Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

O senhor “Zé Branco”!

 

Pegando numa ideia de recordar pessoas antigas, entre alguns personagens típicos ou figuras públicas da vivência da Longra, num tema entretanto interrompido por poder ser melindroso, tendo de se referir sobrenomes popularmente tradicionais do conhecimento publico, para natural melhor identificação… volta-se ao tema, para não cometer injustiça com outros cujos apelidos serão mais aceites. Eis então um exemplo, para citar um senhor que foi pessoa simpática nas andanças pela Longra, em tempos que já lá vão, na memória local.  

Recuando no tempo permanecido nas memórias, há certa magia da vida desde a infância, pela convivência com pessoas que de alguma forma ficaram nas nossas recordações. Percebendo ser, tal permanência no subconsciente, bem capaz de dar vida às coisas, de reavivá-las no cantinho do cérebro recriador, pelos olhos da memória, na “Pedra Filosofal” que faz o mundo pular e avançar. Como por essa espécie de retina relembro pessoas que, em meu tempo de infância e juventude, eram senhores idosos a meus olhos, ainda que os tenha conhecido na casa de seus cinquenta, sessentas e até setenta e tais anos, por exemplo. Quão relembro o senhor José Teixeira, que era muito amigo de meu tio José da Costa Moreira, o meu tio Zé.

Ora, dito e referido assim, por José Teixeira, por certo que quase ninguém verá desde já quem será, ou terá sido, melhor dizendo. Josés Teixeiras houve e há muitos. Mas se disser que se trata de evocar o senhor Zé Branco, já há quem saiba quem foi, obviamente. E o apelido nem é desinteressante, pois já antigamente se dizia que uma pessoa muito vista e lembrada era como o pão branco.

Ora o senhor Zé Branco era um senhor que me habituei a ver na Longra e muito apreciava de o ver em quaisquer das atividades que iam acontecendo nesses tempos de minha infância e seguinte juventude. Além de ser pai do meu amigo Tónio Branco, o António Vieira Teixeira, colega de escola e até companheiro na ida ao exame da 4.ª Classe que completamos juntos. Bem como do Raul, mais velho que eu mas que deveras comigo conversava, por ambos sermos Portistas. Tal qual com o Pedro Celestino, companheiro de conversas no café da Longra. Enquanto o senhor Zé Branco, embora vivendo mais acima da Longra, passava quase todo o seu tempo pela Longra. Como depois, quando eu acompanhava muito o meu tio Zé Moreira, também eramos companheiros de convivência e naturais conversas, ouvindo-os contar coisas e loisas de seus tempos. Ao ponto que quando meu tio Zé morreu, o senhor Zé Branco foi ao funeral e antes ao passar entre os familiares do finado que estavam a receber as condolências, aquando de dar os sentimentos, logo se me dirigiu e cumprimentou de modo especial, por saber que eu ali era um amigo especial do meu tio falecido e eu e ele tínhamos afinidades nessa convivência.  

Jamais haverei de esquecer-me de pessoas dessas, que admirei de ouvir e conheci em suas andanças pela Longra. Como o senhor Zé Branco. Cujas memórias passam aqui diante de mim e pedem que sejam passadas à escrita destas recordações, que, podendo ser simples, podem vir a ser transformadas em pedras preciosas na afetividade da memória coletiva.

Armando Pinto

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

De vez em quando - (Mais) uma foto com história…

 

Tal como de outras vezes, desta feita calha ser vez de uma fotografia relacionada com a memória pessoal, mas também local. Tratando-se, neste caso, de um instantâneo fotográfico do dia da apresentação do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, em 1997, e mais propriamente de um dos momentos das assinaturas nos livros, tipo sessão de autógrafos, nessa noite. Por acaso, ainda e também foto, esta, colocada numa pequena moldura, junto com uma foto pessoal de infância, que, além de estar assim no escritório doméstico, é também parcialmente imagem cimeira deste blogue, a servir de ilustração genérica daqui do “Longra Histórico-Literária”.

