quinta-feira, 21 de maio de 2020

Périplo da imagem de Nossa Senhora pelas ruas de Sernande e Rande - Dias 27 e 28


No âmbito do Mês de Maria e do atual estado de precaução pública devido à pandemia, estando em curso a campanha de procissões automóveis com imagem de Nossa Senhora de Fátima em espécie de visita pelas ruas das localidades, de modo a passar pelas portas dos paroquianos, também em Rande e Sernande vai acontecer, sob lema “Dia a Dia com Maria”.


Assim, dentro do calendário do pároco Padre Manuel Ferreira, que das freguesias da vila da Longra tem as paróquias de S. Tiago de Rande e S. João de Sernande, será nos dias 27 e 28 do corrente mês que irá andar e passará o andor em apreço. No dia 27 em Sernande e ainda numa parte de Rande  e dia 28 em Rande – nos horários e itinerários indicados, conforme os respetivos anúncios em cartazes entretanto publicados.


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quarta-feira, 20 de maio de 2020

Cafés e lojas mistas entre marcas ambientais felgueirenses de 60 para 70, no século XX.


Assim como há sinais que refletem indicações relacionadas com a evolução de determinada época e marcas que delimitam e distinguem alguma relação derivada, houve certos estabelecimentos de convívio público que assinalaram um tempo e modo na sua marca existencial. Como foi com os chamados cafés, que por estes lados do território felgueirense se associam a tempos de transformação social, revezando hábitos que provinham de antigas tascas e lojas de comes e bebes, ao jeito de lojas mistas. 

= Exemplo de ancestrais valências em Felgueiras: - Um aspeto do hospital Agostinho Ribeiro, do lado de trás duma das enfermarias... (Foto do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997)

Ora, num tempo como o atual, em que também a época do confinamento provocado pela pandemia do Coronavírus/Covid-19 marca diferenças de hábitos e feições, tendo-se feito sentir a diferença de convivência e comunicação no episódico encerramento dos cafés… e agora que começa a haver algum desconfinamento com a retoma que reabre esses e outros locais públicos… vem a talhe uma rememoração evocativa também sobre esses mesmos estabelecimentos de cafetaria, alguns dos quais ficaram na memória histórica como elementos de progresso social, quais substitutos das antigas lojas de serviços diversificados.

= Imagem do exterior do café Jardim, já em inícios do século XXI e antes da última remodelação (de fotos que circulam na Internet).

Recuando aos anos de transição dos anos sessenta para setenta, quando mais se fez sentir uma rápida evolução em muitos setores sociais, e naturalmente incidindo no que o autor conheceu e se recorda (o que não invalida outros casos, dos quais quem se lembrar e conheça pode também narrar por sua vez e autoria), havia na então vila de Felgueiras o Café Albano como principal referência (existente já desde uns bons anos antes), quase a par com o Café Belém, em cada caso com clientela especial; e depois apareceu o Café Popular, que como o nome indicava passou a ser frequentado pelo pessoal mais diverso. Assim como depois ainda o café Cari, com o nome do prédio em que se inseria. Ainda os cafés eram sítios de homens apenas, não sendo habitual e muito menos normal ver mulheres casadas e raparigas solteiras a acompanharem maridos e namorados. Algo que mudou depois com o surgimento da Moderna, como era chamado o café da Pastelaria Moderna, na rua de entrada (e mais tarde conhecida por rua velha, após o rasgamento da avenida nova…). E especialmente houve um café mais especial, para a rapaziada nova e juventude estudantil, como depois ficou também a ser frequentado por gente mais seleta, por assim dizer, que foi o Staminé, do Doutor Hermínio.

= Aspeto interior do Staminé. Foto de postal da época (em cujo verso constava a legenda anexa).

Era a então vila de Felgueiras um ponto de passagem nos itinerários do interior do Douro Litoral, mas sem nada de especial a fazer paragem aos viajantes. Num limbo de simplicidade e ainda antiguidade, como se notava em edifícios com marcas temporais, por exemplo.

= Um aspeto de algo característico da vila de Felgueiras de inícios dos anos 70: Quartel antigo da GNR, em frente aos Bombeiros, ao tempo de chefia do sr. Cabo Pinto.

