Espaço de atividade literária pública e memória cronista

segunda-feira, 1 de junho de 2026

36.º Aniversário do jornal Semanário de Felgueiras - atual SF FELGUEIRAS JORNAL !

 

O Semanário de Felgueiras faz agora 36 anos. Nesta data aniversária comemorada a 1 de junho, referente ao dia em que foi publicado e distribuído o seu primeiro número, em 1990. Surgido então nesse tempo em que no concelho de Felgueiras existiam outros títulos jornalísticos - quer na sede concelhia da ainda então vila de Felgueiras, pouco depois elevada a cidade, como na Lixa, então também ainda vila e antes alguns anos da passagem a cidade - o popular e histórico Semanário de Felgueiras é hoje em dia, e desde há alguns anos já, o único resistente jornal que ainda se publica e chega aos leitores e assinantes em edição de papel. Atualmente com o título de SF FELGUEIRAS JORNAL, mas mais conhecido sempre por Semanário de Felgueiras, mantendo sua veia informativa e historiadora na tradição popular.

Desde o primeiro número seu leitor - aqui o autor destas linhas - obviamente não fui desde a primeira hora seu colaborador, por então o ser de um outro jornal existente por esses tempos, o Notícias de Felgueiras. Mas ainda antes da suspensão efetiva desse referido antigo jornal, passei a colaborar no Semanário de Felgueiras a partir de dezembro de 1996. E desde aí mantive a minha colaboração a este periódico, podendo dizer que sou o mais antigo em tempo de colaboração efetiva, sem nunca ter interrompido a respetiva ligação. Desde o tempo em que o jornal fez as célebres reportagens sobre as atividades que iam decorrendo na Casa do Povo da Longra, no tempo em que ali eu era vice-presidente e fundei o Rancho Folclórico Infantil da mesma Casa do Povo, bem como organizei a primeira Semana Cultural que meteu a histórica Mostra Filatélica e Exposição Museológica, tal como depois já como presidente, em cuja sequência passei eu a enviar notícias e fazer artigos sobre as atividades da casa, etc. e tal. Seguindo-se a fase em que, graças à ação do Dr. Manuel Faria, o Semanário de Felgueiras patrocinou em 1997 a publicação do meu livro grande “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”. E pelos tempos adiante tem sido mantida esta afetiva ligação, passando pela era das publicações de suplementos e até de uma revista. Sempre com um elo afetivo especial por, tal como escrevi entretanto para as páginas do jornal, a boa ação do Dr. Faria ter conseguido fazer com que chegasse a público aquele meu livro, volume que esteve muitos anos à espera de poder ver luz pública, por falta oficial havida à promessa de apoio anterior, quão fora prometido e faltado pelo pelouro da cultura municipal dessa época, podendo-se por fim dizer que houve algo especial na concretização acontecida.  

E cá estamos e continuamos. Felizmente pertencendo assim à história também do histórico jornal que é o único existente em Felgueiras na atualidade.

Armando Pinto

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Partilha de artigos sobre a “Menina de Rande”- Guilhermina Mendonça

Numa pincelada alargada em escrita à memória coletiva e a propósito do quadro de pintura dedicado à “Menina de Rande”, que está patente na Exposição na Casa da Cultura da Lixa (como neste blogue foi e está divulgado)...



...quão em virtude de estar a haver interesse sobre o tema da popularidade respeitante à santificação de sua aura famosa na recordação e auréola que de gerações antigas vem…

... Acrescendo o caso do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, em que foi biografada sua vida, dentro do possível, não ser do conhecimento de algumas pessoas mais novas, por certo, além de sua edição de 1.000 exemplares ter chegado às mãos dos mais interessados nesse tempo (em 1997), atendendo posteriormente ter esgotado e assim está há muito mais disponível em bibliotecas públicas e privadas, de modo que poderá não ter chegado aos olhos de algumas franjas das gerações mais novas…

Rerecorda-se, por tudo isso, alguns artigos escritos ao longo dos últimos anos e também publicados aqui neste blogue, com algo dessas páginas e outras ocorrências…

(clicando em)

https://longrahistorico.blogspot.com/search?q=menina+de+rande+guilhermina

A.P.

sábado, 23 de maio de 2026

Encontro anual do grupo “Colegas de Escola & Amigos” em crónica no SF Felgueiras Jornal

O almoço anual, este ano em reencontro de 2026, do grupo “Colegas de Escola & Amigos” da Longra e arredores, está já registado em letra de forma impressa no jornal que atualmente existe em Felgueiras, o anteriormente intitulado Semanário de Felgueiras, como continua a ser conhecido popularmente, e agora oficialmente sob título de SF Felgueiras Jornal. Em cuja edição de papel, de sexta-feira 22 de maio, consta a crónica escrita e assinada pelo autor deste blogue, a historiar mais este almoço do Encontro dos Colegas e Amigos de várias gerações ligadas à Longra.

