Espaço de atividade literária pública e memória cronista

terça-feira, 12 de maio de 2026

Encontro de Colegas & Amigos da Longra e arredores/2026!

Contrariando o aspeto do dia surgido em tons de chuva, raiou animado o sábado passado perante o reencontro de amigos que, em vivo ambiente expansivo, juntou quase meia centena de convivas do grupo “Colegas de Escola & Amigos”…

... Assim começa a crónica que regista o encontro do passado sábado, conforme foi enviada para ter publicação jornalística. Por isso, para não antecipar o texto, nem repetir frases, aqui basta dizer que tudo correu muito bem. 

Quão decorreu no passado dia 9 o anual e já tradicional almoço de encontro dos “Colegas de Escola & Amigos”, como confraternização tendente a reviver as afinidades e avivar amizades, juntando desta vez um significativo número muito próximo da meia centena de aderentes. E, como melhor que muitas palavras aqui ficam as captações fotográficas, de modo que se ilustra a ocorrência com imagens, numa reportagem fotográfica condizente.


























Armando Pinto

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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Apreciação pessoal sobre a exposição “Representações no feminino de paradigmas felgueirenses” - numa pincelada escrita à vista dum quadro sobre a Menina de Rande…

 

Sábado, dia 9 de maio, foi particularmente um dia fora do normal, quer pela realização do anual almoço de encontro do grupo “Colegas de Escola & Amigos”, bem como depois pela sensação vista e sentida pessoalmente na exposição coletiva visitada na Casa da Cultura da Lixa.

Com efeito, este passado sábado foi um dia em cheio. Desde o encontro do grupo dos "Colegas de Escola & Amigos" (que terá dedicação narrativa numa crónica respetiva), até à ida à exposição na casa da cultura da Lixa, sensibilizado com o quadro dedicado à "Menina de Rande" Guilhermina Mendonça, da consagrada artista felgueirense Dulce de Macedo. Além de tudo o mais. De cujo conteúdo emoldurado, que me ficou e está bem dentro dos sentidos, aqui tentarei passar a escrito uma apreciação pessoal, neste meu blogue "Longra Histórico-Literária, embora sinceramente sem conseguir passar bem em letras de forma o que interiormente povoa o sentimento.

Então, estando patente na Casa da Cultura da Lixa uma exposição coletiva de artes plásticas, denominada “Representações no feminino de paradigmas felgueirenses”, em que (como refere a publicação oficial) estão representadas quatro mulheres artistas de diferentes locais do concelho de Felgueiras e também de diferentes idades (Emília Vasconcelos, Dulce de Macedo, Inês Mendes e Marina Leão), a mesma teve apresentação pública no sábado segundo de maio.


Ora, sobre a cerimónia da apresentação pública da exposição está feita a devida narrativa em diversos sítios informativos, tornando-se por isso desnecessário acrescentar algo mais. Também porque, por antes ter estado no encontro de amigos conterrâneos em que tive parte ativa, como um dos organizadores e sobretudo como participante entusiasta, não pude marcar presença efetiva no início da cerimónia de abertura da referida exposição, aparecendo porém ainda a tempo de conviver com as pessoas presentes. Contudo, pelo que presenciei depois e entretanto me foi demonstrado por atos e visões, facilmente percebi tudo o que ali estava subjacente e significa no abraço da arte com a afetividade sensitiva. Sendo que a exposição, além de pintura, de quadros de pinturas de variados géneros, engloba também peças escultóricas. E a apresentação contou com mensagens faladas e momentos de poesia, de permeio com música (conforme estava programado) a intervalar as intervenções ocorridas, numa mistura de cores ambientais com os sentimentos artísticos e afetivos.

