janeiro, deve ter sido em 1911.)

Citação a propósito do centenário da morte do Dr. Eduardo de Freitas, em cujo mandato de Pesidente da Câmara foi decidida essa aprovação, em 1922.

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

segunda-feira, 9 de março de 2026

Curiosidades sobre a Caixa Multibanco da Longra - inaugurada em MARÇO de 2003...

 

Faz este mês de Março, de 2026, já 23 anos que foi aberto o Multibanco da Longra, com a inauguração da respetiva Caixa ATM-Multibanco a 7 de MARÇO de 2003.

Na época já havia o sistema de Caixa Multibanco desde 1985 em Portugal. Realidade que (como é normal em Portugal, onde o resto do país costuma ser paisagem…) teve início em Lisboa, através da primeira caixa de levantamento automático de dinheiro. Sistema desde logo chamado ”ATM” (pela sigla inicial, do inglês, “Automated Teller Machine”) e que hoje em dia se espalha por mais de treze mil de tais unidades, mais conhecidas por “multibancos”. 


Por aqueles tempos demorou aquilo a chegar ao resto do país. Recordamo-nos ainda da renitência com que as gentes de Felgueiras ficaram de pé atrás quando apareceram as primeiras caixas no centro urbano felgueirense, na sede concelhia de Felgueiras, como ainda na Lixa. Enquanto para se levantar dinheiro de contas próprias era necessário ir pessoalmente aos bancos e esperar longo tempo por atendimento. Passados uns anos, de alongado período, cá chegou finalmente à baixa... Pois na Longra, onde os bancos parece que não querem ganhar clientes e tarda em se instalar algum, por cá no centro Longrino, então isso só foi possível, e apenas como caixa multibanco. Sem haver na localidade qualquer dependência ou balcão de banco ou agência bancária e como tal ter ficado em local exterior da Casa do Povo, pouco tempo antes da elevação da Longra a vila (depois a 1 de julho do mesmo ano).


Assim, porque não apareceu qualquer outra possibilidade, a instalação duma Caixa Multibanco na Longra só foi possível por iniciativa e parceria entre a Junta de Freguesia de Rande, presidida por Pedro Ribeiro, e a Associação Casa do Povo da Longra, presidida por Armando Pinto, num processo iniciado em 2002 e concluído em princípios de 2003, com a Caixa Agrícola de Felgueiras, instituição bancária com sede em Felgueiras e entretanto alargada a outros concelhos vizinhos.  

Antes, qualquer pessoa tinha que se deslocar à cidade de Felgueiras, propositadamente para o efeito, como ainda é de memória não muito distante.


A propósito, recorde-se que no livro “Elevação da Longra a Vila”, no capítulo  “Algumas datas e factos memoriais  da Longra”, ficou registado: «- Abertura da primeira Caixa Multibanco na Longra, nas instalações da Casa do Povo, a 7 de Março de 2003. Nesse dia  publicava-nos o Semanário de Felgueiras  um artigo de fundo  intitulado “Futura Vila da Longra” – tema que serviu de mote de alegoria  principal ao Corso  Carnavalesco da Longra, dias antes.»


Ora, a Caixa Multibanco desde 2003 existente na Longra é a única da região, servindo todas as pessoas desta área e a quem passa… e diz-se que é a caixa multibanco do concelho de Felgueiras com mais movimento. De tal forma que quase diariamente depressa fica sem dinheiro, ou seja com o dinheiro que tinha dentro a ficar depressa esgotado. E quantas vezes até fica com falta de papel para os recibos, pelo extensivo movimento também de consultas de saldos, por exemplo. Quando não ainda aparece avariada e fica fora de serviço vários dias.

Como curiosidade, refira-se que ATM é um terminal bancário ou remote banking, também por vezes referenciado por caixa eletrónica, caixa multibanco e caixa automática.

Moral da História: Não se deve deixar esquecer o desenrolar histórico, para se poder apreciar os valores ainda existentes.

Armando Pinto
((( Clicar sobre as imagens )))