Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Em plena seca de agosto de 2026: brotaram no Largo da Longra rebentos de cedros familiares de pinheiros (será do antigo pinheiro cortado em 1982?) ?!

 

Com a acalmia do tempo de férias, em que escasseia o movimento viário e humano na localidade da atual vila da Longra, apareceram hoje, quinta-feira-feira 20 de agosto, ou seja em plena temporada da seca estival de agosto deste ano de 2026, uns ramos de cedros colocados na via pública da estrada de confluência de e para a direção da estrada Felgueiras-Longra-Caíde. Ora como a placa indicativa de Caíde até caiu, entretanto, e está no chão, assim como ali no centro houve durante muitos anos o célebre e histórico pinheiro do Largo da Longra, como era conhecida a árvore central do tempo do antigo triângulo (placa triangular de centro de convergência de estradas), até dá ideia que rebentaram raízes desse antigo pinheiro, cortado em 1982, e agora brotaram rebentos dessa histórica árvore de grande porte…´


Parecerá incrível? Mas é o que se vê… Senão repare-se nas imagens captadas precisamente ao final da manhã desta quinta-feira, 20 de agosto de 2026. E não é a… gosto que se mete esta achega. Embora havendo informação popular de trabalhos derivados do rebentamento de um tubo da água pública, o resultado é caricato. Quão também fica para a história… neste espaço de memórias históricas!

Armando Pinto

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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Um Adeus ao meu amigo Tó Pedro!

 

Hoje tive de me despedir do meu amigo Tó Pedro, despedindo-me fisicamente, que não espiritualmente, porque sempre o lembrarei como amigo de infância e homem bom que conheci, de afinidades e amizade. O Engenheiro Pedro Sousa, natural da Longra, onde cresceu e se fez homem, depois residente na cidade de Felgueiras, deveras conhecido e respeitado no concelho de Felgueiras. Sendo como era no âmbito público referenciado como um dos fundadores dos Rotários de Felgueiras, como é usual chamar-se ao Rotary Clube de Felgueiras, tendo por mais que uma vez sido seu presidente, inclusive quando começou a campanha “Salvar Pombeiro” por iniciativa rotária, como ele contava e depois continuada pela presidência municipal da época. Além de outras participações em comissões concelhias. Mas para mim o Tó Pedro meu amigo e pessoa da Longra, que, enquanto esteve à frente da fábrica IMO todos os dias ia ao Café da Longra e gostava de conversar com toda a gente conhecida. Estando-me nas boas memórias as nossas conversas, entre eu, ele, seu pai, o senhor Luís Sousa, e seu tio e meu grande amigo, o senhor Luís da Póvoa.

Foi com muito gosto que um dia, ainda não há muitos anos, lhe solicitei e ele aceitou fazer o prefácio para o livro que escrevi sobre seu antepassado autor do projeto da Casa das Torres, da antiga vila e atual cidade de Felgueiras, o seu bisavô Luís Gonçalves - obra derivada após ideia de seu primo Neca Gonçalves, que em boa hora me lançou a sugestão, depois de ter lido um artigo que eu escrevera no jornal Semanário de Felgueiras sobre o mesmo projetista de várias casas da arquitetura clássica felgueirense. Tendo ele aceitado que a IMO patrocinasse esse livro, antes de saber que eu lhe ia pedir o prefácio respetivo. Tendo ficado desde aí assente, como eu então dei ideia e depois consegui, que a seguir seria vez de um livro sobre seu pai, o senhor Luís Sousa da IMO, com o prefácio a ser feito pelo filho mais novo, Rui, e o posfácio pela neta mais velha, Marta (livro que depois foi patrocinado pelo Instituto de Estudos Superiores de Fafe, de que era diretora a filha, prof.ª Dulce, que fez um testemunho pessoal colocado no livro). Assim como esteve projetado um dia fazer idêntica obra sobre a sua mãe, matriarca da família e professora histórica da Longra, D. Maria Amélia, e esse livro idealizado teria prefácio do filho Jorge e posfácio da nora D. Armanda, como professora também, mas a evolução do destino alterou tal sequência. Entre conversas mantidas com o meu amigo Tó Pedro, porque também havia em espera um livro, há muito escrito, sobre seu tio e meu amigo senhor Luís Tomás da Póvoa. Por entre casos que não foram sendo concretizados em papel impresso, mas isso agora são outras histórias. Ficando ao menos o que foi possível materializar.

