Espaço de atividade literária pública e memória cronista
quarta-feira, 4 de outubro de 2023
Dia de lembrar S. Francisco de Assis
domingo, 1 de outubro de 2023
Mais um desportista na família Pinto: – Diogo nas Escolinhas do FC Felgueiras!
Começados os treinos das mais jovens equipas da formação do “Futebol
Clube Felgueiras 1932”, o Diogo Pinto entrou também para as Escolinhas de
Futebol do clube representativo de Felgueiras. Tendo tido a apresentação no
último sábado de setembro, dia 30, na Zona Desportiva de Felgueiras, ainda sem
equipamento igual aos que já ali andavam da época anterior. De cuja época
passada também já andava o seu primo Loureço Pinto, havendo os dois evoluído
então este sábado no campo sintético municipal, diante de pais, familiares,
amigos e público interessado, além naturalmente dos responsáveis do clube e desse
sector da coletividade.
Por ora será apenas uma fase de brincadeira e aprendizagem. Depois
se saberá o futuro, mais daqui a tempos. Sendo por enquanto o Diogo mais um
elemento da família Pinto a dar uns chutos na bola de futebol, a juntar ao primo
Gonçalo, mais longe, e bem junto ao Lourenço, colega da escola de ensino e da escolinha de futebol,
por sinal.
Dessa manhã de sábado ficam aqui, como registo, algumas imagens
captadas, pois por algum motivo esteve também presente de olhos e coração, mais todos
os sentidos, o avô paterno.
Armando Pinto
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sábado, 30 de setembro de 2023
Cardeal do Norte, D. Américo Aguiar – antigo Padre da Diocese do Porto que esteve ligado às obras da igreja paroquial de Rande em 2007 – recebeu o anel e barrete cardinalícios este sábado
O antigo Padre da Diocese do Porto, ligado à transformação
das instalações da igreja dos Clérigos, no Porto (e então quando ainda apenas Padre também esteve ligado às obras da igreja paroquial de Rande em 2007), depois Bispo-Auxiliar
de Lisboa e agora já nomeado Bispo de Setúbal, D. Américo Aguiar, tornou-se
este sábado Cardeal, sendo o 47.º cardeal português da História. Havendo sido,
na manhã deste sábado, 30 de setembro, investido cardeal pelo Papa Francisco,
no consistório, na Praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano.
Américo Aguiar, recebeu o anel e barrete cardinalícios,
assim como a bula de criação, tendo-lhe sido atribuído o título da Igreja de
Santo António de Pádua na Via Merulana, em Roma (pois a cada cardeal é também
atribuída a titularidade de uma igreja de Roma, como sinal de participação na
preocupação pastoral do Papa na cidade).
Foram titulares desta Igreja o antigo cardeal-patriarca de Lisboa D. António Ribeiro (1928-1998) e o cardeal brasileiro D. Claudio Hummes (1934-2022),
que inspirou o Papa a escolher o nome de Francisco, ao dizer-lhe "não te
esqueças dos pobres".
A nível da área felgueirense (de Felgueiras como concelho do
Distrito do Porto e Vigararia da Diocese Portucalense), no caso particular da Paróquia
de S. Tiago de Rande, ele ficou ligado às obras de transfiguração da igreja paroquial
de Rande, enquanto ainda sacerdote. Américo Aguiar esteve no local,
em 2007, quando foram retiradas as escadas do púlpito, transformado em simples
mísula de pedra e fechada a porta lateral do
Obras essas permanecidas na memória coletiva, como antes ficou nos anos setentas o desaparecimento do gradeamento da comunhão, à entrada do altar-mor, e a destruição do altar de Nª Sª de Fátima, que havia sido edificado com uma campanha de angariação popular através de vendas de ovos e venda de artigos de ex-votos. Tal como mais recentemente, já em 2012, o desaparecimento da tela elevatória com pintura da Eucaristia, que protegia o trono do altar-mor.
Armando Pinto
quinta-feira, 21 de setembro de 2023
Uma foto com história: um número do Festival de inauguração do campo do Pró-Longra FC – em 1932
Foto de concurso popular, género gincana, no antigo campo de futebol da Longra, do Pró-Longra FC. Num número do Festival da inauguração do campo de jogos da Longra, em dezembro de 1932. Vendo-se a sua original vedação em "tapamento" de tábuas de madeira. Em dia festivo, com este número do programa a anteceder o prato forte de cartaz, que meteu jogo de futebol entre o Pró-Longra F C e o F C de Felgueiras. Imagem constante do livro "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras".
Armando Pinto
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sexta-feira, 15 de setembro de 2023
Um artigo curioso no jornal "Mensageiro de Bragança" relacionado com pessoas historicamente populares de Rande/Felgueiras («Um inédito de A. Feijó dirigido à Guilhermina de João Sarmento Pimentel»)
(Respigo do "Mensageiro de Bragança")
OPINIÃO
A opinião de ...
