Espaço de atividade literária pública e memória cronista

sábado, 14 de março de 2026

Um blogue sobre um livro que dirá muito à região da Longra, mais envolvente área de Rande, Pedreira e do concelho de Felgueiras…


Aqui há tempos já neste blogue "Longra Histórico-Literária" foi apresentado o tema de um estudo que estava a ser pesquisado e escrito por um descendente de pessoas da nossa terra, que há mais de um século emigraram para o Brasil, mas mantiveram laços afetivos à ligação telúrica de Longra-Rande até à Pedreira, com o concelho de Felgueiras no horizonte vislumbrado entre Brasil e Portugal. Inclusive tendo o autor desse estudo até estado na Longra em contactos com esse fim e de permeio ido à igreja e ao cemitério de Rande em busca de pontas do novelo da sua história. Ocasiões em que contactou pessoas que de uma forma ou outra contribuíram para a evolução da pesquisa, algumas das quais fazem parte da narrativa que ficará em livro que proximamente virá a público. Sendo o autor do livro descendente da família do Senhor Cardoso e de sua filha a "Se ' Marquinhas" (Se Marquinhas, de senhora Marquinhas ou Mariquinhas) da Loja da Ramadinha, do Largo da Longra, estendendo-se à Arcela da Pedreira e à famíla Peixoto Dias Azevedo da casa de Santiago e da igreja de S. Tiago de Rande, mais ligações às casas do Outeiro, Torre, etc. Com diversos ramos paralelos e extensivos, inclusive com descoberta que ainda somos primos em quarto grau, salvo erro (referindo assim porque o Cassio, o amigo e primo autor do livro, está mais familiarizado com essas contas e linhas genealógicas).

Livro: O que o silêncio escondeu
Um memorial de cinco séculos de terra, fé e travessia

Cassio Luiz Cardoso Sampaio, nascido em São Paulo e residente em Lisboa, escreveu um memorial familiar de suas linhagens ancestrais que remete primariamente à Rande e suas imediações. 

Cassio é neto de Avelino Cardoso Sampaio, nascido em 1891 em Rande. Avelino foi filho de Joaquim Cardoso de Sampaio (também conhecido como o Cardoso da Longra, proprietário da Loja da Ramadinha no Largo da Longra) e Maria de Jesus Dias de Azevedo (nascida na Casa do Patrimônio e descendente da família proprietária da Casa de Santiago e sobrinha do Padre António de Azevedo.

Sobre esse tema enternecedor, o autor do livro, resultante desse longo trabalho, criou um blogue, que fala por si. De cujo labor, para divulgação e ir havendo eco, se partilha desde já aqui o mesmo blogue, desse amigo e familiar, Cassio Cardoso Sampaio, para toda a gente.

Assim sendo… Para verificar e ler:

(Clicar) em

https://silencio-escondeu.blogspot.com/

AP

Nota: Para uma visão relacionada, atente-se no que está descrito sobre a Diáspora Felgueirense (incluindo o caso versado no livro em apreço), revendo o artigo deste blogue "Longra Hostórico-Literária", em 

http://longrahistorico.blogspot.com/2025/07/diaspora-luso-fel-brasileira-de-terras.html

Armando Pinto


sexta-feira, 13 de março de 2026

Homenagem à D. Amélia Noronha - in Semanário de Felgueiras

- Artigo escrito como crónica pessoal de homenagem evocativa à falecida D. Amélia Noronha, na edição de 13 de março do jornal Semanário de Felgueiras (SF Felgueiras Jornal), na página 3:

Armando Pinto

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quarta-feira, 11 de março de 2026

De vez em quando… Lembrando o Dr. João Brandão - um antigo Presidente de Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Felgueiras - que foi habitante de Sernande!

O Dr. João Brandão, de nome completo João Machado Ferreira Brandão, natural de Idães, e que viveu a maior parte de sua vida em Sernande, onde teve casa sua, foi famoso em seu tempo na região felgueirense. Não como um outro João Brandão conhecido porque tocava violão, embora também pudesse tocar, mas este sobretudo porque soube ser e foi político local-concelhio em terras de Felgueiras, esse que foi senhor da Casa de Cimo de Vila de Sernande. 

