quarta-feira, 3 de junho de 2020

Aos 31 anos da Rádio Felgueiras


A Rádio Felgueiras faz anos. Mais uma vez, felizmente. Este ano, a completar hoje, já 31 anos!


Perfazendo nesta data a bonita soma de trinta e um anos, conta que já é bem boa, como se diz popularmente sobre algo que desperta atenção, está pois de parabéns a emissora radiofónica felgueirense. Com “Parabéns” extensivos, pela mesma conta, a todos quantos estiveram na sua criação e concretização, como por esse projeto deram o melhor de si à Rádio Felgueiras; e toda a gente que por lá passou e trabalha, com marca difundida pelos estúdios antigos como pelos atuais do Outeiro.


Em homenagem ao significado e importância da Rádio Felgueiras, bem como por quanto representa para o concelho de Felgueiras e faz pela Nossa Terra, assinalamos esta data feliz com relance memorial por tudo isso. Quão sinteticamente se pode englobar numa imagem contendo escritos relativos à Rádio Felgueiras – como foram e são os três números publicados em 1989 do "Boletim RF Informativo" (publicado pelos timoneiros da própria rádio, em período de afinação para a legalização); e um artigo sobre Vozes da Rádio Local, da também já antiga colaboração do autor destas linhas no jornal Semanário de Felgueiras. De material historicamente alusivo à Rádio Felgueiras.


Efetivamente uma vez por outra tem havido possibilidade de procurar fazer justiça ao labor empenhado do pessoal que se tem dedicado à causa da rádio local felgueirense, como no caso do artigo da página que a imagem engloba. Disso, na abrangência do dia e ocasião, aproveitamos a pertinência, igualmente, para recordar esse artigo sobre a Rádio Felgueiras, pois tem muita história já. Como aludimos então naquela crónica escrita há alguns anos, com publicação no jornal Semanário de Felgueiras, corria o ano 2002, veja-se lá…


Parabéns Rádio Felgueiras: Muitas felicidades e muitos anos de vida!

Armando Pinto
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terça-feira, 2 de junho de 2020

Semanário de Felgueiras: Perfaz 30 ANOS de existência o atual único jornal felgueirense


O Semanário de Felgueiras é já trintão, desde o dia 1 de junho corrente. Com trinta anos completos, agora. Depois de diversos jornais de Felgueiras que foram conhecidos e lidos pelas atuais gerações felgueirenses, além naturalmente dos anteriores títulos editados ao longo dos tempos, visto ter havido periódicos do concelho de Felgueiras publicados desde finais do século XIX, nos dias que correm é o Semanário de Felgueiras o único existente em edição impressa. Cujo bom exemplo continua assim resistente, ao perfazer 30 anos de vida.

Com efeito, o Semanário de Felgueiras está a celebrar 30 anos de existência, tendo feito anos na passada segunda-feira, 1 de junho. Na ocasião foi então feita uma edição especial com 24 páginas, contendo editorial da atual diretora Susana Faria; passando por uma grande entrevista ao fundador, Dr. Manuel Faria; mais um conjunto de depoimentos de pessoas ligadas ao percurso do jornal, a recordar breves lembranças dos jornalistas e colaboradores que passaram pelo Semanário de Felgueiras, ao longo destes 30 anos e assim contribuíram para a história deste jornal em papel, o único no concelho. Bem como algumas entrevistas com responsáveis de diversas áreas educativas e com a Vereadora Municipal da Coesão e Ação Social, Rosa Pinto.

Sendo esse um número especial, foi destinada entrega do jornal em distribuição massiva pelos CTT, ao longo do dia, além dos assinantes normais. Embora segundo conhecimento pessoal não tenha chegado a algumas zonas concelhias.

Assinalando o tema e o facto, juntamos para memorização imagem da respetiva 1ª página (mais uma histórica portanto), assim como o depoimento pessoal, de ocasião.


Armando Pinto
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segunda-feira, 1 de junho de 2020

Dia da Criança: - nas crianças que continuamos a ter em nossas memórias...


Hoje, dia 1 de junho, comemora-se o Dia Mundial da Criança, como já acontece há muitos anos. Por isso este dia é também associado no imaginário que permanece pelos anos adiante, na sucessão dos tempos. Vindo à memorização o espírito que nos leva a ser cá dentro uma espécie de crianças que continuamos a ter em nossas memórias.

