Espaço de atividade literária pública e memória cronista

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Mais Figuras Típicas da nossa região


A propósito de recente conversação com pessoas amigas, tendo merecido atenção de tema os casos de lembranças de pessoas que fizeram parte do imaginário coletivo e outras de nossa convivência, como personagens consideradas figuras públicas, e porque em tempos algumas pessoas dessa consideração antiga mereceram um capítulo no livro Sorrisos de Pensamento (publicado em 2001), assim como alguns outros casos já foram referenciados em artigos da colaboração normal no jornal Semanário de Felgueiras, ao longo dos anos, apraz referir, em acrescento explicativo:

Não tem sido feito algo mais sobre isso por diversas condicionantes, como, entre outras razões, por vezes nem se saber se tal caso será bem aceite pelos familiares, por exemplo. Porque nalguns teria de ser necessário referir o nome (apelido popular) por que foram e são mais conhecidos, já que se forem nomeados pelo nome verdadeiro pouca gente identificará facilmente. Além que a colaboração jornalística não deve ser repetitiva sobre assuntos idênticos, devendo ter de permeio outras temáticas, embora o espaço do jornal não seja muito regular, pois que, vivendo os jornais regionais de publicidade, por vezes os artigos levam tempo a terem lugar, assim como o espaço de opinião é dividido com outras crónicas de mais autores para quem goste de ler sobre leis, conselhos e afins, além da vertente memorial e historiadora.

Temos em mãos, de momento, a biografia dum senhor importante da terra, que a seu tempo será dado a conhecer do público, livro esse de momento ainda à espera de algumas contribuições (narrativas) familiares. Enquanto sobre artigos, temos ideias de escrever espécie de pequenas memorizações reportando pessoas que fizeram parte do quotidiano local. Mas antes tem de haver permissão das pessoas de família. Contudo, de uma forma ou outra, mais exemplares aparecerão diante dos olhos dos leitores interessados, pois nem só de pão vive o homem.  

Ao vermos, quantas vezes, uma imagem de marca antiga, um programa de televisão de outras eras, ao ouvir umas músicas dos bons velhos tempos radiofónicos, etc. e tal, nos vem logo à ideia algo ou alguém relacionado, do que faz parte das recordações das gentes de nossa terra.. Quão mesmo em pé de conversas avivar-se nomes e caras. Que nem tudo morre e enquanto houver memória haverá vida relativa.

Na vida não basta andar a bater no peito e depois mandar às malvas os bons preceitos, assim como não se pode levar à letra diretrizes de olhar ao que se diz e não ao que se faz. A vida tem que se lhe diga… e faça por fazer com que permaneça na memória coletiva.

Armando Pinto

terça-feira, 16 de julho de 2019

In Memoriam: Fernando Pinto, o meu irmão, além de amigo de muitos amigos de seu e nosso tempo da Longra e do ambiente felgueirense, o Professor Pinto de Alfândega, meu companheiro de infância, do Seminário, de juventude e tudo mais…


Hoje tive de me despedir do meu irmão Fernando, o mais novo do grupo de seis irmãos, dos quais eu sou o penúltimo e ele o mais novo, companheiro desde que me lembro. De quando brincávamos os dois em pequenitos, de quando jogávamos com as capsulas de garrafas de cerveja às corridas de ciclistas e na bola ao futebol, quando passamos a gostar de desporto e eu me afeiçoei ao meu clube, indo pelas minhas ideias e por ideais, e ele se deixou ir por outro clube que na altura estava na moda da rádio e jornais, mas sem isso pesar nas nossas brincadeiras e convivência fraterna, nem influenciar o que fosse. Como depois andamos a estudar algum tempo juntos e sempre que estávamos em casa com os nossos consistirmos e sentirmos sermos da família que sempre tanto quisemos. De quando conversamos e partilhávamos gostos por cultura e afeição por motivos da história geral e da terra natal. De tudo o que nos lembrávamos e continuo a lembrar.

