Espaço de atividade literária pública e memória cronista

terça-feira, 5 de março de 2019

Corso do Carnaval da Longra – Felgueiras / 2019


Mais uma vez saiu à rua o já tradicional Corso Longrino, o cortejo que há bons anos já tem desfilado pela antiga povoação e na atual vila da Longra.

Após o almoço, comido o tradicionalmente farto cozido à portuguesa e saboreado o serrabulho doce também usual da ocasião, mais outras iguarias porventura, como de costume convergiram as atenções populares ao Cortejo do Entrudo da Longra. Com o tempo meteorológico a não ajudar muito, pela chuva que de vez em quando fez aparições e levou os assistentes a terem de se abrigar nos seus guarda-chuvas ou então refugiarem-se nas barracas de doçaria típica nas bermas das estradas, assim como nos cafés abertos, além das varandas das casas rentes à estrada albergarem mais gente.

Contrariando o tempo e teimando perante as situações atuais, não faltou animação nem imaginação.


Efetivamente, apesar das condicionantes, o cortejo evoluiu estrada adiante e rua acima, desfilando assim o Corso do Carnaval da Longra sob a apreciação condizente da população.

Como testemunho do bom sucesso do mesmo falam as imagens captadas pelo autor para este blogue pessoal, que aqui se partilham à posteridade, como tal.

Armando Pinto
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segunda-feira, 4 de março de 2019

Buracos…!


Há pouco tempo ainda foi aqui feita menção do caso da danificação existente na bifurcação da Rua Verdial Horácio de Moura com a Rua Conselheiro Dr. António Mendonça, na Longra. Ou seja na subida de quem vem do lado do rio e chega à via principal, à Estrada 207 de ligação Felgueiras-Lousada. Com o incompreensível desleixo decorrente.

Ora, nesta segunda-feira antecedente ao Carnaval veio uma equipa da Câmara Municipal de Felgueiras reparar algo disso, sendo “tapados os buracos”, mas sem que tenha sido levado o lixo derivado, das pedras saídas com a passagem de veículos sobre o piso danificado, mas também com as pedras soltas, tipo gravilha, do que foi agora retirado aquando do enchimento dos buracos com alcatrão.


Na ocasião estava outro carro de lixo a proceder a outros trabalhos que nada têm a ver com o caso, que apenas se refere para não haver confusão, visto ter sido captado na ocasião. Simplesmente dando para ver como enquanto o carro do lixo levava um contentor a despejar e o pousava de novo, foi feito o trabalho de tapar os buracos. Apenas que enquanto o outro carro levou o lixo que tinha de levar, já no caso da caminheta dos trabalhos da estrada não só ficou o que já estava depositado como ainda foi amontoado mais…


Pois então, como no artigo anterior deste blogue foi aflorado o tema do carnaval, até parece que vem a propósito notar que há coisa que continuam a não ser levadas a sério.


Na oportunidade há pois duas vertentes a considerar: Primeiro, é de louvar que tenha sido consertado o estado da referida via municipal, de ligação da Longra até ao Nicho de Rande, desde a carvalha da Padaria, na Longra, até à estrada para o cruzeiro de Rande e continuação para Barrosas-Idães; assim como foi feito em menos de um minuto o que levou meses a merecer atenção de quem de direito. Por outro lado, em segundo lugar, lamenta-se que não tenha sido feito trabalho completo, ficando por limpar o que estava amontoado e passou a ficar ainda mais atulhado na berma.

Acreditando-se que nos serviços competentes da Câmara Municipal haja pá e vassoura para o efeito, fica o reparo antes que esse montão de lixo vá entupir mais as entradas das águas pluviais próximas.


Também na pertinência do Carnaval e do "boneco de cartaz" que está no Largo da Longra, deverá também alongar-se mais abaixo a vista, estando o altaneiro Entrudo a chamar a atenção para tudo o mais em volta.  

Armando Pinto
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sexta-feira, 1 de março de 2019

Carnaval da Longra, na linha tradicional do Entrudo Longrino



Está já aí o Carnaval, à chegada dos dias mais carnavalescos do ano, passe a redundância de expressividade. Aproximando-se então o domingo gordo e seguinte terça-feira de Entrudo, em dia que por estes lados se saboreia em família o bom cozido à portuguesa, com sobremesa tradicional do serrabulho doce da região.

É pois ocasião de, mais uma vez, se realizar também o muito tradicional Carnaval da Longra, através do habitual Corso Longrino, que desde 1997 tem feito encher tudo quanto é sítio da antiga povoação e atual vila da Longra. Dando seguimento a antigas andanças de muitos “caretas” andarem a correr o carnaval de forma espontânea, de cujas réstias ainda aparecem muitos figurantes a acompanhar o cortejo que se tem vindo a realizar.