Recuando assim uns bons anos, passam diante dos olhos da recordação alguns discos de música infantil que as crianças de inícios dos anos oitentas gostavam de ouvir. E ainda há gosto de recordar, quer entre pais e filhos, desses tempos e ainda agora. 

E outras coisas também. Como há isto a correr  entre dedos de recordações guardadas:


Faz de conta que o tempo passado se reencontra com nossas memórias, e um dia da criança de há muito volta nas asas do pensamento, recordando e revivendo. Eis assim que me lembra uma dessas datas, através do que ficou na retina da memória terna da infância dos filhos… e de um desses anos nos dá para folhear uma brochura alusiva.


Recuando a umas três décadas e pico de anos, pousa assim o voo de lembranças no ano de 1989, num evento alusivo ao Dia Mundial da Criança, celebrado a 1 de Junho, já lá vão uns anos bons, e levado então a efeito no monte de Santa Quitéria para as crianças das escolas felgueirenses. Onde se desenrolaram atividades que meteram jogos e corridas, entre divertimentos. Tendo disso ficado o cartão que minha filha usou no dia, e depois permaneceu por fim guardado no interior do livrinho respetivo, colado com fita duradoura, como a imagem de minha filha assim criança feliz estará sempre colada em mim.


Dessa publicação se respiga algumas páginas, para aqui, porque como tal comemoração teve lugar no monte de Santa Quitéria, miradouro altaneiro e local de ligação concelhia, a referida pequena revista transcrevia um texto sobre o mesmo monte, sob título de Monte das Maravilhas, nome por que também é conhecido esse planalto felgueirense, cuja crónica é de recordar agora, a propósito também.


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Armando Pinto 

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Viagem de visita do andor de Nossa Senhora em Rande (imagens na Longra)


Ao final do dia e princípio da noite da última quinta-feira do Mês de Maria, decorreu diia 28 a anunciada passagem da imagem de Nossa Senhora em andor-automóvel a percorrer ruas e caminhos de Rande, passando diante e junto das casas dos paroquianos.


De tão cativante e mesmo emocionante acontecimento, a marcar a atualidade devido às condicionantes da pandemia, se conseguiu registar alguns instantâneos da respetiva passagem junto ao habitat do autor destas linhas. Como por certo noutros locais devem ter sido captadas outras imagens.  


Assim fica aqui algo desta feliz iniciativa, que entusiasmou a população. De cuja realidade ficam então algumas imagens, da passagem do andor de Nossa Senhora, em jipe em que ia o Pároco Padre Manuel Joaquim Ferreira, também, junto à chamada Carvalha da Padaria da Longra.


Armando Pinto
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quinta-feira, 28 de maio de 2020

Recordando: Efeméride da histórica passagem do FC Felgueiras à 1ª Divisão Nacional – Dia do jogo decisivo, da "subida" (nos 25 anos dessa alegria felgueirense)!


Neste dia, desta data, dia 28 de Maio, em 1995, o FC Felgueiras venceu o Estoril no derradeiro jogo da época, no mítico Estádio Dr. Machado de Matos, por 1-0 (golo de Kristic, a cujo instantâneo histórico se reporta a foto cimeira) e assim "o Felgueiras" alcançou a subida de divisão ao escalão máximo do futebol português, atingindo entrada no Campeonato Nacional da 1ª Divisão, como ao tempo era chamada a prova maior, atual Liga principal.

Com esse resultado, a meio da tarde desse domingo de sol radioso, era dado o melhor início aos festejos públicos que se seguiram, em dia de festa, que depois acabou por sair do estádio e estender-se às ruas da cidade e estradas do concelho de Felgueiras.


Na mesma tarde o FC Porto sagrara-se Campeão Nacional da 1ª Divisão, com festa da consagração no estádio das Antas em jogo de veia goleadora diante do Tirsense, perante dilatado 4-0. Daí que no dia seguinte, na segunda-feira dia 29, os jornais dividissem atenções e inclusive o jornal O Jogo até repartiu a sua 1ª página com o Campeão maior e o novo primodivisionário, na época.


Efetivamente os jornais diários e os periódicos desportivos na segunda-feira depressa esgotaram em Felgueiras, então, sendo dia que em Felgueiras sempre houve tradição de ser de ir à feira de manhã, além de ser como era acotiado dia do sapateiro, mas dessa vez também dia de recuperação da festa do dia e noite anterior. Tendo os jornais mais lidos dado natural destaque à façanha do futebol do Felgueiras. Como tal, dando para guardar, de modo a ficar como recordações documentais.