Armando Pinto

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Vislumbre memorando sobre a Adega Cooperativa de Felgueiras - a propósito de recente passagem de imagens documentais na RTP2...

Tendo por estes dias passado no 2.º Canal da Radiotelevisão Portuguesa, atualmente chamado de RTP 2, uma lembrança sobre imagens antigas relacionadas com Felgueiras, chamou a atenção o facto, tratando-se de fugaz passagem a ilustrar a inauguração oficial da então Adega Cooperativa de Felgueiras, acontecida em 1959. Algo que assim passou no programa Preto no Branco, de reposição de imagens do Arquivo da RTP, como que olhando desde o início da Radiotelevisão Portuguesa e revisitando o passado, no tempo em que se vía Portugal a preto e branco.



Ora a Adega Cooperativa de Felgueiras foi fundada em 1957, precisamente no mesmo ano do surgimento da televisão em Portugal. E começou a laborar em 1959, ano em que foi inaugurada oficialmente, conforme as imagens de arquivo da RTP. Sendo referido na peça televisiva que “foi pelo Governador Civil do Porto inaugurada a Adega Cooperativa de Felgueiras”, em 1959. Curiosamente, nas revistas publicadas aquando das comemorações de anos jubilares da instituição, entre os dados históricos referentes à mesma Cooperativa apenas é referido o ano da fundação e o do início da laboração, sem constar a inauguração.

A propósito deste tema, vindo à lembrança com a vista das imagens passadas na RTP 2, recorda-se um artigo em tempos publicado no jornal Semanário de Felgueiras, com alguns acrescentos posteriores, duma lavra de anos atrás, já.

Associativismo Cooperativo em Felgueiras:

Sindicato Agrícola - Grémio da Lavoura e Adega/Cooperativa

Sendo Felgueiras um concelho com significativa posição no sector agrário, inserido em plena zona demarcada do vinho verde, com cabimento tem entre as suas organizações associativas de peso a Cooperativa Agrícola, sucessora da antiga Adega, por sua vez herdeira do Grémio da Lavoura e do pioneiro Sindicato Agrícola, em sequência retroativa.

Tudo começou em finais do século XIX com a criação de um organismo local congregador dos interesses agrícolas do concelho, numa iniciativa de associativismo do sector então primordial da região. Estava-se em tempos de revolução de desenvolvimento industrial, em que Felgueiras ainda estava algo alheia, confinada a oficinas artesanais, enquanto a agricultura passava por estagnação acomodada de séculos, pese ser ao tempo a lavoura o sector dominante no panorama económico regional. Na tentativa de alterar a situação, visando alcance evolutivo, um grupo de homens de acção resolveu seguir as linhas em vigor de implementação do associativismo. Entusiasmados com a ideia, meteram ombros a projecto de fundação de uma colectividade de defesa dos interesses dos agentes agrícolas. Foram mentores da sua criação o Dr. Manuel Baltazar Leite de Vasconcelos, da Casa de Cabeça de Porca, e o Conselheiro Dr. António de Barbosa Mendonça, da Casa de Rande, acompanhados por João Seara, Inácio Vasconcelos, Dr. António Costa Santos, Dr. António Vasconcelos, António Brochado, Dr. António Brandão, Dr. Henrique Menezes e outros, que criaram em finais de 1895 o Sindicato Agrícola de Felgueiras. Desde logo organizando-se, conforme atestavam as bases estatutárias, cujo regulamento foi impresso em 1896 – “Estatutos do Syndicato Agricola de Felgueiras”, de 10 páginas, publicado pela Imprensa Nacional-Lisboa, em 1896. Inicialmente teve instalações divididas em aposentos cedidos por dois associados, na vila de Felgueiras (a sede social num 2º andar, de Manuel José Antunes, e o depósito numa dependência de Eduardo Menezes Coelho); depois esteve na Casa de Vila Baía, em cedência temporária da Misericórdia de Felgueiras, ainda na sede do concelho. Vivendo as atribuladas condições da época, patente nas diversas instalações que teve por sede, dependências de depósitos e armazéns, mesmo assim teve este Sindicato um órgão de informação, o jornal “Semana de Felgueiras”, criado em 1896 sob a direcção do Conselheiro Dr. António Mendonça e de João Seara, contendo inicialmente no cabeçalho o nome responsável-directivo de Francisco António de Medeiros Machado. Jornal mais tarde transformado em tribuna literária e informativa passando a ser propriedade do Dr. António Mendonça. A instituição também tivera entretanto sede em Varziela, numa casa que por esse facto era conhecida por casa do Sindicato (depois denominada por Bom Repouso, com novo nome esculpido na frontaria). Na evolução natural, o mesmo Sindicato Agrícola juntou-se na década de vinte à Cooperativa de Consumo “A Felgueirense”, de permeio formulada e em cujas instalações o Sindicato se instalou em 1926, anexando-lhe depois um armazém. Na década de 30, quando era Presidente Joaquim Ferreira de Paiva Sampaio e Gerente o Padre António da Fonseca Magalhães, foi na vila de Felgueiras construído de raiz seu edifício-sede, transformando-se em organização denominada Cooperativa Agrícola Felgueirense, que passou a funcionar também com loja de vendas, nesse prédio do antigo Campo da Feira de Gado (actual Praça Vasco da Gama). Até que em finais dessa década, com a criação dos grémios, foi alterado o seu pacto estatutário para Grémio da Lavoura de Felgueiras, criado oficialmente por Decreto de 10 de Dezembro de 1940.

