- Medalhas, livros sacros, missais antigos e objetos com reflexo sentimental e particular.
Armando Pinto
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= Blogue de atividade literária e memória cronista
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Armando Pinto
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𝓟𝓪𝓼𝓼𝓮𝓲𝓸
𝓘𝓷𝓽𝓮𝓻-𝓟𝓪𝓻𝓸𝓺𝓾𝓲𝓪𝓵
das Paróquias do Pároco Padre Manuel Ferreira, realizado no passado dia 6 de
setembro. Conforme cartaz que se regista em imagem. Com ilustração de algumas fotos
que se guardam e partilham, de mais essa ocorrência de momentos comunitários que
ficarão na memória coletiva, incidindo sobre captações fotográficas de pessoas conhecidas da
região - através de imagens recebidas de pessoa amiga, além de figurarem em locais
da Internet - e encerrando este registo com imagem do Pároco com as
representantes autárquicas das respetivas freguesias.
Armando Pinto
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Padre Doutor Artur Leite de Amorim: Uma figura do passado local
Tudo tem seu lugar no valor a dar aos alcances coletivos,
pois que (como afirmava o douto arqueólogo Dr. Pedro Vitorino), quem procura
verdadeiro alicerce da história nada deve desaproveitar, para que se não varra
a memória e o significado, do que seja.
Nessa ideia, coincide mais um mote, desta feita: Na evolução
social duma terra ou região, há sempre personagens que ficaram na lembrança
popular, por diferenciados motivos. Um desses casos será o do Dr. Amorim, como
era conhecido o Padre Dr. Artur Amorim, um venerando ancião, todo empertigado,
que se fazia transportar num clássico carro de cavalos, deveras pomposo, quando
já havia automóveis em muitas casas ricas e também até em casas remediadas.
Nome, o seu, que há muitos anos é referência de localização,
associado ao local onde se situa a casa em que viveu, apontado sempre como (o
ou no) “Doutor Amorim” – daí que se justifique que, à posteridade, se saiba quem
foi esse nome, sempre referido na região de limites confinantes da cidade de
Felgueiras e da vila da Longra.
Diziam as vozes populares que ele fora para padre depois que
se formara civilmente, e por ser rico nunca tomou conta de qualquer paróquia,
tendo sempre vivido de rendimentos na própria casa de família, em Varziela.
Sendo uma figura popular, especialmente respeitado no tempo do regime do Estado
Novo, por ter sido durante longos anos o representante em Felgueiras da Legião
Portuguesa.
Para se ter uma melhor ideia desse notável figurante do
quotidiano local, tome-se nota do que escreveu um seu conterrâneo, o advogado
Dr. Joaquim Luís Mendes Gomes (um bom Felgueirense radicado em Aveiro, que, ao
correr de suas memórias, recordando vivências da década de 40 e 50, no séc. XX,
o descreveu assim em suas crónicas, insertas no jornal Semanário de Felgueiras,
sob título “Filhos de Pedra Maria” – de que, com a devida vénia, transcrevemos
parcialmente escassas passagens dum alusivo retracto):
«Havia na aldeia outra figura inesquecível. Era um padre
bastante idoso, muito rico, porque dono de muitas terras na freguesia e que
vivia com duas irmãs, de idade avançada, numa casa grande assobradada, com
caseiro, criadagem, a uns escassos passos da igreja velha, a matriz.
Limitava-se a celebrar missa diária, por volta do meio-dia, e sabia-se que era
o comandante da Legião, naquelas paragens. Tinha-se formado em teologia na
Universidade de Coimbra e toda a gente sabia que era íntimo de Salazar.
