Espaço de atividade literária pública e memória cronista

terça-feira, 16 de junho de 2026

Caso duma pequena lápide quase escondida… da Escola Primária da Longra!

No percurso de vida a Escola Primária faz parte das lembranças e afinidades de toda a gente. Tocando na sineta da memória as badaladas das recordações dessa dotação de utilidade pública. Sendo assim a escola, onde aprendemos as primeiras letras e ficamos a saber contar para a vida, algo marcante. Tal já só faz parte das lembranças a antiga escola da Longra, cujo edifício de construção clássica em pedra entretanto desapareceu, como se sabe, mas há o edifício substituto, a chamada escola nova, que foi construída há cinquenta e tal anos, tendo esse edifício sido inaugurado em 1972. Como até está registado no livro da história da região, com 9 páginas dedicadas à história desse mesmo estabelecimento de ensino, desde os tempos da sua instalação, da escola velha, até à nova e atual. Havendo na época das pesquisas para esse volume surgido certas dúvidas sobre o ano da construção do edifício escolar mais recente, contudo uma placa lá colocada desde a sua abertura comprovou e prova o ano respetivo, conforme está esculpido numa pequena lápide cravada na parede da própria escola. Havendo também na época dessas pesquisas e derivados contactos se podido verificar que ainda lá estavam guardados quadros de antigos fundadores e benfeitores da escola original, assim como também com as caras de antigos governantes da nação e mesmo governadores civis do distrito e até de antigos administradores do concelho e presidentes da Câmara de Felgueiras. Escola que oficialmente então ficou conhecida por escola do Outeiro por inicialmente ter chegado a ser projetada para ficar implantada no lugar do Outeiro, projeto esse depois alterado sem terem mudado o nome. Coisas engraçadas de tempos idos, mas que agora tem extensivamente também coisas singulares…

Assim sendo, mudada a escola da Longra para o edifício atual desde 1972, já passou pois há cerca de quatro anos a oportunidade de celebração dos cinquenta anos dessa instalação. Embora havendo outras oportunidades de dar mais ênfase à existência desse bem público.





Ora, além de tudo isso e do que está anotado no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997 e há muitos anos esgotado, também há aquela referida pequena lápide oficial. Ora um destes dias, para surpresa, verifiquei que a dita placa, a pequena lápide com a data do ano correspondente e letras das siglas das entidades responsáveis da ocasião… está colocada muito em baixo, quase junto ao chão e meio escondida por entre plantas ali colocadas. Será para se não ver? Às tantas as pessoas que fazem parte das instituições ligadas à sua manutenção desconhecerão essa colocação, que para se ver tem de se mexer na vegetação que encobre a dita cuja…  

Armando Pinto

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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Um livro… de vez em quando - Folheando o meu d’ “Os Lusíadas” no Dia de Camões!

 

Em pleno dia celebrativo de Camões, na mística do Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, como também do Anjo de Portugal, vem a propósito deitar os olhos ao eterno livro “Os Lusíadas”. Livro de Luís de Camões que canta em verso heroico a gesta dos Portugueses e, dando voz a heróis da Pátria, narra a história e epopeia da memória portuguesa de outrora, em versos eloquentes. Sendo por isso mesmo o dia do feriado nacional em homenagem a esse escritor que simboliza o sentimento luso, como é o épico poeta.

Com essa retaguarda memoranda da pertinência do dia, e sobretudo seu significado, abre-se o livro d’Os Lusíadas, desde a estante da biblioteca pessoal do autor aqui deste blogue, folheando até algumas páginas com passagens que direcionam algo mais a atenção para figuras e referências de apreço, na ligação telúrica.





Armando Pinto

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segunda-feira, 8 de junho de 2026

Artigo no SF com motivação especial…!

O jornal Semanário de Felgueiras, a fazer trinta e seis anos de existência, na sua edição comemorativa - conforme foi e está publicado em seu número de sexta-feira 5 de JUNHO - inclui mais um artigo da colaboração aqui do autor destas linhas, no caso sobre um motivo especial. Quão, para se entender bem, o melhor é ler até ao fim.