Passados anos, foi em 1957 formada a Adega Cooperativa de Felgueiras, criada por 51 sócios, alguns dos quais também do Grémio, sendo oficializada por escritura de 24 de Julho e aprovada por Alvará de 3 de Outubro seguinte. Agremiação essa que passou a laborar em 1959, ao dispor de boas instalações construídas no lugar das Idanhas, barreira sul da então vila. Organização esta posteriormente transformada em Cooperativa Agrícola por outro Alvará de 30 de Setembro de 1977. Embora, no conhecimento popular, sempre mais conhecida por Adega de Felgueiras.

Devido a alterações de habilitações, relacionadas com as modificações da vida social do país, houve em 1974 extinção dos grémios, pelo que, decorridas décadas de produtivo labor, foi o Grémio da Lavoura e seu património integrado na Cooperativa, como instituição de alcance e representatividade do sector. Desde aí consignada como Cooperativa Polivalente e englobando as instalações do Campo da Feira e das Idanhas, passou a ser chamada de Cooperativa Agrícola de Felgueiras, S.C.R.L., código cooperativo transformado em 1983 para C.R.L., com secções de viticultores, produtores de leite, de aprovisionamento e escoamento de produtos, e pecuária. Fruto da gestão empreendida, depressa a Cooperativa Agrícola de Felgueiras deu passos em frente na sua implantação, apoiando actividades afins como foi, em 1986, a abertura da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Felgueiras, antes instituída em Maio de 1985; tal como firmou marcas próprias de vinhos, levou a efeito acções de formação e especialização de empresários do sector, incluindo jardinagem, produção de plantas, operadores de máquinas, doces regionais, etc. Bem como se transfiguraria ainda posteriormente, na década de noventa, para nova denominação de Cooperativa Agrícola de Felgueiras-Caves Felgerias Rubeas, CRL, cujos estatutos renovados tiveram oficialização escriturada em Outubro de 2000, acrescentando às suas secções mais as de organização de produtores pecuários para a defesa sanitária, gestão, horto-fluri e fruticultura, florestal, produtores e engarrafadores de vinhos de quinta, protecção e produção integrada das culturas de vinha e outras, entre as quais a Actinidea (vulgarmente conhecida por “Kiwi”) e de produtores de mel.

