Espaço de atividade literária pública e memória cronista

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quarta-feira, 5 de abril de 2023

Exercício de memória: uma das casas onde viveu em Rande o Padre Luís de Sousa Rodrigues quando seminarista

 

Há alturas do ano em que vêm à memória antigas memórias, como nesta da quadra atual, tantas as recordações das andanças pela freguesia no Compasso Pascal e todo o ambiente terno da visita pascal presidida pelo pároco, além das ocasiões em que foram seminaristas a substituir o respetivo pároco. Vindo então a talhe lembrar que sempre que havia seminaristas da própria freguesia isso também acontecia. Lembrando que ainda foram alguns assim, dos que depois chegaram a ser ordenados padres, além de seminaristas que não chegaram a subir ao altar para rezar missa. Sabendo-se que da paróquia de S. Tiago de Rande foram naturais em bom número alguns antigos sacerdotes do último século, e só para referir esse período, como os Padres João de Barbosa Mendonça, João Dias de Azevedo, José Monteiro de Barros, Luís de Sousa Rodrigues, Joaquim Luís de Sousa Sampaio e Marílio da Costa Faria.  Ora, neste quadro afetivo, vem a propósito fazer uma outra memória: Sabendo que os padres referidos nasceram e viveram em Rande, haverá casos em que as casas em que residiram enquanto seminaristas já nem existam. Tal o caso desta vez a lembrar. Como aconteceu com o exemplo que agora se traz à lembrança, de uma habitação antiga e entretanto desaparecida, das que foram destruídas aquando da passagem da auto-estrada pela parte média-alta da encosta da freguesia de Rande, no concelho de Felgueiras. Casa essa que então estava já desabitada, mas em tempos idos foi habitada por sucessivas famílias, uma das quais, em determinado período, a família do então seminarista Luís Rodrigues. Não sendo a casa em que ele nasceu, na Fonte, que essa ainda existe bem, mas uma das que depois foi onde a sua família também viveu, no caso em Valdomar de cima, lugar que também desapareceu com a auto-estrada abrangente às casas que ali havia.

Ora, a imagem remete a tal antiga existência, a propósito. Casa essa fotografada em devido tempo, já nos seus últimos tempos em que esteve de pé, incluída por fim no livro “Padre Luís Rodrigues: Uma Vida de Prece Melodiosa”, publicado em 2004 (a fazer memória daquele célebre reitor da igreja da Lapa, do Porto, que foi musicólogo de renome, mestre de música gregoriana e compositor de cânticos litúrgicos). Que aqui se recorda. em mais um exercício de memória.

Armando Pinto

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sexta-feira, 8 de março de 2019

Trabalho escrito para uma publicação – Resumo de apresentação da freguesia-natal


A pedido de pessoa amiga, solicitando obséquio de um pequeno texto com dados referenciais sobre a freguesia natal, eis um resumo de apresentação e enquadramento sobre 

A MINHA TERRA – RANDE

1 - Caraterização
2 - Património
3 - Festividades
4 - Coletividades / Associações

1- Caraterização

Rande, antiga freguesia do concelho de Felgueiras, está situada na região do Vale do Sousa, atual Comunidade de Tâmega e Sousa, em terreno que abrange parte de planalto e outra de vale. Descendo desde a encosta do alto de Santana até ao vale da Longra e por fim subindo para o outro lado em pequeno monte, por isso mesmo chamado de Montinho, no antigo lugar de Cimalhas, onde apareceram recentemente vestígios arqueológicos, mas que voltaram a ser soterrados. Sendo, pela sua posição morfológica, região de clima geralmente ameno, abrigada a terra como está pelas duas encostas. Área esta que se sente como de transição na região de Entre Douro e Minho, na histórica província do Douro Litoral.