Ora este Corso da Longra de forma organizada surgiu a partir da altura em que deixou de ser organizado o antigo Desfile de Carnaval da cidade de Felgueiras. Acontecimento esse, nas sede do concelho, que durante alguns anos substituiu e alterou o antigo costume de andarem pelas freguesias os ancestrais caretas espontâneos. Pois com a centralização das atenções na cidade cabeça do concelho o povo passou a acorrer aí, deixando de haver o anterior movimento de magotes dos mascarados ocasionais pelas restantes localidades concelhias, por assim dizer, na generalidade. Contudo, assim como surgiu, também desapareceu passados poucos anos o Corso de Felgueiras, deixando de se realizar esse cortejo pelas artérias da cidade de Felgueiras desde meados dos anos noventas, do século XX. Tal como este ano volta a reaparecer, indo de novo acontecer Carnaval festivo na cidade de Felgueiras. Esperando-se que não seja apenas episódico, como na outra série, e umas coisas não acabem com outras, para depois morrer tudo.

Assim sendo, o Carnaval da Longra, e também o de Jugueiros, os dois Corsos que se têm realizado nas últimas décadas em terras de Felgueiras, vão ter este ano a companhia da organização citadina. Estando para suceder, segundo parece, que alguns dos carros alegóricos do Corso da Longra, pelo menos, depois de desfilarem pela vila ainda seguirão depois para cima até à cidade, de modo a contribuírem para o Corso de Felgueiras, que como tal começará mais tarde.


O Corso da Longra está para sair para a estrada pelas 14, 30 horas. Iniciando-se então desde a zona industrial da antiga Metalúrgica da Longra pelas “duas e meia da tarde”.

Como de costume, já está colocado no centro do histórico Largo da Longra o tradicional boneco figurativo do Entrudo. Como chamariz anunciador, entretanto, para depois, por fim, ser queimado após o enterro alusivo e respetiva leitura dos acórdãos do costumeiro testamento popular – à imagem dos velhos usos e costumes.


Na pertinência de como no Carnaval nada é levado a mal e a brincar se vão mostrando realidades, a propósito, o “macaco” do Entrudo dá azo a reparar-se nalgumas circunstâncias ali decorrentes, desde os fios aéreos que em pleno século XXI ainda atravessam a estrada para ligar o candeeiro central… O que faz com que nos últimos anos esteja quase sempre desligado (tal como está presentemente), algo que não está bem; assim como há muito estão tortas e continuam enviesadas as placas de sinalização de código rodoviário e da sinalética informativa – como, além de ser já cenário sempre visto por quem passa e olha, se pode notar também pelas imagens captadas na atualidade, com o altaneiro Entrudo a chamar a atenção para isso e tudo o mais em volta.  


Armando Pinto
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sábado, 23 de fevereiro de 2019

Recordando através de Imagens com história: Antigo Rancho da Longra honrando momento histórico em Felgueiras


Estava-se em 1959, passado um ano da inauguração do edifício novo dos Paços do Concelho de Felgueiras. Então acontecia a visita do Presidente da República Almirante Américo Tomás a Felgueiras. Dia de festa na vila de Felgueiras, ao tempo, a que acorreu muito povo e foram requeridas presenças de agrupamentos tendentes a abrilhantar o ato. Na ocasião, havendo sido formado na então povoação da Longra um dos episódicos agrupamentos que anualmente iam ao cortejo das Flores da festa concelhia do S. Pedro e atuavam na festa do S. João da Longra, foi esse mesmo agrupamento representar o concelho na vertente tradicional. Assim, entre a guarda de honra destinada a fazer a receção ao alto dignatário da Nação lá estava esse grupo do antigo Rancho Folclórico da Longra e os Bombeiros Voluntários de Felgueiras. Como regista à posteridade a foto histórica, que se dá à estampa, captada ainda durante a espera à chegada do então representante oficial da Pátria, estando todos já em formatura em frente ao edifício da Câmara Municipal – em imagem panorâmica do ambiente que se vivia diante do edifício municipal e numa imagem recortada de maior pormenor, perante pessoal trajado e fardado… e outros com fatos domingueiros, mais individualidades a preceito, também.


Armando Pinto
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Mais um artigo sobre o património cultural felgueirense...


Na linha valorativa do apreço pela salvaguarda dos interesses felgueirenses e tendência de preservação pelo que identifica ser felgueirense, partilha-se aqui mais um artigo publicado no Semanário de Felgueiras reportando assuntos felgueirenses, também. De novo e na continuidade, em partilha do que bem discorre a apreciação descritiva do amigo Sr. Mário Pereira.

Assim, porque gosto mais de escrever sobre o que gostaria de ler se outros escrevessem para mim (como, por outras palavras mas querendo dizer o mesmo, referia em tempos Ian Fleming), lendo e apreciando tudo que é escrito no mesmo sentido, continua aqui a partilha relacionada com temática concelhia. Desta vez com o artigo publicado no jornal Semanário de Felgueiras desta sexta 22 de fevereiro, em crónica da lavra daquele conterrâneo felgueirense, sobre consequências urbanísticas da cultura patrimonial, ainda a propósito do Ano Europeu do Património Cultural. Algo a merecer reflexão, efetivamente.


A. P.   
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