Armando Pinto
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Subjacente ao título, pelo que encerra a memória de muitos anos vertidos em crónicas, evocam-se aqui e agora alguns bons momentos da Longra, ao longo dos tempos, através de algumas imagens icónicas. Das quais nem será necessário legendagem, pelo menos para quem conhece a história da localidade ou tem andado atento aos livros publicados pelo autor destas lembranças.
Cujas fotos históricas servem ainda para ilustração de duas
crónicas publicadas há mais de um século n’ O Jornal de Felgueiras, em seu números
de 29 de dezembro de 1911 e 12 de janeiro de 2012, respetivamente, em estilo de
ironia. Bastando comparar no tempo o que se passava no início do século XX e o
que ocorre no século XXI, para se entender o que é costume dizer-se, por quanto
a história se repete.
Armando Pinto
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A propósito de estarmos em tempo da Festa Concelhia Felgueirense:
Eis um exemplo de antigo programa da Festa do S. Pedro, no monte de santa
Quitéria. Conforme se pode ver e recordar por exemplar de 1913, publicado então
n’ O Jornal de Felgueiras de 7 de junho desse ano, a anunciar a "Grande Romaria de S. Pedro" (curiosamente referindo "em honra do Sagrado Coração de Maria"), a festa do Concelho de Felgueiras.
Armando Pinto
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Em plena quadra dos Santos Populares, na proximidade do terceiro
dos três e mais chegado à área felgueirense, o São Pedro da festa do concelho
de Felgueiras, versa sobre tema relacionado o mais recente artigo da
colaboração há muito tida com o jornal que se publica em Felgueiras; em mais uma
crónica das de vez em quando escritas aqui pelo autor para o jornal Semanário
de Felgueiras; agora com publicação no número desta sexta-feira 24 de junho de
2022. Edição da qual haverá já conhecimento público por quem compra o jornal
nos locais de venda, mas não tanto pelos assinantes, visto a distribuição do
correio em Felgueiras andar atrasada mais de uma semana, estando a bater recordes
de atrasos, no descaminho e sem vergonha que estão a ter certas empresas subsidiadas
pelo governo português, desde há tempos a esta parte. Quase a irem ao ar, perante
o desinteresse de quem de direito, como balões lançados em noitadas dos Santos
Populares.
Ora, então o artigo de opinião historiadora, no Semanário de
Felgueiras, desta vez teve e tem como tema a "
Tradição das Cascatas dos Santos Populares
Na roda do ano, chegada a época de transição final da
Primavera para a entrada do Verão, decorre por estes dias da quinzena festiva
mais popular as chamadas festas dos Santos Populares. Uma temporada cheia de
usos e costumes, com as festas a Santo António, S. João e S. Pedro, a partir
dos festejos Antoninos, passando pelas tradições Sanjoaninas até terminar na
parte dedicada a S. Pedro, que muito diz ao sentimento felgueirense. Desde a
antiga tradição da colocação de vasos em locais públicos, após sua retirada às
escondidas de casas de moças solteiras, como era a ideia inicial em tempos idos
pelos moços namoradeiros. Até às cascatas feitas em arraiais festivos das
festas de S. João, primeiro, e depois S. Pedro, nas mais diversas localidades
do entre Douro e Minho (visto ao Santo António ser mais acotiado a edificação
de tronos).
Com efeito, entre os aspetos dos certames anuais, havia essa
feição das cascatas. Ao jeito de toscas lapinhas enfeitadas. Tal como no Natal
é de bom-tom os presépios, dentro de casas de famílias e sítios de confluência
pública, já na quadra dos festejos nortenhos dos santos populares primam as
cascatas, feitas com elementos da natureza a cobrir o altar improvisado dos
santos da afeição popular. Algo que por estas bandas era mais acostumado pelo
S. João e por vezes no S. Pedro, embora na sede do concelho de Felgueiras não
seja muito usual, mesmo sendo a festa do concelho a do santo da pedra angular
da Igreja. Valendo mais na tradição felgueirista o cortejo das flores, que
desde a antiga vila e atual cidade de Felgueiras sobe em tons floridos através
de cestos, cestas e tudo o que leve flores em mãos e à cabeça do povo
felgueirense. Contudo, com a amplitude desse ar alegre das cantorias pela
encosta acima, como um suspiro de fragrância natural, até nem ficava mal haver
uma cascata grande em sítio central, com S. Pedro a abençoar a mística
felgariana, por entre a folhagem e água corredia típica dessa figuração, com
arremedos de casario da costeira do monte de Santa Quitéria.