A referida Caixa de Crédito Mútuo seria mais tarde alargada aos domínios da região circunvizinha, deixando de estar vinculada à Cooperativa de Felgueiras, por fusão resultante de incorporação com congéneres de concelhos vizinhos, passando a chamar-se Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Terras de Sousa, Ave, Basto e Tâmega, CRL, contudo mantendo sede administrativa em Felgueiras.

Embora mantendo alguns serviços no edifício do antigo Grémio, durante anos, a sede da Cooperativa ganhou maior expressão nas Idanhas, nas suas amplas dependências, onde, para lá de balcão de venda geral, criou loja adjacente de venda de produtos tradicionais, a juntar à capacidade de laborar e envasilhar vinho das uvas recebidas dos associados. Produzindo vinhos de marcas de diversas qualidades, por diversas vezes premiados em vários certames. Tal qual colaborando com realizações de âmbito social concelhio, como aconteceu, na década de oitenta, do século XX, com a localização da Felmostra e, em princípios do século XXI, a Feira de Maio. Evoluindo e transformando-se no decurso do tempo (sendo a situação descrita até à época da escrita destas simples anotações).

Feita em traços largos uma resumida retrovisão do percurso histórico pela existência antepassada de associativismo agrícola local e, consequentemente, pela sucedânea Cooperativa de Felgueiras, releve-se alguns nomes salientes na vida desta instituição que perdurou no tempo, como foram os fundadores, entre os quais o primeiro presidente, Dr. Augusto Leite da Costa Faria, mais o Dr. António José Ribeiro, Joaquim Francisco da Fonseca, Joaquim de Carvalho, Luis Augusto de Vasconcelos, Albérico Sobral, Dr. Abel Tavares, etc; e os sucessivos presidentes Tenente Coronel António Moreira Peixoto, Dr. José de Barros Carneiro, Padre João Ferreira, Dr. Artur Pacheco Mendonça, D. Ana Maria Vasconcelos, Aurélio Carvalho, Dr. Manuel Faria, Eng.º Casimiro Alves; mais restantes dirigentes, em cujos orgãos sociais há certo realce para o atual presidente do Conselho Fiscal, José Luís Martins, entre muitos empenhados associados e cooperadores, sem esquecer os dedicados funcionários, ao longo dos tempos. 

Armando Pinto

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Misericórdia do Unhão-Felgueiras em reunião com o Bispo do Porto no Paço Episcopal para reflexão sobre o trabalho nas Misericórdias.

 

Na passada terça-feira, 20 de janeiro, decorreu na cidade da Virgem uma reunião do Bispo do Porto com representantes das Misericórdias da Diocese Portucalense. Em cuja reunião, que decorreu no Paço Episcopal do Porto, a Misericórdia de Nossa Senhora do Rosário do Unhão esteve representada pelo seu atual Provedor, sr. Amadeu Faria, a convite de Sua Excelência Reverendíssima o sr. Bispo do Porto, D. Manuel Linda. Tendo o Bispo Diocesano estado acompanhado por D. Roberto Mariz, Bispo Auxiliar do Porto, que fez uma reflexão sobre o compromisso da Igreja, e também das Misericórdias, com os pobres e os mais frágeis, incidindo na primeira Exortação Apostólica do Pontificado do Papa Leão XIV.

Uma ocorrência que se assinala, pelo interesse que motiva tudo o que representa a nossa região. 

A Misericórdia do Unhão está devidamente historiada no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997. Assim como as obras que deram o aspeto atual à casa estão também referidas no livro “Luís Gonçalves: Amanuense-Engenheiro da Casa das Torres”, publicado em 2014 - tendo o mesmo sr. Luís Gonçalves da Longra sido também, em 1915, o autor do projeto da remodelação do edifício do então hospital que, anos depois, passou a albergar também as Irmãs de Caridade (para volvidos anos ter passado a convento das mesmas irmãs da Ordem Vicentina e estabelecimento de ensino, até atualmente ser um Externato), como se sabe.