Ainda não há muitos anos, também, no dia do lançamento de um dos livros de seu irmão Rui, era vivo ainda também o senhor Luís e todos estávamos de boa saúde, felizmente, pudemos conversar sobre alguns tópicos relacionados, quando todos juntos ficamos à posteridade numa foto que guardo com muito carinho e apreço - a foto que encima e termina este texto.

Convém frisar, quanto a ecos por vezes andados pelo ar, que bem seria interessante fazer muito mais livros, sobre muitas mais pessoas ligadas a nossos afetos e à história local, mas para publicar livros, depois de escritos, é preciso haver com quê, não podendo o autor além do trabalho ainda arcar com mais despesas. Isso por outros motivos e num à parte.

Despedi-me hoje deste meu amigo, como me despedi há anos do meu irmão Fernando. Mas a recordação vai ser constante.

Até sempre amigo.

Armando Pinto

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Até sempre, amigo Tó Pedro Sousa!

Aí estamos nós, Tó Pedro, a rever coisas que nos ligavam, desde nossos tempos de escola e recordações afetivas!

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Soube hoje, ao início da tarde, nesta terça-feira 18 de agosto, que faleceu o meu amigo Pedro Sousa, mais conhecido por Tó Pedro, natural da Longra e residente na cidade de Felgueiras. Deixa saudades imensas. Já aquando do último almoço do grupo de "Colegas de Escola & Amigos" eu tinha dito em comunicação antecipada a todos, na generalidade, que conviria nunca faltarmos pois nunca se sabe se será a última oportunidade de encontro. Tendo o Tó Pedro se inscrito e com interesse mostrara que ia estar presente. Mas, dessa vez, já derivado à doença que o atormentava, no próprio dia ele avisou-me, na manhã desse sábado, que não ia conseguir ir. E ao comunicar-me que não ia poder estar presente, se despediu de mim a dizer: até sempre.

O Tó Pedro era da minha idade. Fazia anos pouco tempo depois de mim, sendo eu de Julho e ele de Setembro, nascidos ambos em 1954. Fazia pois 72 anos proximamente a 15 de setembro. E andamos sempre juntos na nossa infância por tudo quanto era sítio da Longra. Tínhamos um grupo mais chegado, ele, eu e o Zé Pereira (Zezé, como ao tempo era mais conhecido o filho mais velho do senhor Américo Pereira), a que por vezes se juntavam o Rosário, o Alexandre Abreu, o meu irmão Fernando, o Quim e o Fernando da Angelininha, o Tónio Branco, o Carlos da Laurindinha, o Lino Pereira, o Zé Carlos do Dr. Aurélio, o Tó Jó Machado, mais diversos outros das várias classes da escola, de idades próximas. Recordo-me que, depois que houve televisão (aparelho ou caixa de tv) na Longra, em casa do senhor Pereira, primeiro, e depois na Casa do Povo, foi passado alguns anos em casa do sr. Sousa da IMO que houve mais um outro aparelho de televisão, e o Tó Pedro então foi propositadamente a minha casa dar-me a novidade, nesse domingo de manhã logo a seguir à missa de Rande, e a convidar-me para na tarde desse mesmo dia ir a sua casa ver a televisão, para assistirmos a um jogo da seleção portuguesa de futebol em que iam estar em campo o guarda-redes Américo e o avançado Hernâni do Porto, na primavera de 1964. Tal como sempre lembro as nossas tertúlias dos tempos em que ambos colecionávamos recortes de jornais com coisas e lousas desportivas do FC Porto, encantando-se ele com as crónicas que eu já nesse tempo escrevia e tinha registadas em cadernos e pastas de argolas. Como aliás, muitos anos mais tarde, ele até recordou quando fez parte da mesa da apresentação do livro que fiz sobre seu antepassado arquiteto da Casa das Torres de Felgueiras. 


