Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quarta-feira, 1 de julho de 2026

23.º ANIVERSÁRIO DA VILA DA LONGRA (Felgueiras)

1 de julho - dia de aniversário da vila da Longra. Passando 23 anos desde que a antiga povoação da Longra foi elevada a vila, na Assembleia da República. Tendo lá estado presentes representantes das Forças Vivas da Longra de então.

Passados estes anos, desde o ano de 2003, basta reparar num antigo aspeto do Largo da Longra, em panorâmica que se via até princípios dos anos 80, do século XX, para se notar como em vez de ter havido progresso, parece que nada melhorou...!  

= Foto antiga do Largo da Longra, publicada no interior do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, em 1997; e mais tarde, também na contra-capa do livro “Luís de Sousa Gonçalves O SENHOR SOUSA DA IMO”, em 2019.  

Parabéns Longra!

Armando Pinto

domingo, 28 de junho de 2026

Ainda sobre a apresentação do livro “O que o silêncio escondeu: um memorial de cinco séculos de terra, fé e travessia” de Cassio Luiz Cardoso Sampaio - Anúncio e Cartaz do Município de Felgueiras/Biblioteca Municipal

 

Município de Felgueiras

Biblioteca de Felgueiras recebe apresentação de livro
A Biblioteca Municipal de Felgueiras, acolhe, no dia 4 de julho, pelas 15h30, a apresentação de livro: “O que o silêncio escondeu: um memorial de cinco séculos de terra, fé e travessia” de Cassio Luiz Cardoso Sampaio.
Nascido em São Paulo e residente em Lisboa, Cassio Luiz Cardoso Sampaio escreveu um memorial familiar sobre as suas linhagens ancestrais que remete primariamente a Rande, Felgueiras, e suas imediações.
Cassio é neto de Avelino Cardoso Sampaio, nascido em 1891 em Rande. Avelino foi filho de Joaquim Cardoso de Sampaio (também conhecido como o Cardoso da Longra, proprietário da Loja da Ramadinha no Largo da Longra) e Maria de Jesus Dias de Azevedo (nascida na Casa do Patrimônio e descendente da família, proprietária da Casa de Santiago e sobrinha do Padre António de Azevedo.
Entrada livre!
📍 Biblioteca Municipal de Felgueiras
📅 4 de julho de 2026
⏱️ 15h30

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Apresentação do livro ” O QUE O SILÊNCIO ESCONDEU”, de Cassio Luiz Cardoso Sampaio – 04/07/2026 – na Biblioteca Municipal de Felgueiras

Apresentação do livro ” O QUE O SILÊNCIO ESCONDEU”, de Cassio Luiz Cardoso Sampaio – 04/07/2026 – na Biblioteca Municipal de Felgueiras

Sábado primeiro de JULHo, dia 4, vai acontecer na cidade de Felgueiras a apresentação pública do livro intitulado” O QUE O SILÊNCIO ESCONDEU – Um memorial de cinco séculos de terra, fé e travessia”, em ligação luso-brasileira de laços made in Felgueiras. Tratando-se dum memorial de 260 páginas escrito por um descendente de portugueses oriundos do concelho de Felgueiras, entre seu antepassado bisavô e outros familiares que no início do século XX rumaram ao Brasil e de cuja descendência é o autor desta obra de grande fôlego, Cassio Luiz Cardoso Sampaio. Retratando o resultado de tempos de pesquisas sobre a genealogia da sua família felgueirense, e não só, como extensivamente demonstra o que desde sua ascendência descobriu sobre Felgueiras e terras felgueirenses, mais das gentes dos sítios de seus antepassados. Memorial  este que é ilustrado por dezenas de fotografias e cópias de assentos de nascimento, casamento, óbito, inventários, testamentos, inquirições de género e outros documentos ancestrais. Evocando algo da memória coletiva até recuados tempos das paróquias de outrora e de antigos homens bons e suas famílias, como a do famoso senhor Cardoso da Loja da Ramadinha da Longra, entre boas e ternas lembranças populares que assim ficam registadas em livro.

Então, sábado, 4 de julho, pelas 15 H 30, a Biblioteca Municipal de Felgueiras acolhe essa sessão de grande afetividade Luso-Fel-Brasileira. Com entrada livre.