Figura extremamente alta, fina, e bem-parecida, cabelo basto
e ondulado. Caminhava sempre de batina preta muito curta, e realçado cabeção
branco. Agarrado a uma bengala esguia e preta, de cabeça prateada. Tinha uma
voz forte e bem timbrada. Não havia ninguém que a ele não acudisse quando era
preciso vencer qualquer dificuldade da vida. Subia-se umas escadas em pedra,
gradeadas de ferro, que davam para a porta principal, no primeiro andar. Ali
ficava o seu escritório. Uma grande secretária de madeira negra trabalhada e
muitas prateleiras e armários carregados de livros, cobriam grande parte das
paredes, de alto tecto sumptuoso. Ali passava grande parte do seu tempo…»
O mesmo autor, Dr. Mendes Gomes, noutro trabalho, publicado
num “blog” informático da internet (destinado a futuro livro sob título “O
Serrador”, também sobre antigas historietas populares de Varziela), acrescenta
sobre o mesmo personagem que o Dr. Amorim «…fora condiscípulo de Salazar em
Coimbra, este em Finanças e aquele na Teologia…… (sendo, nos impedimentos do
pároco da freguesia, quem então substituía o abade local) nas missas e tarefas
habituais dum pároco… (embora não fosse) a mesma coisa. Era um padre todo
intelectual. As suas homilias deixavam toda a gente na mesma, como tinham
entrado. Ninguém as entendia. Demasiado teológicas e com sabor a prelecção de
tese…»
Este lembrado Padre Dr. Amorim, o célebre “Doutor Amorim de Varziela”, onde não exercia paroquialidade, chamava-se Artur Leite de Amorim, vivia na da Casa da Igreja, da referida freguesia. Foi efetivamente Delegado de Felgueiras da Legião Portuguesa (cargo que lhe dava honras de representatividade em estar presente a sessões solenes e atos oficiais, assim como em pronunciar-se na nomeação de pessoas para empregos públicos), como ainda desempenhou funções de Presidente da Assembleia Geral da Associação Pró-Longra, no mandato de 1929 a 33, como depois, em 1939, pertenceu à Comissão Instaladora da Casa do Povo da Longra e de seguida, também, teve idêntico cargo de Presidente da Assembleia em diferentes exercícios de 1940/43 e 1945/47 na mesma Casa do Povo, instituição onde lhe foi honorificamente atribuída a distinção de Sócio Protector nº 1 – conforme cartão que preservamos, há muitos anos, do qual se dá imagem ilustrativa na gravura anexa. Por tal bilhete com facilidade se fica inclusive a saber que esse “Eclesiástico Católico”, que escrevia o próprio nome à maneira de seu tempo (Arthur), nascera a 17 de Agosto de 1883, sendo filho de Joaquim de Amorim e D. Adelaide C. Leite.
O Padre Amorim em atividade pública conhecida esteve ainda
presente, em 1958, na homenagem prestada na Metalúrgica da Longra ao fundador
da MIT, senhor Américo Martins, entre personalidades dos convidados ao grande almoço
festivo, incluindo ter discursado no cerimonial de descerramento do quadro do
grande industrial, então colocado em lugar de destaque, em cerimónia benzida
pelo Padre João Ferreira da Silva, pároco de Rande – como se pode ver pela foto
de ilustração, dessa ocasião.
A este personagem ficaram igualmente ligadas algumas
histórias de menor sabor popular, que não calham muito ao tema, segundo o que
tem sido transmitido pelos tempos fora, entre cenas quotidianas em tal tempo,
qual expansão permanecida na memória popular da vida de aldeia, para mais pela
temeridade com que era visto pela gente comum. Cuja popularidade era tanta e
incisiva que, ainda nos dias que correm, a zona circundante da casa onde viveu,
junto à atual rotunda local, é genuinamente conhecida por (sítio do) “Doutor Amorim” – costumando ouvir-se dizer, por exemplo, “passar ao Dr. Amorim”, “à
beira do Dr. Amorim”, “estrada do Dr. Amorim”, etc.