Pois, por fim, de tudo isso, além das peças de todas as autoras (e sem esquecer as belas pinturas dos quadros a minha amiga D. Emília, que em parte eu já conhecia de outras exposições) naturalmente a minha atenção incidiu mais na obra e particularmente num quadro da pintora Dulce de Macedo. Artista consagrada, inclusive com um quadro premiado em Espanha e que ali pude presenciar, mais outros de técnicas que chamam a atenção. Sendo o quadro em apreço dedicado à Menina de Rande, como popularmente é desde há muito conhecida Guilhermina Mendonça, felgueirense nascida no passado século XlX e falecida nos inícios do século XX, desde longínquos tempos com aura de santidade reconhecida pelo povo que a conheceu e seus descendentes de gerações seguintes que pelos tempos adiante a admiram em veneração sentida. Cuja biografia está descrita no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, onde a artista Dulce de Macedo se inspirou, devido a ter uma sua familiar que era devota da Menina de Rande e a partir daí ela mesma se afeiçoou, apegando-se à aura santificada da Maria Guilhermina Barbosa Mendonça. De tal modo que até parece mesmo que algo especial a tocou no subconsciente artístico, no modo como verteu na tela a imagem transposta em diversas formas espirituais. Incluindo uma parte de sua vida em que o antigo namorado militar a adorou em livro, conforme descrição constante no capítulo “Guilhermina” do livro “Memórias do Capitão”, de João Sarmento Pimentel. Conforme esse escritor e militar, ao tempo tenente, depois capitão e por fim general, a lembrou e eternizou, ele que foi seu namorado e esteve presente nos últimos momentos, antes da morte a ter encontrado mirrada pela doença que a levou. Tendo nesse livro ficado terno testemunho da vida santificada da Menina, como primeiro atestado da consagração de vida, justificando-se certa configuração que aparece em silhueta percetível no quadro pintado. Numa junção de semblantes em que outras partes e facetas da vida piedosa de Guilhermina Mendonça estão traçadas em cores e formas pinceladas ao sabor com que a pintora leu e interpretou do meu livro Memorial, inspirando-se também do que está descrito no mesmo “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”. Livro que ainda por isso valeu a pena ter sido feito com tanto esforço e dedicação, como felizmente teve possibilidade de ser publicado graças ao patrocínio do jornal Semanário de Felgueiras, por meio da boa ação então praticada pelo Dr. Manuel Faria. Afinal tudo concorrendo em boas intervenções, como algo em que a Menina de Rande teve influência transcendente, motivo porque um dos ex-votos depositados sobre sua urna, onde jaz, é esse mesmo livro ali depositado em agradecimento pessoal de ação de graças. Acrescendo agora, com o quadro em apreço, uma mais-valia para toda a envolvência que faz perdurar a veneração que lhe é dedicada no sentimento popular.

Posto isto, que já não é pouco, nem se chegou a referir e analisar o aspeto e técnicas utilizadas nas obras expostas, porque no sentimento fica uma abordagem expressionista que prioriza a emoção sobre o realismo, na sensação da experiência mística.

A exposição continua e fica patente na Casa da Cultura da Lixa até dia 15 de junho.  Com seu quê e porquê místico.

Armando Pinto

Nota: As fotos são apenas pessoais, porque não cheguei ao início e como tal não pude ser fotografado nas captações fotográficas do evento.

AP

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Sábado dia 9 de MAIO/2026: Almoço-convívio do anual encontro do grupo "Colegas de Escola & Amigos"!

 

Sábado dia 9 vai realizar-se o já tradicional encontro anual do grupo "Colegas de Escola & Amigos", que junta gerações diversas de amigos da área da vila da Longra. Encontro que terá lugar a partir das 12 horas. Num convívio que este ano ainda contará com mais aderentes que no ano passado, em que se reencontraram amigos que se não viam há dezenas de anos, por muitos terem ido para outros locais do país e do mundo. O grupo tem um logotipo próprio e bandeira alusiva, com simbologia apropriada e fundo de xadrez condizente com as camisolas do antigo Futebol Clube da Longra.

São organizadores Pedro Teixeira e Armando Pinto.

AP

terça-feira, 5 de maio de 2026

Exposição coletiva de pintura na Casa da Cultura da Lixa dedicada às mulheres de Felgueiras - com inauguração sábado dia 9 de maio!

Segundo a informação oficial do Município de Felgueiras:

«Casa da Cultura da Lixa acolhe coletiva de quatro mulheres artistas de Felgueiras

- Apresentação pública está marcada para o próximo sábado, dia 9.

A Casa da Cultura da Lixa tem patente no seu espaço expositivo, desde o sábado passado, uma coletiva de artes plásticas, “Representações no feminino de paradigmas felgueirenses”, em que estão representadas quatro mulheres artistas de diferentes locais do concelho e também de diferentes idades entre si: Emília Vasconcelos, Dulce de Macedo, Inês Mendes e Marina Leão.

A apresentação pública desta mostra acontecerá no próximo sábado, dia 9, pelas 16 h 00, com a presença das artistas e com a participação do Berço das Artes da Lixa, que abrilhantará musicalmente o evento.

Esta coletiva surge por iniciativa da Câmara Municipal, que lançou o desafio às artistas para representarem figuras femininas de Felgueiras, a fim de estarem expostas por altura do Dia da Mãe. “Cada artista representa uma figura individual ou coletiva da vida ou memória da comunidade felgueirense” – pode ler-se na sinopse.»

