Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Recordação dum antigo blogue (“Vila da Longra”): Memórias escritas do Historial da Junta de Freguesia de Rande e eleições históricas de tempos idos…

Recordando o que foi escrito e publicado no antigo blogue “Vila da Longra” em 2009, já lá vão uns anos, com muitas ocorrências de permeio e posteriormente, como se sabe e pode verificar… apraz agora relembrar o que até então constava do historial da instituição – muito antes de ter havido a união de freguesias permitida no tempo da que foi última gerência da Junta de Freguesia de Rande, pela anuência à "Lei Relvas" discutida e levada à prática em 2012 / 2013, como se sabe também (e "coisa" obviamente aprovada pelo executivo da Câmara Municipal dessa época e membros da Assembleia Municipal também desse tempo).

O blogue "Vila da Longra", que era dum elemento da Junta de Freguesia desse tempo (criado e gerido por esse amigo conterrâneo, como foi do conhecimento público), mas no qual colaboravam outras pessoas, teve ao tempo a virtude de puxar por algumas sensibilidades. Enquanto depois de ter desaparecido do mapa (ou seja, a partir que deixou de ser atualizado com novas publicações), muita coisa foi ficando no esquecimento, até terem deixado que houvesse o silêncio de que resultou a anexação da freguesia noutras vizinhas, como é do conhecimento geral.  

Algo que ao tempo do artigo que agora se recorda ainda não estava definido. Tendo sido apenas relembrado o que era da história passada até essa época. E, assim, se recorda, como foi publicado (e ao tempo foi impresso particularmente pelo autor destas linhas, para memória futura, como se pode fazer de tudo o que é publicado). Sem esquecer que da eleição de 2009 ficou o Executivo da Junta de Rande que teve em mãos a última gerência da freguesia independente. 

Eis então o que se pode rever, até 2009 – recorde-se:

Armando Pinto

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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Arquivo pessoal sobre Felgueiras – “dossiers” das Autárquicas Felgueirenses

Começada a campanha eleitoral para as “Autárquicas/2021”, aumenta o pecúlio documental reportado ao tema, com enriquecimento de literatura alusiva começada a chegar à caixa de correio aqui de minha casa. Engrossando assim as pastas arquivísticas de apreço pessoal, do que tem sido guardado pessoalmente desde 1974/76, até agora, e através de cujo acervo se pode analisar e recordar o que ficou e permanece subjacente ao longo de tantos anos. Estando já guardado o primeiro manifesto recebido destas eleições em que naturalmente se depositam grandes esperanças e muita confiança.

Armando Pinto

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sábado, 11 de setembro de 2021

Falecimento do Dr. Jorge Sampaio - antigo Presidente da República que visitou Felgueiras e teve apoio felgueirense

Falecido na manhã de sexta-feira, dia 10 de setembro deste ano de 2021, o antigo Presidente da República Dr. Jorge Sampaio é motivo de atenções e recordações por estes dias. Vindo assim também a talhe aqui evocar algo de sua memória, tendo ele sido um dos Presidentes de Portugal que vieram a Felgueiras em visitas protocolares.

O Dr. Jorge Sampaio, tempos depois de sua primeira eleição, veio a Felgueiras em visita oficial, a cujo ato esteve também presente o Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra, com as crianças e jovens a formarem alas por onde ele passou. Havendo inclusive na oportunidade a representação de meninas e meninos da Casa do Povo da Longra lhe feito entrega de um ramo de flores e do livro oficial do Festival desse ano, do jovem Rancho da Longra.

Não vem ao caso qualquer evocação laudatória, ao género de se falar bem de gente importante à sua morte, nem deixar subentendidas apreciações político-partidárias ou mesmo de simpatias ou não. Havendo sempre alguma coisa que não agradou a toda a gente, como no caso do Dr. Sampaio aconteceu com sua oposição e consequente veto à criação de novos municípios, por exemplo. Apenas se relembra que aquando de sua reeleição, porque havia antes estado em Felgueiras, também teve apoio manifesto em Felgueiras, como se pode recordar pelo panfleto da ocasião eleitoral de sua recandidatura para o segundo e último mandato.