Enquanto isso, na Longra abria também o Café Longra, junto ao Largo da Longra. Obra do sr. “Manuel das Mobílias”, como era localmente conhecido o amigo sr. Manuel Marinho Silva. Sendo de notar que nesse tempo na estrada nacional de ligação de Lousada para Felgueiras, por exemplo, dentro do espaço concelhio de Felgueiras apenas havia algumas tabernas a beirar a estrada, bem como lojas de mercearia com serviço também de tasquinhas, as populares “vendas” de vinhos e petiscos. Havendo na Longra, já na estrada para Caíde mas logo a seguir ao Largo, a Casa do Povo desde 1939 com seu bar (mais sala de espetáculos e cinema, além do Posto Médico), funcionando ali de noite e em horas de espetáculos um centro de convívio ao jeito de café, que até ao final dos anos da década de 60 era único sítio do género nas redondezas. 

= Imagens duma loja de venda diversificada na Longra, que em tempos também serviu de taberna, mas por fim, com o último “vendeiro”, o sr. Fernando Machado, se dedicou à especialidade de mercearia (Fotos do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997).

Deparando-se então em inícios de 1970 a mudança com a abertura do café da Longra (inicialmente aberto em finais de 1969, e definitivamente ao início de 1970).

= Imagem de tempo inicial do Café Longra, com aspeto clássico de seu interior à época da fundação, em 1969/1970. (Foto do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997).

Pois também em 1970 abriu o Sataminé em Felgueiras. De nome oficial Staminé Relax-Bar, era então uma espécie de salão de chá, com serviço de restaurante “snack-bar”, funcionando também como discoteca. Uma casa que orgulhava Felgueiras, ao tempo uma pacata vila quase desconhecida do Norte, na fronteira do Distrito do Porto com as províncias vizinhas, que com aquela porta aberta passou a ser visitada por pessoas de vilas e cidades das redondezas, à vista da iniciativa do Dr. Hermínio Martins (farmacêutico e também professor do Ciclo Preparatório em Felgueiras, bem como tido por pessoa muito culta, como alguém avançado para a época no ambiente felgueirense).

= Imagem com o “Spot” publicitário da casa, constante das bases de copos (colocadas nas mesas para proteção e embelezamento), à época.

Entretanto pelo concelho depressa foram alastrando novos cafés, que entretanto ganharam estatuto e ainda fazem parte da memória de muitas localidades e suas gentes.

 = Panorâmica do Largo da Longra nos últimos tempos da “Loja da Ramadinha” (Foto do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997).

Claro que continuava e bem o Café Albano, nome popular do Café Jardim, mais a Pensão Albano com serviço de restaurante e cave com tradicionais petiscos, a marcar sua presença na sede concelhia. Sendo aliás o Café Jardim o mais emblemático da cabeça do concelho, desde que foi criado em 1948 pelo famoso senhor Albano, Albano Costa e Sousa (ao qual o autor destas linhas dedicou um artigo no Semanário de Felgueiras, há alguns anos já, cuja narrativa também foi partilhada neste blogue). Tudo em ambiente social de permeio reforçado com os restantes cafés. Como depois foi aumentando a chamada concorrência, na expansão que ao longo dos anos foi ampliando os locais de convívio.

= Sequência de imagens com o Café Longra em tempos diferentes (Fotos do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997).

Passado já meio século (quando se escreve isto) são muitas as diferenças daqueles tempos de transição social e ambiental. Algo a merecer atenção, nas marcas do tempo.

Armando Pinto
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sexta-feira, 15 de maio de 2020

Mário Sampaio Castro: desportista felgueirense de dimensão nacional


Mário Castro, como inicialmente era mais conhecido, e depois Engenheiro Mário Sampaio Castro, foi e é um nome com marca registada na História do FC Porto e no desporto português. Um daqueles nomes cuja ligação clubista é do conhecimento do acompanhamento da vida desportiva desde os anos da década de trinta/quarenta, até aos anos setenta, pelo menos. Tendo sido um andebolista saliente, bem como até um desportista multifacetado, além de dirigente, também.

Pois, assim sendo, este é mais um caso a merecer atenção, no avivar necessário da memória felgueirista e desportiva.

= Ao centro, Henrique Fabião e Mário de Castro, dois dos grandes nomes do andebol do FC Porto, ladeados por Carlos Bastos e Teófilo Tuna.