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= A Casa da Cultura da Lixa situa-se no edifício do antigo quartel dos Bombeiros da Lixa.

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Anuncia-se esta exposição aqui neste espaço pessoal, de memorização de factos da região, por diversos motivos e mais um. Esse um será surpresa, enquanto no resto apraz registar o facto por essa exposição dignificar as artes felgueirenses de artistas felgueirenses, por um lado; e por outo derivado de entre as pintoras expostas estarem pelo menos duas de nossas afinidades. Como são, por exemplo, a amiga D. Emília Vasconcelos, que é frequente parceira em eventos culturais na Biblioteca Municipal de Felgueiras e outros locais, além das presenças mútuas que temos tido em apresentações de livros nossos e de outros autores; e a D. Dulce Macedo, vizinha aqui de Rande, como natural que é de S. Vicente de Sousa, e leitora-admiradora do meu livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”. E mesmo as restantes duas penso que devo conhecer. Sendo deveras com curiosidade acrescida que, se Deus quiser, estarei presente à inauguração da exposição - para onde conto ir logo que saia do encontro de confraternização que tenho, do grupo de "Colegas de Escola & Amigos", no almoço do dia 9. Seguindo então para estar presente na Lixa pelas 16 horas.

Após isso, farei uma apreciação narrativa da exposição. Mas até lá aponto na agenda, recomendo e divulgo: Ida à Casa da Cultura da Lixa, sábado dia 9, pelas 16 horas!

Armando Pinto

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domingo, 3 de maio de 2026

Em tempo de Procissões do “Mês de Maria - uma procissão sui generis num conto do livro ”Sorrisos de Pensamento”…

 

Chegado o mês de maio, popularmente conhecido por mês das flores e dos amores, este período é também normalmente associado às cerimónias religiosas dedicadas a Nossa Senhora - mais conhecidas, como tal, por Mês de Maria. Em cujo decurso há um dia, em cada comunidade religiosa, em que se realiza uma procissão dedicada ao relacionamento com esse motivo, a popular procissão de velas, por ser ao final do dia e com iluminação de velas ao entrar pela noite. Procissões essas obviamente de cariz organizativo paroquial. Vindo, aqui e agora, a propósito desta existência, evocar certa lembrança de uma particular procissão acontecida em tempos idos, de cariz diferente. Por acaso não concretizada em maio, pois por esses tempos as cerimónias do Mês de Maria localmente apenas se cingiam à igreja e não incluíam procissão nenhuma (mesmo porque procissões nesse tempo eram só a da festa paroquial em honra do santo padroeiro, em julho, e depois em agosto a peregrinação concelhia ao monte de Santa Quitéria). Mas diferente pelo seu caracter, sui generis até, como se pode recordar pelo que foi descrito num dos contos do livro Sorrisos de Pensamento. Livro publicado em 2001 e logo esgotado. Motivo que, pela distância entretanto decorrida, como para quem não teve conhecimento, quer à época como depois para as gerações mais novas, se relembra e dá a ver e ler, partilhando esse conto, entre os diversos contidos no mesmo livro, aqui e agora por meio de cópias digitalizadas das respetivas páginas.


Armando Pinto

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sexta-feira, 24 de abril de 2026

Cravo de Abril em artigo no SF Felgueiras Jornal - sobre um felgueirense (Carlos Guimarães Moreira) que também esteve no 25 DE ABRIL DE 1974!


A propósito e na calha da passagem de mais um aniversário do 25 de Abril que mudou Portugal e sobretudo fez com que muitos jovens então já não fossem para a guerra, em 1974, evoca-se essa envolvência a propósito de se saber que, pelo menos, também houve felgueirenses que lá estiveram. Um dos quais, por a história de sua participação ter chegado ao conhecimento do autor, é referido em artigo publicado no jornal Semanário de Felgueiras, na edição de sexta-feira 24 de abril, à chegada do fim-de-semana em que se comemora mais um aniversário da “Revolução dos cravos”. Conforme fica e está na página 9 do SF FELGUEIRAS JORNAL, do qual para aqui se transporta essa crónica.

Armando Pinto

Nota Bene: Havendo posteriormente chegado informação de um outro amigo (António Teixeira) também ter estado nesse dia da Primavera de 74 nos acontecimentos do 25 de Abril, do mesmo foi entretanto feito um artigo aqui no blogue “Longra Histórico-Literária”. Mas como essas informações já não chegaram a tempo, não foi incluído esse caso no artigo enviado para o jornal, visto a paginação ser feita dias antes da publicação em papel.