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A propósito, recorde-se o que está historiado sobre as visitas oficiais de representantes da nação a Felgueiras – através duma das crónicas do autor destas linhas, também. Conforme está escrito em artigos publicados entretanto no Semanário de Felgueiras, e desses textos de há anos se juntou tudo numa narrativa que tem estado guardada, para outro fim em vista.

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Visitas Reais e Presidenciais a Felgueiras

No espírito destas anotações, calha vez de lembrar, desta feita, as Presidências que fazem parte da História de Felgueiras. Para remeter recordação às Visitas Presidenciais com que Felgueiras foi presenteada pelos Presidentes da República Portuguesa, supremo ícone social da Nação, como extensivamente por um Primeiro-Ministro, atendendo ser imediata figura política e constitucionalmente responsável governativo do País. E a propósito, recuando no tempo, focar as vindas de Monarcas Reais à terra Felgueirense da origem Sousã.

Tanto o que é do conhecimento histórico, só depois de 1910, com a implantação da República, passou Portugal a ser representado ao mais alto nível por um Presidente. Até aí fora a Monarquia, com quatro dinastias de soberanos, dos quais apenas o último, ao que se sabe, visitou oficialmente Felgueiras. Naturalmente que em eras recuadas outros reis por aqui possam ter passado, a caminho de batalhas ou em viagens pelo reino ou visitas a casas nobres, sabendo-se da importância havida nos alvores da nacionalidade por famílias feudais, como os Sousões, por exemplo. No entanto, do que está documentado, apenas se sabe de D. Afonso Henriques ter pernoitado no Paço do Conde do Unhão, e aí foi intérprete de certa cena menos lícita no relacionamento conjugal do fidalgo anfitrião... Adiante isso, passada toda a Idade Média, chega-se à era contemporânea sem mais novidades, quanto ao tema. Também porque a História de Felgueiras está deveras ofuscada em períodos como os séculos XVIII, XIX e até do XX, ou seja não está completamente estudada e obviamente escrita, não havendo assim muitos informes. Contudo fala-se, de se ouvir a pessoas antigas, que anteriormente, no tempo de D. Carlos, a rainha consorte D. Amélia esteve em Felgueiras. E tambem D. Carlos terá passado e parado numa passagem rumo a Amarante. Mais ao certo e demorada há notícia da vinda do então Príncipe D. Manuel de Bragança que, quando era ainda príncipe segundo na sucessão, esteve no concelho de Felgueiras em 1907 (conforme demos conta no “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, a propósito da biografia de Guilhermina Mendonça, em cuja festa de debutante esteve o mesmo representante da Coroa, na Casa de Rande). Como depois da sua ascensão ao trono, por morte do pai e do irmão, já como rei D. Manuel II passou por Felgueiras em 4 de Julho de 1909 (aquando duma vinda ao Norte, por motivo de presidir no Porto e Amarante às comemorações do centenário das invasões francesas), tendo-lhe sido prestada recepção no então chamado Largo D. Carlos, na vila de Felgueiras.

Extinta a Monarquia, a República teve os mais diversos Presidentes que ascenderam ao alto cargo superintendente de Portugal, desde Manuel Arriaga, Teófilo Braga, Bernardino Machado, Sidónio Pais, João Canto e Castro, António José de Almeida, Manuel Teixeira Gomes (na I República), Mendes Cabeçadas, Gomes da Costa (durante a ditadura militar saída do 28 de Maio de 1926), Óscar Carmona, Francisco Craveiro Lopes, Américo Tomás (na ditadura do Estado Novo), e (com a instauração da democracia, após o 25 de Abril de 1974) António Spínola, Francisco Costa Gomes, Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio, Aníbal Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa, dos quais os cinco mais recentes foram votados em eleições livres – até ao tempo destas anotações.

