Longra Histórico-Literária
= Blogue de atividade literária e memória cronista
Espaço de atividade literária pública e memória cronista
domingo, 28 de junho de 2026
Ainda sobre a apresentação do livro “O que o silêncio escondeu: um memorial de cinco séculos de terra, fé e travessia” de Cassio Luiz Cardoso Sampaio - Anúncio e Cartaz do Município de Felgueiras/Biblioteca Municipal
sexta-feira, 26 de junho de 2026
Apresentação do livro ” O QUE O SILÊNCIO ESCONDEU”, de Cassio Luiz Cardoso Sampaio – 04/07/2026 – na Biblioteca Municipal de Felgueiras
Apresentação do livro ” O QUE O SILÊNCIO ESCONDEU”, de Cassio Luiz Cardoso Sampaio – 04/07/2026 – na Biblioteca Municipal de Felgueiras
Sábado primeiro de JULHo, dia 4, vai acontecer na cidade de Felgueiras a apresentação pública do livro intitulado” O QUE O SILÊNCIO ESCONDEU – Um memorial de cinco séculos de terra, fé e travessia”, em ligação luso-brasileira de laços made in Felgueiras. Tratando-se dum memorial de 260 páginas escrito por um descendente de portugueses oriundos do concelho de Felgueiras, entre seu antepassado bisavô e outros familiares que no início do século XX rumaram ao Brasil e de cuja descendência é o autor desta obra de grande fôlego, Cassio Luiz Cardoso Sampaio. Retratando o resultado de tempos de pesquisas sobre a genealogia da sua família felgueirense, e não só, como extensivamente demonstra o que desde sua ascendência descobriu sobre Felgueiras e terras felgueirenses, mais das gentes dos sítios de seus antepassados. Memorial este que é ilustrado por dezenas de fotografias e cópias de assentos de nascimento, casamento, óbito, inventários, testamentos, inquirições de género e outros documentos ancestrais. Evocando algo da memória coletiva até recuados tempos das paróquias de outrora e de antigos homens bons e suas famílias, como a do famoso senhor Cardoso da Loja da Ramadinha da Longra, entre boas e ternas lembranças populares que assim ficam registadas em livro.
Então, sábado, 4 de julho, pelas 15 H 30, a Biblioteca Municipal de Felgueiras acolhe essa sessão de grande afetividade Luso-Fel-Brasileira. Com entrada livre.
Armando Pinto
domingo, 21 de junho de 2026
Prémio da Associação Industrial Portuense com que um Felgueirense foi agraciado... em 1959/1960!
A 3 de maio de 1960 decorreu no Porto a entrega do Prémio da Associação Industrial Portuense de 1959. Entre cujos galardoados, trabalhadores distintos da Industria do Distrito do Porto, estava um operário Felgueirense, da grande fábrica Metalúrgica da Longra. Sendo Joaquim Pinto o Felgueirense assim distinguido, como autor da sirene da Metalúrgica da Longra (que se ouvia a longas distâncias) e de diversas máquinas pioneiras da mesma empresa e de outras também, reconhecido oficialmente com o "Prémio da Associação Industrial Portuense"- AIP – o único felgueirense que teve essa distinção da prestigiada Associação (instituição mais tarde agremiada como Associação Empresarial de Portugal-AEP).
Aquando da entrega dos galardões, nessa sessão solene, em 1960 no Porto, era presidente da AIP o prestigiado dirigente associativo Mário de Sousa Drummond Borges que assinava apenas por Mário Borges, como ficou no diploma comprovativo.
= Foto alusiva ao ato, dos agraciados do distito do Porto. =
O Prémio, que era uma honra receber, tinha também a componente atrativa duma agraciação monetária, de um conto de reis (como se dizia ao tempo, da soma mil escudos, hoje reduzida a cindo euros, mas que à época era bem melhor), podendo dizer-se que somava ordenado de alguns meses. Além do diploma que ficava a comprovar essa distinção. Como continua, agora em mãos do filho a quem ele deixou esse documento honrosamente estimativo. E honra a sua memória.
