Chegado o mês de maio, popularmente conhecido por mês das
flores e dos amores, este período é também normalmente associado às cerimónias
religiosas dedicadas a Nossa Senhora - mais conhecidas, como tal, por Mês de
Maria. Em cujo decurso há um dia, em cada comunidade religiosa, em que se
realiza uma procissão dedicada ao relacionamento com esse motivo, a popular
procissão de velas, por ser ao final do dia e com iluminação de velas ao entrar
pela noite. Procissões essas obviamente de cariz organizativo paroquial. Vindo, aqui e agora, a propósito desta existência, evocar certa lembrança de uma particular procissão
acontecida em tempos idos, de cariz diferente. Por acaso não concretizada em
maio, pois por esses tempos as cerimónias do Mês de Maria localmente apenas se
cingiam à igreja e não incluíam procissão nenhuma (mesmo porque procissões
nesse tempo eram só a da festa paroquial em honra do santo padroeiro, em julho,
e depois em agosto a peregrinação concelhia ao monte de Santa Quitéria). Mas
diferente pelo seu caracter, sui generis até, como se pode recordar pelo que
foi descrito num dos contos do livro Sorrisos de Pensamento. Livro publicado em
2001 e logo esgotado. Motivo que, pela distância entretanto decorrida, como
para quem não teve conhecimento, quer à época como depois para as gerações mais
novas, se relembra e dá a ver e ler, partilhando esse conto, entre os diversos
contidos no mesmo livro, aqui e agora por meio de cópias digitalizadas das
respetivas páginas.
Armando Pinto
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