Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quinta-feira, 16 de maio de 2024

(Mais um) Artigo da “Hemeroteca de Felgueiras” de Mário Pereira – continuação (Capítulo 10) – no SF Felgueiras Jornal

 

Na continuação de anteriores partilhas de trabalhos de teor histórico-cultural, como são sempre e também os da lavra de Mário Pereira no Semanário de Felgueiras, desta vez transpõe-se o artigo publicado na edição do passado dia 3 deste mês de maio: “VISITA À HEMEROTECA DE FELGUEIRAS - FOLHA DE FELGUEIRAS”.

Armando Pinto

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sábado, 11 de maio de 2024

Na calha do 92.º aniversário do FC Felgueiras

 

Passou num destes dias de inícios de maio o 92.º aniversário do Futebol Clube de Felgueiras, comemorado no dia 8. Na linha histórica dos inícios, desde o original Santa Quitéria Foot-ball Club e imediato Futeball Club de Felgueiras, em 1932. Ora, na sequência dessas ligações memorandas, vem a propósito evocar uma curiosidade relacionada, por constar o nome do original clube de futebol felgueirense na História do FC Porto escrita em 1933 por Rodrigues Teles  estando ali "o Felgueiras" dos primórdios então entre um dos muitos clubes que endereçaram ao FC Porto parabéns quando o FC Porto foi Campeão em 1932. Aquando do triunfo do FC Porto no Campeonato de Portugal da época de 1931/1932. Como se pode recordar aqui, deitando olhos ao final da página 110 e início da 111 da referida publicação.

Armando Pinto

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quarta-feira, 8 de maio de 2024

Lembrando… O senhor Américo Pereira – no 30.º aniversário de seu falecimento!

Passam 30 anos da morte do senhor Américo Pereira, o amigo senhor Pereira que foi figura pública da Longra e conhecido homem das obras municipais de Felgueiras nos anos 50 e 60, do século XX. Em tempos deveras associado à vida concelhia como responsável do setor de obras na era de Presidentes da Câmara como o Dr. José Leal Faria (nos últimos tempos de sua presidência), Dr. Dias da Cunha, Dr. António Leal de Faria, Dr. Dias Ribeiro e ainda do Dr. José de Barros (em parte de sua presidência). Além de pessoa culta, grande colecionador de discos de vinil com música portuguesa de sua preferência e inovador de meios informáticos de tempos antigos na região. Tanto que teve em sua casa o primeiro aparelho de televisão na Longra, onde causou sensação nesse tempo com a montagem da sua grande antena para a captação televisiva, erigida no quintal da casa, quando nada disso ainda havia pela região. Mais tarde ficou também ligado ao surgimento e continuação nos primeiros tempos da Rádio Felgueiras. Como, sobretudo era amigo de seus amigos, e fomos amigos. 

Américo Soares da Silva Pereira, nascido em 1925 no Padrão da Légua, Leça do Balio-Matosinhos, passou a viver na Longra, concelho de Felgueiras, nos inícios dos anos 50, onde veio a falecer a 8 de maio de 1994.

Comungando ambos grande paixão pelo Futebol Clube do Porto, eu e ele, como ele sabia eu ser portista ainda em criança, por então já ser muito amigo e colega de brincadeiras de seu filho mais velho, como depois pelos anos adiante sempre frequentei muito sua casa na convivência com todos os seus filhos, Zé, Belinha e Lino, em sua casa quantas vezes ouvimos os relatos dos jogos do Porto e apreciei como ele vibrava em tudo com seu vozeirão. Tal como ainda o acompanhei também numas das suas idas de carro à procura de locais de passagens da Volta a Portugal em bicicleta, para vermos passar os ciclistas do F. C. Porto. Antes ainda, como o sr. Pereira era também grande aficionado pelo Futebol Clube de Felgueiras, ficou ligado à primeira subida de Divisão do clube azul-grená, em julho de 1965, por ter proporcionado um género de estágio aos jogadores felgueiristas antes da finalíssima com o F. C. Lixa, que levou à ascensão d’ “o Felgueiras” da então 3.ª Divisão à 2.ª Distrital da Associação de Futebol do Porto. Sendo deveras conhecida sua presença nos jogos do campo da Rebela (depois chamado campo Dr. Machado de Matos e muito mais tarde com o mesmo nome já transformado em estádio), sentado num banquinho que levava sempre, visto nesse tempo a assistência do público ser em pé no então campo de terra do Felgueiras, onde ele se colocava junto ào ferro de separação, normalmente. E por vezes ainda levava alguns jovens da Longra a ver jogos do Felgueiras fora de casa. Era grande admirador do Sabú, sendo famosas as suas chamadas de apoio ao "Sabuzinho", com sua voz forte. Como na época do treinador-jogador Caiçara acompanhou a equipa para todo o lado. Tendo merecido bem algumas fotos que no fim das respetivas épocas recebia, com as equipas das históricas subidas.