Armando Pinto

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Jubileu Paroquial do Padre Manuel Ferreira em notícia no Semanário de Felgueiras

In SF Felgueiras Jornal, popularmente conhecido pelo nome de Semanário de Felgueiras, em sua edição de sexta-feira 16 de janeiro, à página 9, na rubrica Sociedade, foi publicada notícia sobre os 25 anos do Padre Manuel Joaquim da Costa Ferreira como Pároco de Rande e Sernande. Ocorrência que assim fica registada à posteridade também em versão impressa de papel, no jornal que ainda se publica em molde clássico no concelho de Felgueiras.

Armando Pinto

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domingo, 11 de janeiro de 2026

Comemoração do Jubileu Paroquial do Padre Manuel Ferreira - Bodas de Prata da sua Paroquialidade em Rande e Sernande

Comemorando a passagem de 25 anos da presença do Padre Manuel Ferreira como Pároco de Rande e Sernande, foi este domingo dia 11 assinalado devidamente o mesmo Jubileu Paroquial, do Padre Manuel Joaquim da Costa Ferreira. Primeiro na missa paroquial, de manhã, e seguidamente de tarde num almoço comunitário, com muitos convivas aderentes.

Na celebração da missa dominical na igreja de Rande, engalanada a preceito, houve então cerimonial próprio, com a missa concelebrada pelo pároco aniversariante, Padre Manuel, e pelo seu antecessor, Padre Abílio, com a igreja repleta de paroquianos, incluindo crianças da catequese e fiéis adultos.



No final foi mostrada e depois distribuída uma pagela alusiva, com imagem do interior das igrejas de Sernande e Rande e do pároco, em composição fotográfica sob fundo gráfico da capela-mor das duas igrejas paroquiais.   


Ao início da tarde teve lugar num restaurante da Longra o almoço festivo, com a presença de grande número de paroquianos, que se inscreveram para o efeito. Contando ainda, além do homenageado, também com a presença do anterior pároco Padre Abílio, e do Padre Alípio, como amigo e Vigário da Vigararia de Felgueiras.

Na ocasião, após uma alocução sentida, o Padre Manuel distribuiu pelos presentes uma oferta de um azulejo alusivo ao tempo natalício, com pintura da Natividade de Jesus.

De toda essa vivência e convivência, acontecida em salutar confraternização, mais momentos particulares, incluindo o bolo das Bodas de Prata, ilustra-se a ocorrência com uma sequência fotográfica, de modo a deixar as imagens descreverem o que foi vivido em mais esta comemoração, celebrada como foi.










E, por fim, a lembrança do dia já está bem acomodada...!

Armando Pinto

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Bodas de Prata do Padre Manuel Ferreira em Rande e Sernande - 25 anos da sua Paroquialidade nas duas paróquias em que se mantém desde início

 

Perfaz agora, a 7 de janeiro deste ano 2026, a bonita soma de 25 anos da presença do Padre Manuel Joaquim da Costa Ferreira como Pároco de Rande e Sernande, em terras do concelho e da Vigararia de Felgueiras, da Diocese do Porto. Completando-se assim as Bodas de Prata da sua Paroquialidade nas paróquias felgueirenses que têm como Padroeiros o Evangelizador da Península Ibérica e Primeiro Apóstolo Mártir, S. Tiago Maior, e o Percursor que batizou Cristo, S. João Batista.

Com efeito, a 7 de janeiro de 2001 entrou o Padre Manuel Joaquim da Costa Ferreira como Pároco de Rande e Sernande, duas das suas iniciais 3 paróquias. Mantendo-se atualmente ainda como pároco das duas vizinhas e anexas paróquias.