Armando Pinto

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quarta-feira, 3 de junho de 2026

37.º Aniversário da Rádio Felgueiras

Perfaz agora, em 2026 e nesta data de 3 de junho, a bonita conta de 37 anos de existência oficializada da Rádio Felgueiras. A emissora radiofónica felgueirense que antes teve um período experimental, como faz parte da sua história e da memória felgueirense e por fim passou a emitir de modo legal a partir de 3 de junho de 1989. Ficando a haver então um novo modo de informação diária, a juntar a passatempos e aculturação de afetos concelhios, nesse tempo em que havia jornais como o Notícias de Felgueiras e o Jornal da Lixa, mais a Gazeta de Felgueiras, de periódicos locais impressos em papel, além de outros que iam aparecendo e desaparecendo, por vezes. Surgindo aí a Rádio Felgueiras então um ano antes do nascimento do jornal Semanário de Felgueiras, que chegou a público depois a 1 de junho de 1990 - facto que se regista, por atualmente serem os dois únicos órgãos de informação que passados todos estes anos ainda existem em Felgueiras. 

 

Neste dia do aniversário da Rádio local, calha a preceito lembrar a emissora radiofónica felgueirense, a Rádio Felgueiras, emitida a partir do sopé do monte das Maravilhas e elevada aos ares desde a encosta desse alto de Santa Quitéria, como frequência de tudo o que respeita a Felgueiras. Sendo também ocasião de, como que indo nas ondas hertzianas dali saídas, viajar no tempo, em homenagem a toda a longa vivência correspondente. Quão no caso pessoal, além de algumas ocasiões mais particulares, lembro que a Rádio Felgueiras teve já grandes momentos ligados à Longra, desde programas e transmissões na Semana Cultural da Exposição Museológico-Postal da Casa do Povo da Longra, em 1995, de comemoração dos então 80 anos da Estação de Correio da Longra e 100 anos do nascimento de Francisco Sarmento Pimentel, autor da 1ª Travessia Aérea de Portugal à Índia (havendo sido realizados “diretos”, com o Engenheiro Avelino Pereira, Hélder Quintela e outros, desde a Casa do Povo da Longra na inauguração e encerramento da Mostra Filatélica então decorrida, mais espetáculos inseridos no programa dessa homenagem ao aviador pelo seu centenário natalício); bem como em diversos Festivais de Folclore da mesma Casa do Povo da Longra, através dos apresentadores Luísa Faria e Abílio Pedro Teixeira; e ainda as transmissões do Corso Carnavalesco da Longra, em 1997 e anos seguintes; mais todo o acompanhamento no dia da Elevação da Longra a Vila, em 2003, com Pedro Alves a transmitir tudo desde o caminho até aos momentos vividos em Lisboa. Algo que depois parece ter sido perdido dos arquivos, por não ter aparecido as gravações quando solicitadas. Sem esquecer mais interesses coletivos felgueirenses, como os relatos radiofónicos pelas vozes sonantes de Arlindo Pinto, Carlos Diogo, Joaquim Carvalho, Pedro Alves, etc. que eram muito ouvidos a dar conta do decorrer dos jogos do Futebol Clube de Felgueiras. Etc. etc. 

Com efeito, nesta data celebra-se mais um aniversário da concelhia Rádio Felgueiras Servindo assim a preceito como ocasião propícia a uma homenagem à rádio local concelhia de Felgueiras


Tal como se diz e é verdade que a rádio acompanhou os principais acontecimentos históricos mundiais e atualmente continua a ser um elemento de comunicação fundamental, acresce no âmbito regional e concelhio, neste caso, a existência de uma rádio que sobremaneira fala aos felgueirenses, como deve ser a Rádio Felgueiras. Enquanto este meio de comunicação social se adaptou à era digital e continua a ser fiável para a população, que recebe a informação na hora, entre suas características positivas. Ganhando também novos campos de atenção desde que surgiram as rádios locais, quão representa para o volume concelhio a emissão da Rádio Felgueiras, por exemplo.


