Espaço de atividade literária pública e memória cronista

sábado, 11 de julho de 2020

(Mais) Algumas recordações da ocasião de oficialização da Vila da Longra


Estando-se ainda no período comemorativo de mais um aniversário da vila da Longra, na passagem do 17º aniversário da respetiva aprovação nacional, apesar de localmente e entre iniciativas municipais não ter havido quaisquer ações comemorativas por quem de direito oficial, continua-se aqui a não deixar passar despercebido o contexto.

Assim sendo, além do que se escreveu no mais recente artigo publicado no jornal Semanário de Felgueiras, na pertinência da ocasião avivam-se memórias por meio de algumas das diversas recordações da passagem da Longra a vila.


As imagens dispensam comentários escritos, bastando o que transportam na essência de sua significância.

= Panorâmica da vila da Longra no tempo da sua elevação... (embora em imagem datada de 2005, mas captada m 2003, ainda sem o Edifício Vila da Longra, por exemplo.) 







Armando Pinto
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sexta-feira, 10 de julho de 2020

Artigo de opinião cultural no Semanário de Felgueiras – a propósito do recente 17º aniversário da Vila da Longra


No quadrante da passagem do 17º aniversário da elevação da Longra a vila, à passagem de mais um ano desde a aprovação oficial na Assembleia da República Portuguesa da categoria da Longra como vila, após anteriores aprovações nas assembleias de freguesias da área, mais da Assembleia Municipal e executivo da Câmara Municipal de Felgueiras, em 2003, está ainda na memória coletiva tudo quanto isso representou e envolve. Vindo mais à lembrança agora que passou mais um aniversário, apesar de não ter havido comemoração oficial. 

Nesse âmbito, versa sobre o tema o artigo do autor na habitual crónica com espaço no jornal Semanário de Felgueiras. Que para aqui se transpõe, para efeitos de registo.


A propósito...

= Imagem com 17 anos também: Elevação da Vila da Longra na 1ª página do Semanário de Felgueiras, edição de 4 de julho de 2003 =

Armando Pinto
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terça-feira, 7 de julho de 2020

Meu aniversário (de 2020)


Mais um belo dia de anos junto à minha conta, com o aniversário festejado agora, no dia de meu mês, em 2020. Assim passei feliz e contente mais um dia de festejo aniversariante, junto à minha família, com minha esposa, filhos, genro e netos, ao meu gosto.

Logo pela manhã recebi dois desenhos que me enterneceram, feitos pelos meus netos mais velhos, um que já anda na escola e outro que ainda vai entrar no ensino primário, mas com identificação simbólica de mais outro que ainda nem saiu de casa dos pais e avós. Havendo ainda lembrança de mais alguém que virá, na mesma linha hereditária. Guardando então nessa oferta enternecedora mais o que os desenhos refletem.


Entretanto fui tomando conhecimento das mensagens recebidas de amigos, conhecidos e seguidores, a quem agradeço sensibilizado tais comunicações de provas de apreço enviadas. Incluindo até pela tarde a visita de meu amigo sr. Gabriel Azevedo, antigo ciclista do FC Porto e um dos meus ídolos de juventude no acompanhamento ao mundo desportivo alvi-anil, em surpresa muito agradável.

Depois foi o culminar de mais um ano bem passado e a pedir meças ao futuro, com simbologia patente. De cujo festejo não junto imagens visuais, por motivos óbvios de privacidade e proteção de menores, mas apenas uma amostra simbolicamente pessoal. (Acrescendo que o par infantil da moldura familiar respeita aos filhos, hoje já pais de família também.)


Passou assim mais um dia de aniversário. Algo que sempre gostei de festejar, desde pequeno. Agora mais porque cada ano que passa é mais uma temporada vivida entre quem gosto e a par do que gosto, bem como por continuar a poder estar com os que me amam e em sintonia com quem gosta de mim, além de poder acompanhar ainda tudo o que me atrai. Coisa genérica que há muito aprecio, lembrando-me de festejos pelo menos desde meus seis anos, quando foram colocadas seis velas, que eu disse que queria azuis, sobre o bolo que minha mãe com grande enlevo mandou fazer… Até que agora esse número passou a 66…!

Agradecendo a toda a gente que me proporcionou um dia assim especial, agradeço sinceramente. E guardarei no meu álbum afetivo tudo o resto. A vida é mesmo assim, para ser vivida a nosso gosto e envolvida com o que nos liga à vida.

Armando Pinto

quarta-feira, 1 de julho de 2020

17º Aniversário da Vila da Longra


1 de Julho foi o dia em que em 2003 foi oficialmente elevada a antiga povoação da Longra à categoria de vila. Passam agora em 2020 já 17 anos desde essa data histórica.

Lembrando o dia, para que ao menos não passe despercebida a efeméride, evoca-se este aniversário mais uma vez, pois aqui jamais será deixado esquecer.