Isto numa vida de pároco que, neste 25 anos entretanto decorridos, continua com Rande e Sernande, das iniciais, depois de passados anos ter sido dispensado da Refontoura para passar entretanto a ser também pároco de Idães, e mais tarde haver ficado a ter ainda Revinhade. 

Estavam ainda no ambiente as marcas do Ano Santo de 2000, quando, no início de 2001, logo no dia seguinte ao final da quadra natalícia, após o Dia de Reis, o Padre Manuel tomou posse das anexas paróquias de Rande e Sernande. Como ocorreu então naquele distante domingo de 7 de janeiro, tendo o Padre Manuel entrado oficialmente nestas paróquias, com a posse dada pelo então vigário da Vigararia de Felgueiras, Padre Alípio, como representante do Bispo da Diocese, na presença de diversos padres e de grande número de paroquianos. Havendo de manhã o então novo Pároco celebrado missa em Sernande e de tarde em Rande, num belo dia soalheiro dominical.

O então jovem Padre Manuel, ordenado sacerdote pouco tempo antes, em Julho de 2000, havia sido nomeado para as suas primeiras paróquias por nomeação do então bispo diocesano D. Armindo Lopes Coelho, com data de 18 de dezembro do mesmo ano 2000. Para substituir o anterior pároco, Padre Abílio Barbosa. Ainda em tempo do Ano Santo dessa época, cujo logotipo oficial inclusive fazia parte de todas as publicações e incluiu também a pagela da ordenação e missa nova do Padre Manuel.

Faz agora, em 2026, assim já 25 anos que o Padre Manuel Ferreira está no múnus da sua paroquialidade em S. Tiago de Rande e S. João Batista de Sernande.

Desse dia guardaram-se cá em arquivo estimativo pessoal diversas recordações alusivas, desde a pagela respetiva, ao guia do cerimonial correspondente.

Agora que se completa o jubileu de permanência nestas duas comunidades religiosas de Rande e Sernande, nas bodas de prata de sua paroquialidade, saúdam-se estes 25 anos já alcançados, na plenitude da convivência que tem sido deveras frutuosa e apreciada.

Sendo neste dia de quarta-feira 7 de janeiro de 2026 o aniversário dos 25 anos do Padre Manuel como Pároco, o mesmo aniversário será devidamente comemorado depois com um convívio celebrativo, num almoço comunitário que terá lugar no próximo domingo dia 11, onde serão entoados os Parabéns e prestada homenagem aplaudida, com a presença de muitos paroquianos, número em que se contará também o autor, se Deus quiser.

Assim sendo, regista-se aqui, naturalmente, mais este dia e a ocorrência extensiva, de tal acontecimento assinalável. Com parabéns pessoais ao amigo Sr. Padre Manuel Ferreira, formulando votos que continue por muitos e bons anos a fortalecer cá o ânimo da região.

Armando Pinto

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Mais uma senhora centenária da área da vila da Longra que desaparece - a D. Haydée (Aidê) da Sobreira


Faleceu com 101 anos de vida a senhora da Casa da Sobreira, D. Haydée Novais (lendo-se e dizendo Aidê). Mais uma senhora centenária que desaparece de nossa vista e do número dos vivos, de gente que conhecemos nas andanças pela área da Longra, mas não foge de nossa recordação. Havendo essa senhora sido figura conhecida da zona da Longra, área de Rande e arredores, pelos limites geográficos com a Pedreira. Muito antes da imposição da união de freguesias que não diz nada a ninguém... mas a familiaridade das pessoas conhecidas e estimadas da mesma área dizem e muito. Como no caso desta senhora simpática, que muito andava e convivia pela Longra. Além de pessoalmente ser pessoa com quem eu gostava muito de conversar, quer quando nos cruzávamos, bem como quando ela ia ao Posto Médico da Casa do Povo da Longra e depois ao continuador Centro de Saúde local, onde ela, acompanhada sempre pela sua irmã, de idade próxima, também, logo se dirigia a mim no atendimento público.  

