Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quinta-feira, 26 de maio de 2022

Entre livros, revistas e catálogos… de vez em quando: Um estudo sobre “Iluminuras de Dom Lucas Teixeira”

 

Armando Teixeira (nascido em 1918 na freguesia de Varziela, concelho de Felgueiras e falecido em 2013 no Brasil) foi um ilustre felgueirense que se distinguiu sobremaneira na arte iluminurista, como mestre de iluminuras, além de exímio poeta com alguns livros publicados. Foi conhecido por Frei Lucas Teixeira, de sua profissão religiosa, ao tempo em que passou a ser conhecido por sua arte e nome com que foi e está homenageado na toponímia da cidade de Felgueiras, com a Rua Frei Lucas Teixeira. Rua essa onde se situa a conhecida escola pública de ensino pré-primário e primário, conhecida por seu nome também.

Sobre o artista e poeta Lucas Teixeira já por diversas vezes foram feitas referências neste blogue, além de artigos no jornal Semanário de Felgueiras, da lavra do autor destas lembranças. Tendo mesmo preparado um estudo para possível livro que ainda não viu a luz pública por falta de resposta oficial, até agora. Tal como biografias de outros felgueirenses de relevo. Bem como  em sua honra houve uma Exposição pública na Biblioteca Municipal de Felgueiras, no ano da passagem de seu centenário.

Ora, do mesmo artista felgueirense consta também algum material no arquivo e biblioteca particular aqui do autor. Sendo sobre ele um livrinho, publicado em 1954 no Porto, intitulado ”Iluminuras de Dom Lucas Teixeira”, com apreciações sobre exposições antes realizadas em 1949 em Lisboa, em Santo Tirso no ano de 1951, em Braga em 1952, tal como no Porto em 1952 também, e servindo de catálogo a Exposição em São Paulo-Brasil, nesse ano de 1954. Do qual se ilustra esta recordação com imagem da capa.

Armando Pinto

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quarta-feira, 25 de maio de 2022

Entre livros e revistas... de vez em quando: Boletim da DGSU de 1958-1960 com o edifício da Câmara Municipal de Felgueiras na capa

Desta vez é vez de relembrar, do tempo da inauguração e era inicial do edifício da Câmara Municipal de Felgueiras, o caso do mesmo ter sido imagem de capa do Boletim da "Direcção-Geral dos Serviços de Urbanização", do "Ministério das Obras Públicas" - " BOLETIM: 1958 / 1960, volume 2º ". Com referência mesmo na página 2 em legenda: "NA CAPA – Edifícios dos Paços do Concelho de Felgueiras".

Boletim, em forma de livro, com 168 páginas, que faz parte também do acervo da biblioteca particular aqui do autor deste blogue.

Armando Pinto

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domingo, 22 de maio de 2022

A minha avozinha Júlia de Jesus Pinto – Lembro como sempre… e a propósito relembro à chegada do dia de seu aniversário!

 

Tenho nas memórias mais antigas, das primeiras imagens da vida, a minha avozinha. A minha avó Júlia. Deitada na sua cama, onde estava há anos paralisada, mas sempre bem-disposta, com cara sorridente, dum modo santificadamente marcante. Ficara assim desde que sofreu algo que popularmente diziam ter sido um “ataque”, estando comigo ao colo, tinha eu coisa de quatro meses apenas. A partir dali fui crescendo a querer estar junto a ela e ela a gostar de me ter à sua beira. Ouvindo-a contar-me histórias de fazer sonhar. Lembrando-me bem de suas mãos branquinhas e enrugadas, de pele muito macia, de palavras ternas como réstia duma vida cheia de histórias. Quão me vem à memória que me embalava, com um cordel preso ao berço, conforme soube mais tarde como depois fazia ao meu irmão mais novo. E nós os dois, os rapa-caçoilas da família, ali andávamos junto à sua cama, a querer ouvi-la, entre umas vezes ou outras das vezes em que rezava ou ouvia o terço e as missas no rádio que o meu pai lhe colocara na mesinha de cabeceira. Sempre com muita calma a gerir dentro do possível as brincadeiras dos netos. Era como se no seu regaço eu descansasse desses tempos de infância, dum modo que pela vida adiante sei que me acompanha. Como naquela noite dum conto que conto no meu livro Sorrisos de Pensamento. E tenho bem presente como fazendo parte de minha alma, como sinto num fechar de olhos de pensamentos.