Antes disso, uns anos atrás, já eu fizera referência a nossas ligações conterrâneas num dos apontamentos do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras, no capítulo das personalidades importantes locais, como noutras passagens. 

De algumas das apresentações dos meus livros são algumas das imagens que guardo de nossos mais recentes encontros. Além do Encontro de 2025 do grupo dos “Colegas de Escola & Amigos” da região da Longra.




Posto isto, nem apetece estar a escrever muito mais. Contando o muito que sinto, perante o pouco que quaisquer palavras aqui escritas conseguirão acrescentar. Tal como eu quase sempre sinto mais que o que pessoalmente consigo dizer, mas os bons amigos sabem como sou. E o Tó Pedro conhecia-me bem, sendo como eramos amigos desde nossa infância.

Até sempre amigo!

Armando Pinto

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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Clichés memorandos das carreiras de Felgueiras que viravam no Largo da Longra para Caíde...

Vinha já de recuados anos o transporte público de camionetas de carreira entre Felgueiras e a estação de Caíde, passando pela Longra, em vários giros. Num dos quais parando para levar para o comboio os sacos com o correio da Estação CTT da Longra, assim como na volta se dava o inverso. Em viagens com horários condicionados com a CP, Comboios de Portugal, pelas tabelas dos Caminhos-de-ferro, por forma a permitir a ligação aos comboios com destino e procedência do Porto.

Por esses tempos, nas viagens até ia havendo passageiros transportados no tejadilho. Isso quando havia enchentes, pois obviamente havia a vistoria do cobrador. Sendo bem lembrados tempos, pelos anos 50 e 60, pelo menos, em que até na escada de trás, de ligação ao tejadilho, se “empoleiravam” moços em idade juvenil, como que a viajarem durante alguns metros, ou muito mais.

Obviamente ficaram também na retina das memórias as excursões, levando o pessoal da terra em passeios por outras bandas. E tantos outros casos extensivos.

Entre tantas curiosidades relacionadas, conhecidas por quem viveu esses tempos ou tem memórias, ainda que ténues, dessas vivências, há algumas deveras lembradas. Então, por exemplo, como obviamente no trajeto das camionetas vindas da então vila de Felgueiras, ao chegarem à Longra seguiam para Caíde, mudando de direção e direcionando na respetiva estrada condizente, o povo (voz popular) dizia que viravam, brincando com a situação - porque virar no termo vulgar queria dizer cair, voltar-se.

Ora, sendo que a carreira de Felgueiras para Caíde estava a cargo da empresa Cabanelas de Felgueiras, dessas carreiras ficaram memórias visuais também. Como, noutros exemplos, se pode ilustrar estas simples lembranças com algumas imagens de camionetas de tempos antigos. 

Armando Pinto

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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Homenagem a um dos amigos de sempre... entre figuras simpáticas da Longra!

Era ideia, aqui do autor deste blogue, de honemagear pessoalmente, por via da escrita normal deste espaço, com as melhor das intenções, um senhor amigo que foi natural e residente da Longra em sua vida. Na linha de homenagens já feitas anteriormente a outros antigos personagens da Longra e arredores. Mas, após pedido parecer a elementos da família, não tendo sido o caso entendido, como tal, aqui segue em modo de indicação sem nome do visado, porque ele merece ser homenageado, mesmo que nesta impossibilidade de nomeação pública. 