Essa ligação da Casa da Sobreira, bem como dos habitantes do lugar do mesmo nome, com a Longra, desde tempos idos da povoação do surgimento da indústria metalúrgica e das realizações culturais da região, vinha e vem de longas eras. Tanto que, por exemplo, o filho da D. Haydée, o Jorge Novais, estudou na Escola Primária da Longra e os seus amigos de infância eram e são da Longra e arredores; a pontos de ele ainda ter pertencido à Liga Eucarística dos Homens de Rande, incluindo ter participado nos históricos acampamentos dos membros da mesma Liga no Monte de Santana; assim como fez parte de grupos de áreas diversas da Longra. E atualmente é dos elementos do Grupo de Colegas de Escola e Amigos que anualmente se reúnem em Encontro respetivo, perante informações alusivas emanadas através de contactos por grupo próprio do WhatsApp, como está para voltar a acontecer em Maio próximo.

A D. Haydée, além de mãe do Jorge, era irmã do sr. Alcides Novais, que era frequentador assíduo da Longra e chegou a pertencer aos quadros diretivos da Casa do Povo da Longra (como consta do livro “ASSOCIAÇÃO DA CASA DO POVO DA LONGRA - 60 ANOS AO SERVIÇO DO POVO”, publicado em 1999 nas comemorações do Sexagenário da instituição); e também irmã do sr. António Novais, que foi conhecido elemento do escritório da Metalúrgica da Longra e depois residiu na fronteira de Varziela com Margaride; assim como do sr. Basílio Novais, depois residente em Lousada; e ainda do Méninho Novais, que jogou basquetebol nos tempos áureos dos grupos de Basquete da Longra e por fim foi viver em Lisboa (cujos dados dessas equipas estão anotados no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997); tal como havia a ligação às irmãs, etc. E, na memória local, perdura ainda a lembrança do patriarca da família, pai da D. Hydée, ter tido um carro antigo muito bem estimado, de modelo dos anos 50 ou coisa parecida, que era muito admirado na região e, muito depois dele ter falecido, ainda cheguei a ver guardado na garagem da casa.

Em suma, o tempo passa, mas não passam as lembranças de tudo quanto merece estimação.

Armando Pinto

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Presidente da Câmara de Felgueiras presente em “Almoço de Reis” promovido pelo Bispo Diocesano do Porto


No dia de Reis deste ano de 2026, num encontro de início de ano, o Bispo do Porto, D. Manuel Linda, acolheu em “Almoço de Reis” os presidentes de Câmara dos Municípios da área da Diocese do Porto. Cujo evento teve lugar no Paço do Bispo do Porto e foi precedido por uma visita guiada ao museu do mesmo paço episcopal.

No encontro participou então também o Presidente da Câmara Municipal de Felgueiras, Nuno Fonseca. Havendo marcado presença neste almoço, no final da quadra natalícia de 2025/2026, representantes das Câmaras de Amarante, Arouca, Baião, Castelo de Paiva, Espinho, Felgueiras, Lousada, Maia, Matosinhos, Oliveira de Azeméis, Ovar, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel, Santa Maria da Feira, Santo Tirso, São João da Madeira, Vale de Cambra, Valongo, Vila do Conde e Vila Nova de Gaia. Tendo alguns Presidentes manifestado a impossibilidade de estar presentes, e três fizeram-se representar por Vice-Presidentes ou Vereadores. Em representação da Diocese do Porto, a acolher os autarcas, estiveram neste almoço o Bispo do Porto, os seus Bispos Auxiliares, o Vigário Geral e o Ecónomo da Diocese - conforme informação oficial da Diocese.  

Assinala-se este encontro, de receção do Bispo do Porto aos autarcas dos concelhos da Diocese Portucalense, por não ser muito comum e demonstrar os laços afetivos da Municipalidade da região com a Cúria da Diocese do Porto.

(Fotografias da página informática da Diocese do Porto)

Armando Pinto

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