Ora, entre os momentos cíclicos do exercício da cidadania nacional, também os Felgueirenses obviamente têm tido oportunidade de participar na escolha da personalidade que corporiza o simbolismo da representatividade portuguesa, ou seja as eleições presidenciais, como naturalmente nas eleições legislativas para formação dos Governos constitucionais, entre outros actos eleitorais do calendário político-partidário português. Nessa quota-parte de responsabilidade e dever, há também natural afinidade a tal ícone da Pátria, que é o lugar da Presidência da República. Atento ao facto, e porque importa focar todos os assuntos possíveis de memorizar, nos fastos e datas festivas da mística Felgariana, apraz aqui recordar algo relacionado. Recuando às Presidências de Honra que Felgueiras recebeu de alguns dos sucessivos Presidentes, como Chefes de Estado do nosso País. Com ressalva de que, para o caso, não contam obviamente as passagens acontecidas em campanhas eleitorais dos candidatos, presidenciáveis ou não, ao longo dos tempos.

Não há informes de visitas a Felgueiras dos primeiros Presidentes que assumiram o mais alto cargo do país. Aliás esta região nunca teve grande peso no panorama político luso, daí que mesmo depois, com os que se seguiram, as deslocações desses magistrados supremos, em visitas oficiais, se possam contar pelos dedos de uma só mão, tão poucas foram essas ocasiões.

Assim (salvo remota possibilidade de poder ter havido qualquer outra, que possa ter ficado desconhecida da generalidade, ao que tem sido possível estudar), a primeira estada de um Presidente da República Portuguesa em Felgueiras, de que temos notícia, ocorreu em 1918, aquando da visita do Presidente Sidónio Pais. Para a qual o Presidente da Câmara de Felgueiras, ao tempo, solicitou a colaboração do então Capitão (e mais tarde General) João Sarmento Pimentel, figura importante da época nos meios político-militares, para que o «acompanhasse na recepção que desejavam dispensar ao Presidente da República». Sidónio viera em périplo pela região, por causa do surto da pneumónica ("Gripe Espanhola") que na época grassou no norte do país – porque «andava a visitar os hospitais para tomar conhecimento da extensão do desastre e de algum modo confortar os doentes» (conforme é narrado no livro “Sarmento Pimentel ou Uma Geração Traída”, de Norberto Lopes).

= Aquando da vinda do Presidente Américo Tomás a Felgueiras: Na receção oficial, em frente aos Paços do Concelho, com raparigas e rapazes da Longra na representatividade concelhia (do Rancho formado anualmente nesses tempos para a  Festa do S. João da Longra e do S. Pedro de Felgueiras, como todos os anos acontecia)!

Depois disso, já com o Estado Novo há muito instalado, o então Presidente Craveiro Lopes esteve para vir efectuar a inauguração do novo (e ainda actual) edifício da Câmara Municipal, mas (por estar quase de saída do cargo, pois estava-se em período de eleições, quando surgiu a campanha de Humberto Delgado, sendo nomeado por Salazar como candidato da situação o almirante Américo Tomás), tal cerimónia em Felgueiras acabou por ser presidida pelo Ministro da tutela das Obras Públicas, Eng.º Arantes de Oliveira, que teve a honra do corte da fita inaugurativa dos Paços do Concelho, nessa festiva data de 1 de Junho de 1958. Como, ainda nessa tarde, o mesmo titular inaugurou o depósito das águas de abastecimento à vila, na encosta do monte de Santa Quitéria, e dois postos de energia eléctrica. No mesmo dia, por fim, o Ministro da Justiça, Dr. Antunes Varela, inaugurou o então novo Tribunal Judicial da Comarca local. Felgueiras teve, mais tarde, a dita de compensação do Presidente Américo Tomás se ter deslocado a este concelho, em Junho de 1959, para visita em que foi recebido numa apoteose popular, por meio de grupos etnográficos representativos.

= Chegada do Presidente da República General Eanes – Receção oficial, em frente aos Paços do Concelho, ladeado pelo Dr. Machado de Matos, então Presidente da CMF.