Essa imagem, que passa pelos olhos do imaginário ainda
presente na recordação, transporta pois aos tempos em que era acostumado
fazer-se as tradicionais cascatas, com musgo de rio a cobrir socalcos,
ramalhada a fazer vez de arvoredo, pedrinhas e seixos em fundo e bicas de água
a esguichar, ao modo de chafariz, enquanto em torno de lagoas formadas por essa
humidade saltitante se espalham figuras de estatuária típica, os chamados
bonecos de barro de feição popularucha. Deixando no ambiente e pelo chão a
primavera florida, ao passo que as figuras de barro preenchem o cenário em
forma humana. E claro, como diz a tradição, qualquer linda Cascata de Santos
Populares, à maneira de sempre e que se preze, tem que ter os típicos bonecos
de barro a representar festejos, costumes e cenas típicas, os músicos da Banda
filarmónica, a igrejinha ao cimo da colina, os vendedores típicos, a mulher da
cesta do farnel, o fogueteiro, a lavadeira, etc. etc. e… o "Cagão"
(como é chamado, em linguagem vernácula, e não há outra forma de dizer, pois
assim é conhecido na gíria do tipicismo coevo). Bonecos esses representativos
na fidelidade à ancestral imagem castiça. Quais quadros da realidade de
outrora, mas por vezes ainda atual, deixando a bom entendimento o que sai de
maneira genuína, no falar verdadeiro. Como quem abre os olhos ao que ressalta
do pensamento.
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Observação – em Post-scriptum:
Como quem conhece as tradições e no caso das cascatas tradicionais
até entende do assunto, é sabido que numa cascata de jeito, ao sabor popular, não
pode faltar a figura do boneco representativo do tal “cagão”, em tom de galhofa…
também ultimamente, embora em aspeto menos alegre, se sabe que ultimamente na
Longra tem havido um “cagão” que conspurca o lavadouro público. Alguém, que nem
é da Longra mas mora nos arredores e na passagem, sem esperar por poder chegar
a casa ou pelo menos por dever ser limpo e não sujar o que é de todos, tem
andado a emporcalhar aquele local público, deixando assim nauseabundo o
ambiente próximo e a provocar doenças públicas por ali… em torno do lavadouro
público. Aproveitando o facto desse sítio ser muito esquecido pelas entidades
responsáveis oficiais. Algo que demonstra como o conhecimento da história nem é
muito do passado, antes faz muito presente a atualidade e o futuro.
ARMANDO PINTO
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O São João da Longra
Entre livros que tem sido possível ter, ler e guardar referentes a temas históricos e afetivos sobre Felgueiras, tem-se aqui em boa conta o livro “Entre Felgueiras e Amarante”, publicado em 1946, de Manuel Bragança. Constando junto uma carta autógrafa do autor, que o antigo Secretário da Câmara Municipal de Felgueiras e Historiador Felgueirense, sr. Manuel Bragança, dirigiu em tempos ao autor destas lembranças.
Livro e material esse constante
da biblioteca pessoal, entre a bibliografia de estimação.
Armando Pinto
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Neste dia em que oficialmente se comemora o Dia
Internacional dos Arquivos, além de iniciativas oficiais que sempre vão
havendo, assinala-se aqui também o caso através da lembrança do que está
subjacente à data, por meio de algumas imagens do arquivo pessoal sobre motes
felgueirenses.
Sendo o “Dia Internacional dos Arquivos” assim celebrado a 9
de junho, desde que foi instituído pelo Conselho Internacional de Arquivos em
novembro de 2007, é pois esta uma ocasião propícia para mais um naco de
rememoração de publicações oficiais de Felgueiras, versando desta feita a memória
do Boletim Municipal – periódico informativo e historiador da vida camarária ao
longo dos anos, a partir que em 1982 apareceu sob o título de Boletim Municipal
e foi continuando sobre e sob diversificados títulos e formatos, nuns anos em
diversos números, noutros em poucos e nalguns anos até num único exemplar.
Conforme consta da história da mesma publicação, como está até anotado neste
blogue em artigos anteriores.
A lembrança existencial do Boletim Municipal dá também para uma análise do que tem sido a vida municipal felgueirense, bastando uma consulta aos seus números para ver como no concelho de Felgueiras certas localidades são sistematicamente beneficiadas perante outras… ou melhor dizendo, através do que nessas páginas está publicado, pode constatar-se de como há terras de Felgueiras quase sempre esquecidas. Porque contra factos não há argumentos. E o que foi publicado a explicar tudo que tem sido feito, não deixa mentir nem enganar, mas sim permite bem verificar e comprovar.
Armando Pinto
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