AP

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quarta-feira, 22 de abril de 2026

(Mais) Um Amigo dos Colegas de Escola da Longra que esteve no 25 de Abril, na Primavera de 1974: António Teixeira!

 

O 25 DE Abril, em plena primavera de 1974, deu-se quando os jovens que haviam nascido pelos anos cinquentas estavam em idade de tropa, como se dizia, com a cabeça à espera de poderem ir para a guerra em África. Nesse tempo da guerra colonial, que era um bicho medonho com que a juventude se via atirada, sem remédio. E uns quase da mesma idade, ou com pouca diferença de um ano ou dois mais, já tinham sido incorporados, depois de todos apurados por aprovação em massa, e alguns até já tinham ido para o Ultramar, enquanto outros estavam à espera de entrada para o serviço militar obrigatório. Estava então eu à espera de ser chamado, como se dizia, em abril de 1974, depois de ter ido à inspeção em janeiro desse ano de 1974 e, claro, ter ficado apurado para a tropa. Ao passo que diversos amigos já tinham ido. Um dos quais, o Tónio Branco, como era conhecido popularmente o António Vieira Teixeira, que fora meu colega de escola e fizera a Quarta Classe aquando a mim, como dizíamos de termos feito juntos o exame final de último ano do ensino da Escola Primária. Tendo depois, também, chegado a vez dele vestir a farda, anos depois de termos sido colegas de escola na Longra e amigos das brincadeiras por tudo quanto era sítio da Longra; e até na doutrina em Rande, por mesmo na catequese o amigo Teixeira ter andado pela igreja de Rande como todos nós, por esses anos… Havendo então, passados anos de nossa infância, já em plena juventude, ele ter ido então para a tropa. E estava já como militar na Força Aérea, embora em terra, quando se deu o 25 de Abril.

Foi então o António Teixeira um dos jovens que andavam pela Longra a ter estado envolvido nos acontecimentos do dia 25 de abril, em 1974. Como ele conta, a pedido aqui do autor, para fazer justiça a mais um dos militares de ABRIL, entre os nossos amigos:

«Armando: a respeito da minha participação no golpe de estado "25 abril 1974", eu era militar da Força Aérea com a especialidade P.A. (Polícia Aérea), na base aérea 3 em Tancos. No dia 24 de abril tudo começou a ser estranho dentro da base, com muito movimento, muitas reuniões dos oficiais, até que na hora de almoço fomos informados que íamos formar uma coluna militar e que o destino era Lisboa, para uma tentativa de golpe de estado. Seguiríamos em direção à Pontinha e aí seríamos integrados com os militares dessa unidade, que pertencia ao Exército. Chegados lá, formamos dois grupos, cujo destino final era um grupo ir para o Rádio Clube Português e o outro para o Quartel do Carmo, grupo este que era onde eu estava colocado. A informação foi que íamos enfrentar a Pide, a Legião Portuguesa, GNR e Polícia de Segurança Pública, ou seja fações que se pensava estarem afetas ao regime em vias de poder ser deposto. Só por aí já era suficiente para se estar com o receio natural que a ocasião impunha. O capitão que comandou o grupo em que eu estive integrado era o Capitão Verdasca, em coordenação com o Tenente Pinheiro. E lá estivemos a fazer o nosso papel, acabando o dia com o objetivo conseguido, como é da história.»

«Regressados por fim ao quartel e seguindo os acontecimentos dos tempos seguintes, em Outubro saí para cumprir o serviço militar em Angola, na base aérea 9, em Luanda. Tempos difíceis, com a descolonização e consequentemente com os Angolanos a mostrarem a revolta da opressão e escravidão de que foram vítimas durante a guerra colonial. Então tínhamos de nos proteger a nós próprios e ao mesmo tempo procurar defender os portugueses que lá viviam e teriam de regressar a Portugal, ao ainda Portugal Continental, os portugueses nesse tempo chamados “Retornados”, pois os angolanos tinham sede de vingança.»

Ora, o António aí está, felizmente, vivaço para ainda contar tudo isto e assim ficarmos a saber que também ele esteve no 25 de Abril. Mais um amigo das andanças pela Longra, ele que ao tempo de escola vivia em Sernande, mas nas vizinhanças da Longra, motivo que levou a diversas crianças dessa área terem frequentado nesse tempo a escola da Longra. Bem como ainda depois viveu em Varziela, mas também às portas da Longra, por assim dizer, convivendo sobretudo com os amigos de infância e juventude, na Longra. Sendo agora um dos Colegas de Escola e Amigos do convívio anual, que proximamente voltará a reunir bons amigos e conhecidos, no modo salutar da convivência de afetividades vividas.

Armando Pinto

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