= Recorte da 1ª página do “Boletim Municipal”, nº 2, de Agosto de 1982, com reportagem referente ao acontecimento (embora com imprecisão de erradamente considerar essa a primeira visita…)

Com grande hiato de tempo pelo meio, só passadas mais de duas décadas se repetiu a dose, prosseguindo em 1982 essa ementa, quando Felgueiras voltou a conhecer a honra de receber o mais alto dignitário da hierarquia portuguesa. Aconteceu em pleno dia da Festa do Concelho e Feriado Municipal, a 29 de Junho desse ano. Entretanto já Portugal passara para o regime democrático havia uns bons anos, quando na referida data o General Ramalho Eanes, Presidente de todos os Portugueses nessa época, recebeu autêntico banho de multidão no concelho. Foi recebido com honras na fronteira concelhia, ao alto do Unhão, para na passagem pela Longra a respectiva comitiva ter feito breve paragem, correspondendo a entusiasta manifestação popular; até que na chegada à sede concelhia de Felgueiras se fez sentir euforia da população, entre números protocolares de guarda d’honra e sessão solene. Eanes, sempre muito aclamado, passou o resto do tempo, nesse dia, em cumprimento de um programa oficial que, além de visita à casa do Pão de Ló de Margaride e ao Quartel dos Bombeiros de Felgueiras, se estendeu depois também à Lixa e aos seus Bombeiros.

= 1ª Página do Jornal de Notícias do dia seginte à visita oficial do Presidente Eanes a Felgueiras

De permeio, passaram-se as eras das chamadas primeiras Presidências Abertas, sem que Felgueiras fosse contemplada. Intervalo tal apenas mediado no tempo com a vinda do Primeiro-Ministro, ao tempo, Aníbal Cavaco Silva, na primeira visita oficial de um Chefe do Governo ao concelho de Felgueiras, acontecida em 21 de Maio de 1989. Visita essa realizada numa tarde, em que o mesmo permaneceu algumas horas na cidade de Felgueiras e na então vila da Lixa.

Até que, por fim, volvidos mais uns quantos pares de anos, voltou a acontecer uma visita presidencial, com a vinda até Felgueiras de Jorge Sampaio, no papel de máximo representante nacional. Ampliando enfim esses honrosos momentos com sua estada protocolar na terra do pão-de-ló e do calçado, em visita oficial efectuada a 28 de Novembro de 1998, em cuja manhã desse sábado teve lugar a recepção oficial de boas vindas (depois de chegada de véspera, para um jantar de encontro com empresários locais). Sobressaindo, no decurso de sua permanência nestas paragens, o contacto havido com a população, na deslocação do Presidente Sampaio para a piscina municipal, que contou sobretudo pelo simbolismo da presença de representações de colectividades do concelho, ao longo do percurso.   

= Capa do boletim “Felgueiras Municipal”, retrospectivo à visita em apreço

Refeita a recordação, sobre esses breves instantes de calorosa honraria, já passada, fica sintetizada uma galeria a merecer ser guardada na retina historiadora dessas horas, em seu tempo vividas pelas gentes de Felgueiras.

ARMANDO PINTO

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sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Remembranças de diversos tempos: Livros publicados em setembro - mais lendas e narrativas da região…

Ao longo dos anos de escrita de livros publicados, pelo autor (destas linhas, deste blogue e das publicações a recordar agora, também), contam-se dois que saíram do prelo e chegaram ao público em setembro, com anos de intervalo obviamente: um aquando do 2º Festival de Folclore do Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra, em setembro de 1998, conforme ficou na própria capa do respetivo livro oficial; e outro em setembro de 2007, esse dedicado a historiar o Futebol de Felgueiras.

Ora, se do livro do futebol já aqui têm sido feitas referências várias (quanto à história do futebol felgueirense, até então, sob título “Nas Fintas do Tempo – 1932/2007”, em que ficou registo escrito a descrever as diferentes fases do futebol em Felgueiras e sobremaneira o original Futebol Clube de Felgueiras e sua continuidade através do episódico CAF-Académico de Felgueiras, antes portanto da retoma histórica com o sucessor FC Felgueiras 1932)… desta vez calha de acertar o passo da história com o anterior livrinho sobre o 2º Festival da Longra. No qual, além de natural resenha historiadora da Associação-sede e do Rancho anfitrião, mais dos agrupamentos participantes no certame, ficaram ainda descritas algumas curiosidades relacionadas com a região envolvente, por meio de recolhas, conforme ficou no conteúdo expresso – que aqui se relembra.