Rande, como paróquia é S. Tiago de Rande, e nesse aspeto já teve também como paróquia anexa a vizinha de S. João de Sernande. Enquanto como área administrativa está atualmente como freguesia extinta, integrada na chamada União de Freguesias de Pedreira, Rande e Sernande, embora haja esperança que volte ainda a ser reposta a verdadeira independência de direitos históricos (caso se possa ainda confiar em políticos). Porque não há afinidades entre todas, visto as duas freguesias que desde inícios do século XX sempre tiveram pároco comum, nunca antes tiveram grande afinidade com a outra imposta pela lei da reorganização administrativa de 2013.


2 – Património

Na freguesia de Rande existe como património, quanto a elementos patrimoniais públicos:

- A igreja paroquial, edificada em 1730, construída sobre ruínas de uma antiga igrejinha que ruiu. Mais o cruzeiro paroquial, o qual sofreu entretanto diversas alterações, sendo ainda réstia da comemoração do tricentenário da dedicação da Padroeira de Portugal, na grande campanha de edificação de cruzeiros entre 1940 a 1946.

- Os Nichos de Alminhas, um perto da igreja, conhecido por Alminhas da Renda, por estar na parede da antiga casa com esse nome (por ser onde antigamente eram pagas as rendas ao pároco) e monumentozinho já referido nas Memórias Paroquiais de 1758; e outro na Longra, as Alminhas das Quatro Barrocas, construído e benzido em 1961.

- As capelas do miradouro de Santana, com cruzeiro sobre grande penedo, no sopé do qual estão desde 1930 as antigas capelas, mais uma mais recente já de finais do século XX. Local que em tempos levou a alguma confusão administrativa, por confusões da Junta de Freguesia de Idães nesse tempo, contudo com direito legal reconhecido a favor de Rande por decisão de tribunal de 2002.

- Nicho de Nossa Senhora de Rande, edificado e benzido em 2003; sito no lugar do Outeiro, como antigamente era chamada toda essa área que engloba o antiquíssimo caminho da Calçada, também.

- Caminho antigo da Calçada, assim conhecido, que é réstia do percurso do Caminho de Santiago (para Compostela) que passava ali, na via do Caminho do Baixo Douro, em direção a Pombeiro (conforme relata em pormenor o Padre Arlindo Magalhães no seu livro sobre os Caminhos de Santiago; e ficou ilustrado no livro Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras, de Armando Pinto).

- Algumas casas brasonadas, como a Casa de Rande, que deu nome à freguesia, e a Casa da Torre, onde nasceu o aviador pioneiro Francisco Sarmento Pimentel, piloto da primeira travessia aérea de Portugal à antiga Índia portuguesa. Mais as também antigas Casas de Santiago, da Quinta e do Outeiro, essas sem brasão de família original.


3 – Festividades

Na freguesia a festividade mais tradicional é a festa paroquial em honra do padroeiro S. Tiago Maior. Além de episódicas ocorrências festivas, como anualmente é organizado o Festival de Folclore da Casa do Povo da Longra, por exemplo.

4 – Coletividades

Quanto a colectividades e Associações, atualmente, a mais histórica e existente há muito, é a Casa do Povo da Longra, criada por despacho ministerial de 1939. Dentro da mesma, desde 1994 considerada como Associação Casa do Povo da Longra, existe o Rancho Folclórico Infantil e Juvenil da mesma casa, criado também em 1994, e um grupo de tocadores de concertinas ainda recente.

Armando Pinto
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Notícia duma festa de outros tempos… em Rande


Já vem de longe a máxima afirmativa que ler jornais é saber mais. Quão, com efeito, se pode ficar ainda a saber algo mais de coisas caídas no esquecimento, quais antigas existências desaparecidas e hoje desconhecidas das gerações atuais.

Assim, entre exemplos vários, em pesquisas por jornais de outras épocas, depara-se por exemplo uma curiosidade relacionada com o tempo de Advento em eras passadas, já também de Natal à vista, noticiando uma festa que pelos idos anos finais da década de trinta ainda se celebrava na igreja paroquial de Rande.