Dias depois seriam os jornais locais a guardar nas suas páginas o acontecimento. Mas como os periódicos felgueirenses saíram na sexta-feira posterior, vêm mais ao caso desta efeméride os desportivos nacionais, primeiro lidos e guardados.


Assim sendo, ilustra-se a efeméride através de imagens (em recortes) de dois dos jornais do dia imediato, quer d’ O Norte Desportivo, existente nesse tempo, assim como d’ O Jogo, já existente à época.


Isso tudo e mais consta do livro historiador do futebol em Felgueiras, ao tempoo em que o clube histórico foi preservado com a criação do CAF - Clube Académico de Felgueiras, depois rebatizado de FC Felgueiras 1932, em homenagem ao ano da fundação original.


ARMANDO PINTO
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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Périplo da imagem de Nossa Senhora pelas ruas de Sernande e Rande - Dias 27 e 28


No âmbito do Mês de Maria e do atual estado de precaução pública devido à pandemia, estando em curso a campanha de procissões automóveis com imagem de Nossa Senhora de Fátima em espécie de visita pelas ruas das localidades, de modo a passar pelas portas dos paroquianos, também em Rande e Sernande vai acontecer, sob lema “Dia a Dia com Maria”.


Assim, dentro do calendário do pároco Padre Manuel Ferreira, que das freguesias da vila da Longra tem as paróquias de S. Tiago de Rande e S. João de Sernande, será nos dias 27 e 28 do corrente mês que irá andar e passará o andor em apreço. No dia 27 em Sernande e ainda numa parte de Rande  e dia 28 em Rande – nos horários e itinerários indicados, conforme os respetivos anúncios em cartazes entretanto publicados.


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quarta-feira, 20 de maio de 2020

Cafés e lojas mistas entre marcas ambientais felgueirenses de 60 para 70, no século XX.


Assim como há sinais que refletem indicações relacionadas com a evolução de determinada época e marcas que delimitam e distinguem alguma relação derivada, houve certos estabelecimentos de convívio público que assinalaram um tempo e modo na sua marca existencial. Como foi com os chamados cafés, que por estes lados do território felgueirense se associam a tempos de transformação social, revezando hábitos que provinham de antigas tascas e lojas de comes e bebes, ao jeito de lojas mistas. 

= Exemplo de ancestrais valências em Felgueiras: - Um aspeto do hospital Agostinho Ribeiro, do lado de trás duma das enfermarias... (Foto do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997)

Ora, num tempo como o atual, em que também a época do confinamento provocado pela pandemia do Coronavírus/Covid-19 marca diferenças de hábitos e feições, tendo-se feito sentir a diferença de convivência e comunicação no episódico encerramento dos cafés… e agora que começa a haver algum desconfinamento com a retoma que reabre esses e outros locais públicos… vem a talhe uma rememoração evocativa também sobre esses mesmos estabelecimentos de cafetaria, alguns dos quais ficaram na memória histórica como elementos de progresso social, quais substitutos das antigas lojas de serviços diversificados.

= Imagem do exterior do café Jardim, já em inícios do século XXI e antes da última remodelação (de fotos que circulam na Internet).

Recuando aos anos de transição dos anos sessenta para setenta, quando mais se fez sentir uma rápida evolução em muitos setores sociais, e naturalmente incidindo no que o autor conheceu e se recorda (o que não invalida outros casos, dos quais quem se lembrar e conheça pode também narrar por sua vez e autoria), havia na então vila de Felgueiras o Café Albano como principal referência (existente já desde uns bons anos antes), quase a par com o Café Belém, em cada caso com clientela especial; e depois apareceu o Café Popular, que como o nome indicava passou a ser frequentado pelo pessoal mais diverso. Assim como depois ainda o café Cari, com o nome do prédio em que se inseria. Ainda os cafés eram sítios de homens apenas, não sendo habitual e muito menos normal ver mulheres casadas e raparigas solteiras a acompanharem maridos e namorados. Algo que mudou depois com o surgimento da Moderna, como era chamado o café da Pastelaria Moderna, na rua de entrada (e mais tarde conhecida por rua velha, após o rasgamento da avenida nova…). E especialmente houve um café mais especial, para a rapaziada nova e juventude estudantil, como depois ficou também a ser frequentado por gente mais seleta, por assim dizer, que foi o Staminé, do Doutor Hermínio.