De nome completo Mário Osório Pinto de Sampaio e Castro, era natural do concelho de Felgueiras, mas desde muito jovem residiu na cidade do Porto, para onde foi estudar e se arreigou. Oriundo da família Sampaio e Castro, com raízes nas freguesias de Rande e do Unhão, do concelho de Felgueiras. Sendo filho de António Pinto de Sampaio e Castro, antigo Conservador do Registo Civil e Administrador do Concelho de Felgueiras, além de político Republicano famoso, que viveu em Rande, na Casa da Leira, sobranceira à então povoação e hoje vila da Longra, onde tem uma rua com seu nome. Bem como neto dum personagem célebre localmente como era o famoso “Doutor de Munhos”, médico do povo, conforme ficou descrito o Dr. Castro de Moinhos, da casa de Moinhos, do Unhão, no livro “Memórias do Capitão” de João Sarmento Pimentel. Sendo que os antecedentes familiares eram das casas abastadas de Moinhos e do Raposo, de Unhão e Lordelo respetivamente; e alguns dos seus filhos foram viver para a Longra, enquanto outros  rumaram para diversos lados (como, por exemplo, Porto e Matosinhos, de onde descende o atual político Manuel Pizarro Sampaio Castro, entretanto também deputado nacional na Assembleia da República, Eurodeputado da CEE, vereador municipal da Câmara do Porto e membro do Conselho Superior do FC Porto, familiar do Eng.º Mário Sampaio Castro). 
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O Dr. António Pinto de Sampaio e Castro (do qual se junta aqui sua foto oficial de finalista, como nesse e outros tempos era da praxe estudantil posar à posteridade, com capa e pasta com as correspondentes fitas), foi famoso Administrador do Concelho de Felgueiras nos inícios da Primeira República e mesmo após a derrota da Monarquia do Norte e consequente reimplantação da República. Administrador do Concelho entre 1910 a 1912, depois de 1915 a 1917 e em 1919. Sendo aí personagem da vida concelhia nas primeiras décadas do século XX, que a par de sua ação de administração político-local, foi também Conservador do Registo Civil de Felgueiras  de modo que sua assinatura consta dos registos de nascimentos, casamentos, óbitos e outros documentos e comprovativos civis desses tempos.


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Ora, Mário Castro enquanto estudante na Invicta começou a praticar desporto e cedo passou a ser jogador de Andebol no Nun´Alvares, assim como de Basquetebol do FC Porto. Tendo depois optado pelo Andebol e então se transferiu do Nun´Álvares para o Andebol do FC Porto, onde se tornou figura destacável. De modo que chegou a internacional, sendo selecionado sempre que houve jogos entre seleções de Andebol de Onze em seu tempo. Sabendo-se que nessas eras o Andebol de Onze era a seguir ao futebol a modalidade de maior popularidade, tendo decaído mais tarde com a implantação do Andebol de Sete, acabando extinto mesmo o clássico, que era jogado ao ar livre em campos grandes.

= Enquanto basquetebolista, integrando a equipa do FC Porto de Basquetebol da época de 1939/40. Foto respeitante ao jogo em que, a 28 de maio de 1940, FC Porto e Vasco da Gama foram finalistas da Taça "Sebastião Ferreira Mendes" (Presidente Honorário do FC Porto), terminado com a vitória do FC Porto por 21 - 20 (nesse tempo em que pelas regras e estaturas, à época, muito diferentes da atualidade, os resultados atingiam números pequenos). Pose de conjunto das duas equipas, em que do FC Porto se veem (em cima e da esquerda para a direita) Fernando Costa, Mário Castro, João Lopes Martins, Zeferino, José Maria Leite, Braga, Raúl e Trindade.

Veio Mário Castro como andebolista para o FC Porto com fama de grande rematador, como depois foi registado em reportagem no jornal O Porto, sobre sua carreira (em artigo de M. Dias Saúde):


Foi assim Mário Castro atleta de andebol durante 15 anos, desde 1930 até 1945, tendo no FC Porto conquistado vários Campeonatos Regionais e Nacionais, fazendo parte das equipas portistas que conquistaram os 2º, 3º e 4º Campeonatos Nacionais de Andebol (não tendo estado no 1º por então fazer parte da equipa de basquetebol do FC Porto que em 1939 venceu o Campeonato Regional de Reservas de 1938/39).