No meio desse universo radiofónico, consta no imaginário popular o quanto significou a existência das emissões radiofónicas ao longo dos tempos, desde eras dos rádios antigos, que praticamente faziam parte do mobiliário doméstico. Como tal, em homenagem a essa abrangência memorial, publicamos hoje, aqui e agora, em visão de enquadramento, uma imagem (acima) referente a um aparelho antigo com muita história. Tratando-se do rádio que pertenceu a um antigo pároco da freguesia do autor destas linhas, que durante muitos anos esteve em sua habitação e residência paroquial, como nos recordamos de o ver lá durante nossa infância e adolescência – o rádio do Padre João Ferreira da Silva, último pároco residente em Rande, paroquiando S. Tiago de Rande e S. João de Sernande. Rádio que após a morte do Padre João foi vendido e, anos volvidos, o autor deste blogue conseguiu adquirir e possui ainda, como recordação. Um aparelho que tem, portanto, largas dezenas de anos, mas sobretudo uma carga telúrica deveras afetiva.

Na abrangência do dia e ocasião, aproveitamos a pertinência, igualmente, para recordarmos um artigo sobre a Rádio Felgueiras, publicado há uns anos bons, pois que também tem muita história já. Como aludimos então numa crónica que escrevemos há alguns anos e teve publicação no jornal Semanário de Felgueiras, corria o ano 2002, veja-se lá…


Posto isto, em homenagem ao significado e importância da Rádio Felgueiras, bem como por quanto representa para o concelho de Felgueiras e faz pela Nossa Terra, assinalamos nesta oportunidade mais um sinal de apreço à emissora radiofónica felgueirense, com relance memorial. Quão sinteticamente se pode englobar numa imagem contendo escritos relativos à Rádio Felgueiras – como foram e são os três números publicados em 1989 do "Boletim RF Informativo" (publicado pelos timoneiros da própria rádio, em período de afinação para a legalização), entre material historicamente alusivo à Rádio Felgueiras.


Agora, já com 37 anos de idade, a Rádio Felgueiras fazendo parte do Ser Felgueirense, naturalmente merece nossos parabéns. Augurando-se votos de maior proximidade, incluindo que volte a ter "diretos" e sobretudo retome os relatos dos jogos de futebol da equipa mais representativa do futebol felgueirense. Pois quem não possa, por qualquer motivo, assistir in loco aos jogos do atual Futebol Clube Felgueiras 1932, merece também acompanhar a evolução e situação dessa realidade, como é o clube também referido por FC Felgueiras-SAD, entre os acontecimentos relativos aos interesses felgueirenses. Pois como já diz o Evangelho, nem só de pão vive o homem...

Armando Pinto
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segunda-feira, 1 de junho de 2026

36.º Aniversário do jornal Semanário de Felgueiras - atual SF FELGUEIRAS JORNAL !

 

O Semanário de Felgueiras faz agora 36 anos. Nesta data aniversária comemorada a 1 de junho, referente ao dia em que foi publicado e distribuído o seu primeiro número, em 1990. Surgido então nesse tempo em que no concelho de Felgueiras existiam outros títulos jornalísticos - quer na sede concelhia da ainda então vila de Felgueiras, pouco depois elevada a cidade, como na Lixa, então também ainda vila e antes alguns anos da passagem a cidade - o popular e histórico Semanário de Felgueiras é hoje em dia, e desde há alguns anos já, o único resistente jornal de Felgueiras que ainda se publica e chega aos leitores e assinantes em edição de papel. Atualmente com o título de SF FELGUEIRAS JORNAL, mas mais conhecido sempre por Semanário de Felgueiras, mantendo sua veia informativa e historiadora na tradição popular.