= Aspeto interior do Staminé. Foto de postal da época (em cujo verso constava a legenda anexa).

Era a então vila de Felgueiras um ponto de passagem nos itinerários do interior do Douro Litoral, mas sem nada de especial a fazer paragem aos viajantes. Num limbo de simplicidade e ainda antiguidade, como se notava em edifícios com marcas temporais, por exemplo.

= Um aspeto de algo característico da vila de Felgueiras de inícios dos anos 70: Quartel antigo da GNR, em frente aos Bombeiros, ao tempo de chefia do sr. Cabo Pinto.

Enquanto isso, na Longra abria também o Café Longra, junto ao Largo da Longra. Obra do sr. “Manuel das Mobílias”, como era localmente conhecido o amigo sr. Manuel Marinho Silva. Sendo de notar que nesse tempo na estrada nacional de ligação de Lousada para Felgueiras, por exemplo, dentro do espaço concelhio de Felgueiras apenas havia algumas tabernas a beirar a estrada, bem como lojas de mercearia com serviço também de tasquinhas, as populares “vendas” de vinhos e petiscos. Havendo na Longra, já na estrada para Caíde mas logo a seguir ao Largo, a Casa do Povo desde 1939 com seu bar (mais sala de espetáculos e cinema, além do Posto Médico), funcionando ali de noite e em horas de espetáculos um centro de convívio ao jeito de café, que até ao final dos anos da década de 60 era único sítio do género nas redondezas. 

= Imagens duma loja de venda diversificada na Longra, que em tempos também serviu de taberna, mas por fim, com o último “vendeiro”, o sr. Fernando Machado, se dedicou à especialidade de mercearia (Fotos do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997).

Deparando-se então em inícios de 1970 a mudança com a abertura do café da Longra (inicialmente aberto em finais de 1969, e definitivamente ao início de 1970).

= Imagem de tempo inicial do Café Longra, com aspeto clássico de seu interior à época da fundação, em 1969/1970. (Foto do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997).

Pois também em 1970 abriu o Sataminé em Felgueiras. De nome oficial Staminé Relax-Bar, era então uma espécie de salão de chá, com serviço de restaurante “snack-bar”, funcionando também como discoteca. Uma casa que orgulhava Felgueiras, ao tempo uma pacata vila quase desconhecida do Norte, na fronteira do Distrito do Porto com as províncias vizinhas, que com aquela porta aberta passou a ser visitada por pessoas de vilas e cidades das redondezas, à vista da iniciativa do Dr. Hermínio Martins (farmacêutico e também professor do Ciclo Preparatório em Felgueiras, bem como tido por pessoa muito culta, como alguém avançado para a época no ambiente felgueirense).

= Imagem com o “Spot” publicitário da casa, constante das bases de copos (colocadas nas mesas para proteção e embelezamento), à época.

Entretanto pelo concelho depressa foram alastrando novos cafés, que entretanto ganharam estatuto e ainda fazem parte da memória de muitas localidades e suas gentes.

 = Panorâmica do Largo da Longra nos últimos tempos da “Loja da Ramadinha” (Foto do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997).

Claro que continuava e bem o Café Albano, nome popular do Café Jardim, mais a Pensão Albano com serviço de restaurante e cave com tradicionais petiscos, a marcar sua presença na sede concelhia. Sendo aliás o Café Jardim o mais emblemático da cabeça do concelho, desde que foi criado em 1948 pelo famoso senhor Albano, Albano Costa e Sousa (ao qual o autor destas linhas dedicou um artigo no Semanário de Felgueiras, há alguns anos já, cuja narrativa também foi partilhada neste blogue). Tudo em ambiente social de permeio reforçado com os restantes cafés. Como depois foi aumentando a chamada concorrência, na expansão que ao longo dos anos foi ampliando os locais de convívio.

= Sequência de imagens com o Café Longra em tempos diferentes (Fotos do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997).

Passado já meio século (quando se escreve isto) são muitas as diferenças daqueles tempos de transição social e ambiental. Algo a merecer atenção, nas marcas do tempo.

Armando Pinto
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