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sexta-feira, 20 de maio de 2022

Entre livros e revistas… de vez em quando: exemplares das antigas normas de instituições felgueirenses históricas

As raridades destes três exemplares falam por si, através das imagens que se partilham como exemplos. Tratando-se de publicações de Estatutos, Regulamentos e Relatórios de instituições, como os Estatutos e Regulamento dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras, as Disposições Regulamentares do Colégio de Rande / Longra-Felgueiras e o Relatório e Contas da Associação Pró-Longra.

Do primeiro caso junta-se a primeira comprovação física, em formato literário. Sendo que a Associação dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras, cuja fundação remonta a 1898, teve aprovação pelo Governo Civil do Porto a 24 de Novembro desse ano, como consta da publicação de seus Estatutos, impressos pela primeira vez em 1904 – a que se reporta imagem do exemplar original a atestar as primeiras normas desta Associação que existe e resiste em Felgueiras, ainda e sempre felizmente.

Depois recorda-se o antigo Colégio da Longra, como era mais conhecido e popularmente referido esse que oficialmente era chamado Colégio de Rande, existente desde proximidades de 1918 até finais da década dos anos 1930. Ficando-se com ideia de sua funcionalidade pelo livrinho de apresentação de suas Disposições Regulamentares.

E também, ainda, pelo anual Relatório e Contas da popular Associação Pró-Longra, relativo ao seu 1º Exercício, findo em novembro de 1932, dessa Associação criada em 1928 e antecedente da Casa do Povo da Longra, para a qual contribuiu com cedência do edifício-sede e organização aquando da criação da Casa do Povo, em Despacho Ministerial de 1939, por disposição do Governo da Nação no tempo do chamado Estado Novo.

Destas três realidades, quer a ainda existente Corporação dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras, como do desaparecido Colégio da Longra e, por fim, a outra ainda existente na sucessora Casa do Povo da Longra, fazem testemunho visível e legível os documentos impressos em formato de pequenas revistas, constantes da biblioteca particular e pessoal do autor destas lembranças.

Instituições estas e essas das quais constam referências memorandas no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997.

Armando Pinto

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segunda-feira, 15 de março de 2021

Recordando Existências Antigas: O Colégio da Longra

 

Colégio da Longra (como era conhecido, por ser na então povoação da Longra, mas oficialmente chamado Colégio de Rande). Criado pelo Pároco de Rande, à época, Padre Augusto Correia, mais pelo Tenente João Malheiro, da casa de Valdomar de Baixo, também de Rande, após a extinção do colégio de Santa Quitéria, em Felgueiras, e existente até aos anos 30. 

Entre seus alunos, teve alguns que mais tarde foram figuras salientes, entre os quais o Padre Luís Rodrigues, celebre Reitor da igreja da Lapa do Porto e musicólogo compositor de música sacra. Funcionava em regime de internato, semi-internato e externato – conforme consta da brochura do Regulamento do mesmo, contendo as indicações referentes (da qual se dá imagem da capa). 

Gravura constante do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997.

Armando Pinto

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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Recordação do antigo Colégio da Longra…


Sabemos de onde vimos, mas não sabemos para onde vamos. Que seja o futuro a marcar-nos o caminho, sem perder de vista o que foi o rumo antepassado. Sem passado não haveria presente, nem futuro. E quem não souber valorizar a memória do que é comum, de todos, desde os antepassados até aos vindouros, não saberá apreciar o futuro… por falta de memória remota, não por doença mas mal cerebral de certo tipo de esquecimento, qual envelhecimento de perder esperanças no porvir.


Neste cantinho da região Sousã, onde corre mansamente o rio Sousa nas suas veredas quase iniciais, já houve muitos factos dignos de perdurar na memória coletiva. Como aliás está historiado.

Um dos muitos e diversos casos foi a existência do conhecido Colégio da Longra, o oficialmente chamado Colégio de Rande, que existiu nas primeiras décadas do século XX. 

Dessa unidade escolar, de regime interno e externo, já se registou referência alusiva no livro da história da região, assim como noutras publicações que de permeio escrevemos. Contudo, como nunca é demais referir o que de bom aconteceu já, entretanto, prestamos mais uma visão, sobre sua memória.

Para avivar o que resta, recordamos aqui um livro relativo ao referido estabelecimento de ensino, que era distribuído, ao tempo, pelos alunos e familiares. Do qual se publica aqui a capa e a primeira página, como amostra recordatória.


© Armando Pinto 

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