Desde o primeiro número seu leitor - aqui o autor destas linhas - obviamente não fui desde a primeira hora seu colaborador, por então o ser de um outro jornal existente por esses tempos, o Notícias de Felgueiras. Mas ainda antes da suspensão efetiva desse referido antigo jornal, passei a colaborar no Semanário de Felgueiras a partir de dezembro de 1996. E desde aí mantive a minha colaboração a este periódico, podendo dizer que sou o mais antigo em tempo de colaboração efetiva, sem nunca ter interrompido a respetiva ligação. Desde o tempo em que o jornal fez as célebres reportagens sobre as atividades que iam decorrendo na Casa do Povo da Longra, no tempo em que ali eu era vice-presidente e fundei o Rancho Folclórico Infantil da mesma Casa do Povo, bem como organizei a primeira Semana Cultural que meteu a histórica Mostra Filatélica e Exposição Museológica, tal como depois já como presidente, em cuja sequência passei eu a enviar notícias e fazer artigos sobre as atividades da casa, etc. e tal. Seguindo-se a fase em que, graças à ação do Dr. Manuel Faria, o Semanário de Felgueiras patrocinou em 1997 a publicação do meu livro grande “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”. E pelos tempos adiante tem sido mantida esta afetiva ligação, passando pela era das publicações de suplementos e até de uma revista. Sempre com um elo afetivo especial por, tal como escrevi entretanto para as páginas do jornal, a boa ação do Dr. Faria ter conseguido fazer com que chegasse a público aquele meu livro, volume que esteve muitos anos à espera de poder ver luz pública, por falta oficial havida à promessa de apoio anterior, quão fora prometido e faltado pelo pelouro da cultura municipal dessa época, podendo-se por fim dizer que houve algo especial na concretização acontecida.  

E cá estamos e continuamos. Felizmente pertencendo assim à história também do histórico jornal que é o único existente em Felgueiras na atualidade.

Armando Pinto

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Partilha de artigos sobre a “Menina de Rande”- Guilhermina Mendonça

Numa pincelada alargada em escrita à memória coletiva e a propósito do quadro de pintura dedicado à “Menina de Rande”, que está patente na Exposição na Casa da Cultura da Lixa (como neste blogue foi e está divulgado)...



...quão em virtude de estar a haver interesse sobre o tema da popularidade respeitante à santificação de sua aura famosa na recordação e auréola que de gerações antigas vem…

... Acrescendo o caso do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, em que foi biografada sua vida, dentro do possível, não ser do conhecimento de algumas pessoas mais novas, por certo, além de sua edição de 1.000 exemplares ter chegado às mãos dos mais interessados nesse tempo (em 1997), atendendo posteriormente ter esgotado e assim está há muito mais disponível em bibliotecas públicas e privadas, de modo que poderá não ter chegado aos olhos de algumas franjas das gerações mais novas…

Rerecorda-se, por tudo isso, alguns artigos escritos ao longo dos últimos anos e também publicados aqui neste blogue, com algo dessas páginas e outras ocorrências…

(clicando em)

https://longrahistorico.blogspot.com/search?q=menina+de+rande+guilhermina

A.P.

sábado, 23 de maio de 2026

Encontro anual do grupo “Colegas de Escola & Amigos” em crónica no SF Felgueiras Jornal

O almoço anual, este ano em reencontro de 2026, do grupo “Colegas de Escola & Amigos” da Longra e arredores, está já registado em letra de forma impressa no jornal que atualmente existe em Felgueiras, o anteriormente intitulado Semanário de Felgueiras, como continua a ser conhecido popularmente, e agora oficialmente sob título de SF Felgueiras Jornal. Em cuja edição de papel, de sexta-feira 22 de maio, consta a crónica escrita e assinada pelo autor deste blogue, a historiar mais este almoço do Encontro dos Colegas e Amigos de várias gerações ligadas à Longra.

Assim ao abrir o jornal SF depara-se na página 6 a crónica do nosso encontro. Como, apesar do nome tradicional, agora o jornal é quinzenal, e naturalmente acaba por juntar notícias e factos de pelo menos 15 dias, desta vez o espaço dedicado foi menor que no ano anterior, incluindo também menos ilustração fotográfica. Contudo, sendo o único jornal de papel que ainda resta em Felgueiras, entende-se. Isto como explicação e enquadramento. Havendo mais imagens na página informática do jornal em:

(https://www.semanariofelgueiras.pt/2026/05/12/encontro-de-colegas-de-escola-amigos-da-area-da-longra-eterna/)  

...incluindo artigo com este texto também.  

Sendo os jornais importantes fontes de informação histórica, onde ficam registos à posteridade das ocorrências sucedidas pelo tempo passado e adiante, neste caso aí fica mais uma nota na cápsula do tempo constante nesta página.  

Armando Pinto

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