- Observação: Não tenho memória pessoal de ter conhecido este senhor Padre Doutor Amorim, apenas tenho vaga ideia de o ter visto algures, era eu ainda criança. Mas dele ouvia muito falar, a ponto de ter conhecido muito da sua história pública, pela transmissão popular e pelas informações relatadas por pessoas de minha família e gente conterrânea. Sabendo, por exemplo, que ele, além do pároco de Rande, foi uma das pessoas que teriam interferência na ida de jovens para o Seminário, de formação canónica, à custa da família Sarmento Pimentel, da Casa da Torre, de Rande, por promessa que a D, Maria das Dores Pimentel tinha feito de pagar o curso para ordenar padres. (Não como se falava disso ser por morte de padres, que foi coisa falsa, mas por promessa dela. Aliás essa mentira que andou anos de padres mortos foi entretanto desmentida por documentação, pois quando morreram dois padres em Lisboa, e não nove como se dizia, aquando da Implantação da República em 1910, o irmão dela, Capitão João Sarmento Pimetel, nem estava onde se deu esse caso. E a lenda dele ser anticlerical é fácil de desfazer sabendo-se como quando teve de se exilar politicamente, na ida para o Brasil, foi disfarçado de padre, com roupa e batina do seu amigo Padre Albino Magalhães do Unhão.) Depois, ao pesquisar documentação para a escrita da história da região deparei-me com documentação sobre suas ligações à Longra. Tendo então recebido oferta do seu cartão, pelo meu amigo senhor Luis Tomás, que o tinha de seu sogro (sr. António Sousa Gomes), um dos intervenientes na criação da Casa do Povo da Longra. Mais tarde vi as informações publicadas pelos referidos folhetins publicados no Semanário de Felgueiras. Entretanto tentei durante anos obeter uma foto de jeito dele, através de pessoas com ligações à sua antiga casa, mas como não foi possível, fica assim como está, aqui.
Armando Pinto
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À chegada do Outono, quando as folhas das videiras amarelecem e as uvas estão amadurecidas, é tempo de vindimas.
Vem isto a propósito para trazer novamente umas imagens com uma sugestiva fotografia de um instantâneo antigo. Tratando-se duma foto, de há muitos anos, que entretanto publiquei no meu livro maior, “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, reportando a um almoço de fim de trabalhos sazonais, ainda no tempo do Conselheiro de Rande Dr. António Mendonça, em convívio à mesa colocada ao ar livre. Sendo que nesse tempo a Quinta de Rande era a maior produtora de vinho da região.
Por isso, nesta fase da roda do ano, traz-se aqui um texto em tempos publicado no jormal Semanário de Felgueiras, e que acom algumas adaptações e acrescentos, esteve para incluir um livro sobre o concelho de Felgueiras, mas que por falta de apoios, para a devida publicação, há muito tem estado guardado.
Vindimas e Vinhos de Felgueiras
À medida que as temperaturas
vão baixando, passado o clima de maturação dos produtos naturais resultantes do
solo, o meio ambiente desta região proporciona diferentes atractivos na sua
realidade rica em pitoresco, como se expressa com as colheitas resultantes da
agricultura e nomeadamente se passa com as vindimas.
Passado o Julho, em que pelo
S. Tiago já pinta o bago (por ocasião da sua festa, em finais de Julho),
depois, como também diz o povo, em Agosto toda a fruta tem seu gosto, tal como
Agosto madura e Setembro vindima. Sendo no mês de Setembro a festa de S.
Miguel, protector das colheitas, lá diz o rifão que S. Miguel soalheiro enche o
celeiro. Nas vinhas e nas adegas há aquele corrupio próprio da actividade. Nos
bardos e ramadas os cachos pingando manchas reluzentes estão mesmo a pedir que
sejam colhidos. Procede-se à preparação das envasilhas, vêm-se em muitos lados
pipas a serem revistas e preparadas, de pipo ao ar, como se costumava dizer,
com água nos tampos a fazer apertar as aduelas. Depois são aqueles trabalhos
que detêm ciência de experiência própria, neste caso desde que as uvas são
colhidas para entrarem nos lagares e de seguida o vinho seja envasilhado, até à
seguinte época das desfolhadas do milho. Faina esta que dará razão à
característica local dos alpendres, onde em serãos nocturnos se desenrrolam
esses trabalhos comunitários, nos também chamados beirais em cujas eiras secam
as espigas, depois armazenadas nos espigueiros, todos em madeira de cima abaixo
antigamente e posteriormente montados sobre pilares de granito – onde se
guardam as espigas de milho novo, a arejar entre o ripado de tábuas em que se
afirma afinidade nortenha diferenciada dos espigueiros galegos de cruz na
empena. Até que, agasalhado o povo ao borralho, sendo entrado tempo rigoroso de
Outono/Inverno no quotidiano, por tradição se vai à adega provar o vinho novo,
por alturas da festa de S. Martinho, a meio de Novembro.
Por entre tentativas de
descoberta de amanhos antigos, que urge preservar no conhecimento, debulhando o
grão dos hábitos, se joeiram assim as tradições relativas de velhos costumes.
