Espaço de atividade literária pública e memória cronista

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Pagelas de Visita Pascal: Coleção pessoal do Compasso de Rande, desde o ano 2000, até este ano de 2026.


Coleção pessoal de PAGELAS RECEBIDAS E GUARDADAS desde que começaram a ser distribuídas em cada casa (no último ano do Padre Abílio como pároco de Rande, em 2000) e (depois com o Padre Manuel já como pároco, a partir de 2001) passaram tais pagelas a ser entregues regularmente, todos os anos. Com anúncio pascal, lido na chegada do Compasso de Rande às casas da freguesia e paróquia. Contendo gravura de motivo próprio do dia de Páscoa, na frente; e oração alusiva à mensagem de aleluia, no verso, assim como nalguns casos em forma de abrir em 4 páginas. Incluindo dos dois anos fora do normal por via da pandemia Covid, com as pagelas nos respetivos envelopes. Coleção assim com mais uma pagela este ano, após o Compasso de 2026.

Armando Pinto

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domingo, 5 de abril de 2026

Páscoa/2026 e correspondente Compasso Pascal de Rande - Felgueiras


Dentro das tradições familiares e comunitárias mais uma Páscoa foi vivida, com sensações sempre renovadas. Perante ambiente primaveril, com ajuda de um belo dia de sol, a testemunhar o ambiente caseiro.






Culminando no tradicional Compasso Pascal, na visita de representatividade paroquial, num enlace de Aleluia de significado amplo e apreço coletivo.









Como melhor que palavras, para descrever toda a consagração respetiva, ilustra-se com fotografias alusivas que falam por si, num amplexo de imagens a fazer a narrativa visual. Incluindo a foto com o Compasso que passou aqui em minha casa, como é já tradição de anos.


Armando Pinto

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Memória fotográfica do Compasso de Rande de há mais de um século…!

- 05/4/2026 = Pela Páscoa de 2026, rememora-se o Compasso Pascal de S. Tiago de Rande pelos idos de mil novecentos e vinte e poucos... em imagem coeva.


Fotografia coeva do início dos anos 20 do século XX do Compasso Pascal da Freguesia e Paróquia de S. Tiago de Rande. Era pároco de Rande, ao tempo, o Padre Augusto Correia. Instantâneo da chegada à Casa da Quinta. Foto constante do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras” e do blogue “Longra Histórico-Literária!

Armando Pinto

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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Feliz Páscoa!

Estamos na Páscoa, com o ambiente pascal colorido pela flor da Páscoa, as glicínias azuladas que emprestam seus tons primaveris a animar o aspeto da quadra. Enquanto no ambiente comunitário a cruz tem primazia no Compasso que virá às casas fazer a tradicional visita pascal. De permeio com ambiente doméstico em que algo relacionado tem sempre lugar. Sendo agora, na chegada à nossa Páscoa, tempo de reunião de família, quer à mesa em convívio e depois a receber a Cruz Paroquial na visita do Compasso Pascal, de desejar os melhores votos próprios da quadra:

– A todos os amigos, seguidores e leitores deste meu blogue “Longra Histórico-Literária” desejo uma feliz e santa Páscoa, com um abraço de Aleluia!

Páscoa de 2026

Armando Pinto

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Pão de Ló de Margaride no histórico “O Minho Pittoresco” em 1886...!

 

Estando-se em plena Semana Santa pascal, é tempo do famoso Pão de Ló de Margaride ser atração, andando lembrado nas atenções e aquisições. Sendo assim ocasião de mais uma vez o referir, no caso das memórias históricas, ao chegar a fase mais próxima ao Dia de Páscoa. Passado o Domingo de Ramos e a Festa do Pão de Ló de Felgueiras, já com tradições pelo menos regionais e de alcance nacional. Vindo a propósito, pois, referenciar o doce típico de Felgueiras, o genuíno pão de ló, com a Semana Santa a chegar aos dias do Tríduo Pascal e do dia de Aleluia, quando o pão de ló faz parte da mesa tradicional da região no dia de Pascoa. Apesar de por vezes haver detratores, como um infeliz locutor dum canal televisivo da área de Lisboa, um tal Mourão, que tentou dizer mal (talvez por falta de patrocínios doces), o Pão de Ló de Margaride tem muita e boa fama que já vem de longe. Como se pode rever, na lembrança desta vez a trazer acima da cozedura das memórias, através do que já em 1886 foi escrito pelo literato José Augusto Vieira na famosa obra histórico-literária "O Minho Pittoresco", em seu volume 1.º e páginas 385 e 399.