Hoje tive de me despedir dele. TIVEMOS TODOS OS QUE GOSTAMOS DELE. Mas ele, de quem gostamos, nunca morrerá. Terá sempre o meu pensamento nele, estará sempre nas minhas recordações. Quão antes, mesmo apesar da longa distância geográfica e tempos longos que naturalmente não nos vimos, esteve sempre no meu íntimo, Como sei que estará nas recordações de seus amigos. Pois só tinha amigos. Ouvi hoje, durante o dia de seu último dia fisicamente entre nós, em Alfândega da Fé todos dizerem que foi o professor que jamais será esquecido, o amigo de que todos gostavam, o Pinto que era como se fosse da família de toda a gente. Como entre conterrâneos igualmente era tido. Tanto que me sensibilizou e agradeço de modo sentido a presença de bons amigos que desta zona felgueirense, de nossa região do pão de ló, de Santa Quitéria e São Tiago, se deslocaram propositadamente para o último adeus.


Entre linhas escritas em letras molhadas pela emoção, deixo uma recordação de seus tempos de jogador de futebol do Futebol Clube da Longra. Como o quis perpetuar e estará para sempre registado no meu livro Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras, publicado em 1997 e agora apraz avivar, por tudo isto. Pois sei como ele gostou quando o viu em suas mãos. Apesar de não ter podido vir à apresentação. Nessa sessão pública de lançamento a que esteve presente meu pai, entre tanta gente de meus afetos. E como sei que meus pais, a minha avozinha Júlia, e outras pessoas minhas o estarão a receber agora, envio ao infinito esta recordação.

Armando Pinto
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segunda-feira, 15 de julho de 2019

Até Sempre, Fernando (07/5/1956 – 15/7/2019)



Até Sempre!

- Fernando da Costa Pinto
(N. 7/5/1956 –  F. 15/7/2019)

Quem amamos nunca morre, apenas parte antes de nós…

((( Meu irmão, que residia em Alfândega da Fé, onde foi professor de filosofia na Escola Secundária e ali constituiu família e se afeiçoou. Sempre com a Longra e Felgueiras no pensamento, também. 
Funeral amanhã, terça-feira dia 16, em Alfândega da Fé, pelas 15, 00 horas. )))

A. P. 



sábado, 13 de julho de 2019

29 Anos de Felgueiras Cidade


Passaram  29 anos desde que Felgueiras, a antiga vila sede do concelho, foi oficialmente elevada a cidade. Efeméride a comemorar este sábado de 2019, na memória do que ocorreu ao fim de tarde de sexta-feira 13 de Julho de 1990, quando a proposta escrita pelo Dr. Miguel Mota e apresentada pelo Partido Socialista, com a aprovação dos restantes Partidos então com assento na Assembleia Municipal de Felgueiras, para a elevação Felgueiras, teve aprovação oficial em Lisboa.

Foi assim a 13 de Julho de 1990, pela tardinha desse dia quente que encerrava a semana decorrente, quando foi oficializada a respetiva proposta na Assembleia da República, na capital política do país. Proposta essa cuja redação original teve como autor o Dr. Miguel Mota, jovem a que, por esse motivo, ao tempo foi dado o seu nome à Biblioteca Municipal de Felgueiras. Algo entretanto alterado, na evolução dos tempos, pois foi retirado ainda há cerca de quatro anos, sensivelmente quando perfaziam 25 anos dessa ocorrência… que aqui referimos para enquadramento – quanto ao que há 29 anos foi impresso em letra de forma no jornal Notícias de Felgueiras, onde teve lugar um texto alusivo, que vem a talhe recordar.


Assinalando aqui o 29º aniversário dessa elevação de Felgueiras à categoria de cidade, rememoramos assim o que então foi escrito pelo autor destas linhas e publicado no semanal Notícias de Felgueiras, jornal entretanto já desaparecido, tendo durante décadas dado testemunhos históricos e por fim ficando também a  fazer parte da história de Felgueiras.


ARMANDO PINTO

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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Bodas de Prata do Padre Benjamim, pároco da sede do concelho de Felgueiras


Benjamim Monteiro Mesquita, o Padre Benjamim, de Felgueiras, nascido em 6 de Setembro de 1967, natural do Marco de Canaveses, foi ordenado Presbítero a 10 de Julho de 1994 na Sé do Porto. Tendo assim a 10 de Julho, deste ano 2019, completado 25 anos de sacerdócio.


Associando-nos ao acontecimento, como espaço de memória felgueirense, neste blogue, é com muito apreço que se regista o facto. Juntando algumas imagens da respetiva comemoração, segundo o que é dado ver pelas partilhas comunitárias possíveis através dos meios da Internet e extensiva rede social do facebook.


