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quarta-feira, 8 de maio de 2024

Lembrando… O senhor Américo Pereira – no 30.º aniversário de seu falecimento!

Passam 30 anos da morte do senhor Américo Pereira, o amigo senhor Pereira que foi figura pública da Longra e conhecido homem das obras municipais de Felgueiras nos anos 50 e 60, do século XX. Em tempos deveras associado à vida concelhia como responsável do setor de obras na era de Presidentes da Câmara como o Dr. José Leal Faria (nos últimos tempos de sua presidência), Dr. Dias da Cunha, Dr. António Leal de Faria, Dr. Dias Ribeiro e ainda do Dr. José de Barros (em parte de sua presidência). Além de pessoa culta, grande colecionador de discos de vinil com música portuguesa de sua preferência e inovador de meios informáticos de tempos antigos na região. Tanto que teve em sua casa o primeiro aparelho de televisão na Longra, onde causou sensação nesse tempo com a montagem da sua grande antena para a captação televisiva, erigida no quintal da casa, quando nada disso ainda havia pela região. Mais tarde ficou também ligado ao surgimento e continuação nos primeiros tempos da Rádio Felgueiras. Como, sobretudo era amigo de seus amigos, e fomos amigos. 

Américo Soares da Silva Pereira, nascido em 1925 no Padrão da Légua, Leça do Balio-Matosinhos, passou a viver na Longra, concelho de Felgueiras, nos inícios dos anos 50, onde veio a falecer a 8 de maio de 1994.

Comungando ambos grande paixão pelo Futebol Clube do Porto, eu e ele, como ele sabia eu ser portista ainda em criança, por então já ser muito amigo e colega de brincadeiras de seu filho mais velho, como depois pelos anos adiante sempre frequentei muito sua casa na convivência com todos os seus filhos, Zé, Belinha e Lino, em sua casa quantas vezes ouvimos os relatos dos jogos do Porto e apreciei como ele vibrava em tudo com seu vozeirão. Tal como ainda o acompanhei também numas das suas idas de carro à procura de locais de passagens da Volta a Portugal em bicicleta, para vermos passar os ciclistas do F. C. Porto. Antes ainda, como o sr. Pereira era também grande aficionado pelo Futebol Clube de Felgueiras, ficou ligado à primeira subida de Divisão do clube azul-grená, em julho de 1965, por ter proporcionado um género de estágio aos jogadores felgueiristas antes da finalíssima com o F. C. Lixa, que levou à ascensão d’ “o Felgueiras” da então 3.ª Divisão à 2.ª Distrital da Associação de Futebol do Porto. Sendo deveras conhecida sua presença nos jogos do campo da Rebela (depois chamado campo Dr. Machado de Matos e muito mais tarde com o mesmo nome já transformado em estádio), sentado num banquinho que levava sempre, visto nesse tempo a assistência do público ser em pé no então campo de terra do Felgueiras, onde ele se colocava junto ào ferro de separação, normalmente. E por vezes ainda levava alguns jovens da Longra a ver jogos do Felgueiras fora de casa. Era grande admirador do Sabú, sendo famosas as suas chamadas de apoio ao "Sabuzinho", com sua voz forte. Como na época do treinador-jogador Caiçara acompanhou a equipa para todo o lado. Tendo merecido bem algumas fotos que no fim das respetivas épocas recebia, com as equipas das históricas subidas.

= Equipas do FC Felgueiras de 1964/1965 e 1965/1966

Volvidos anos, quando passou a seguir mais assiduamente os jogos do Porto, nas Antas e no entusiasmo do tempo do treinador Pedroto, sobretudo, era também bem conhecida sua voz potente a puxar pelo Frasco, médio organizador de jogo do FC Porto, chamando-lhe "fanequinha", em tom de incentivo, por ser de Matosinhos, terra de peixe pescado e concelho de onde um e outro eram oriundos. 

Ora, na passagem do 30.º aniversário de seu falecimento, recordamos aqui o amigo sr. Américo Pereira da Longra, com lembrança da notícia que ao tempo foi escrita por este seu amigo e publicada no jornal Notícias de Felgueiras, edição de 12 de maio desse ano de 1994.

Sobre ele depois ficou exarado pessoalmente, também, algo no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997.