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Ecoam nos recantos da memória pessoal de infância os cânticos ouvidos na igreja de Rande, em tardes domingueiras de reza do terço, por entre a distração de outras atenções, com as melodias saídas do dueto de vozes do Padre João com a de uma senhora habitual no acompanhamento dos cantares da igreja local, a sobreporem-se a algumas não muito interessantes chegadas aos ouvidos. Sendo que o Padre João tinha muito boa voz, e a simpática senhora dava gosto ouvir. Isso por inícios e mais além ainda dos anos 60, pelos idos tempos da idade da catequese e primeiras classes da escola do autor destas lembranças. Enquanto ao lado de minha mãe eu estava dentro da igreja a ver e ouvir o que me despertava. Lembrando-me ainda da sonoridade do cântico “Virgem Pura, tua ternura”, com forte carga no coro “Noite e dia de Maria, a beleza hei-de cantar”… Assim como pelo Mês de Maria e até nas procissões me ficou nos ouvidos um outro cântico tradicional religioso, "Coração Virginal de Maria" (Coração virginal de Maria/sede luz e guia do pobre mortal…), que era entoado pelo coro dos homens da Liga Eucarística de Rande. Era eu ainda criança e lembro-me, também, que entre o grupo dos primeiros membros da Liga de Rande (como popularmente se encurtava chamar à Liga Eucarística dos Homens de Rande) havia um senhor de voz grave, que me chamava a atenção pela sua simpatia e respeito que metia entre os rapazes da mesma associação, irmão da referida senhora que cantava muito bem, já casado e com filhos nesse tempo, mas que andava na Liga como outros mais velhos, entre jovens desse tempo.

Ora esse mesmo senhor era muito amigo de minha família e particularmente do meu irmão mais velho, com quem fez parte da comissão da angariação de fundos para a compra da bandeira da Liga, tendo andado no peditório pela freguesia, de porta a porta, a angariar dinheiro necessário para depois ter sido possível comprar a bandeira representativa da Liga de Rande, como foi conseguido. E entretanto eu via e ouvia ainda nos ensaios que o grupo fazia em casa de uns e outros, em certos dias de semana a ensaiar para cantarem na missa de Rande do domingo seguinte, como aconteceu por vezes em minha casa (de minha família, de meus pais e minha, claro), assim como acompanhei por vezes noutras. Era eu ainda criança, muito antes de também ter podido pertencer à mesma Liga. Então fui-me habituando e familiarizando com a simpatia desse senhor, sempre risonho e pronto a dizer qualquer graça, das suas graças engraçadas.

Com o tempo decorrido, passei anos depois a estar lado a lado com ele nas andanças da Liga de Rande, sobretudo nas procissões a ladear a bandeira daquela corporação religiosa paroquial, e sempre que possível gostava de o ouvir. Vivia em sua casa, ao lado de uma fábrica. Lembrando-me ainda, também, de como ele, portista apaixonado, gostava de falar do Porto, de assuntos relacionados com a vida do Futebol Clube do Porto, que ele (querendo dizer ser o representante da região do distrito), religioso como era, dizia ser o FC Porto o Clube melhor que pertencia à Diocese do Porto.


= Cartões da Liga do senhor em apreço (apenas do verso, para não ser identificável) - relativos à fidelidade e frequência dos atos mensais da Liga de Rande …

Com essas e outras dou comigo, por vezes, e desta vez ainda, a pensar como o tempo voou e tanta gente conhecida e amiga já desapareceu, uns mais velhos, como no caso, mas outros nem tanto. Vindo assim este voo da lembrança a pousar num galho da memória em que, entre amigos simpáticos, me lembro desse senhor amigo e conterrâneo.

Foi irmão da referida senhora, também lembrada num dos contos do livro “Sorrisos de Pensamento”; bem como irmão de um senhor lembrado também num outro dos contos daquele meu livro de contos, numa das memórias  a partir de outras memórias coletivas. 

O senhor aqui homenageado, por este meio possível, pelo tempo adiante foi sempre um simpático frequentador dos locais e eventos da Longra e da igreja de Rande. Permanecendo na minha memória como um dos antigos conterrâneos que vale a pena recordar. Merecedor como era, foi e é, entre os que, ao virem à imagem do pensamento, são figuras que se recordam com um sorriso de satisfação e terno apreço.