Olhando com olhos da recordação, evoca-se assim o facto, através de imagem do respetivo diploma oficial, que está guardado na Câmara Municipal de Felgueiras e do qual consta cópia na Junta de freguesia correspondente à atual união de freguesias da área. Complementando essa imagem com algumas fotos de tempos de outrora e outras da época da criação da vila; mais umas quantas ainda da centenária chegada e passagem do comboio do Vale do Sousa na Longra, no trajeto histórico que em 1914 ligou Penafiel à Longra e depois da Longra a Felgueiras, seguindo viagem…




Intercalando com essas memórias visuais de antanho, juntam-se relatos diversos de cunho pessoal sobre o aniversário da Vila da Longra.

***** 

Na passagem de 17 anos sobre o acontecimento histórico da aprovação nacional da elevação da Longra a vila, recordamos o livro que na ocasião foi escrito e publicado pelo autor deste blogue, sob título “Elevação da Longra a Vila”. 

Facto inesquecível. Cuja ocorrência ficou então em livro, logo apresentado publicamente no imediato dia 4, em festa comemorativa…


Faz então agora, hoje, 17 anos que a Longra passou a vila.


Passavam poucos minutos das 18 horas da terça-feira 1 de Julho de 2003, cerca das 18,13 quando o presidente da Assembleia da República começou a ler a parte que interessava à Longra, da lei respetiva, até que por volta das 18 Horas e 18 minutos referiu que ia ser votada e de seguida proclamou: A povoação da Longra, do distrito do Porto, é elevada a vila!... 

Estávamos lá nós, também, nessa célebre ocasião. Fomos então de imediato entrevistados pelo amigo Pedro Alves, que fazia a reportagem em direto para a Rádio Felgueiras…

Do dia, entre tantas e tantas recordações, ficou-nos ainda o original da letra duma das cantigas entoadas durante o percurso, e que acabou em nossas mãos através de oferta derivada à celebração que projetamos para o inicio do fim de semana imediato, com a realização duma festa celebrativa na Casa do Povo.


Nesse dia, durante as horas antecedentes, no decurso da viagem sobretudo, começou a germinar cá dentro a ideia de fazer um livro a registar tão importante ocasião. E dias depois, na sessão solene realizada na noite de sexta-feira seguinte, foi apresentado ao público esse referido pequeno livro a historiar tal obtenção... Em cujas páginas está tudo descrito, narrando tantas vivências proporcionadas. 


Neste tempo de crise social e de valores, sente-se o ambiente algo acabrunhado, perante antigas aspirações e perspetivas. Mesmo assim a Longra é sempre Longra, e será a Longra de todos nós os que nos sentimos afeiçoados a esta terra. A atual vila da Longra. 

Pelas 18 horas e um quarto, sensivelmente, como foi costume até há poucos anos, no Largo da Longra costumavam rebentar bombas-foguetes em número correspondente aos anos da efeméride. Assinalando a comemoração da elevação da Longra a vila, quando, há 17 anos, naquela célebre terça-feira, foi declarada a aprovação da lei que criou a vila na Assembleia da República.


Pois então, são disso algumas das recordações que se guardam e se mostram aqui, tais como a foto de pose de conjunto em frente à Assembleia da República de quem esteve lá nesse dia, mais alguns documentos alusivos...



Algo que depois foi festejado durante anos.

= Uma imagem da concentração da corrida de cicloturismo englobada no programa do 1º aniversário da vila da Longra, em 2004 =

Ora, assim sendo, a Longra está de parabéns e merece felicidades! 

Armando Pinto
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domingo, 28 de junho de 2020

Falecimento do historiador Prof. Maurício Antonino Fernandes (1927 - 2020)


Faleceu o historiador Maurício Antonino Fernandes, autor de alguns livros sobre história de Felgueiras e muitos de outras localidades, além de co-autor de volumes de genealogia. Desaparecido do número dos vivos no passado dia 25, com 93 anos, era natural de Aião-Felgueiras e residia em Oliveira de Azeméis, onde foi sepultado no dia seguinte.

Não tendo ainda havido referências ao caso em noticiários de Felgueiras, passados alguns dias do falecimento, a notícia chegou ao conhecimento aqui do autor deste blogue através de notícias surgidas pelo motor informático de busca Google, por via de nota do jornal Correio de Azeméis. Sendo que o Professor Maurício Fernandes era figura da área da zona centro do país, sobretudo Oliveira de Azeméis, São João da Madeira, Cucujães e arredores, onde lecionou e sobre cujas terras publicou grande parte da sua obra historiográfica.