Armando Pinto

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domingo, 29 de março de 2026

Caderno da memória...!

 

Pousando um voo de lembranças pela década dos anos 60, a percorrer essa carrada a somar anos… Chegado que era o tempo das férias escolares, no tempo de nossos tempos de escola, pousava-se num canto da casa a sacola de ganga mole, de andar a tiracolo com os livros, lousa, ponteiro e caderno, e durante dias nem se pensava em mais nada que não fosse as brincadeiras diárias com os amigos, entremeando com acontecimentos usuais conforme a quadra de ano. Tanto que na proximidade da Páscoa o sábado da véspera do dia de Ramos era normalmente de ver chegar muita gente nas camionetas de carreira, na paragem à beira do Largo da Longra. Sendo normal então chegarem raparigas que eram criadas de servir no Porto ou outra cidade próxima, serventes em casas de fidalgos da região mas que viviam na cidade. Jovens que vinham passar a Páscoa à terra. Chegando, perante a curiosidade dos rapazes assistentes de ocasião, que as viam com novos olhos, depois de tempos passados. E soldados a regressar de licença, voltando a ver a terra com olhos diferentes de reconhecimento e regozijo. Tal como estudantes que reviam a terra de seus maiores. Apeando-se todos à paragem da camioneta, diante da visão de conhecidos e amigos, que se voltavam a ver. Andando no ar certa aragem de imagens de amêndoas e folares, quão em certos lares também aroma e gosto de pão-de-ló. Se não para muitos, isso, pelo menos para todos uma sensação de casa mais cheia e ambiente mais alegre na freguesia. Nesse tempo de certo modo limitado, mas de bons sentimentos. Indo-se no dia seguinte à missa do Domingo de Ramos, com muita gente a mexer-se entre os ramos salientes e o cheiro a incenso. Mais, durante a semana quem podia também passava na igreja para as cerimónias da semana santa, que por norma enchia com a rapaziada da casa da Torre, rapazes e raparigas que em bandos alegres vinham passar as férias à casa-mãe da família Pimentel e durante o dia percorriam a freguesia acompanhados pelo Comandante Serafim de Morais (Coronel que foi Comandante dos Bombeiros Sapadores do Porto, Inspetor da Zona Norte dos Bombeiros e condecorado, etc.), cunhado dos célebres Sarmentos Pimenteis; sendo ele com sua postura militar a impor respeito à alegria juvenil dos descendentes do mesmo ajunto familiar. Até que no Dia de Páscoa, enquanto andava o Compasso Pascal, saído da igreja logo pela manhã cedo ao som de foguetes e do sino paroquial, havia ponto alto pelo meio-dia com a receção na casa da Torre, onde antes do Compasso eram atiradas moedas aos magotes de crianças que se juntavam no terreiro e se lançavam em busca dessa tradicional dádiva popular, ali no Paço de Rande. E o dia era passado pelas crianças a acompanhar o Compasso, com as roscas recebidas de padrinho ou madrinha metidas a tiracolo, grandes que eram, antes dessa regueifa enfeitada chegar à mesa de família. Passado o tempo depressa assim, a voar nos dias seguintes, e logo chegava altura de voltar à escola e pegar na sacola com as coisas que lá andavam… Tanto como o caderno voltava a ter de abrir para a escrita com as penas de tinta azul. Andando agora ainda na lembrança, como caderno de memórias.

Armando Pinto

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sexta-feira, 27 de março de 2026

Lembranças de tempos idos escolares - em recordações de nossa Escola…!