Armando Pinto

domingo, 21 de junho de 2026

Prémio da Associação Industrial Portuense com que um Felgueirense foi agraciado... em 1959/1960!

A 3 de maio de 1960 decorreu no Porto a entrega do Prémio da Associação Industrial Portuense de 1959. Entre cujos galardoados, trabalhadores distintos da Industria do Distrito do Porto, estava um operário Felgueirense, da grande fábrica Metalúrgica da Longra. Sendo Joaquim Pinto o Felgueirense assim distinguido, como autor da sirene da Metalúrgica da Longra (que se ouvia a longas distâncias) e de diversas máquinas pioneiras da mesma empresa e de outras também, reconhecido oficialmente com o "Prémio da Associação Industrial Portuense"- AIP – o único felgueirense que teve essa distinção da prestigiada Associação (instituição mais tarde agremiada como Associação Empresarial de Portugal-AEP).

Aquando da entrega dos galardões, nessa sessão solene, em 1960 no Porto, era presidente da AIP o prestigiado dirigente associativo Mário de Sousa Drummond Borges que assinava apenas por Mário Borges, como ficou no diploma comprovativo.


= Foto alusiva ao ato, dos agraciados do distito do Porto. =

 


= Joaquim Pinto em 1960 e mais tarde em 2005 (já pouco antes de falecer, em 2006).

O Prémio, que era uma honra receber, tinha também a componente atrativa duma agraciação monetária, de um conto de reis (como se dizia ao tempo, da soma mil escudos, hoje reduzida a cindo euros, mas que à época era bem melhor), podendo dizer-se que somava ordenado de alguns meses.  Além do diploma que ficava a comprovar essa distinção. Como continua, agora em mãos do filho a quem ele deixou esse documento honrosamente estimativo. E honra a sua memória.

= Quadro com o Diploma do Prémio da Associação Industrial Portuense de 1959, outorgado a Joaquim Pinto, da Longra (n. 1916 - f. 2006). Em reconhecimento de seu mérito com obra feita como funcionário empreendedor. Com realce pela criação da Sirene da Metalúrgica da Longra (e da Ferfor da Serrinha, depois). 


Algo que foi também uma honra para a empresa ML, tal distinção única. Além do reconhecimento da importância da famosa sirene da Metalúrgica da Longra (que era referência de sinal meteorológico em sítios distantes, quando ouvida longe).

*****

Na pertinência desta lembrança, juntam-se algumas imagens de ilustração, com fotografias relacionadas, desde gravuras documentais, incluindo cabeçalhos de ofícios das firmas antigas por que passou a "Metalúrgica", quer nos anos trinta como na década de quarenta, enquanto a fábrica esteve no Largo da Longra, como depois que em 1950 passou para a reta da Arrancada da Longra, também. Mais o que por aqui se mostra e recorda, como publicação celebrativa relacionada ao tema.

 


= Pessoal da Metalúrgica da Longra sensivelmente à época (foto de homenagem ao fundador, decorrida em 1958) =


= Molde, de exemplo de diversos outros (em madeira, mandado fazer pelo próprio, segundo suas indicações), para moldagem das bobines (de enrolar os fios de cobre), para a bobinagem dos motores de máquinas que havia feito. Enrolava através de estrutura com manivela, à qual se prendia para o efeito (daí os furos que se veem de lado). Depois também para uso aquando de consertos necessários. Sendo este molde (segundo anotação manuscrita com a letra do próprio artista, a lápis) duma "Soldadura da Ferfor" (dessa fábrica grande da Serrinha-Santão). =

Nota BeneA bobinagem de meu pai, ou seja o modo como meu pai fazia, era conhecida por "bobines do senhor Pinto da Longra" - por tal bobinagem ser muito duradoura, de bem-feita, com cartão cortado à medida para meter nos orifícios onde entravam os fios em meadas, que assim se não farpavam, cuidadosamente protegidos com fitas de nastro (tiras estreitas e longas de tecido, usadas como guarnição dos rolos de fio entrançado), cujas bobines por fim eram protegidas por espesso verniz. Nada que se pareça com bobinagens modernas de fios à mostra que depressa queimam...