Foi deputado da Nação e Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Felgueiras nos inícios da República Portuguesa e era muito amigo dos irmãos João e Francisco Sarmento Pimentel, da casa da Torre de Rande, assim como do Dr. António Pinto Sampaio e Castro, que foi Administrador do Concelho, mais do Dr. Eduardo Freitas, da Lixa, entre outros que escreviam no seu jornal Defeza de Felgueiras. etc. Um senhor que bem merecia ter seu nome na toponímia da freguesia de Sernande. Sobre o mesmo, foi por estes dias de março lembrado o caso de quando foi atribuído precisamente seu nome a uma rua da então vila de Felgueiras, hoje cidade - no “documento do mês março ‘ 26” do Município de Felgueiras.

SABER 
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| Documento do Mês

1922, agosto, 26, Felgueiras – “Ata da sessão extraordinária de 26-8-922” (PT/AMFLG/CMFLG/B-A/001/0080, fl. 35-36)

Em reunião de 26 de agosto de 1922 a Câmara Municipal deliberou homenagear e perpetuar a memória do dr.º João Brandão, falecido nesse mês, atribuindo o seu nome à rua que liga o largo da feira à rua Costa Guimarães.

A rua tinha sido aberta há pouco tempo.

(Sobre a imagem de cima, retirada do livro "Presidentes de Câmara e Eleitos do Concelho de Felgueiras 1834-2017", publicado pela CMF em 2017: Deve haver lapso na atribuição das datas da presidência do Dr. João Brandão na Comissão Administrativa Municipal, pois foi já depois da implantação da República, ocorrida a 5 de outubro de 1910; ou seja se ele realmente entrou em janeiro, deve ter sido em 1911.)

Citação a propósito do centenário da morte do Dr. Eduardo de Freitas, em cujo mandato de Pesidente da Câmara foi decidida essa aprovação, em 1922.

Armando Pinto

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segunda-feira, 9 de março de 2026

Curiosidades sobre a Caixa Multibanco da Longra - inaugurada em MARÇO de 2003...

 

Faz este mês de Março, de 2026, já 23 anos que foi aberto o Multibanco da Longra, com a inauguração da respetiva Caixa ATM-Multibanco a 7 de MARÇO de 2003.

Na época já havia o sistema de Caixa Multibanco desde 1985 em Portugal. Realidade que (como é normal em Portugal, onde o resto do país costuma ser paisagem…) teve início em Lisboa, através da primeira caixa de levantamento automático de dinheiro. Sistema desde logo chamado ”ATM” (pela sigla inicial, do inglês, “Automated Teller Machine”) e que hoje em dia se espalha por mais de treze mil de tais unidades, mais conhecidas por “multibancos”. 


Por aqueles tempos demorou aquilo a chegar ao resto do país. Recordamo-nos ainda da renitência com que as gentes de Felgueiras ficaram de pé atrás quando apareceram as primeiras caixas no centro urbano felgueirense, na sede concelhia de Felgueiras, como ainda na Lixa. Enquanto para se levantar dinheiro de contas próprias era necessário ir pessoalmente aos bancos e esperar longo tempo por atendimento. Passados uns anos, de alongado período, cá chegou finalmente à baixa... Pois na Longra, onde os bancos parece que não querem ganhar clientes e tarda em se instalar algum, por cá no centro Longrino, então isso só foi possível, e apenas como caixa multibanco. Sem haver na localidade qualquer dependência ou balcão de banco ou agência bancária e como tal ter ficado em local exterior da Casa do Povo, pouco tempo antes da elevação da Longra a vila (depois a 1 de julho do mesmo ano).


Assim, porque não apareceu qualquer outra possibilidade, a instalação duma Caixa Multibanco na Longra só foi possível por iniciativa e parceria entre a Junta de Freguesia de Rande, presidida por Pedro Ribeiro, e a Associação Casa do Povo da Longra, presidida por Armando Pinto, num processo iniciado em 2002 e concluído em princípios de 2003, com a Caixa Agrícola de Felgueiras, instituição bancária com sede em Felgueiras e entretanto alargada a outros concelhos vizinhos.  