Sem pesquisa de fósseis, mas apenas reflexões que nos acodem, numa tentativa de
percurso abrangente a pretéritos panoramas, de sabor tradicional e raiz
popular, como que a guiar as águas para a cultura do que nos deve merecer
fidelidade.
Mas o que move estas
considerações, desta feita, é o vinho mais os horizontes relativos.
Desnecessário se torna descrever a labuta das vindimas, cuja faina já
registamos nos seus antigos moldes (conforme texto incluído no livro
“Felgueiras-Tradição com Futuro” e apresentamos com maior desenvolvimento no
“Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”). Desperta este arrazoado
assim para diferente perspectiva, relacionada às cepas que sobem nas ramadas,
estendendo varas a formar festões de parras, engavinhadas ao longo dos arames
onde se encostam os cachos louros e roxos.
A área de Felgueiras
inclui-se com toda a propriedade na região dos vinhos verdes,
institucionalizada em 1908 por Carta de Lei de 18 de Setembro, regulamentada
por seguinte Decreto de 1 de Outubro do mesmo ano, como forma de «orientação para
a qualidade e regulamentação da produção e comércio do vinho verde». Cuja área,
mais tarde, teve estatuto reforçado por Decreto de 10 de Dezembro de 1926, a
consagrar o «estatuto da região demarcada, definindo os seus limites
geográficos, caracterizando os seus vinhos, definindo regras para certificados
de produção e origem e para o comércio dos vinhos verdes». Daí tendo sido
criada a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV),
«organismo com representantes da lavoura e do comércio».
Com efeito, nesta zona da
região dos vinhos verdes, a área da viticultura a nível de Felgueiras tem
granjeado determinado relevo, quer na economia como na promoção do concelho,
através do labor de técnicos, empresários e agricultores ligados ao sector. Por
via disso são alguns os vinhos de qualidade com marca registada de Felgueiras,
que se podem encontrar nas garrafeiras de mercados pelo país fora, causando
orgulho aos Felgueirenses, além do sabor apaladado.
Gravura do rótulo do antigo vinho “Quinta de Rande”
Em tempos longínquos existiram algumas casas de nome
com seu próprio vinho, como por exemplo foi o caso, em princípios do século XX,
dos vinhos “Solar da Torre” e “Quinta de Rande”, das casas brasonadas dos
mesmos apelidos na freguesia de Rande. Tendo o último, do Conselheiro de Rande
Dr. António Mendonça, sido galardoado nas Exposições Nacionais do Palácio de
Cristal do Porto em 1903 e 1904 e na Exposição Distrital de Amarante em 1908.
Tal como existiu na Longra, por volta da primeira à segunda década do século
XX, o vinho “Raposinho” com patente de estabelecimento comercial ao tempo sito
no Largo da Longra (casa A Comercial, de Adelino Pinto Sampaio e Castro),
propriedade do então senhorio da quinta em que o mesmo era produzido, de castas
da Quinta do Raposo, de S. Cristóvão de Lordelo. No decurso dos tempos muitos
rótulos mais apareceram, dos quais algumas marcas entretanto desaparecidas,
como aconteceu com o “Casal de Santiago”, da freguesia de Rande, por sinal
premiado no concurso de vinho branco, na categoria de
produtores/engarrafadores, da Felmostra/Feira do Vinho Verde em 1987.
Antigas marcas engarrafadas,
estas já desaparecidas, como possivelmente terão existido mais na região.