Pela referida nota informática, deu assim notícia o “Correio de Azeméis:

«MAURÍCIO ANTONINO FERNANDES PARTIU AOS 93 ANOS

Correio de Azeméis -25/06/2020

Autor de inúmeras monografias do concelho, nomeadamente de Ossela, Madail, Macinhata da Seixa e Cesar, Maurício Antonino Fernandes partiu aos 93 anos. Professor e escritor, Maurício Antonino Fernandes exerceu ainda funções no pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis e foi diretor da Casa Museu Regional. Encontrava-se, atualmente, a preparar uma monografia respeitante à freguesia de Loureiro.»

O funeral realizou-se na sexta-feira dia 26, com cerimónias na igreja matriz de Oliveira de Azeméis.

*****
Natural de Felgueiras, nascido em 1927, a 12 de março, na freguesia de Aião, foi professor de Filosofia, História e Português. Nas horas livres era estudioso de história local e genealogia. Publicou mais de 20 obras histórico-monográficas e foi ainda diretor da Casa-Museu Regional de Oliveira de Azeméis entre 1984 a 1996. Assim como foi também assessor do Pelouro da Cultura do Município de Oliveira de Azeméis, de 1982 a 1996 e fundador da Associação de Defesa e Conhecimento do Património Cultural Oliveirense e da revista UL-VÁRIA. Era ainda sócio da Associação Portuguesa de Genealogia, da Academia Internacional de Généalogie, da ASBRAP-Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia, etc.

= Foto de tempos de sua juventude

Sua bibliografia (com anos de publicação entre parênteses):

Co-autor de “Carvalhos de Basto – 10 volumes” (1977-2007), “Fonsecas Coutinhos de Fonte Arcada” (1983), “Macinhata da Seixa” (1985) e “Valentes da Silva” (2019).

Autor de “Relações geo-históricas das gentes de Arouca com as de Oliveira de Azeméis” (1987), “Felgueiras de ontem e de hoje” (1989), “Pombeiro e o seu fundador” (1991), “S. Nicolau da Feira – Tombo” (1995), “A Comenda de Oliveira de Azeméis – Património e Comendadores” (1996), “São João da Madeira – Cidade do Trabalho” (1996), “Património Heráldico Oliveirense” (1996), “Esteves Rebelo de Amarante” (1999), “Os Magalhães de Heitor de Magalhães” (2000), “Matrículas da Mitra de Braga (Ordinandos)” (2002), “Silvas históricos” (2005), “Famílias Genuínas do Porto, os Beliáguas” (2006), “Ribeiros: Morgados de Torrados e de Idães” (2006), “Os Brandões – Origem e varonia (938-1688)” (2007), “S. Pedro de Ossela – Memorandum” (2009), “Carvalhos históricos” (2011), “Família de Mattos” (2012), “Moreiras – Patronos de Tarouquela” (2013), “A família Cudell em Portugal : ascendência, costados e descendência” (Vila de Cucujães-2015), “Madaíl, S. Mamede, no passado e no presente” (2017), “Cesar: pátria de heroismo e de progresso” (2019) e “Moniz Rebelo”, de Fafe (2019).
Quanto a reedições, há a destacar “Nobiliário de Famílias de Portugal (com Felgueiras Gayo) -12 vols” (1989-1990), “Pedatura Lusitana (Alão de Moraes) – 6 vols” (1997/98) e “Gerações de Entre Douro e Minho (M. Sousa da Silva) – 2 vols” (2000).

= Foto de tempo recente...

Descanse em paz!
(Nota: Fotos da Internet)

Armando Pinto


sábado, 27 de junho de 2020

Efemeride do aniversário de minha Mãe



Nesta data, de há 105 anos, nasceu minha Mãe. A 27 de junho de 1915. A quem foi dado o nome de Matilde, o nome de sua madrinha também. Ficando depois no registo civil com o sobrenome do pai, da Costa, como era uso na época apenas o do lado paterno.


Faz hoje então 105 anos que nasceu quem me deu vida, quem me gerou e me trouxe ao mundo. Nascida que foi então no lugar de Janarde e depois me teve, há já quase 66 anos, na (ao tempo) povoação da Longra, da freguesia de Rande e concelho de Felgueiras.


– Tinha olhos castanhos, de encantos tamanhos...!

Nesta data em que meus pensamentos sobem ao infinito e se estendem como sempre pelo universo celestial, recordo o seu nascimento com imagem do livrete de identidade, como era na época o Bilhete de Identidade. Documento esse, no caso, passado aquando do casamento. Mais uma certidão passada por esses anos, conforme atesta a data respetiva, junto com um documento mais recente contendo a assinatura pessoal.


Hoje fazia anos a minha Mãe. Faz anos que nasceu. Sendo assim a efemeride da passagem da data do seu aniversário. Nascida a 27 de junho de 1915 e falecida a 15 de janeiro de 1988.

Mãe há só uma e a minha está sempre no meu coração!

