Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Bodas de Prata do Padre Manuel Ferreira em Rande e Sernande - 25 anos da sua Paroquialidade nas duas paróquias em que se mantém desde início

 

Perfaz agora, a 7 de janeiro deste ano 2026, a bonita soma de 25 anos da presença do Padre Manuel Joaquim da Costa Ferreira como Pároco de Rande e Sernande, em terras do concelho e da Vigararia de Felgueiras, da Diocese do Porto. Completando-se assim as Bodas de Prata da sua Paroquialidade nas paróquias felgueirenses que têm como Padroeiros o Evangelizador da Península Ibérica e Primeiro Apóstolo Mártir, S. Tiago Maior, e o Percursor que batizou Cristo, S. João Batista.

Com efeito, a 7 de janeiro de 2001 entrou o Padre Manuel Joaquim da Costa Ferreira como Pároco de Rande e Sernande, duas das suas iniciais 3 paróquias. Mantendo-se atualmente ainda como pároco das duas vizinhas e anexas paróquias.

Isto numa vida de pároco que, neste 25 anos entretanto decorridos, continua com Rande e Sernande, das iniciais, depois de passados anos ter sido dispensado da Refontoura para passar entretanto a ser também pároco de Idães, e mais tarde haver ficado a ter ainda Revinhade. 

Estavam ainda no ambiente as marcas do Ano Santo de 2000, quando, no início de 2001, logo no dia seguinte ao final da quadra natalícia, após o Dia de Reis, o Padre Manuel tomou posse das anexas paróquias de Rande e Sernande. Como ocorreu então naquele distante domingo de 7 de janeiro, tendo o Padre Manuel entrado oficialmente nestas paróquias, com a posse dada pelo então vigário da Vigararia de Felgueiras, Padre Alípio, como representante do Bispo da Diocese, na presença de diversos padres e de grande número de paroquianos. Havendo de manhã o então novo Pároco celebrado missa em Sernande e de tarde em Rande, num belo dia soalheiro dominical.

O então jovem Padre Manuel, ordenado sacerdote pouco tempo antes, em Julho de 2000, havia sido nomeado para as suas primeiras paróquias por nomeação do então bispo diocesano D. Armindo Lopes Coelho, com data de 18 de dezembro do mesmo ano 2000. Para substituir o anterior pároco, Padre Abílio Barbosa. Ainda em tempo do Ano Santo dessa época, cujo logotipo oficial inclusive fazia parte de todas as publicações e incluiu também a pagela da ordenação e missa nova do Padre Manuel.

Faz agora, em 2026, assim já 25 anos que o Padre Manuel Ferreira está no múnus da sua paroquialidade em S. Tiago de Rande e S. João Batista de Sernande.

Desse dia guardaram-se cá em arquivo estimativo pessoal diversas recordações alusivas, desde a pagela respetiva, ao guia do cerimonial correspondente.

Agora que se completa o jubileu de permanência nestas duas comunidades religiosas de Rande e Sernande, nas bodas de prata de sua paroquialidade, saúdam-se estes 25 anos já alcançados, na plenitude da convivência que tem sido deveras frutuosa e apreciada.

Sendo neste dia de quarta-feira 7 de janeiro de 2026 o aniversário dos 25 anos do Padre Manuel como Pároco, o mesmo aniversário será devidamente comemorado depois com um convívio celebrativo, num almoço comunitário que terá lugar no próximo domingo dia 11, onde serão entoados os Parabéns e prestada homenagem aplaudida, com a presença de muitos paroquianos, número em que se contará também o autor, se Deus quiser.

Assim sendo, regista-se aqui, naturalmente, mais este dia e a ocorrência extensiva, de tal acontecimento assinalável. Com parabéns pessoais ao amigo Sr. Padre Manuel Ferreira, formulando votos que continue por muitos e bons anos a fortalecer cá o ânimo da região.

Armando Pinto

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Mais uma senhora centenária da área da vila da Longra que desaparece - a D. Haydée (Aidê) da Sobreira


Faleceu com 101 anos de vida a senhora da Casa da Sobreira, D. Haydée Novais (lendo-se e dizendo Aidê). Mais uma senhora centenária que desaparece de nossa vista e do número dos vivos, de gente que conhecemos nas andanças pela área da Longra, mas não foge de nossa recordação. Havendo essa senhora sido figura conhecida da zona da Longra, área de Rande e arredores, pelos limites geográficos com a Pedreira. Muito antes da imposição da união de freguesias que não diz nada a ninguém... mas a familiaridade das pessoas conhecidas e estimadas da mesma área dizem e muito. Como no caso desta senhora simpática, que muito andava e convivia pela Longra. Além de pessoalmente ser pessoa com quem eu gostava muito de conversar, quer quando nos cruzávamos, bem como quando ela ia ao Posto Médico da Casa do Povo da Longra e depois ao continuador Centro de Saúde local, onde ela, acompanhada sempre pela sua irmã, de idade próxima, também, logo se dirigia a mim no atendimento público.  

Essa ligação da Casa da Sobreira, bem como dos habitantes do lugar do mesmo nome, com a Longra, desde tempos idos da povoação do surgimento da indústria metalúrgica e das realizações culturais da região, vinha e vem de longas eras. Tanto que, por exemplo, o filho da D. Haydée, o Jorge Novais, estudou na Escola Primária da Longra e os seus amigos de infância eram e são da Longra e arredores; a pontos de ele ainda ter pertencido à Liga Eucarística dos Homens de Rande, incluindo ter participado nos históricos acampamentos dos membros da mesma Liga no Monte de Santana; assim como fez parte de grupos de áreas diversas da Longra. E atualmente é dos elementos do Grupo de Colegas de Escola e Amigos que anualmente se reúnem em Encontro respetivo, perante informações alusivas emanadas através de contactos por grupo próprio do WhatsApp, como está para voltar a acontecer em Maio próximo.

A D. Haydée, além de mãe do Jorge, era irmã do sr. Alcides Novais, que era frequentador assíduo da Longra e chegou a pertencer aos quadros diretivos da Casa do Povo da Longra (como consta do livro “ASSOCIAÇÃO DA CASA DO POVO DA LONGRA - 60 ANOS AO SERVIÇO DO POVO”, publicado em 1999 nas comemorações do Sexagenário da instituição); e também irmã do sr. António Novais, que foi conhecido elemento do escritório da Metalúrgica da Longra e depois residiu na fronteira de Varziela com Margaride; assim como do sr. Basílio Novais, depois residente em Lousada; e ainda do Méninho Novais, que jogou basquetebol nos tempos áureos dos grupos de Basquete da Longra e por fim foi viver em Lisboa (cujos dados dessas equipas estão anotados no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997); tal como havia a ligação às irmãs, etc. E, na memória local, perdura ainda a lembrança do patriarca da família, pai da D. Hydée, ter tido um carro antigo muito bem estimado, de modelo dos anos 50 ou coisa parecida, que era muito admirado na região e, muito depois dele ter falecido, ainda cheguei a ver guardado na garagem da casa.

Em suma, o tempo passa, mas não passam as lembranças de tudo quanto merece estimação.

Armando Pinto