Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quarta-feira, 8 de abril de 2026

De vez em quando…. Um postal antigo com o mapa do Distrito do Porto.

 

“POSTALMAPA”: Era assim intitulado este postal, dos anos 1950, edição ROTEP (de Roteiro Turístico e Económico de Portugal). Na sequência das edições de mapas ROTEP, do tempo do Estado Novo, através de mapas dos concelhos e distritos. Este em postal com estampa do Mapa do Distrito do Porto, ainda com os brasões dos concelhos no grafismo de antiga feição. Como no caso do brasão de Felgueiras, que é o antigo, como se conheceu desde esses tempos e durou até aos anos 70. Ainda também do tempo em que só os brasões do Porto e de Penafiel tinham ao cimo 5 torres, então como únicas cidades do distrito. Do qual se expande, à parte, uma pequena parcela de aumento da respetiva área de Felgueiras.

Postal da coleção pessoal do autor deste blogue.

(Não está escrito. As letras que se veem sobrepostas são apenas de marca aposta, momentânea, sem estragar ou alterar o postal.)

Armando Pinto

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segunda-feira, 6 de abril de 2026

Pagelas de Visita Pascal: Coleção pessoal do Compasso de Rande, desde o ano 2000, até este ano de 2026.


Coleção pessoal de PAGELAS RECEBIDAS E GUARDADAS desde que começaram a ser distribuídas em cada casa (no último ano do Padre Abílio como pároco de Rande, em 2000) e (depois com o Padre Manuel já como pároco, a partir de 2001) passaram tais pagelas a ser entregues regularmente, todos os anos. Com anúncio pascal, lido na chegada do Compasso de Rande às casas da freguesia e paróquia. Contendo gravura de motivo próprio do dia de Páscoa, na frente; e oração alusiva à mensagem de aleluia, no verso, assim como nalguns casos em forma de abrir em 4 páginas. Incluindo dos dois anos fora do normal por via da pandemia Covid, com as pagelas nos respetivos envelopes. Coleção assim com mais uma pagela este ano, após o Compasso de 2026.

Armando Pinto

= Compasso de Rande de 2026, com as duas cruzes, juízes das cruzes (marido e esposa) mais restantes membros que compuseram os grupos respetivos que percorreram o território da paróquia de S. Tiago de Rande a levar às casas dos paroquianos a cruz e anúncio do Aleluia da Ressurreição.

(Foto da página de Facebook da Paróquia de Rande - "Paróquia Rande") 

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domingo, 5 de abril de 2026

Páscoa/2026 e correspondente Compasso Pascal de Rande - Felgueiras


Dentro das tradições familiares e comunitárias mais uma Páscoa foi vivida, com sensações sempre renovadas. Perante ambiente primaveril, com ajuda de um belo dia de sol, a testemunhar o ambiente caseiro.






Culminando no tradicional Compasso Pascal, na visita de representatividade paroquial, num enlace de Aleluia de significado amplo e apreço coletivo.









Como melhor que palavras, para descrever toda a consagração respetiva, ilustra-se com fotografias alusivas que falam por si, num amplexo de imagens a fazer a narrativa visual. Incluindo a foto com o Compasso que passou aqui em minha casa, como é já tradição de anos.


Armando Pinto

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Memória fotográfica do Compasso de Rande de há mais de um século…!

- 05/4/2026 = Pela Páscoa de 2026, rememora-se o Compasso Pascal de S. Tiago de Rande pelos idos de mil novecentos e vinte e poucos... em imagem coeva.


Fotografia coeva do início dos anos 20 do século XX do Compasso Pascal da Freguesia e Paróquia de S. Tiago de Rande. Era pároco de Rande, ao tempo, o Padre Augusto Correia. Instantâneo da chegada à Casa da Quinta. Foto constante do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras” e do blogue “Longra Histórico-Literária!

Armando Pinto

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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Feliz Páscoa!

Estamos na Páscoa, com o ambiente pascal colorido pela flor da Páscoa, as glicínias azuladas que emprestam seus tons primaveris a animar o aspeto da quadra. Enquanto no ambiente comunitário a cruz tem primazia no Compasso que virá às casas fazer a tradicional visita pascal. De permeio com ambiente doméstico em que algo relacionado tem sempre lugar. Sendo agora, na chegada à nossa Páscoa, tempo de reunião de família, quer à mesa em convívio e depois a receber a Cruz Paroquial na visita do Compasso Pascal, de desejar os melhores votos próprios da quadra:

– A todos os amigos, seguidores e leitores deste meu blogue “Longra Histórico-Literária” desejo uma feliz e santa Páscoa, com um abraço de Aleluia!