A minha avozinha, nascida em 1884, faleceu em 1969. Em cujos 85 anos seus eu ainda a pude ter comigo alguns anos da minha vida, que então ia em 14 primaveras. Embora na época de seu falecimento eu estivesse deveras longe, por via do percurso estudantil, episodicamente ausente em período formativo num estabelecimento interno nos arredores do Porto. Como também anotei na narrativa do conto daquele livro de descritivas histórias particulares. Lembrando coisas e loisas que me apeteceu contar. Embora pudesse ter contado mais, que não calhou. Como mais tarde calhou, mas aí de viva voz, na confirmação da casa onde nasceu o célebre mestre de música sacra Padre Luís Rodrigues, porque foi na mesma casa onde anos antes ela também nascera, como contava – na Casa da Fonte, do alto de Rande, onde sua mãe fora empregada nesses tempos que se perdem na penumbra das memórias. E está registado, conforme consta na narrativa oficial do seu registo de nascimento, do qual tenho prova na Certidão de Nascimento que guardo.

Assim, como no calor duma vela acesa da lembrança que me vem à ideia, lembro a minha avozinha, ao calhar da passagem do dia de seu nascimento, na passagem da data de seu aniversário natalício. Como que sentindo tê-la à minha beira, a proteger-me, na ternura da infância que quero fazer perdurar no colo de sua recordação.  

A minha avozinha - quando ainda andava a pé...

ARMANDO PINTO
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- Nota de curiosidade: Na fotografia antiga, com marca d' água sobreposta, vê-se por fundo visual a original fábrica MIT do Largo da Longra, estando à esquerda da imagem fotográfica o popular barracão onde funcionavam as oficinas da "fábrica velha" que deu origem à Mit/Metalúrgica da Longra. Cuja extremidade ia até à árvore grande que, após a construção da casa do sr. Verdial e fixação de seu negócio histórico, ficou conhecida por Carvalha da Padaria. (Foto que, de anteriores artigos publicados neste blogue, em 2014 e 2017, foi depois copiada para o livro "Felgueiras: 500 anos de Concelho", à página 150... mas sem a respetiva marca, por certo retirada em arranjo gráfico).

A. P. 

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Entre livros e revistas… de vez em quando: exemplares das antigas normas de instituições felgueirenses históricas

As raridades destes três exemplares falam por si, através das imagens que se partilham como exemplos. Tratando-se de publicações de Estatutos, Regulamentos e Relatórios de instituições, como os Estatutos e Regulamento dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras, as Disposições Regulamentares do Colégio de Rande / Longra-Felgueiras e o Relatório e Contas da Associação Pró-Longra.

Do primeiro caso junta-se a primeira comprovação física, em formato literário. Sendo que a Associação dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras, cuja fundação remonta a 1898, teve aprovação pelo Governo Civil do Porto a 24 de Novembro desse ano, como consta da publicação de seus Estatutos, impressos pela primeira vez em 1904 – a que se reporta imagem do exemplar original a atestar as primeiras normas desta Associação que existe e resiste em Felgueiras, ainda e sempre felizmente.

Depois recorda-se o antigo Colégio da Longra, como era mais conhecido e popularmente referido esse que oficialmente era chamado Colégio de Rande, existente desde proximidades de 1918 até finais da década dos anos 1930. Ficando-se com ideia de sua funcionalidade pelo livrinho de apresentação de suas Disposições Regulamentares.