Antes, qualquer pessoa tinha que se deslocar à cidade de Felgueiras, propositadamente para o efeito, como ainda é de memória não muito distante.


A propósito, recorde-se que no livro “Elevação da Longra a Vila”, no capítulo  “Algumas datas e factos memoriais  da Longra”, ficou registado: «- Abertura da primeira Caixa Multibanco na Longra, nas instalações da Casa do Povo, a 7 de Março de 2003. Nesse dia  publicava-nos o Semanário de Felgueiras  um artigo de fundo  intitulado “Futura Vila da Longra” – tema que serviu de mote de alegoria  principal ao Corso  Carnavalesco da Longra, dias antes.»


Ora, a Caixa Multibanco desde 2003 existente na Longra é a única da região, servindo todas as pessoas desta área e a quem passa… e diz-se que é a caixa multibanco do concelho de Felgueiras com mais movimento. De tal forma que quase diariamente depressa fica sem dinheiro, ou seja com o dinheiro que tinha dentro a ficar depressa esgotado. E quantas vezes até fica com falta de papel para os recibos, pelo extensivo movimento também de consultas de saldos, por exemplo. Quando não ainda aparece avariada e fica fora de serviço vários dias.

Como curiosidade, refira-se que ATM é um terminal bancário ou remote banking, também por vezes referenciado por caixa eletrónica, caixa multibanco e caixa automática.

Moral da História: Não se deve deixar esquecer o desenrolar histórico, para se poder apreciar os valores ainda existentes.

Armando Pinto
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domingo, 1 de março de 2026

Cinquentenário do início da vida profissional: 1 de MARÇO 1976/2026...

 

01/3/2026:  Faz hoje 50 anos que a 1 de Março de 1976 comecei a trabalhar no meu emprego profissional, na então secretaria do Posto Clínico da Casa do Povo da Longra - como ao tempo se chamava o Centro de Saúde, vulgo Posto Médico da Longra!

Há 50 anos o dia 1 de Março (como ao tempo de escrevia os meses com maiúscula e escreveu por muitos anos…) foi a uma segunda-feira. Estava um dia radioso, de sol desde a manhã, num tempo bem soalheiro, enquanto lá dentro passei então parte do dia a perceber o que era para fazer… e ainda a fazer trabalhos de escrita que percebi estar atrasada... Depois, logo no dia seguinte não se trabalhou, pois foi dia de Carnaval. E daí em diante foi a vida profissional plena de lembranças, experiências e convivências, como muita gente se lembrará ou deve recordar. E cá estamos, agora na aposentação que foi antecipada, desde 2014, por antecipação devido aos episódios cardíacos que se intrometeram, mas cá andamos.

Armando Pinto

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Memórias pessoais do histórico Sismo de 1969...

A 28 de Fevereiro de 1969 ocorreu o maior sismo em Portugal do século XX. E obviamente dos que lembram a toda a gente de nossas gerações, dos que já existiam nesse final dos anos 60 e tinham idade para se poder recordar, naturalmente.

Com uma magnitude de 7.9 na escala de richter, esse sismo, com epicentro no sul, atingiu Portugal de sul a norte, tendo até provocado um pequeno tsunami, registado ao longo das costas portuguesas, espanholas e marroquinas, segundo se soube depois. Porque à época escasseavam as notícias, filtradas pela censura do antigo regime. Apesar de onde eu estava termos passado parte da noite a ouvir a emissão duma emissora de rádio.