O tema tem contornos de plena justificação, sendo a paróquia de Santa Eulália de Margaride o centro eclesial da matriz religiosa da cidade sede do concelho e por via disso o seu pároco ser visto como representante da paróquia do centro concelhio. Acrescendo ao facto de ser também pároco de Torrados, Sousa e Margaride, da Vigararia do concelho, assim como Capelão dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras e ainda Capelão da Santa Casa da Misericórdia de Felgueiras.


O Padre Benjamim é desde Outubro de 2005 pároco de Margaride, tendo substituído nesse múnus pastoral o anterior pároco Padre Rodrigo Ferreira.


Aos festejos comemorativos estiveram presentes muitos paroquianos, bem como diversos párocos de outras paróquias do concelho, dois bispos da diocese, um auxiliar e outro emérito, mais representantes de instituições da paróquia, tal como da sede do concelho, e o presidente da Câmara Municipal de Felgueiras. 




Armando Pinto
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terça-feira, 2 de julho de 2019

16º Aniversário da Vila da Longra


Fez ontém, segunda feira dia primeiro de julho, já 16 anos que a 1 de Julho de 2003 a antiga povoação da Longra foi oficialmente elevada a vila, através de aprovação na Assembleia da República e perante a presença de algumas dezenas de longrinos que foram então a Lisboa.

Enquanto até há poucos anos este dia era bem assinalado publicamente, por iniciativa das entidades representativas, no próprio dia, já agora, como aconteceu desta feita, a efeméride passa já esquecida, a nível oficial. Embora ainda haja quem ao chegar as 18 horas, sensivelmente, se lembre sempre do que então se viveu... e como antigamente a essa hora havia pelo menos alguns foguetes a lembrar o facto (normalmente através de bombas pirotécnicas, em número dos anos feitos, entretanto).

De todas as vivências decorrentes desse dia algo ficou entretanto registado por escrito e muito está gravado no sentimento de muitas pessoas, como tem sido anotado aqui em anos diversos e está narrado no livro escrito e publicado na ocasião. Bastando, desta feita, rememorar por um vislumbre de lembranças alusivas o que deste facto sempre perdurará na memória coletiva.

Agora, enquanto o dia próprio passou assim, sem nada que se visse, já o fim de semana terá um programa, entretanto delineado, segundo os cartazes afixados nalguns locais.


Armando Pinto
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domingo, 30 de junho de 2019

Na fechadura da Chave de São Pedro: Chaves da memória local


Percorrendo vias da atualidade, no tempo presente da festa concelhia do São Pedro de Felgueiras, roda-se a chave à aberta ocasião para dar uma volta pelo tema. Estando diante do semblante local a chave de São Pedro, em boa hora trazida a público com a emblemática colocação desse adereço diante dos Paços do Concelho, como imagem que perdura da boa organização que trouxe as festas do concelho ao coração da cidade-sede concelhia.  


Com a nova marca que finalmente junta as pontas da festa do feriado concelhio, ganha novo cunho a festividade de unidade felgueirense. Juntando multidões no centro da cidade e inclusive trazendo o povo à rua, fazendo mesmo algumas ruas serem de convívio público familiar e tudo o mais que se viu, desta feita, até ao ponto alto costumeiro do Cortejo de Flores que engalanou a subida desde a cidade até ao alto do monte de Santa Quitéria. Ficando a faltar, por ora, apenas fazer ligação da procissão religiosa desde o alto até à baixa citadina, para ganhar mesmo foros de festa grande em todos os aspetos, em amplitude completa. Mas lá chegará o dia.

Estando então preservada a memória da origem da festividade, com a manutenção da parte religiosa onde houve a antiga ermida de S. Pedro, da qual resultou a mais antiga festividade remanescente pelos séculos adiante, é feita felizmente a escadaria mental de cima a baixo, na chegada aos dias que correm.



Nesta pertinência, estando na calha a chave de S. Pedro, que traz acima o bairrismo que andava arredio das gentes e feições felgueirenses, vem ao caso uma vista por uma imagem de estatuária antiga do património particular e algumas chaves de antigo uso, da coleção particular do autor destas linhas. No conceito relacionado, de guardar objetos de memória de tempos passados em ligação à história local.


Armando Pinto
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