E também, ainda, pelo anual Relatório e Contas da popular Associação Pró-Longra, relativo ao seu 1º Exercício, findo em novembro de 1932, dessa Associação criada em 1928 e antecedente da Casa do Povo da Longra, para a qual contribuiu com cedência do edifício-sede e organização aquando da criação da Casa do Povo, em Despacho Ministerial de 1939, por disposição do Governo da Nação no tempo do chamado Estado Novo.

Destas três realidades, quer a ainda existente Corporação dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras, como do desaparecido Colégio da Longra e, por fim, a outra ainda existente na sucessora Casa do Povo da Longra, fazem testemunho visível e legível os documentos impressos em formato de pequenas revistas, constantes da biblioteca particular e pessoal do autor destas lembranças.

Instituições estas e essas das quais constam referências memorandas no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997.

Armando Pinto

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quarta-feira, 18 de maio de 2022

Entre livros... de vez em quando: Brochura de Homenagem ao fundador da MIT / Metalúrgica da Longra - no LXV Aniversário de Américo Teixeira Martins em 1958

Este livrinho já por algumas vezes foi relembrado nalguns artigos deste blogue, a propósito de diversos temas relacionados com a fábrica grande da Longra, com o seu pessoal ou com o fundador. Bem como está lembrado no livro "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras", publicado em 1997. Desta vez, porém, vem à lembrança mais diante da sua existência, por via da publicação respetiva com que em 1958 foi registada a realização da homenagem prestada ao grande industrial. Através dessa edição tendente a demonstrar o apreço de quantos trabalhavam na MIT e com a mesma empresa, diante da figura de Américo Teixeira Martins.

É esse o tema da recordação desta feita em equação, relembrando tal brochura, em jeito de livrinho, que faz parte das raridades da bibliografia local de temática Felgueirense e Longrina. Um exemplar histórico e memorando que integra a biblioteca pessoal aqui do autor destas lembranças. De cujo conteúdo se ilustra a narrativa com imagens de algumas páginas, apenas como demonstração, por meio de captações fotográficas alusivas.

Armando Pinto

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sexta-feira, 13 de maio de 2022

Mais fotos históricas do FC Felgueiras

Na sequência e pelas mesmas razões apontadas em anteriores apontamentos, aqui, regista-se algo mais de fotografias históricas do histórico Futebol Clube de Felgueiras, na continuidade de memórias partilhadas aos cibos da recordação.

= Equipa de juniores do FC Felgueiras da Época 1968/1969.

Em cima, a partir da esquerda - Rogério Veloso (Dirigente/delegado), José Carlos (treinador), Guerra, Rocha, “Venâncio” (Carlos Faria), Freitas, Faria, Carlos Lusquiños, Ribeiro, José Luís e Manuel Cunha (Dirigentes); em baixo, pela mesma ordem – Carvalho Guerra (massagista) Jorge, Ribeiro, Toninho, Jorge Lemos, Manuel e Casimiro (conforme legenda manuscrita no verso da foto original). Não estando identificado o rapaz (criança).


= Imagem de calendário de bolso do ano de 1986, com indicação promocional (no verso) da firma patrocinadora da equipa principal do FC Felgueiras (Séniores).

Armando Pinto

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quarta-feira, 11 de maio de 2022

Efeméride da "Subida" do FC Felgueiras à Divisão de Honra, em 1992

A época futebolística de 1991/92 ficou nos anais felgueirenses entre os momentos grandiosos do histórico Futebol Clube de Felgueiras. Tendo o FCF assegurado a subida de Divisão ainda em maio, a várias jornadas do fim do Campeonato (que terminava em junho).

Passando agora a efeméride dessa ocorrência, regista-se e relembra-se o caso. Tanto que perfaz 30 anos que o FC Felgueiras então ascendeu à antiga Divisão de Honra, no culminar dessa temporada.

De tal feito recorda-se o mesmo por imagens, da equipa dessa época e da 1ª página do suplemento do jornal O Jogo, comemorativo dessa subida de Divisão, da II Divisão B- Zona Norte à Divisão de Honra, então existente a nível nacional.

Armando Pinto

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