Ora, por notícia publicada na edição do jornal Notícias de Felgueiras de 26 de Dezembro de 1939, fica-se a saber que no dia 10 de Dezembro desse ano (portanto dois dias após o Dia Santo de 8 de Dezembro, dedicado a Nossa Senhora da Conceição, que antigamente era dedicado a assinalar o Dia das Mães), de seguida teve então lugar uma festa em honra do Sagrado Coração de Jesus, plena de brilho religioso e importância comunitária, conforme o respetivo articulista à época descrevia.


Recorde-se que em 1939 era pároco de S. Tiago de Rande o Padre Alberto (muito lembrado durante largos anos adiante pela geração de nossos pais), como era popularmente conhecido o Padre Alberto Brito, de nome completo Alberto do Nascimento Costa Brito. Padre Alberto que esteve na paróquia de Rande em grande parte da década dos anos trintas, do século XX, e mais tarde foi destacado elemento do clero da cidade do Porto, tendo pertencido a grupos de sacerdotes que apoiaram D. António Ferreira Gomes durante a sua ausência forçada da diocese (pelo seu exílio no estrangeiro, ditado por Salazar, por motivos da política do Estado Novo). Ligação essa que teve interligação à visita que o Padre João de Rande, entre finais dos anos cinquentas e na década dos anos sessentas, também fez ao exilado Bispo do Porto, indo em comitiva de padres da diocese portucalense que se deslocavam a Espanha confortar o seu Bispo.

Situando agora a ocorrência de 1939 e porque melhor que mais palavras será deitar os olhos pela referida notícia, anexa-se imagem da mesma, tal qual ficou impressa a pequena crónica do colaborador de imprensa concelhia que enviava “Notícias da Longra” como correspondente assinalado por S (de Sousa, como ao tempo escrevia para jornais António de Sousa Gomes, mais comnhecido por senhor Sousa do Correio da Longra, nesse tempo).

Atente-se então nessa curiosidade, que agora aqui se recorda, através de recorte dessa mesma notícia (dividida em dois recortes, para melhor leitura).


 Armando Pinto
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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Adereços de Felgueiras


Alguns adereços de Felgueiras, mais brindes, calendários de bolso e porta-chaves com motivos felgueirenses, entre o que tem sido possível obter e está guardado em pequena coleção particular:


Armando Pinto
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quarta-feira, 26 de julho de 2017

DIA DOS AVÓS


Dia 26 de julho é Dia dos Avós, comemorado nesta data por associação de ser o dia de Santa Ana e São Joaquim, assim dedicado pela Igreja aos pais de Maria, Nossa Senhora, e avós de Jesus Cristo. Sendo, como tal, padroeiros dos avôs e das avós.

= Imagem de Sant'Ana e São Joaquim que estava no nicho da respetiva capelinha do penedo do miradouro de Santana, ao alto de Rande, onde foi captada esta fixação fotográfica. Antes portanto de ter sido retirada abusivamente, aquando do caso da destruição do marco divisório de freguesias por parte da Junta de Freguesia de Idães e levou ao caso judicial em que no tribunal de Felgueiras foi dada razão a Rande (e a cuja sentença a Junta de idães não apresentou depois recurso). Imagem de estatuária sacra, que fora benzida pelo antigo pároco de S. Tiago de Rande Padre Alberto Brito, em inícios dos anos de trinta, do século XX, a qual, já no século XXI, então ficou a cargo do pároco de Idães, na época o Padre Benjamim e atualmente o Padre Manuel Joaquim Ferreira, e desde aí tem estado retida na sacristia da igreja paroquial de Santa Maria de Idães, mas pertence a Rande... =

Sendo também o imaginário dos avós algo enternecedor, que nos transporta nas nuvens dos tempos a idílicos bens de afeto e, na evolução da vida, nos faz sorrir só de ver nossos rebentos, os continuadores de nosso sangue na geração mais nova da linha familiar, que apertamos ao peito no pulsar vivo do coração, lembramos nossos avós a celebrar a vida, quão sensibilizante é valer a pena o que temos vivido.