 

Passam os tempos mas permanecem as recordações, do percurso de vida. Estando sempre presentes as lembranças de nosso tempo de escola, de quando aprendemos as primeiras letras e as contas feitas na pequena lousa pessoal e no quadro de lousa da parede da sala da escola. Onde havia a grande secretária da professora (ou professor, conforme os casos) e por trás, na parede de fundo do salão, fixados estavam os quadros dos governantes da nação a ladear um crucifixo, enquanto nós alunos estávamos sentados nos bancos das grandes carteiras de madeira e escrevíamos molhando as penas na tinta dos pequenos tinteiros de louça branca, metidos nos respetivos furos, orifícios esses ao cimo da inclinada frente para a escrita. E tudo o mais, que era usual nos tempos da antiga escola primária. Enquanto entre nós, por vezes em que a professora não estava ou se virava para os das outras classes (que a nossa sala de aula, da escola velha, era grande a albergar tudo e todos), quando não ficávamos calados por receio de ir ao quadro, ainda falávamos entre nós também de brincadeiras, dos jogos da bola e até dos jogos da equipa de basquete da Metalúrgica da Longra... que vem assim a calhar para distrair um bocado, entenda-se.

Ora, do tempo atual dos amigos e colegas que ainda nos vamos reunindo, entre conhecidos da Longra e arredores, de gerações diversas, há alunos que tiveram como mestres e regentes de ensino professoras e professores também diversos, desde o Professor Freitas e sua esposa professora Carminda, às professoras D. Amélia, D. Maria Parteira, D. Candidinha, D. Fernanda, D. Madalena, D. Nininha, D. Alice, etc. etc. até mais recentes como a D. Fátima, D. Emília, D. Maria de Deus, D. Celina, etc, etc. Conforme as gerações, dos oitentas, setentas, sessentas e cinquentas… E talvez mais para outros mais novos, dos agora na casa já dos quarentas…

Pois então, entre isso tudo, cada um terá as suas recordações, quão ficaram na retina da memória, em imagens permanecidas nas cabeças dos alunos e alunas que frequentaram a escola da Longra, quer a antiga do casarão de pedra do caminho por trás da casa dos presuntos até às quatro barrocas, bem como a nova já edificada em estilo da arquitetura escolar do Estado Novo. Assim como aqui o autor destas linhas… tenho as minhas.

Pois, assim sendo, em traços leves, vem-me à ideia relembrar algumas das minhas lembranças e derivações da passagem desse tempo da Escola da Longra: na antiga, com seu recreio, terreno lateral à casa de pedra, aquele pequeno recinto com uma retrete de madeira à antiga portuguesa e espaço de brincadeiras inclinado, onde se jogava à bola como calhava e para as bolas não caírem sempre ao quintal da casa vizinha se colocava a baliza de baixo mais ao lado, na abertura do espaço vão debaixo do edifício. Etc, e tal. Mas para não estar a alongar esta narrativa, por demais, relembro melhor algo disso por imagens, com os diplomas de passagem de classe e o do exame final. 

Sendo, por fim, uma boa lembrança desse exame de fim da escola, o ter sido coincidente com a ocorrência da subida de divisão do Futebol Clube de Felgueiras. 

Mais o que ficou associado nas lembranças pessoais que cada um lembrará sempre, pelo tempo fora. Quão, mais tarde, quando publiquei o livro da história da região, já não pude ter comigo a minha professora da 1.ª Classe, a tão boa senhora e mesmo cativante professora D. Candidinha Sousa, que havia falecido tempos antes, mas recebi em nome dela um abraço do marido, o meu amigo senhor Luís da Póvoa; enquanto a minha professora da 2.ª à 4.ª classe, a D. Fernanda Silva, me enviou uma carta a justificar sua ausência da sessão de apresentação da obra, dando contudo os parabéns pelo livro, certamente a pensar se ainda se lembrava de mim, como se entende, mas também a pensar possivelmente que terá valido a pena ter sido minha professora.


Ficam assim aqui alguns tópicos de memorizações, para se puxar pela memória, de memórias feitas de afinidades locais à memória coletiva.

Armando Pinto

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