Armando Pinto

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domingo, 28 de janeiro de 2024

Lembrando… de vez em quando – recordação do antigo “Conjunto Típico Unidos da Longra”

Na sequência da anterior lembrança do Grupo de Cavaquinhos da Casa do Povo da Longra, e porque ao longo dos tempos foram diversos os grupos e conjuntos, dentro do género musical, que surgiram e foram existindo na Longra, como centro de confluência cultural que tem sido, calha desta vez lembrar um dos conjuntos típicos que em tempos proliferaram pela Longra, também – o “Conjunto Típico Unidos da Longra”. Entre as diversas e variadas existências associativas ou de agremiação particular que sempre houve na região. Não como por vezes se diz que tudo o que começa acaba, pois isso é normal e acontece por todo o lado (quão ainda há tempos ocorreu que até acabou um histórico Rancho Folclórico de uma freguesia vizinha, o que era considerado melhor da região, por exemplo, e tem havido grupos de bombos também de freguesias vizinhas que começam e acabam ou se fazem substituir). Porque tudo se transforma, como também é usual dizer-se.   

Vem assim a talhe de foice lembrar esse antigo “Conjunto Típico Unidos da Longra”, que existiu entre finais dos anos 60 e princípios de 70 e como tal até está historiado no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”. Bem como outros anteriores e sucessores, por entre aturada recolha de antigos agrupamentos, quanto a esse caso de musicalidade tradicional. Lembrando este conjunto em que pontificavam Fernando Sousa, Joaquim Pinto, Alberto Ferreira, Abílio Pedro, Fernanda Veloso, Eva Mesquita, Amélia, Celeste e Joaquim Sousa.

Fica assim aqui mais uma recordação, entre factos da memória coletiva local, desta feita num caso ainda lembrado por quem é desse tempo, mas também certamente desconhecido das novas gerações.

Armando Pinto

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sábado, 27 de janeiro de 2024

Lembrando… De vez em quando: Recordação dos inícios do Grupo de Cavaquinhos da Casa do Povo da Longra

 

Depois da fundação do Rancho Folclórico Infantil e Juvenil da Casa do Povo em 1994, a 5 de maio, também estreado publicamente em palco no mesmo ano a 17 de dezembro de 1994, e já após a criação do Grupo de Teatro e do Grupo de Fados da mesma instituição, ainda durante a presidência do autor deste blogue, à frente da Direção da Associação Casa do Povo da Longra, foi criado o Grupo de Cavaquinhos, a 4 de novembro de 2002. Inicialmente como escola de aprendizagem de tocadores de cavaquinhos e depressa transformado em Grupo de Cavaquinhos com coro de vozes e tocadores, como me esforcei por criar e consegui que ficasse a existir. Grupo de Cavaquinhos da Casa do Povo da Longra que, depois, teve estreia pública a 4 de outubro de 2003, em palco, no espetáculo de apresentação do livro historiador do Grupo de Teatro também da Casa do Povo, aquando de seu 7.º aniversário.  

Desse Grupo de Cavaquinhos, para recordar, evoca-se sua existência através de fotografia captada aquando da estreia das camisolas (t’shirts) com o logotipo do agrupamento.

Armando Pinto

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terça-feira, 28 de março de 2023

Lembrando… De vez em quando: Panorâmica felgueirense – numa visão do concelho de Felgueiras ao tempo das eleições autárquicas de 1982

 

Como simples curiosidade, mas também como análise comparativa, repare-se como estava o concelho de Felgueiras em 1982, segundo as obras municipais efetuadas de modo a terem sido apresentadas na campanha eleitoral realizada em dezembro desse ano. Conforme foi então publicado na revista de promoção e manifesto eleitoral da lista da gerência que estava no poder e (tendo vencido as eleições, depois) continuou, através dos que estavam nos primeiros lugares da mesma lista 

Presta assim essa publicação da época como visão de atenção a esses tempos idos, em jeito de rememorando de obras decorridas em Felgueiras durante o mandato municipal de 1980 a 1982, quando cada período de gerência era ainda de 3 anos. Podendo então ver-se, com distância de tempo entretanto passado, do que estava feito, quanto e onde, entre diversas apreciações possíveis. Bem como a mesma publicação permite relembrar sobre a composição do elenco camarário, desse tempo, sabendo-se de quem formou depois a presidência e extensiva vereação municipal. Entre curiosidades memorandas.

Armando Pinto

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