Páscoa de 2026

Armando Pinto

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Pão de Ló de Margaride no histórico “O Minho Pittoresco” em 1886...!

 

Estando-se em plena Semana Santa pascal, é tempo do famoso Pão de Ló de Margaride ser atração, andando lembrado nas atenções e aquisições. Sendo assim ocasião de mais uma vez o referir, no caso das memórias históricas, ao chegar a fase mais próxima ao Dia de Páscoa. Passado o Domingo de Ramos e a Festa do Pão de Ló de Felgueiras, já com tradições pelo menos regionais e de alcance nacional. Vindo a propósito, pois, referenciar o doce típico de Felgueiras, o genuíno pão de ló, com a Semana Santa a chegar aos dias do Tríduo Pascal e do dia de Aleluia, quando o pão de ló faz parte da mesa tradicional da região no dia de Pascoa. Apesar de por vezes haver detratores, como um infeliz locutor dum canal televisivo da área de Lisboa, um tal Mourão, que tentou dizer mal (talvez por falta de patrocínios doces), o Pão de Ló de Margaride tem muita e boa fama que já vem de longe. Como se pode rever, na lembrança desta vez a trazer acima da cozedura das memórias, através do que já em 1886 foi escrito pelo literato José Augusto Vieira na famosa obra histórico-literária "O Minho Pittoresco", em seu volume 1.º e páginas 385 e 399.


Armando Pinto

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domingo, 29 de março de 2026

Caderno da memória...!

 

Pousando um voo de lembranças pela década dos anos 60, a percorrer essa carrada a somar anos… Chegado que era o tempo das férias escolares, no tempo de nossos tempos de escola, pousava-se num canto da casa a sacola de ganga mole, de andar a tiracolo com os livros, lousa, ponteiro e caderno, e durante dias nem se pensava em mais nada que não fosse as brincadeiras diárias com os amigos, entremeando com acontecimentos usuais conforme a quadra de ano. Tanto que na proximidade da Páscoa o sábado da véspera do dia de Ramos era normalmente de ver chegar muita gente nas camionetas de carreira, na paragem à beira do Largo da Longra. Sendo normal então chegarem raparigas que eram criadas de servir no Porto ou outra cidade próxima, serventes em casas de fidalgos da região mas que viviam na cidade. Jovens que vinham passar a Páscoa à terra. Chegando, perante a curiosidade dos rapazes assistentes de ocasião, que as viam com novos olhos, depois de tempos passados. E soldados a regressar de licença, voltando a ver a terra com olhos diferentes de reconhecimento e regozijo. Tal como estudantes que reviam a terra de seus maiores. Apeando-se todos à paragem da camioneta, diante da visão de conhecidos e amigos, que se voltavam a ver. Andando no ar certa aragem de imagens de amêndoas e folares, quão em certos lares também aroma e gosto de pão-de-ló. Se não para muitos, isso, pelo menos para todos uma sensação de casa mais cheia e ambiente mais alegre na freguesia. Nesse tempo de certo modo limitado, mas de bons sentimentos. Indo-se no dia seguinte à missa do Domingo de Ramos, com muita gente a mexer-se entre os ramos salientes e o cheiro a incenso. Mais, durante a semana quem podia também passava na igreja para as cerimónias da semana santa, que por norma enchia com a rapaziada da casa da Torre, rapazes e raparigas que em bandos alegres vinham passar as férias à casa-mãe da família Pimentel e durante o dia percorriam a freguesia acompanhados pelo Comandante Serafim de Morais (Coronel que foi Comandante dos Bombeiros Sapadores do Porto, Inspetor da Zona Norte dos Bombeiros e condecorado, etc.), cunhado dos célebres Sarmentos Pimenteis; sendo ele com sua postura militar a impor respeito à alegria juvenil dos descendentes do mesmo ajunto familiar. Até que no Dia de Páscoa, enquanto andava o Compasso Pascal, saído da igreja logo pela manhã cedo ao som de foguetes e do sino paroquial, havia ponto alto pelo meio-dia com a receção na casa da Torre, onde antes do Compasso eram atiradas moedas aos magotes de crianças que se juntavam no terreiro e se lançavam em busca dessa tradicional dádiva popular, ali no Paço de Rande. E o dia era passado pelas crianças a acompanhar o Compasso, com as roscas recebidas de padrinho ou madrinha metidas a tiracolo, grandes que eram, antes dessa regueifa enfeitada chegar à mesa de família. Passado o tempo depressa assim, a voar nos dias seguintes, e logo chegava altura de voltar à escola e pegar na sacola com as coisas que lá andavam… Tanto como o caderno voltava a ter de abrir para a escrita com as penas de tinta azul. Andando agora ainda na lembrança, como caderno de memórias.

Armando Pinto

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