Armando Pinto

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quarta-feira, 8 de setembro de 2021

(Exemplo de) Recordações históricas de realizações sociais do Rancho da Casa do Povo da Longra

Entre diversas curiosidades particulares que fazem parte da memória da convivência dentro do Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra, há alguns exemplos memorandos de realizações lúdico-sociais que ajudaram ao fortalecimento dos laços de companheirismo familiar e ambiental que foram apanágio nos tempos da primeira dúzia de anos de existência do mesmo Rancho, pelo menos, olhando ao tempo em que estive presente como fundador e depois presidente/ responsável).

Um desses exemplos, entre excursões de convívio, contou-se um célebre passeio excursionista de comboio na Linha do Douro, em que, idos da Longra até à estação de Caíde em carros diversos, depois fomos desde Caíde até ao Pinhão na linha ferroviária em ambiente turístico e naquela terra de demarcação vinhateira houve convívio até pelo final da tarde dentro.

De mais esse dia ficaram, além de outras recordações na retina da memória, também alguns adereços, como o bilhete pessoal da viagem. Que agora se relembra aqui, mesmo porque (com os novos exemplares de máquinas automáticas) bilhetes desses antigos são já raridades museológicas.


Armando Pinto

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segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Alfozes: plural de Alfoz…

Um destes dias entrou na minha caixa de comentários deste meu blogue um comentário, de chamada de atenção, para uma publicação antiga sobre o Alfoz de Vila de Conde, relacionando o nome com o título do meu livro da história da região sul de Felgueiras.

Referindo o autor/remetente do comentário, que pedia para o não publicar mas apenas o enviava para pedir o que passava a indicar: se eu fazia um texto a explicar o sentido (significado) do mesmo título, porque conforme ele dizia ouviu de muita gente asneiras por ignorância. Ora, eu sabia que muitas pessoas, à época do lançamento do livro, não souberam o correto significado e por isso em tom de crítica ou brincadeira encapotada (porque o livro foi publicado na proximidade dumas eleições autárquicas deveras históricas pelas repercussões que tiveram) falavam que era “alforges”… Talvez porque alguns desses soubessem melhor o que isso era.

Assim sendo, vê-se que o livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997 com patrocínio do Semanário de Felgueiras e há muitos anos esgotado, mesmo contando que teve uma tiragem de exemplares em número muito superior ao costume para livros publicados na região, além do mais, ainda é motivo de interesse por variados motivos. Agora, curiosamente, passados tantos anos, anda mais, porque como não está à disposição nem precisa de divulgação, faltará porém a quem não lhe tem acesso.

Ora, como o título da publicação indica, e aliás faz parte da história da administração local de todas as regiões, Alfozes é o plural de Alfoz, ou seja o conjunto de mais que um alfoz…. E, porque quem enviou o comentário sabe o que isso quer dizer, mas simplesmente pretendia que outras pessoas também soubessem, como ainda há e sempre houve dicionários, basta dizer isto – porque em bom e para bom português, como se costuma dizer, meia palavra basta.

Armando Pinto

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Artigo no SF de continuação pela “Visita à Hemeroteca de Felgueiras” de Mário Pereira

Na continuidade de anteriores artigos do amigo sr. Mário Pereira, entretanto publicados há algum tempo no jornal semanário de Felgueiras, teve esse trabalho agora sequência na edição desta semana do Semanário local, no número imediato ao período de férias, com data de 3 de setembro. A calhar como sopa em mel por ser em tempo de aproximação às eleições autárquicas que se avizinham, num período como este em que os temas histórico-culturais costumam deixar de ter espaço. Com a curiosidade de relatar factos de finais do século XIX, quando Felgueiras e Lousada eram terras interligadas, inclusive com o mesmo Deputado representante, por sinal natural de Lousada, num género não muito diferente da atual e malfadada união das freguesias vigentes…  

Como os temas culturais de matriz historiadora merecem mais apreço, pelo menos aqui, por quanto dão razão ao velho senso que onde não haja história não florescerá bom augúrio futuro… regista-se mais este bom naco de crónica ancestral, entre “Apontamentos do passado” da lavra do estudioso felgueirense Mário Pereira.

Armando Pinto

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