Agora, passe a possível publicidade (contando tão só como simples anotação de registo), existem os vinhos Caves do Casalinho e mais seu famoso Três Marias, de Regilde e Santo Adrião, coleccionador de muitas distinções, desde eventos de Lisboa a Lubliana, Bristol e Bratislava, através de medalhas de ouro e prata em diversos anos; como também as marcas da Cooperativa de Felgueiras-Caves Felgerias Rubeas, Terras de Felgueiras, em verde e espumante, mais o Azal da Lixa (tendo a marca Cooperativa de Felgueiras sido premiada com o 1º lugar de armazenistas/engarrafadores, de vinho branco, na Felmostra-Feira do Vinho Verde/88; tal como, posteriormente, obteve outros galardões, entre os quais se pode salientar a medalha de prata no concurso internacional de vinhos “Cidade do Porto”, em 2000, entre outras distinções); bem como o Quinta da Lebre, de Margaride; a Sociedade dos Vinhos Borges com o Quinta da Lixa e seus Monsenhor, Anjos de Portugal e Vinha Real, além dos Terras do Minho e suas qualidades Trajadura-Azal-Avesso-Pedernã-Padeiro (com que a empresa da Quinta da Lixa-Sociedade Agrícola foi reconhecida, sendo esses vinhos premiados com uma medalha de ouro e outra de prata na ”Chalenge Internacional du Vin”, duas medalhas de bronze no III Concurso Mundial de vinhos-“Wine Masters Chalenge 2001”, assim como uma de prata no “Concurso de Vinho Verde Engarrafado 2001/C.V.R.V.V. e outra igual no “Concurso da 13ª Festa dos Vinhos Verdes”, continuando nos anos seguintes a colher prémios, a nível nacional e internacional, em sucessivos “Challenges” e outros certames); mais os Quinta dos Lagareiros, Quinta do Lugarinho e Quinta dos Quintais, também da Lixa; o Quinta da Cerca e Quinta da Cela, de S. Jorge de Vizela, o vinho de quinta da Sociedade Agrícola de Maderne, de Várzea, o Sousão e o Conde D. Mendo, da Quinta de S. Mamede, do Unhão, e de Cimo de Vila, de Rande, etc.
Não contando, para o caso, produtores e engarrafadores particulares de sítios de minifúndio, sem timbre registado, entre os quais figuram outros apreciados vinhos de quinta de lavrador; por entre o que temos conhecimento, embora possivelmente ainda haja outras marcas mais. De notar que não são referidas marcas com rótulos que, embora pertencendo a pessoas da região, derivam de vinhos de outras zonas, de fora do concelho de Felgueiras, como acontece nalguns exemplos conhecidos.
Acresce, outrotanto, ligação afim no aparecimento em 1998 da AFAVI-Associação Feminina de Amigas do Vinho, agremiação sediada em Felgueiras, que tem permanecido no seu caracter associativo através de conjunto de senhoras que se esforçam por reabilitar o vinho, como acompanhante predilecto das refeições em moderada bebida, como por tornar conhecida a importância de Felgueiras através deste produto tradicional, no respectivo sector económico nacional. Instituição esta que, inclusive, editou em 2006 um caderno com receitas de culinária produzida com vinho verde (“Gastronomia com Vinho de Felgueiras”). E, depois, houve a instalação da Confraria do Vinho de Felgueiras, honorífica instituição criada em 2006, composta por personalidades entronizadas em representação de entidades do ramo e figuras públicas nomeadas e convidadas, com fins subjacentes.
Em suma todas essas firmas,
existentes ou desaparecidas, constituem valiosa referência, associando-se às
características locais dentro das tradições vinhateiras, formando genericamente
bom naipe de elementos da cultura Felgueirense.
Armando Pinto
Nota explicativa: as marcas referidas inicialmente por serem antigas não precisam de explicaçao de atualização, obviamente. Assim como há uma exceção no caso do vinho Casalinho, que até há pouco tempo sua localização de Santo Adrião ainda pertencia ao concelho de Felgueiras (sendo hoje Santo Adrião de Vizela). Já as mais recentes marcas e nomes referem-se ao que era conhecido em 2006, ao tempo do texto.
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Livro “Dicionário Corográfico de Portugal”, de M. Sampaio,
publicado em 1940. Prefaciado por Albino Forjaz Sampaio. «Contendo todas as
Províncias, Distritos, Concelhos e Freguesias, Cidades e Vilas, com seus fogos
e habitantes, distâncias da sede do concelho e comunicações, caminhos-de-ferro,
correios e outras indicações úteis» pelo código administrativo da época. Incluindo
naturalmente o concelho de Felgueiras. De cujo conteúdo se partilham em imagens
fotografadas, como exemplos, as páginas com indicações do concelho de Felgueiras
e das freguesias da vila da Longra atual. Como ao tempo estava tudo referenciado
administrativamente, quanto a serviços de Estação de correio da área e se essas
estações eram Telefono-Postal, Posto Público e pertenciam a Rede Telefónica Pública;
além de número de fogos (habitações) e de habitantes.
Armando Pinto
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