Do que foi sentido em Felgueiras e sobretudo na Longra e região envolvente eu também só soube depois, pelo que ouvi e me contaram mais tarde, pois à época eu não estava em casa e muito menos na terra, na minha terra, mas longe, nas cercanias da cidade do Porto, mais precisamente em Gondomar. Estando ainda no Seminário (dos Capuchinhos), onde passei alguns anos e onde concluí o antigo 3.º ano liceal (hoje 7.º ano) estando então a poucos meses de sair de lá, o que motivou que depois andasse como externo a continuar os estudos que foram possíveis, já aqui no ambiente da minha região. Mas o tal sismo, de 1969, passei-o lá onde estava. Havendo pessoalmente memórias disso, como ainda há dias em conversa com amigos desse tempo me veio à cabeça um dos nossos companheiros, por uma peripécia então passada com o Aníbal Araújo, de Oliveira de Azeméis. Curiosamente se o Facebook tivesse aparecido uns anos antes seria um dos que possivelmente eu teria reencontrado, em contactos possíveis, pois soube que ele depois esteve ligado ao jornalismo oliveirense, mas quando tive essa notícia já ele não estava entre nós…

Ora como não tenho memórias do sismo em Felgueiras, registo o facto com as que tenho, de onde estava. E para o efeito respigo uma lembrança que em tempos recordei, tendo descrito o caso num blogue de um dos antigos estudantes da mesma ordem, por assim dizer.

Foi assim, então, que recordei, no blogue “Irmão Sol”:

... Do tal sismo de 28 de Fevereiro de 1969... lembranças, embora já distantes, sobre esses tempos.

Como sabem, quem já leu o que tenho escrito aqui, eu saí no Verão de 1969. Ora, aquele 1969 foi, portanto, o meu último ano, algo que na altura ainda não supunha, sequer. E o famoso “tremor de terra” apanhou-me em Gondomar, em pleno sono, no dormitório – que, nesse tempo, era já naquele casarão de pedra lateral ao edifício principal, ao lado dos balneários. Nessa época, dormia próximo o Frei Domingos, que estava encarregado de nos acompanhar no deitar e acordar. Recordo-me que, durante essa noite,  acordei com um estranho ruído, seguindo-se chinfrim de ouvir as chapas das camas (lembram-se, aquelas dos números, nas cabeceiras?) a baterem contra os ferros, enquanto as camas abanavam, então, até que de repente toda a gente se levantou, instantaneamente, deitando a correr… Não me lembro de muitos pormenores, apenas tenho imagem de que um colega, na ânsia colectiva, deu uma cabeçada em qualquer coisa, não sei já se na porta ou numa das paredes, e caiu desamparado. Lembro-me que depois ficamos lá fora a ouvir notícias, referentes ao caso, através de um transístor de um senhor padre.

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Agora, a propósito disso, lembro-me que, enquanto passávamos tempo nessa madrugada, fomos dar um passeio pela quinta, a ver se havia algo estragado, tendo alguns se preocupado em ir à chamada vacaria, onde estavam na época os animais de criação (pelo menos porcos e não sei se outros animais, ficando mais uma “deixa”, assim para quem se lembrar de outros pormenores). Pois, ainda a calhar, ao tema, revi há tempos um desenho que fiz durante a minha permanência em Gondomar, em cuja folha tentara desenhar e pintar, precisamente, a nossa vacaria da quinta de Gondomar…

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Junto, por isso, imagem desse velho desenho (em vista geral e pormenor), onde de realce se pode ainda notar o modelo do papel que era usado, para o efeito. Já que a pintura é o que um pequeno aluno (aquilo tem data de 1967) conseguia fazer.

E pronto, é o que tal ocorrência me traz mais à memória, entre imagens já ténues.

Armando Pinto

- Memórias que vêm sempre à "lembrança" na passagem da respetiva data, a 28 de fevereiro...

AP

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Lembranças… De vez em quando… Fotos com história: - Quando na Longra nevou pela época de Carnaval em 1983!

 

Pois foi… Um Carnaval diferente, por cá, em 1983, com neve bem visível a cobrir espaços, na Longra. Obviamente não só na Longra, como pela região. Mas sendo da Longra as lembranças de memória fotográfica.

Nesse ano então o Carnaval foi passado sob ambiente branco de neve, que havia caído por esses dias e na terça-feira carnavalesca tudo estava assim. Como ficou registado em fotografias do Carnaval na Longra, passado em família e com vizinhos e outras pessoas amigas, enquanto passavam caretas, como à época era costume haver desfiles de espontâneos figurantes, quer individuais, como aos pares ou em pequenos grupos de mascarados.

Armando Pinto

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