Armando Pinto

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Nota: Pode-se rever anteriores artigos sobre a Liga de Rande, clicando em

http://longrahistorico.blogspot.com/2025/04/bau-da-liga-eucaristica-dos-homens-de.html

AP


terça-feira, 11 de agosto de 2026

AVISO À NAVEGAÇÃO - LEITORES E AMIGOS!

Já estou de regresso ao Facebook. A situação foi resolvida e a página recuperada. Entretanto com os dias de ausência forçada não pude corresponder a diversas solicitações, pedidos e contactos diversos, além de nem ter sido possível dar meus parabéns a aniversariantes dos dias decorrentes desse período e consequentemente colocar gostos em posts e temas de que gostei. Como também não pude assinalar as diversas publicações nos meus blogues. Mas já está tudo em ordem, agora, como pode ser verificado no meu perfil e página do Facebook, mais nos dois blogues pessoais.

Armando Pinto

domingo, 9 de agosto de 2026

Peregrinação anual do Concelho de Felgueiras ao Santuário do Monte de Santa Quitéria - Procissão de 2026!

A tradicional Peregrinação Concelhia Anual de Felgueiras, popularmente conhecida por Peregrinação de Santa Quitéria, por ser em direção ao monte assim conhecido, como também pelo nome da Santa, o histórico Monte das Maravilhas, teve este domingo segundo de agosto mais uma realização. Desta vez com a 78.ª Grande Peregrinação do Concelho de Felgueiras ao Imaculado Coração de Maria, como acontece desde finais da 2.ª Grande Guerra Mundial, embora em tempos idos fosse a Nossa Senhora das Graças. Cujo andor da imagem de Nossa Senhora do Imaculado Coração encerra tradicionalmente a procissão, que desde os anos da década de 40, do século XX, culmina a Consagração do Concelho de Felgueiras ao Imaculado Coração de Maria. 

Já com diferenças notórias de antigos tempos para a atualidade, a procissão da chamada Peregrinação de Felgueiras tem representações de quase todas as paróquias da Vigariaria do concelho de Felgueiras, já não como antigamente com muita gente e representatividade de Irmandandes, Cruzada, Liga, Cordeirinho paroquial com fitas circundantes, etc, mas agora  ainda com as cruzes processionais e bandeiras dos padoreiros paroquiais. Em mais um momento coletivo de fé e esperança, reunindo o concelho de Felgueiras aos pés de Nossa Senhora, percorrendo os peregrinos uma caminhada conjunta desde o sopé da cidade de Felgueiras até ao alto local do santuário de Santa Quitéria. Cujas celebrações, desde a procissão de velas da véspera, à peregrinação de domingo e missa campal, tiveram presidência do bispo D. Nélio Pita, Auxiliar da Aquidiocese de Braga e membro da Ordem dos Padres da Missão de forte carisma vicentino felgueirense. 

Sendo esta Procissão uma terna manifestação já antiga das gentes de Felgueiras, desde os tempos dos finais da Segunda Grande Guerra Mundial, como agradecimento coletivo pelo fim da guerra e neutralidade de Portugal (conforme  noção popular da época), mais uma vez teve continuidade neste domingo quente de agosto. Quão se regista por algumas imagens captadas à saída da cidade de Felgueiras, quando a Peregrinação Felgueirense já rumava em direção ao alto do Monte de Santa Quitéria. Para depois terminar na hora de sol sobranceiro na também tradicional missa campal, de confluência dos felgueirenses e muitos fiéis dos mais variados locais das redondezas, pelo menos. Dando depois lugar a convívios familiares e de amigos e conhecidos ao longo da tarde.

















Antigamente era usual nos costumes locais e concelhios a "Peregrinação de Santa Quitéria" ser dia de encontros familiares, algo que ainda vai tendo alguma sequência, com tradicionais almoços ao ar livre, nos recantos do monte da Santa, através dos farnéis levados a propósito desse preceito habitual, dando lugar a animados merendeiros de reunião de famílias, amigos e conhecidos, à sombra das árvores "da Santa".

Armando Pinto

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