Ernesto Rodrigues
(Artigo sobre um poema inédito de António Feijó)
« Um inédito de A. Feijó dirigido à Guilhermina de João
Sarmento Pimentel
A principal correspondência de António Feijó (Ponte de Lima,
1859), nosso embaixador em Estocolmo, onde morre (1917), em posse do escritor
montalegrense José Dias Baptista é dirigida ao conselheiro dr. António de
Barbosa Mendonça, Casa de Rande, Longra, Felgueiras. O nome próprio é mais
extenso (dedicatário em versos de Feijó, inscreve segunda preposição: António
de Barbosa de Mendonça), e assim a sua intervenção cívica, sobrevindo (1938) ao
amigo e à filha Maria Guilhermina de Barbosa Mendonça (1889-1912), a qual tem
devoção popular nas redondezas.
Um dos autógrafos é “Sobre o rio Tchou – / – Do poeta chinez
Thou-Fou –”, no Cancioneiro Chinês (1890, 1903), e, nas Poesias Completas (1939,
1940?, 2004), reduzido ao título “Sobre o rio Thchú”. Datado de «Coimbra,
10-4-83», comporta variantes assinaláveis.
A razão desta prosa, contudo, é uma Carte postale /
Postkarte enviada a Maria Guilhermina, a passar férias na Filial do hotel
Luso-Brazileiro, Póvoa de Varzim. Se o carimbo sobre o selo é ilegível, a data
sob duas quadras e assinatura é de 8/9/910, seguindo-se terceira quadra,
ausentes de Poesias Dispersas e Inéditas (2005), como 2004 curadas por J.
Cândido Martins para as Edições Caixotim. Transcrevem-se as duas primeiras:
«Ao despontar d’aurora, a luz do dia / Envolve a terra n’um
casto e doce enleio, / Brotando encantadora do seu seio / A vida n’um sorriso
de alegria. // Mas quando dos seus raios a emergencia / Faz sorrir jovial a
natureza / A mim faz-me chorar. É a tristeza / Que só me póde dar a tua
ausencia…»
A terceira quadra, menos entrelinhada e de redacção
microscópica, reza:
«Desculpae, senhora, o atrevimento / De vos mandar esses
versos, que escrevi / Levado por um tão nobre sentimento, / Como nunca em meu
peito outro senti.»
Feijó estava casado, desde 1900, com uma sueca (1878-1915) –
e de D. Mercedes possui José Dias Baptista cartas escritas em francês –, pelo
que, e também dada a relação com o pai de Guilhermina, não devemos interpretar
aqueles versos como uma qualquer inclinação amorosa. Tanto mais que (e posta de
lado a estranheza da declaração na terceira quadra) Guilhermina queria unir o
seu destino a João Sarmento Pimentel (1888-1987)…
Com efeito, em Memórias do Capitão (1962, 1974), há um longo capítulo dedicado a “Guilhermina” (1974: 107-140), fundamental para acompanhar o jovem cadete na Revolução do 5 de Outubro, na Rotunda. Sem A. Feijó e a importância do conselheiro, a jovem passava-nos despercebida: era «uma amizade que vinha desde meninos» (p. 113), até ao «namoro com um republicanão» (p. 110) detestado pela mãe da futura noiva. A tísica, porém, estraga os planos do nascido em Mirandela, cuja evocação comovida de um amor, intervalada por ausências em Coimbra e em Lisboa, prova bem que laços fortíssimos os uniam.»
(Edição 3806)
Aqui partilhado por Armando Pinto
segunda-feira, 11 de setembro de 2023
Necrologia e Nota de pesar
Alberto da Silva Martins (1946-2023)
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Memórias físicas da antiga Liga Eucarística dos Homens de Rande
Na sequência de anterior artigo de lembrança sobre os acampamentos anuais da popularmente conhecida Liga de Rande, em bons momentos de convívio da rapaziada desse tempo no alto de Santana, pelos idos da década dos anos 60, e porque essa crónica foi das que mais leituras obteve, com praticamente todos os membros dos diversos grupos ativos a deitarem olhos ao tema, ficando subjacente ser essa uma das que mais curiosidade tiveram, alarga-se essa recordação numa junção de imagens, qual conjunto de memórias físicas.
Com efeito, como de vez em quando lembra, em memorações instantâneas, que há sempre mais qualquer coisa para acrescentar, desta feita vem à ideia recordar mais sobre uma das organizações religiosas que existiram em Rande, entre estruturas paroquiais que deixaram marca na vida comunitária noutras eras. Calhando de evocar agora através de mais imagens a Liga Eucarística dos Homens de Rande. Grupo paroquial, do tempo do Padre João, que, além de ter tido papel importante na vida religiosa e nas celebrações, se fazia também representar nas procissões da paróquia, quer na procissão solene da festa paroquial, como na Peregrinação do Concelho ao monte de Santa Quitéria. Em cujos trajetos se faziam ouvir as vozes do Grupo Coral da Liga, também, mais desfilava altaneira a sua atraente bandeira que era uma honra ser empunhada à vez pelos seus elementos.






















