Espaço de atividade literária pública e memória cronista

segunda-feira, 3 de abril de 2023

“Semana Santa"

Entrando-se nesta que é a “Semana Maior” do Cristianismo, a chamada “Semana Santa”, vem a propósito algo relacionado entre “Santinhos” alusivos, quanto a pagelas recebidas e guardadas pessoalmente. Remetendo essas recordações pessoais a ilustrações relativas aos acontecimentos da semana antecedente da Páscoa dos relatos do Evangelho, agora que por estes dias se celebra a memória da instituição da Eucaristia, na ceia de Jesus com os Apóstolos, e depois a Paixão. Entre cujas Estações e depois do martírio de Cristo flagelado, Ele carregou a cruz ao calvário, tendo ocorrido o episódio de Verónica ter limpo o rosto de Jesus com um lenço, de pano de véu, no qual ficaram impregnadas marcas de Seu Rosto. Assim como depois de morto e retirado da cruz, o lençol que envolveu Seu Corpo, conhecido por santo Sudário, ficou com sinais do mesmo. Como é da tradição e crença da fé cristã. Enquanto no caso Sudário contendo mesmo vestígios de sangue e imagem em formato de rx, conforme provas científicas entretanto verificadas com essa relíquia sagrada, o Lençol de Turim, assim referenciado pelo local onde se encontra. Pois desses motivos, quanto à alusão à Eucaristia e ao véu de santa Verónica, há dois “santinhos” antigos guardados aqui pelo autor destas linhas, recebidos há muitos anos, um de minha avó paterna e o outro de minha Mãe, que os tinham já há muito também. Assim como do Sudário também há um outro, esse mais recente. “Santinhos estes que têm sua história, nas diversas dimensões relativas, fazendo parte de ternas lembranças pessoais.

Armando Pinto

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quarta-feira, 29 de março de 2023

Vislumbres da Páscoa em Rande ao longo dos tempos – em fotos e páginas do livro historiador da região

Embora diferindo do sortilégio natalício, também a Páscoa é uma época que diz muito à sensibilidade popular, puxando memórias que fazem parte do álbum memorial das famílias tradicionais. Em cujas casas há reunião familiar e é recebido o Compasso Pascal no dia de Aleluia.

Ora, à chegada da temporada pascal, na aproximação do Domingo de Ramos, mais semana maior da Paixão e por fim o dia alegre da Páscoa, todo esse enquadramento lembra o que se aloja ainda e sempre no cantinho cerebral das boas memórias, sobre todo esse afeto pelo encanto de tal época florida no encanto comunitário. Sendo assim oportunidade de ir ao baú tirar e repor algo que faz parte do imaginário abrangente. Através de fotos do arquivo pessoal, como amostras, numa extensão parcelar por duas páginas do livro historiador “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, onde estão registadas diversas alusões correspondentes à mesma quadra.

Armando Pinto

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terça-feira, 28 de março de 2023

Lembrando… De vez em quando: Panorâmica felgueirense – numa visão do concelho de Felgueiras ao tempo das eleições autárquicas de 1982

 

Como simples curiosidade, mas também como análise comparativa, repare-se como estava o concelho de Felgueiras em 1982, segundo as obras municipais efetuadas de modo a terem sido apresentadas na campanha eleitoral realizada em dezembro desse ano. Conforme foi então publicado na revista de promoção e manifesto eleitoral da lista da gerência que estava no poder e (tendo vencido as eleições, depois) continuou, através dos que estavam nos primeiros lugares da mesma lista 

Presta assim essa publicação da época como visão de atenção a esses tempos idos, em jeito de rememorando de obras decorridas em Felgueiras durante o mandato municipal de 1980 a 1982, quando cada período de gerência era ainda de 3 anos. Podendo então ver-se, com distância de tempo entretanto passado, do que estava feito, quanto e onde, entre diversas apreciações possíveis. Bem como a mesma publicação permite relembrar sobre a composição do elenco camarário, desse tempo, sabendo-se de quem formou depois a presidência e extensiva vereação municipal. Entre curiosidades memorandas.