Nesta energia sentida, recordo alguns registos em que ao correr do pensamento aqui são lembrados meus avós, conforme se pode ver nalguns artigos escritos anteriormente…  

(clicando nos links)





Armando Pinto

sábado, 13 de maio de 2017

Fátima – No centenário das Aparições aos Pastorinhos e ligação a esse sítio sagrado…


No centenário das Aparições de Fátima, por ocasião da vinda do Papa Francisco à celebração da data centenária da primeira aparição de Nossa Senhora aos Pastorinhos Lúcia, Francisco e Jacinta, na Cova da iria; e canonização dos Bem-aventurados Francisco e Jacinta Marto; é ocasião de aqui juntar algumas imagens de objetos de afinidade pessoal relacionados com Fátima. Incluindo livros, pagelas, estampas e inclusive uma foto de interessante vislumbre – para efeitos de registo atinente à memória coletiva.


Assim, aqui colocamos com intuito dessa relação alguns antigos “santinhos” guardados, quer do que foi dos pais do autor destas linhas, como de coleção pessoal, vindo desde longos tempos, incluindo postais e pagelas de outrora e mais recentes, mais capas de livros e de modo particular uma pose fotográfica “À LA MINUTE” dum “Passeio a Fátima”, como à época se dizia das excursões de três dias a Fátima e terras de passagem, efetuada por volta de 1959. Tratando-se duma excursão, de “camioneta do Cabanelas”, da então vila de Felgueiras, com gente de Rande e Varziela, de Felgueiras, mais de S. Miguel e Santa Margarida de Lousada (onde estava nesse tempo como pároco o Padre Luís Matos, natural de Rande e com família em Varziela, também). Reportando isso a tempos que a ida a Fátima ainda era caso raro para as pessoas da região.  Algo que se transporta à atualidade, quando a ida a Fátima já é outra coisa, mas sempre com um sentimento próprio, como local especial que é, efetivamente, de sagrada devoção e atração para muita gente.



Armando Pinto

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sábado, 28 de maio de 2016

Recordações Paroquiais


Em fase de comunhões, como é o período atual da realização das anuais cerimónias das comunhões primeira e solene, além de outras de agora, vem a talhe recordar algumas antigas atividades que ocorriam em Rande em tempos idos, nas participações paroquiais em que o autor destas linhas esteve incluído nos idílicos tempos da infância.


Assim, recuando coisa de cerca de meio século, a passar, como se diz, relembre-se algumas funções através de pagelas, os chamados “santinhos”, da 1ª Comunhão e Comunhão Solene, de 1960 e 1964, respetivamente, mais registos de inscrição, folhas de cânticos e hinos, e uma braçadeira, de inclusão na antiga Liga Eucarística dos Homens de Rande.


Curiosidades e preciosidades pessoais, de respeito à identificação comunitária.

Armando Pinto

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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Escrituração oficial do património material da Paróquia de S. Tiago de Rande


Está concretizada a escrituração das propriedades paroquiais de Rande, como havia sido previamente anunciado no Boletim Paroquial de S. Tiago de Rande estar então a decorrer o respetivo processo.

Foi pois feita a escritura notarial dos bens físicos, como é o conjunto de propriedades materiais, pertencentes à paróquia de S. Tiago de Rande. Ficando assim oficializada a situação, em virtude de ao longo de séculos nunca ter sido efetuada essa oficialização a nível civil – embora no plano canónico isso tenha sido redigido, passado a escrito na conformidade da época, por escritura eclesiástica datada de 1743 sob nome de Tombo de São Tiago de Rande (“Thombo de Sam Thiago de Rande”), conforme está registado no livro Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras. Na sequência da edificação da igreja em 1730 e desaparecimento de antigos documentos perdidos com a anterior igreja, de forma que a escritura “atombada” em 1743 era “novamente feita”. Havendo posteriormente muitas alterações, com as vendas dos bens das igrejas decretadas em 1834 (no tempo do ministro monárquico Aguiar, o popular mata-frades) e mais tarde continuadas no início da implantação da República, nos anos imediatos a 1910 (a partir da Lei de Seperação da Igreja do Estado, em 1911), até que alguns bens foram recuperados através de doações e aquisições, como também está referenciado no mesmo livro.