= Quadro com o Diploma do Prémio da Associação Industrial Portuense de 1959, outorgado a Joaquim Pinto, da Longra (n. 1916 - f. 2006). Em reconhecimento de seu mérito com obra feita como funcionário empreendedor. Com realce pela criação da Sirene da Metalúrgica da Longra (e da Ferfor da Serrinha, depois).
Algo que foi também uma honra para a empresa ML, tal distinção única. Além do reconhecimento da importância da famosa sirene da Metalúrgica da Longra (que era referência de sinal meteorológico em sítios distantes, quando ouvida longe).
*****
Na pertinência desta lembrança, juntam-se algumas imagens de ilustração, com fotografias relacionadas, desde gravuras documentais, incluindo cabeçalhos de ofícios das firmas antigas por que passou a "Metalúrgica", quer nos anos trinta como na década de quarenta, enquanto a fábrica esteve no Largo da Longra, como depois que em 1950 passou para a reta da Arrancada da Longra, também. Mais o que por aqui se mostra e recorda, como publicação celebrativa relacionada ao tema.
Armando Pinto
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terça-feira, 16 de junho de 2026
Caso duma pequena lápide quase escondida… da Escola Primária da Longra!
No percurso de vida a Escola Primária faz parte das
lembranças e afinidades de toda a gente. Tocando na sineta da memória as
badaladas das recordações dessa dotação de utilidade pública. Sendo assim a
escola, onde aprendemos as primeiras letras e ficamos a saber contar para a
vida, algo marcante. Tal já só faz parte das lembranças a antiga escola da
Longra, cujo edifício de construção clássica em pedra entretanto desapareceu,
como se sabe, mas há o edifício substituto, a chamada escola nova, que foi
construída há cinquenta e tal anos, tendo esse edifício sido inaugurado em
1972. Como até está registado no livro da história da região, com 9 páginas
dedicadas à história desse mesmo estabelecimento de ensino, desde os tempos da
sua instalação, da escola velha, até à nova e atual. Havendo na época das
pesquisas para esse volume surgido certas dúvidas sobre o ano da construção do
edifício escolar mais recente, contudo uma placa lá colocada desde a sua
abertura comprovou e prova o ano respetivo, conforme está esculpido numa
pequena lápide cravada na parede da própria escola. Havendo também na época dessas
pesquisas e derivados contactos se podido verificar que ainda lá estavam guardados
quadros de antigos fundadores e benfeitores da escola original, assim como também
com as caras de antigos governantes da nação e mesmo governadores civis do
distrito e até de antigos administradores do concelho e presidentes da Câmara
de Felgueiras. Escola que oficialmente então ficou conhecida por escola do Outeiro
por inicialmente ter chegado a ser projetada para ficar implantada no lugar do
Outeiro, projeto esse depois alterado sem terem mudado o nome. Coisas
engraçadas de tempos idos, mas que agora tem extensivamente também coisas
singulares…
Assim sendo, mudada a escola da Longra para o edifício atual
desde 1972, já passou pois há cerca de quatro anos a oportunidade de celebração
dos cinquenta anos dessa instalação. Embora havendo outras oportunidades de dar
mais ênfase à existência desse bem público.
Ora, além de tudo isso e do que está anotado no livro “Memorial
Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997 e há muitos anos
esgotado, também há aquela referida pequena lápide oficial. Ora um destes dias,
para surpresa, verifiquei que a dita placa, a pequena lápide com a data do ano correspondente
e letras das siglas das entidades responsáveis da ocasião… está colocada muito em
baixo, quase junto ao chão e meio escondida por entre plantas ali colocadas.
Será para se não ver? Às tantas as pessoas que fazem parte das instituições
ligadas à sua manutenção desconhecerão essa colocação, que para se ver tem de
se mexer na vegetação que encobre a dita cuja…
Armando Pinto
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quarta-feira, 10 de junho de 2026
Um livro… de vez em quando - Folheando o meu d’ “Os Lusíadas” no Dia de Camões!
Em pleno dia celebrativo de Camões, na mística do Dia de
Portugal e das Comunidades Portuguesas, como também do Anjo de Portugal, vem a
propósito deitar os olhos ao eterno livro “Os Lusíadas”. Livro de Luís de
Camões que canta em verso heroico a gesta dos Portugueses e, dando voz a heróis
da Pátria, narra a história e epopeia da memória portuguesa de outrora, em
versos eloquentes. Sendo por isso mesmo o dia do feriado nacional em homenagem
a esse escritor que simboliza o sentimento luso, como é o épico poeta.
