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sábado, 28 de novembro de 2015

Geada... !


Em tempo de Outono alto, quando a seguinte Estação do ano se aproxima, o Inverno já se faz sentir com maior rigor. Como já se vê bem no aspeto paisagístico também da área da vila da Longra, na parte baixa da zona sul felgueirense, e naturalmente em muitas zonas mais do concelho e pela região. Sendo evidência disso o aparecimento de geada, popularmente por estas zonas chamada de neve (pela raridade da própria neve, mais conhecida por “folerca”, como é também mais acotiado chamar à folheca, que apenas cai de longe a longe, com espaço temporal de muitos anos).

Eis aí então a geada! Cobrindo a paisagem dum fino manto branco, pela rama dos campos e pó dos caminhos e ruas, como se tivesse sido lançada farinha que se espalhou e cobre levemente a natureza.

Como é chamada neve por cá, assim, e tem semelhanças pela manhã cedo, a geada que aparece ao raiar do dia e se vê até que o sol derreta a cobertura, faz lembrar aquela Balada da Neve do conhecido poeta nacional Augusto Gil:

«…branca e leve, branca e fria…
Há quanto tempo a não via!
(…)
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…»



((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))


Armando Pinto

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Faz quatro anos… desde o último grande nevão na região da Longra - Felgueiras...!


Foi a 9 de Janeiro de 2009, numa manhã fria e surpreendente - já passaram quatro anos - quando caiu o mais recente nevão a cobrir de branco a Longra... nesta área de Felgueiras e zona interior nortenha de Sousa e Tâmega. Prolongando-se pelo mesmo dia, uma sexta-feira, tal atração de flocos brancos surgidos do ar, vulgo farrapos, quais folhas esvoaçantes, que desde o alto celeste vieram em catadupa cobrir o solo e toda a natureza, transformando o ambiente assim colorido por um espesso manto de neve, de “folerca” - como por esta zona se costuma dizer popularmente (em corruptela popularucha de folheca).


Tal cenário até nos fez recordar poeticamente o poema "Balada da neve", de Augusto Gil...

«Fui ver. A neve caía
 do azul cinzento do céu,
 branca e leve, branca e fria…
 Há quanto tempo a não via!
 E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
 Pôs tudo da cor do linho.
 Passa gente e, quando passa,
 os passos imprime e traça
 na brancura do caminho…»

... Habituados à geada invernosa, nas áreas baixas da área, nesta zona ribeirinha do rio Sousa, todos os sentidos tiveram então, dessa vez, uma camada de neve a compor o panorama ambiental. Num facto pouco habitual, como só acontece com grandes intervalos de tempo, de permeio, mediando de muitos em muitos anos, normalmente. Tanto que desde aí ainda não voltou a ter repetição, por enquanto. 

Recordando esse dia e a visão pouco comum, relembramos aqui o facto através de algumas imagens do álbum pessoal...



© Armando Pinto