Armando Pinto 

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terça-feira, 16 de junho de 2026

Caso duma pequena lápide quase escondida… da Escola Primária da Longra!

No percurso de vida a Escola Primária faz parte das lembranças e afinidades de toda a gente. Tocando na sineta da memória as badaladas das recordações dessa dotação de utilidade pública. Sendo assim a escola, onde aprendemos as primeiras letras e ficamos a saber contar para a vida, algo marcante. Tal já só faz parte das lembranças a antiga escola da Longra, cujo edifício de construção clássica em pedra entretanto desapareceu, como se sabe, mas há o edifício substituto, a chamada escola nova, que foi construída há cinquenta e tal anos, tendo esse edifício sido inaugurado em 1972. Como até está registado no livro da história da região, com 9 páginas dedicadas à história desse mesmo estabelecimento de ensino, desde os tempos da sua instalação, da escola velha, até à nova e atual. Havendo na época das pesquisas para esse volume surgido certas dúvidas sobre o ano da construção do edifício escolar mais recente, contudo uma placa lá colocada desde a sua abertura comprovou e prova o ano respetivo, conforme está esculpido numa pequena lápide cravada na parede da própria escola. Havendo também na época dessas pesquisas e derivados contactos se podido verificar que ainda lá estavam guardados quadros de antigos fundadores e benfeitores da escola original, assim como também com as caras de antigos governantes da nação e mesmo governadores civis do distrito e até de antigos administradores do concelho e presidentes da Câmara de Felgueiras. Escola que oficialmente então ficou conhecida por escola do Outeiro por inicialmente ter chegado a ser projetada para ficar implantada no lugar do Outeiro, projeto esse depois alterado sem terem mudado o nome. Coisas engraçadas de tempos idos, mas que agora tem extensivamente também coisas singulares…

Assim sendo, mudada a escola da Longra para o edifício atual desde 1972, já passou pois há cerca de quatro anos a oportunidade de celebração dos cinquenta anos dessa instalação. Embora havendo outras oportunidades de dar mais ênfase à existência desse bem público.





Ora, além de tudo isso e do que está anotado no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997 e há muitos anos esgotado, também há aquela referida pequena lápide oficial. Ora um destes dias, para surpresa, verifiquei que a dita placa, a pequena lápide com a data do ano correspondente e letras das siglas das entidades responsáveis da ocasião… está colocada muito em baixo, quase junto ao chão e meio escondida por entre plantas ali colocadas. Será para se não ver? Às tantas as pessoas que fazem parte das instituições ligadas à sua manutenção desconhecerão essa colocação, que para se ver tem de se mexer na vegetação que encobre a dita cuja…  

Armando Pinto

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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Um livro… de vez em quando - Folheando o meu d’ “Os Lusíadas” no Dia de Camões!

 

Em pleno dia celebrativo de Camões, na mística do Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, como também do Anjo de Portugal, vem a propósito deitar os olhos ao eterno livro “Os Lusíadas”. Livro de Luís de Camões que canta em verso heroico a gesta dos Portugueses e, dando voz a heróis da Pátria, narra a história e epopeia da memória portuguesa de outrora, em versos eloquentes. Sendo por isso mesmo o dia do feriado nacional em homenagem a esse escritor que simboliza o sentimento luso, como é o épico poeta.

Com essa retaguarda memoranda da pertinência do dia, e sobretudo seu significado, abre-se o livro d’Os Lusíadas, desde a estante da biblioteca pessoal do autor aqui deste blogue, folheando até algumas páginas com passagens que direcionam algo mais a atenção para figuras e referências de apreço, na ligação telúrica.





Armando Pinto

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segunda-feira, 8 de junho de 2026

Artigo no SF com motivação especial…!

O jornal Semanário de Felgueiras, a fazer trinta e seis anos de existência, na sua edição comemorativa - conforme foi e está publicado em seu número de sexta-feira 5 de JUNHO - inclui mais um artigo da colaboração aqui do autor destas linhas, no caso sobre um motivo especial. Quão, para se entender bem, o melhor é ler até ao fim.


Armando Pinto

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