Armando Pinto

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sexta-feira, 24 de março de 2023

Artigo no S F sobre o Café Jardim de Felgueiras pelas suas Bodas de Diamante

Em mais uma crónica dedicada a temas concelhios de interesse felgueirense, é sobre a atualidade da passagem de 75 anos de abertura do Café Jardim o artigo pessoal publicado no jornal Semanário de Felgueiras, em sua edição de sexta-feira dia 24 de março corrente. Como se pode ler na edição de papel do jornal.

Em homenagem à representatividade desse histórico Café do meio felgueirense, foi assim lavrado a escrito o correspondente apreço do autor deste blogue. Cujo artigo se transpõe para aqui em imagem digitalizada da respetiva página do jornal, também. Embora sendo mais legível, naturalmente, através do original impresso no jornal, aqui se coloca como registo de atividade condizente a este espaço de memorização.

Armando Pinto

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quinta-feira, 23 de março de 2023

Primavera a “rebentar” no ambiente natural !

Entrada a época da Primavera, aí está a natureza em força a desabrochar, com o tempo menos frio a fazer rebentar plantas e o ânimo ambiental. Como também por cá, entre nós. Naturalmente com tratamento, a que não falta água de regadio caseiro, para poupar da água paga, sendo como se sabe que «o Norte é a região do país que mais paga pela água e onde os aumentos do preço são cada vez maiores» e entre terras nortenhas se pague mais numas que noutras.

Ora, apesar da Primavera por estes dias começar também com tempo incerto, na sensação meteorológica, é este um período natural de melhor semblante, e a melhorar ainda mais animicamente com o próximo ajuste horário, tornando o tempo nobre de luz diária maior. Pois a partir do próximo Domingo começa a hora de verão (como aliás devia ser sempre, assim). De modo esperançoso que quando os relógios adiantarem uma hora os céus estarão limpos num cenário desejoso de prolongar-se até à Páscoa.

Armando Pinto

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quarta-feira, 22 de março de 2023

Falecimento do Padre Frei João Baptista, da Ordem dos Carmelitas Calçados, da Comunidade Carmelita da Mata-Lordelo e antigo Pároco de Lordelo e Unhão, em Felgueiras

Faleceu o Frei João Baptista, Padre da Ordem dos Carmelitas Calçados, em cuja Comunidade da casa da Mata, em Lordelo, viveu alguns anos no concelho de Felgueiras, também, tendo acumulado durante esses anos a missão de Pároco de Unhão e Lordelo, na Vigararia de Felgueiras.

Falecido ao final do dia 20 deste mês de março, em Beja, onde residia no Lar do Salvador, Polo II, o Frei João do Nascimento Baptista partiu assim deste mundo com 62 anos de idade.

Entretanto esteve o seu corpo em câmara ardente na Igreja de Nossa Senhora do Monte Carmelo, Centro Paroquial e Social do Salvador, de Beja, desde o final da manhã de terça-feira; havendo ao final do mesmo dia sido celebrada Missa de Corpo presente. Tendo ficado por fim sepultado no Cemitério de Beja, após a realização das exéquias, com celebração da Eucaristia e seguinte cortejo fúnebre, já na quarta-feira, dia 22. Descansando no campo santo daquela cidade alentejana em que exerceu seu final de vida sacerdotal, em serviço comunitário de missão evangelizadora.

O Frei João era pessoa muito querida na região sul felgueirense, onde, apesar de já não viver há alguns anos perto, como quando estava na Mata, no respetivo convento de sua Ordem do Carmo, continuava a merecer grande admiração e a ter muitos amigos na área da Longra e arredores. De tal modo que nas suas antigas paróquias de Unhão e S. Cristóvão de Lordelo foi tocado o sino paroquial, no costumado toque de sino a defuntos, a dar pública notícia de sua morte, em jeito de homenagem. 

Armando Pinto

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domingo, 19 de março de 2023

Dia do Pai - meu também, em ambos os sentidos naturais, de filho e pai!

Mais um Dia do Pai chega agora. Fazendo voar, com a chegada das andorinhas pela Primavera, um aconchego ao ninho familiar, esvoaçando nas memórias o sentimento da vida em família. Uma vida de sorriso radiante como sorri a lembrança dos olhinhos dos filhos, outrora, que perduram na retina da memória. 