Armando Pinto
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sexta-feira, 26 de junho de 2020

Homenagem a uma simpaticamente histórica senhora parteira popular da Longra – A Quininha Padeira !


Num artigo mais da colaboração normal no Semanário de Felgueiras, a crónica desta semana versa sobre a ideia de prestar uma homenagem pessoal a alguém com uma história de vida digna de apreço comunitário. Entre pessoas de bem que sempre gostaram de "fazer o bem, sem olhar a quem".


Dessa pessoa que permanece na memória do autor e historicamente integra uma autêntica galeria de pessoas simples do povo permanentes na vida de muita gente, é pois o artigo que vem publicado na edição do jornal Semanário de Felgueiras desta sexta-feira dia 26 de junho.


Do mesmo, para eventualmente facilitar a leitura, junta-se o texto original:

A Quininha Padeira


Houve um tempo em que as estrelas parece que faziam mover o universo dum modo suave, à maneira como toda a gente revê tempos passados, ainda que nem sempre bem passados. Mas a apalavrar-se outras feições, nas aparências que perduram. Movendo-se imagens que passam diante dos olhos da rememoração.

Assim, na ligação telúrica de algo ou alguém, entre temas de afeição, há certa apetência por juntar coisas inerentes a uma espécie de vocação. Como quem junta lembranças dum conjunto de circunstâncias que completam todo um vasto espaço de relação vinculativa. Quão, num relâmpago de memórias surge ideia de lembrar justamente pessoas normais mas muito úteis à sociedade, de outrora, como no caso desta vez a evocar.

Então, como quem ouve uma canção pela própria música (e quando em línguas estrangeiras quantas vezes nem percebendo patavina do que diz a letra), também se pode recordar gente que se conheceu mais pelo que ouvimos. Como num caso duma senhora que, já em criança ainda, eu soube ser prestável a ajudar aos nascimentos.

Ora, num dia algures pelos anos de minha infância, andando entre coleguinhas de brincadeiras pelos caminhos das quatro barrocas da Longra e, dali próximo, vi correr uma senhora bem conhecida, saída à pressa de sua casa do lugar das Cortes Novas, levando embrulho de qualquer coisa debaixo do braço. Vendo-a depois, na minha curiosidade de observador, a entrar noutra casa dali à beira. Mas depressa aquilo se me varreu da cabeça, estando com sentido na troca de “macacos” com colegas, para obter mais alguns cromos de jogadores da bola para a minha caderneta, como era acotiado ao tempo. Eis senão que ouço então um choro de bebé a vir daquele lado, ficando todos a olhar para o que seria. Até que vimos a senhora que ali entrara a vir fora com um alguidar de barro…

Pois isso ficou-me na curiosidade infantil e só mais tarde percebi do que se tratara. Ficando ainda mais admirador daquela senhora. Pois por isso mesmo, também assim, entre uma coleção mental e física de recordações, apraz elevar mais um dos casos de pessoas que por algum motivo de apreço de vez em quando afloram a nossas recordações.

Ora, entre tais memórias bem guardadas temos terna ideia de pessoas populares ao longo da vida, e, por assim dizer, de utilidade pública. Tal o caso, acima já adiantado, da referida senhora da Longra, a Quininha Padeira, assim conhecida, ela que era artista no mister de parteira tradicional.

Tendo já sido lembradas outras pessoas de boa memória, desta feita é oportunidade de fazer justiça a essa pessoa, sobre a qual, calha aqui e agora prestar-lhe uma homenagem, com umas linhas escritas das que dedico a figuras populares de antigamente.

Joaquina Nunes, tal era a sua graça de batismo e registo civil, natural do concelho amarantino, veio na sua juventude para terras de Felgueiras graças a então haver na Longra trabalho de panificação, a que estava afeita. Nascida num dia de setembro de 1906 na freguesia de Santa Maria de Gondar, de Amarante, era padeira de profissão. Não admirando que popularmente ficasse assim conhecida como Quina Padeira na terra que passou a ser sua. Visto ter constituído família no rincão de seu marido, que conheceu precisamente por via de seu trabalho. Decorrendo toda uma vida de dedicada esposa, mãe de 12 filhos a tempo inteiro, entremeando com mister gracioso de habilidosa a ajudar mulheres a terem seus filhos, à maneira antiga, em casa de cada uma. Quer de pessoas do povo comum como de gente rica, nesse tempo em que os nascimentos eram naturais, nos modos de antanho. Sendo assim, como parteira de boa vontade, que, sem nada ganhar, por suas mãos chegaram ao mundo muitas vidas, havendo ajudado a puxar à luz inúmeras crianças da região, da própria terra como das freguesias vizinhas e até algumas na própria sede do concelho de Felgueiras. Coisa que ela fazia e bem de cara alegre. Como a lembro, num sorriso de pensamento, mais.

Armando Pinto
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