Durante sua carreira, Mário Castro foi 8 vezes internacional pela Seleção da Associação de Andebol do Porto, em representação nacional.


Essas foram algumas das situações que ele fixou em sua memória, como relembrou na coluna que n‘ O Porto lhe foi dedicada, em 1951, na rubrica “Figuras do Passado”:


Com várias faixas de Campeão Nacional de andebol de onze, posteriormente Mário Sampaio Castro dedicou-se à Pesca Desportiva também no FC Porto, integrando essa secção ao tempo existente na coletividade, junto com a esposa, tendo ambos sido campões nacionais por ocasiões diversas. Constando portanto nos anais da secção de Pesca do FC Porto entre os valores históricos, esses campeões Mário e Josina Sampaio Castro. Os quais, Mário Castro e esposa, foram galardoados pelo clube com o Trofeu Pinga, ela em 1964 e ele em 1965, por se terem distinguido como campeões de Pesca. Mais tarde, já na transição dos anos 60 / 70, sendo industrial proprietário duma empresa de produtos químicos, de borrachas, plásticos, etc, ofereceu ao FC Porto a primeira estrutura de tartã que existiu no estádio das Antas (na zona dos saltos de atletismo, por trás das balizas). Até que, por fim, a partir de 1972, fez parte das primeiras gerências da presidência do Dr. Américo Sá, como vice-presidente.

= Como elemento da Direção do FCP a assistir à oficialização do contrato do icónico basquetebolista Dale Dover (estando o Eng.º Mário Sampaio e Castro, de mão no queixo e ao lado do presidente da Assembleia Geral, Dr. Ponciano Serrano, muito atento à assinatura).

Era Mário Castro muito ligado a um primo, Adriano Pinto de Sampaio e Castro, que era colaborador do FC Porto, ao género de olheiro de jovens valores e outros casos, tendo sido um angariador de fundos na campanha para a construção do estádio das Antas (inclusive servindo de intermediário a deslocações da equipa de futebol do FC Porto a Felgueiras e outras terras do distrito do Porto, em jogos a reverter para esse fim) e como observador levou para o FC Porto o ciclista Artur Coelho e os futebolistas juniores Silva e Freitas, nos anos 50. Tendo por isso, já em finais de vida, encarregado seu primo Adriano Castro de ser portador da primeira bandeira do concelho de Felgueiras do tempo de seu pai como Administrador do Concelho, que ofereceu à Câmara Municipal de seu concelho e foi entregue em princípios dos anos 90 nos Paços do Concelho em Felgueiras, à sua morte, pelas mãos desse seu primo (acompanhado por outros primos da Casa da Padaria da Longra).

Depois disso, em 1994 Mário Castro foi lembrado em Felgueiras, numa homenagem conjunta com o fundador do Futebol Clube de Felgueiras, Verdial Horácio de Moura, marido duma sua prima da Longra-Felgueiras. Desse ato de tributo conjunto, a tais dois nomes históricos de ligação ao desporto felgueirense, no caso, junta-se recorte noticioso dessa ocasião.  


Decorria ainda a Primavera de 1994, ao princípio de Junho, quando em Felgueiras foi prestada publicamente uma homenagem não muito usual na cabeça de concelho das terras do pão-de-ló e calçado. Tendo então havido lembrança de prestar um justo reconhecimento a dois vultos do meio desportivo: Um, Verdial Moura (Abílio), mais ligado à criação do clube de futebol representativo do concelho, como seu fundador; e outro, Mário Castro, por quanto honrou o concelho como desportista nacional, tendo sido andebolista internacional, além de ainda basquetebolista e campeão de pesca desportiva, no F C do Porto, clube onde mais tarde foi também diretor vice-presidente de algumas gerências da Direção.

A homenagem teve cunho oficial da Junta de Freguesia de Margaride, da União Desportiva de Várzea e do Futebol Clube de Felgueiras. Tendo na ocasião o Presidente do "Felgueiras", José Luís Martins, ofertado à família dos homenageados medalhas comemorativas do então recente título de campeão da 2ª Divisão Nacional B obtido pelo FC Felgueiras. Tendo como principal número de cartaz havido um jogo entre as categorias de Juvenis do FC Felgueiras e da Académica de Coimbra, em cuja equipa era capitão um familiar dos homenageados, neto do felgueirense Adriano Castro (depois também um dos fundadores da Casa do FC Porto de Coimbra).