Entre as diversas prendas do Dia do pai, que recebi de meus filhos ao longo dos tempos, há um cartão recebido ainda na infância do meu casal, há muitos e bons anos, com uma frase interessante a dizer que tudo começou no pai. No sentido, em nosso caso, na vida da nossa família, também. Sendo o meu pai o meu herói e eu gostando muito que meus filhos sintam por mim o que sentem, naturalmente. Porque a vida é assim, ao menos, vivida pela sensação de valer a pena viver, havendo alma e história comum na vida que brotou e tem sucessão, abraçando-nos assim à nossa vida como ao que mais queremos. 

Com efeito, desde que meus filhos começaram a saber esboçar letras, foram desenhando sua afeição em provas de amor filial. Como foi acontecendo enquanto crianças de infantário, escola e depois pela vida adiante. Com coisas, de diversas feições, que gostei de receber, naturalmente, e guardei. Como tenho ainda. Quão, neste tempo de renovação da natureza, brota das lembranças como flores e frutos de nossas vidas.  

Assim tal qual, olhando mais atrás, relembro tempos desde que andava pela mão de meu pai e gostava de o admirar e sentir como meu pai.

 Assim sendo...

 19 de março, anualmente dia dedicado aos pais, é Dia do Pai. Sendo mais um dia para recordar também o meu pai. Pois, como meu eterno herói,... não há pai como o meu pai, para mim !

  

Ora hoje é Dia do Pai. Tradicionalmente evento comemorado no dia 19 de Março entre nós, em Portugal. Celebrando-se no dia de São José, santo popular da Igreja católica e pai de Jesus na terra, como esposo de Maria, mãe de Jesus Cristo. Cuja celebração nesta data é comum a diversos países, variando contudo de uns para outros. 

Sendo o autor destas linhas também já pai e avô… não esqueço meu pai. Recordando, a propósito, aqui e agora, sua fisionomia em diversas fases da vida, desde jovem até uma época em que nossa vida não chegara ainda ao tempo dos pensamentos profundos e tudo parecia ir durar sempre. Tal a ideia das ilustrações expostas, em cuja rememoração subjacente dedicamos agora as faces dum género de cartão alusivo, com que ilustramos esta especial missiva.

  

Importa então, para o caso, em dia de S. José e do Pai, que esta data é dedicada a homenagear os pais, pois, como diz o povo, falando em nome de todos e de cada um: não há pai pró meu pai…! Pai só há um. E o meu, desaparecido fisicamente desde 2006, continua sempre presente. Como quando viveu, nos seus quase noventa anos de vida, é sempre o meu herói. 

   
Numa singela mas sentida homenagem a meu pai, lembrando como ele gostava de ver as fotografias antigas e documentos que eu conseguia descobrir e divisar, aqui arranjo maneira de mais uma vez mostrar uma - acima - como recordação. Esta do local da “fábrica nova”, a Metalúrgica, na Arrancada da Longra (sabendo-se que a "velha" era a inicial, respetiva, do largo da Longra), onde ele inventou e construiu a sirene que era ouvida a grandes distâncias; e, sendo coisa rara à época e mais com aquela potência, sempre foi tida como referência da Metalúrgica da Longra… numa das suas facetas que lhe valeram, a Joaquim Pinto, meu pai, o Prémio da Associação Industrial Portuense, de 1959 (e que recebeu depois no Porto em 1960). 


Enquanto isto ainda permanece na retina, por fim, votamos ao além uma deposição dum texto, qual ramo florido lançado aos ares da saudade, através do qual relembramos algo que em nossa meninice nos sensibilizou na leitura do livro de ensino primário. Sempre com nosso pai no sentido… Como ele sabia e continuará a saber, nos insondáveis mistérios da eternidade!

  
  

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Na viagem da vida, chegados a lugares e horas comuns de convivências posteriores, ou mais recentes à vista da retina da recordação, trocando palavras pelo silêncio da memória, alimenta-se o afeto com imagens de uma das vezes em que demos largas a temas de nosso comum interesse, do que também nos dizia a vida.


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Pai, figura paternal, ente querido grande, porto seguro como casa paterna onde queremos estar. Num eterno regresso de saudade, onde sempre regressamos em pensamento, como que desejando que o tempo não passe, voltando a tempos de sonhos de crianças. Agora em nosso mundo adulto, cheio de histórias, aquecendo-nos à lareira dos serões de família, no lar que sempre é da nossa história.  

Armando Pinto 

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