Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Lembrando… De vez em quando… Memória da venda pública da Casa de Rande em 1989: folheto do catálogo desdobrável…

 

Foi no Outono de 1989, em finais de outubro, estendendo-se ainda pelos inícios de novembro, que ocorreu a venda pública da solarenga Casa de Rande, da família Barbosa Mendonça, terminada com Henrique Mendonça, na freguesia de Rande, em plena então ainda Povoação da Longra. Primeiro com a venda do recheio da casa, em lotes ou por peças individuais, e por fim a casa-solar, mais a quinta agrícola. Algo que mexeu com a sensibilidade local, sendo essa mansão ligada à história da freguesia de seu nome e da própria região envolvente. Tendo havido certa desilusão por nem a Junta de Freguesia desse tempo, nem a Câmara Municipal do executivo da época, terem feito qualquer coisa para que não saíssem do concelho muitas das preciosidades ali existentes, como livros, quadros, pergaminhos, cartas régias, álbuns fotográficos, incluindo mostradores com fotografias da região e outros objetos relacionados com a memória coletiva. Curiosamente passava então o centenário do nascimento de Maria Guilhermina Mendonça, a popular Menina de Rande, por cujo nascimento, portanto cem anos antes, seu pai, o Conselheiro Dr. António Mendonça, plantara em frente à casa uma das árvores ali existentes ainda.

Dessa ocorrência ficou um longo artigo de reportagem no jornal Notícias de Felgueiras. E pormenorizadamente sobre isso fala a correspondente narrativa escrita no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras” (publicado em 1997), respetivamente nos capítulos das casas e das personalidades.

Memorizando o caso, como lembrança, recorda-se a ocorrência através do respetivo folheto entregue ao público na ocasião, o catálogo desdobrável com informações e indicações da lista de lotes, na relação sequencial de todos os bens que foram expostos para serem licitados. Catálogo desdobrável que se partilha, em imagens das páginas do original guardado.






Armando Pinto

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