Relembrando esse preito concelhio, recorda-se o respetivo programa através de notícia coeva publicada no antigo jornal “Gazeta de Felgueiras”.


(Do facto há relato descritivo no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997, da lavra do também autor deste blogue.)

Armando Pinto
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quinta-feira, 14 de maio de 2020

Recordando: Homenagem em 1994 a dois desportistas felgueirenses de prestígio local e nacional


Decorria ainda a Primavera de 1994, ao princípio de Junho, quando em Felgueiras foi prestada publicamente uma homenagem não muito usual na cabeça de concelho das terras do pão-de-ló e calçado. Tendo então havido lembrança de prestar um justo reconhecimento a dois vultos do meio desportivo: Um, Verdial Moura (Abílio), mais ligado à criação do clube de futebol representativo do concelho, como seu fundador; e outro, Mário Castro, por quanto honrou o concelho como desportista nacional, tendo sido andebolista internacional, além de ainda basquetebolista e campeão de pesca desportiva, no F C do Porto, clube onde mais tarde foi também diretor vice-presidente de algumas gerências da Direção.

A homenagem teve cunho oficial da Junta de Freguesia de Margaride, do União Desportiva de Várzea e do Futebol Clube de Felgueiras. Tendo na ocasião o Presidente do Felgueiras, José Luís Martins, ofertado à família dos homenageados medalhas comemorativas do então recente título nacional obtido pelo FC Felgueiras.

Relembrando esse preito concelhio, recorda-se o respetivo programa através de notícia coeva publicada no antigo jornal “Gazeta de Felgueiras”.


(Do facto há relato descritivo no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997)

Armando Pinto
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sexta-feira, 8 de maio de 2020

88 Anos de FC Felgueiras



No Aniversário do FC Felgueiras 1932

Ó meu Felgueiras, do meu coração
Conseguiste entrar na segunda Divisão…
Ó meu felgueiras, jogastes prá frente,
Acabaste com o pio a muita gente!

Foi assim, corria já o princípio de verão de 1965, com música então em voga do popular Conjunto Maria Albertina, nos tons da canção “Avé Maria do coração”, que em Felgueiras foram entoadas estrofes musicadas em honra da primeira subida de Divisão do histórico Futebol Clube de Felgueiras, o Felgueiras que tanto mexeu com o bairrismo felgueirense por esses tempos. Tendo havido à época uns panfletos vendidos na feira semanal de Felgueiras com essa e outras cantigas, quer em composições com versos de Arlindo Pinto (ao tempo o tão conhecido senhor Cabo Pinto, o sorridente chefe da GNR de Felgueiras), como outros do sr. Alfredo Estebainha, que viera anos antes para Felgueiras e ficara como um dos bons felgueirenses.


Pois então, passado tanto tempo desde a fundação do clube em 1932, entremeado com atividade regional de jogos amadores entre clubes da região e de concelhos vizinhos, até que já na década dos anos cinquenta houve entrada em provas oficiais, o clube desportivo mais representativo do concelho de Felgueiras tinha seu primeiro momento saliente com tal histórico salto na consideração geral. Desde aí, como se sabe, tanta coisa aconteceu, e mudou, quer nas “fintas do tempo”, conforme está historiado, como na superação da identidade felgueirense.


Vem isso tudo e mais alguma coisa à ideia quando o clube festeja o aniversário oficial do FC Felgueiras 1932, existente na junção da antigo ao mais recente das versões evolutivas. Tomando por datação a data da criação do clube que ligou o passado ao presente.


Com efeito, criado em 1932 o histórico FC Felgueiras, com percurso histórico, logo desde início marcou época, tendo disputado diversos jogos e torneios com equipas das redondezas e concelhos vizinhos. Inclusive ainda em 1935 esteve representado numa Seleção Regional do Vale do Sousa, através de seu fundador e capitão “Abílio” (Verdial Moura) e por outro jogador, Jacinto, em jogo disputado em Lagoas (Lousada) na inauguração do campo do clube Lagoense, defrontando o FC Porto, que como Campeão Nacional abrilhantou o jogo, por intercessão de Soares dos Reis, guarda-redes internacional do FC Porto que era natural dali próximo, de Penafiel.