Desta atualização agora efetuada, por escritura do passado mês de Março, regista-se a ocorrência, de que há público conhecimento por publicação na edição desta semana do jornal Semanário de Felgueiras.  De cuja publicação aqui se coloca coluna com o texto extraído do respetivo documento.

Armando Pinto


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quarta-feira, 6 de abril de 2016

Vistas por outros tempos…


Como quem revê tempos de infância próprios ou dos tempos dos pais ou avós, sentindo qualquer coisa como quem repara em como a vida era e não foi em vão, havendo quem recorde – eis aqui algumas imagens, de tantas que estão incluídas no livro Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras (publicado em 1997), bem como no da “Elevação da Longra a Vila”, de 2003, mais algumas publicações da mesma autoria. Através das quais, como meros exemplos salteados, de tempos diversos, quer mais antigos e algo mais recentes (e sem preocupação de seleção ou agrupamentos), se pode ficar com algumas vistas de outros tempos, de eras antigas desta terra e gentes da região da Longra e até da própria paróquiia de Rande.



Armando Pinto

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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Páscoa de 2016 – Compasso Pascal da Paróquia de S. Tiago de Rande - Felgueiras


Mais uma Páscoa aconteceu. Em mais uma festividade da tradicional roda do ano, cujas festas anuais vão fazendo com que as gerações jovens ganhem raízes identificativas da região natal e os nativos mais experientes da vida recordem tempos que moldaram o mesmo ser. Porque, além da vertente espiritual e religiosa, há sempre a parte social e humana em tudo quanto dá essência à vida.

Na passagem da Páscoa também mais uma Visita Pascal ocorreu, na realização do costumado Compasso Pascal. Cuja realização na paróquia aqui do autor destas linhas, em S. Tiago de Rande, desta vez foi levada a efeito através da chamada (como era e ainda é conhecida) Comissão Fabriqueira da Paróquia, atualmente com nome de Conselho Económico Paroquial. Numa louvável iniciativa que permitiu não haver interrupção de tão antiga tradição (à falta de voluntário Juiz da Cruz para este ano). Tendo sido agradável a manutenção desse costume, ouvindo-se o tilintar da campainha a anunciar a proximidade de tal Visita e toda a ambiência inerente. Embora este ano, apesar de andarem dois grupos, com duas cruzes, ter havido uma ou outra alteração, devido ao Compasso não ter andado a compasso habitual, tendo este ano decorrido com demasiada pressa. Visto o horário e o próprio itinerário haver sido feito sem a habitual calma de maior permanência, para natural convivência, além do percurso ter sido alterado em certos casos, por isso - ao que se ouviu, pela preocupação em chegar a tempo da missa que, desta vez, às seis da tarde, encerrava o evento.

Para assinalar memorialmente esta sempre apreciada ocorrência, registamos visualmente, através de instantâneos fotográficos, algo da ocasião da chegada do Compasso a casa do autor.


ARMANDO PINTO
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sexta-feira, 25 de março de 2016

Feliz Páscoa !


Páscoa é vitória da vida, na renovação da natureza, sobre a morte, como desaparecimento físico. Valendo assim a pena investir no bem comum, ao que deve dizer respeito à comunidade, fazer bem ao que é de todos, vivenciar pelo que nos une.

Neste contexto, como tudo o que se recorda e se procura fazer pela preservação da memória coletiva, no sentido do bem comum, ficam aqui desejos desta vitória que é vivermos a Páscoa.

Feliz Páscoa a todos os amigos leitores, comentadores e visitantes deste espaço informático e companheiros deste lugar de confraternização virtual.


ARMANDO PINTO