= Equipas do FC Felgueiras de 1964/1965 e 1965/1966

Volvidos anos, quando passou a seguir mais assiduamente os jogos do Porto, nas Antas e no entusiasmo do tempo do treinador Pedroto, sobretudo, era também bem conhecida sua voz potente a puxar pelo Frasco, médio organizador de jogo do FC Porto, chamando-lhe "fanequinha", em tom de incentivo, por ser de Matosinhos, terra de peixe pescado e concelho de onde um e outro eram oriundos. 

Ora, na passagem do 30.º aniversário de seu falecimento, recordamos aqui o amigo sr. Américo Pereira da Longra, com lembrança da notícia que ao tempo foi escrita por este seu amigo e publicada no jornal Notícias de Felgueiras, edição de 12 de maio desse ano de 1994.

Sobre ele depois ficou exarado pessoalmente, também, algo no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997.


Armando Pinto

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sexta-feira, 3 de maio de 2024

quarta-feira, 24 de abril de 2024

Nos 45 anos do falecimento do Padre Luís Rodrigues - evocação com lembrança do livro publicado em 2006

24 de Abril 1979 - 24 de Abril 2024

«No 45.º aniversário da partida para a eterna glória do Pai, do Reitor Pe. Luís de Sousa Rodrigues:

"Há homens que são nossos parentes,

não pelo sangue, mas pelo coração."

A inscrição na pagela do seu funeral, é hoje a lembrança do homem de DEUS, que o foi em plenitude!» 

 

No 45.º Aniversário do falecimento do Padre Luís de Sousa Rodrigues, recorda-se o saudoso reitor da Lapa do Porto, natural de Rande-Felgueiras. Evocando sua memória com a lembrança do livro que lhe foi dedicado aquando da passagem de 25 anos, em 2006.



Armando Pinto
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sexta-feira, 19 de abril de 2024

Homenagem póstuma e de reconhecimento público a Ernesto Oliveira

 

Faleceu Ernesto Gonçalves de Oliveira, cidadão e munícipe felgueirense que viveu em Rande muitos anos, tendo residido na Longra desde que casou, até ter voltado à sua terra natal, freguesia de Jugueiros. Havendo, em boa parte do período em que foi habitante de Rande, servido esta terra afetiva como elemento da autarquia local, depois de ter concorrido às eleições autárquicas nas listas de seu partido político, assim como integrou um dos órgãos diretivos da Associação Casa do Povo da Longra durante um mandato.

Assim sendo, na linha do que aqui se tem procurado exaltar sobre quem fez algo pela nossa terra, propicia a ocorrência uma justa homenagem ao amigo Ernesto, pessoa que fez parte do ambiente da Longra, muito afável, além de deveras culto. Quão sociável, a ponto de ter interpretado sua disposição de serviço social, em cujo âmbito de cidadania se disponibilizou a ter papel ativo, dentro do que foi possível.

Dessas funções, ilustra-se a lembrança com algumas recordações dos manifestos eleitorais em que Ernesto integrou as listas da CDU (das vezes em que chegaram prospetos respetivos às mãos do autor destas lembranças). .


Em 1989, 1993 e 2005.

Bem como, ainda, no acréscimo de sua atividade pública, também uma imagem duma declaração de quando ele foi Secretário da Casa do Povo da Longra (num documento pessoal, passado ao autor destas linhas, para uma das vezes em que foi preciso apresentação de currículo de carreira, por exemplo). 

No caso em 2000, na viragem do século, ainda a Longra era considerada Povoação, três anos antes da localidade ter sido elevada a Vila; e estava-se a meia dúzia de anos da conclusão do serviço local correspondente).

Que o amigo Ernesto descanse em paz, no repouso dos justos. 

Armando Pinto

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