Seguindo-se pelos anos adiante todo o trajeto que encheu as medidas às gentes felgueirenses. E após dissolução em 2005/06, foi reativado com a criação do sucessor CAF-Clube Académico de Felgueiras, fundado a 8 de Maio de 2006. Tendo mais tarde, por decisão tomada em Assembleia Geral de 9 de Agosto de 2012, o clube retomado o antigo nome, com acrescento do ano da fundação original, ficando a ser Futebol Clube de Felgueiras 1932. Na mesma época de 2012 o FC Felgueiras 1932 subiu, regressando o clube aos Nacionais.

Buscando então raízes nas origens, houve a feliz ideia de juntar o ano da fundação do antigo clube, ficando F C  Felgueiras, de novo, com aposição do ano, no nome que passou a vigorar, numa junção do histórico com o atual clube continuador. Tal qual está historiado, sabendo-se que foi em Outubro de 1932 que, também em Assembleia Geral, foi dado o nome ao primitivo F C Felgueiras, conforme se anotou devidamente em livro (entretanto publicado em 2007), do qual para aqui se juntam algumas imagens das que constam nas páginas do “Futebol de Felgueiras-Nas Fintas do Tempo: 1932/2007”.


Ficou naturalmente para a história a Assembleia Geral realizada na quinta-feira dia 9 de Agosto de 2012 – data que anotamos e fixamos para constar, de molde a merecer perpetuação em futura atualização da história do futebol felgueirense. Algo que, seguidamente com as novas condições criadas pela Câmara Municipal, perante o arrelvamento reposto, no campo de jogo do Estádio Dr. Machado Matos, na presidência municipal de Inácio Ribeiro, sendo Eduardo Teixeira o Vereador do Pelouro do Desporto; e de seguida em 2014 o clube atingiu novo fulgor ao ter ascendido à 3ª Divisão Nacional, o agora chamado Campeonato de Portugal, merece haver homenagem à vitalidade do clube…!


Nesta data da comemoração dos atuais 88 ANOS DE FC FELGUEIRAS foi a efeméride assinalada com um vídeo de rememoração historiadora, com ideia de festejar, ainda que à distância, devido à pandemia do vírus vigente. Numa iniciativa do Departamento de Comunicação do clube, que apraz registar. Filme que está colocado na página de Facebook oficial do clube, assim como mais alguns vídeos com mensagens alusivas.

Armando Pinto

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Aniversário da Bênção do Nicho de Nossa Senhora de Rande


Erigido em 2003, o Nicho de Rande foi inaugurado na Primavera desse mesmo ano, com bênção devida a acorrer a 4 de maio.


Obra essa levada a cabo por iniciativa da Junta de Freguesia de Rande no Exercício de 2002 2005, com a contribuição de toda a população, através de campanha que incluiu contribuições coletivas por meio de peditórios de porta a porta, organização de espetáculos com receitas a reverter para o mesmo fim, etc. Como está historiado num livrinho depois publicado, com receita de venda destinada para obras paroquiais.


Volvido algum tempo, foi depois entregue à Comissão Fabriqueira da Paróquia de Rande a responsabilidade de gerência do mesmo monumento sacro, ficando assim entre os bens patrimoniais de S. Tiago de Rande.

Sobre a bênção oficial, em 2003, juntam-se algumas imagens, como recordação.


Ora, benzido então em 2003, perfaz este ano de 2020 já 17 anos desde esse acontecimento. Efeméride agora a passar em tempo de isolamento social, devido ao confinamento derivado da pandemia do Coronavírus/Covid-19. E como tal, este ano com uma comemoração diferente. Visto em anos anteriores, e desde o 1º aniversário, ter tido celebração com a procissão de velas, em junção às cerimónias do Mês de Maria. Enquanto desta vez apenas foi possível assinalar o facto com colocação de lampadários de cera a arder, formando um belo conjunto fosforescente – conforme as captações fotográficas ficam a registar mais um acontecimento digno de registo.


Armando Pinto
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