Assim ao abrir o jornal SF depara-se na página 6 a crónica do nosso encontro. Como, apesar do nome tradicional, agora o jornal é quinzenal, e naturalmente acaba por juntar notícias e factos de pelo menos 15 dias, desta vez o espaço dedicado foi menor que no ano anterior, incluindo também menos ilustração fotográfica. Contudo, sendo o único jornal de papel que ainda resta em Felgueiras, entende-se. Isto como explicação e enquadramento. Havendo mais imagens na página informática do jornal em:

(https://www.semanariofelgueiras.pt/2026/05/12/encontro-de-colegas-de-escola-amigos-da-area-da-longra-eterna/)  

...incluindo artigo com este texto também.  

Sendo os jornais importantes fontes de informação histórica, onde ficam registos à posteridade das ocorrências sucedidas pelo tempo passado e adiante, neste caso aí fica mais uma nota na cápsula do tempo constante nesta página.  

Armando Pinto

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sexta-feira, 22 de maio de 2026

De vez em quando… entre curiosidades locais: notícia num jornal da Galiza (EL PUEBLO GALLEGO) sobre a Casa do Povo da Longra… em 1968.

 

Uma notícia informativa num jornal galego, sobre a então projetada inauguração da remodelação da Casa do Povo da Longra, que esteve para acontecer em 1968. É um texto muito pequeno, mas não deixa de ser curioso (ver centro da imagem da página inteira e recorte ampliado). Curiosamente relembra o caso, de ter estado projetada em 1968 a inauguração das obras então realizadas de ampliação e remodelação do edifício da Casa do Povo da Longra. Tendo, para o efeito, estado inclusive programada e oficializada a vinda do então Presidente da Republica Américo Tomás, que depois não chegou a vir, sem se ter sabido os motivos. E ainda no mesmo ano igual marcação esteve para a vinda do Ministro das Corporações - como a notícia referia, indicando mesmo a data para o domingo de julho ali anunciado - mas que também ficou sem efeito. Enquanto a cerimónia de inauguração respetiva apenas se concretizaria um ano e tal depois, em dezembro de 1969, com a vinda do então Ministro das Corporações e Previdência, Gonçalves de Proença.

Ora, a notícia de 1968, dava ainda conta da tal inauguração que, afinal, se não viria a realizar dessa vez.

Fonte EL PUEBLO GALLEGO: rotativo de la mañana: Num. s.n. (28/07/1968), pagina 2.

Armando Pinto

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terça-feira, 12 de maio de 2026

Encontro de Colegas & Amigos da Longra e arredores/2026!

Contrariando o aspeto do dia surgido em tons de chuva, raiou animado o sábado passado perante o reencontro de amigos que, em vivo ambiente expansivo, juntou quase meia centena de convivas do grupo “Colegas de Escola & Amigos”…

... Assim começa a crónica que regista o encontro do passado sábado, conforme foi enviada para ter publicação jornalística. Por isso, para não antecipar o texto, nem repetir frases, aqui basta dizer que tudo correu muito bem. 

Quão decorreu no passado dia 9 o anual e já tradicional almoço de encontro dos “Colegas de Escola & Amigos”, como confraternização tendente a reviver as afinidades e avivar amizades, juntando desta vez um significativo número muito próximo da meia centena de aderentes. E, como melhor que muitas palavras aqui ficam as captações fotográficas, de modo que se ilustra a ocorrência com imagens, numa reportagem fotográfica condizente.


























Armando Pinto

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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Apreciação pessoal sobre a exposição “Representações no feminino de paradigmas felgueirenses” - numa pincelada escrita à vista dum quadro sobre a Menina de Rande…

 

Sábado, dia 9 de maio, foi particularmente um dia fora do normal, quer pela realização do anual almoço de encontro do grupo “Colegas de Escola & Amigos”, bem como depois pela sensação vista e sentida pessoalmente na exposição coletiva visitada na Casa da Cultura da Lixa.

Com efeito, este passado sábado foi um dia em cheio. Desde o encontro do grupo dos "Colegas de Escola & Amigos" (que terá dedicação narrativa numa crónica respetiva), até à ida à exposição na casa da cultura da Lixa, sensibilizado com o quadro dedicado à "Menina de Rande" Guilhermina Mendonça, da consagrada artista felgueirense Dulce de Macedo. Além de tudo o mais. De cujo conteúdo emoldurado, que me ficou e está bem dentro dos sentidos, aqui tentarei passar a escrito uma apreciação pessoal, neste meu blogue "Longra Histórico-Literária, embora sinceramente sem conseguir passar bem em letras de forma o que interiormente povoa o sentimento.

Então, estando patente na Casa da Cultura da Lixa uma exposição coletiva de artes plásticas, denominada “Representações no feminino de paradigmas felgueirenses”, em que (como refere a publicação oficial) estão representadas quatro mulheres artistas de diferentes locais do concelho de Felgueiras e também de diferentes idades (Emília Vasconcelos, Dulce de Macedo, Inês Mendes e Marina Leão), a mesma teve apresentação pública no sábado segundo de maio.