Com essa retaguarda memoranda da pertinência do dia, e
sobretudo seu significado, abre-se o livro d’Os Lusíadas, desde a estante da
biblioteca pessoal do autor aqui deste blogue, folheando até algumas páginas
com passagens que direcionam algo mais a atenção para figuras e referências de
apreço, na ligação telúrica.
Armando Pinto
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segunda-feira, 8 de junho de 2026
Artigo no SF com motivação especial…!
O jornal Semanário de Felgueiras, a fazer trinta e seis anos
de existência, na sua edição comemorativa - conforme foi e está publicado em
seu número de sexta-feira 5 de JUNHO - inclui mais um artigo da colaboração
aqui do autor destas linhas, no caso sobre um motivo especial. Quão, para se entender
bem, o melhor é ler até ao fim.
Armando Pinto
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quarta-feira, 3 de junho de 2026
37.º Aniversário da Rádio Felgueiras
Perfaz agora, em 2026 e nesta data de 3 de junho, a bonita conta de 37 anos de existência oficializada da Rádio Felgueiras. A emissora radiofónica felgueirense que antes teve um período experimental, como faz parte da sua história e da memória felgueirense e por fim passou a emitir de modo legal a partir de 3 de junho de 1989. Ficando a haver então um novo modo de informação diária, a juntar a passatempos e aculturação de afetos concelhios, nesse tempo em que havia jornais como o Notícias de Felgueiras e o Jornal da Lixa, mais a Gazeta de Felgueiras, de periódicos locais impressos em papel, além de outros que iam aparecendo e desaparecendo, por vezes. Surgindo aí a Rádio Felgueiras então um ano antes do nascimento do jornal Semanário de Felgueiras, que chegou a público depois a 1 de junho de 1990 - facto que se regista, por atualmente serem os dois únicos órgãos de informação que passados todos estes anos ainda existem em Felgueiras.
Neste dia do aniversário da Rádio local, calha a preceito lembrar a emissora radiofónica felgueirense, a Rádio Felgueiras, emitida a partir do sopé do monte das Maravilhas e elevada aos ares desde a encosta desse alto de Santa Quitéria, como frequência de tudo o que respeita a Felgueiras. Sendo também ocasião de, como que indo nas ondas hertzianas dali saídas, viajar no tempo, em homenagem a toda a longa vivência correspondente. Quão no caso pessoal, além de algumas ocasiões mais particulares, lembro que a Rádio Felgueiras teve já grandes momentos ligados à Longra, desde programas e transmissões na Semana Cultural da Exposição Museológico-Postal da Casa do Povo da Longra, em 1995, de comemoração dos então 80 anos da Estação de Correio da Longra e 100 anos do nascimento de Francisco Sarmento Pimentel, autor da 1ª Travessia Aérea de Portugal à Índia (havendo sido realizados “diretos”, com o Engenheiro Avelino Pereira, Hélder Quintela e outros, desde a Casa do Povo da Longra na inauguração e encerramento da Mostra Filatélica então decorrida, mais espetáculos inseridos no programa dessa homenagem ao aviador pelo seu centenário natalício); bem como em diversos Festivais de Folclore da mesma Casa do Povo da Longra, através dos apresentadores Luísa Faria e Abílio Pedro Teixeira; e ainda as transmissões do Corso Carnavalesco da Longra, em 1997 e anos seguintes; mais todo o acompanhamento no dia da Elevação da Longra a Vila, em 2003, com Pedro Alves a transmitir tudo desde o caminho até aos momentos vividos em Lisboa. Algo que depois parece ter sido perdido dos arquivos, por não ter aparecido as gravações quando solicitadas. Sem esquecer mais interesses coletivos felgueirenses, como os relatos radiofónicos pelas vozes sonantes de Arlindo Pinto, Carlos Diogo, Joaquim Carvalho, Pedro Alves, etc. que eram muito ouvidos a dar conta do decorrer dos jogos do Futebol Clube de Felgueiras. Etc. etc.











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