Ora, sobre a cerimónia da apresentação pública da exposição está feita a devida narrativa em diversos sítios informativos, tornando-se por isso desnecessário acrescentar algo mais. Também porque, por antes ter estado no encontro de amigos conterrâneos em que tive parte ativa, como um dos organizadores e sobretudo como participante entusiasta, não pude marcar presença efetiva no início da cerimónia de abertura da referida exposição, aparecendo porém ainda a tempo de conviver com as pessoas presentes. Contudo, pelo que presenciei depois e entretanto me foi demonstrado por atos e visões, facilmente percebi tudo o que ali estava subjacente e significa no abraço da arte com a afetividade sensitiva. Sendo que a exposição, além de pintura, de quadros de pinturas de variados géneros, engloba também peças escultóricas. E a apresentação contou com mensagens faladas e momentos de poesia, de permeio com música (conforme estava programado) a intervalar as intervenções ocorridas, numa mistura de cores ambientais com os sentimentos artísticos e afetivos.

Pois, por fim, de tudo isso, além das peças de todas as autoras (e sem esquecer as belas pinturas dos quadros a minha amiga D. Emília, que em parte eu já conhecia de outras exposições) naturalmente a minha atenção incidiu mais na obra e particularmente num quadro da pintora Dulce de Macedo. Artista consagrada, inclusive com um quadro premiado em Espanha e que ali pude presenciar, mais outros de técnicas que chamam a atenção. Sendo o quadro em apreço dedicado à Menina de Rande, como popularmente é desde há muito conhecida Guilhermina Mendonça, felgueirense nascida no passado século XlX e falecida nos inícios do século XX, desde longínquos tempos com aura de santidade reconhecida pelo povo que a conheceu e seus descendentes de gerações seguintes que pelos tempos adiante a admiram em veneração sentida. Cuja biografia está descrita no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, onde a artista Dulce de Macedo se inspirou, devido a ter uma sua familiar que era devota da Menina de Rande e a partir daí ela mesma se afeiçoou, apegando-se à aura santificada da Maria Guilhermina Barbosa Mendonça. De tal modo que até parece mesmo que algo especial a tocou no subconsciente artístico, no modo como verteu na tela a imagem transposta em diversas formas espirituais. Incluindo uma parte de sua vida em que o antigo namorado militar a adorou em livro, conforme descrição constante no capítulo “Guilhermina” do livro “Memórias do Capitão”, de João Sarmento Pimentel. Conforme esse escritor e militar, ao tempo tenente, depois capitão e por fim general, a lembrou e eternizou, ele que foi seu namorado e esteve presente nos últimos momentos, antes da morte a ter encontrado mirrada pela doença que a levou. Tendo nesse livro ficado terno testemunho da vida santificada da Menina, como primeiro atestado da consagração de vida, justificando-se certa configuração que aparece em silhueta percetível no quadro pintado. Numa junção de semblantes em que outras partes e facetas da vida piedosa de Guilhermina Mendonça estão traçadas em cores e formas pinceladas ao sabor com que a pintora leu e interpretou do meu livro Memorial, inspirando-se também do que está descrito no mesmo “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”. Livro que ainda por isso valeu a pena ter sido feito com tanto esforço e dedicação, como felizmente teve possibilidade de ser publicado graças ao patrocínio do jornal Semanário de Felgueiras, por meio da boa ação então praticada pelo Dr. Manuel Faria. Afinal tudo concorrendo em boas intervenções, como algo em que a Menina de Rande teve influência transcendente, motivo porque um dos ex-votos depositados sobre sua urna, onde jaz, é esse mesmo livro ali depositado em agradecimento pessoal de ação de graças. Acrescendo agora, com o quadro em apreço, uma mais-valia para toda a envolvência que faz perdurar a veneração que lhe é dedicada no sentimento popular.

Posto isto, que já não é pouco, nem se chegou a referir e analisar o aspeto e técnicas utilizadas nas obras expostas, porque no sentimento fica uma abordagem expressionista que prioriza a emoção sobre o realismo, na sensação da experiência mística.

A exposição continua e fica patente na Casa da Cultura da Lixa até dia 15 de junho.  Com seu quê e porquê místico.

Armando Pinto

Nota: As fotos são apenas pessoais, porque não cheguei ao início e como tal não pude ser fotografado nas captações fotográficas do evento.

AP

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Sábado dia 9 de MAIO/2026: Almoço-convívio do anual encontro do grupo "Colegas de Escola & Amigos"!

 

Sábado dia 9 vai realizar-se o já tradicional encontro anual do grupo "Colegas de Escola & Amigos", que junta gerações diversas de amigos da área da vila da Longra. Encontro que terá lugar a partir das 12 horas. Num convívio que este ano ainda contará com mais aderentes que no ano passado, em que se reencontraram amigos que se não viam há dezenas de anos, por muitos terem ido para outros locais do país e do mundo. O grupo tem um logotipo próprio e bandeira alusiva, com simbologia apropriada e fundo de xadrez condizente com as camisolas do antigo Futebol Clube da Longra.

São organizadores Pedro Teixeira e Armando Pinto.

AP