Espaço de atividade literária pública e memória cronista

Mostrando postagens com marcador Externato Eça de Queirós. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Externato Eça de Queirós. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Remembranças de outros tempos - recuando a eras pessoais de estudante - em cotejo a visão ainda romântica…

 

Na atualidade os temas estudantis, relacionados com o ensino nos dias que correm, andam mais distraídos com problemas surgidos com as novas tecnologias e sistemas, sabendo-se que todos os anos há problemas, seja quem for o governo e o quadrante político das parcerias políticas. Sendo condenável que não haja remédio de uma vez por todas para tantas coisas em que os alunos acabam por ser os prejudicados. Em cuja envolvência, atendendo à comparação com outros tempos, se entenda que afinal era muito melhor quando tudo se processava nos moldes clássicos, em meios de papel, com tudo à vista e com assinaturas e rúbricas pessoais a atestar quantas folhas e páginas tinham cada prova apresentada, sem nada faltar. Enquanto as provas chegavam no dia em envelopes lacrados e tudo corria bem. Etc. e tal, como se sabe… Decorrendo em seguida as correções com todos os professores empenhados e tudo aparecia a tempo e horas.

Ora, esta atualidade, embora por lados diversos, puxa memórias desses tempos em que tudo corria melhor nesses casos do ensino em Portugal. Fazendo lembrar aqui ao autor deste espaço algumas recordações pessoais, apenas para lembrar e fazer memória, homenageando, alguns professores do ensino liceal, de colégios desse tempo, que me ficaram no coração. Alguns entre outros, apenas como exemplos. Tal o caso passado nas frequências do ensino liceal (hoje chamado secundário) no antigo Externato Eça de Queirós de Lousada e no Externato de Vila Meã. Ilustrando este artigo, sobre o tema, com imagem de um caderno pessoal do tempo do Externato de Lousada, à falta de imagens fotográficas de ambos os casos (tendo algumas fotos, embora poucas, de quando estudante em Lousada, mas nenhumas do ano passado então em Vila Meã).

Pois então, nesses tempos em que todo o mundo se comportava bem, ou melhor dizendo tinha de comportar, recuando a anos de finais da década dos anos 60 e princípios dos 70, pelo ambiente das aulas havia os que se manifestavam mais e outros muito menos, perante os professores e professoras que tinham suas simpatias e maneiras de ser. Sendo eu, desde sempre, pessoalmente mais metido no meu mundo e não muito de me procurar fazer ver, não era assim dos que falavam pelos cotovelos e tinham sempre algo a dizer, mesmo que asneiras. O que hoje em dia se diz de participar ou não nas aulas. Daí que por essas e outras se veja quem tem tino para o ensino e quem ande nisso por outras coisas, assim por dizer em modo simplicista, pelo menos. Conforme o que pude sentir e retenho como experiência inesquecível. Tal o verificado, por exemplo, com dois meus professores no Eça, em Lousada. Pois, sendo eu assim pessoa sem me procurar meter à frente de todos, tive um professor de História, o Padre Meireles (ao tempo pároco de Santo Tirso de Meinedo) que nas aulas e para me dar oportunidade, antes de perguntar aos outros, me dirigia a palavra a perguntar o que eu achava, sabendo que eu gostava de história e dominava a matéria. Bem como o Padre Campos, da disciplina de Português, gostava das minhas redações (hoje em dia composições de texto, ou lá como chamam) e fazia com que eu respondesse a perguntas sem precisar de haver quem levantasse o dedo, como ao tempo acontecia. De modo a que nem só quem falava muito mostrasse que sabia ou não, afinal. Repetindo-se a sensação já em Vila Meã, também, com o Padre Filipe, que antes de perguntar aos outros costumava dizer: - ali o Armando sabe… De tal forma que quando eu completei o curso liceal ele, o Padre Filipe (um santo sacerdote alto e muito boa pessoa que era pároco em Caramos, de Felgueiras, mas dava aulas em Vila Meã) veio, junto com o Padre Carvalho, então o diretor do Externato de Vila Meã, visitar-me à Longra, durante o tempo das férias que se seguiram, para me dar um abraço de parabéns, entrando de surpresa pela oficina de bobinagem do meu pai - em que fiquei deveras envergonhado, como sempre, mas sinceramente tive uma das melhores sensações de outrora. Enquanto, anos volvidos, quando casei, quis que fosse o meu amigo professor de História, Padre Arnaldo Meireles, a fazer a cerimónia de meu casamento, na igreja paroquial de S. Tiago de Rande-Felgueiras (coisa que o Padre Jorge, ao tempo ainda pároco do Unhão e diretor do colégio de Lousada, onde também foi meu professor de Inglês, acumulando ser ainda professor em Felgueiras no Externato Infante D. Henrique, não gostou muito… como me apercebi anos depois, quando ele chegou a ser pároco em Rande). Coisas que lembram de vez em quando e não esquecem, numa vida que foi e vai sendo vivida.

Armando Pinto

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Curiosidades e Recordações... A propósito: Adriano Sampaio – Um Felgueirense considerado ”Grande Lousadense". E personalizadas memórias colegiais!


Um destes dias veio ter às mãos do autor deste blogue um jornal do vizinho concelho de Lousada. Tendo, ao deitar os olhos à capa, de imediato havido atenção de nosso olhar para uma foto, tratando-se de pessoa conhecida, por sinal da nossa região e residente de Lousada há muitos anos. Despertando então a curiosidade para o texto referente ao tema.


Com efeito o caso reporta-se ao que foi recentemente publicado no jornal “O Louzadense”, pelos vistos um periódico ainda novo mas de feições clássicas, que segundo se nota dá apreço a memorizar aspetos relativos à memória do concelho do Torrão, como em tempos idos era popularmente conhecida a terra de Lousada. Em cuja linha redatorial, é dada no jornal devida relevância a figuras conhecidas e tidas por “Grandes Lousadenses” da atualidade, na esteira de “Louzadenses” memorandos. Sendo no nº 3 deste referido quinzenário, edição de 23 de Maio, dado lugar de destaque a um personagem oriundo de Felgueiras e entretanto radicado em Lousada. Tal o facto de ser ali dado a rememorar o facto de Lousada ter em seu seio Adriano Sampaio, como fundador da seção concelhia do PSD lousadense e figura pública com obra na vida sociável da mesma área da vila do Senhor dos Aflitos.


Adriano Sampaio nasceu na freguesia de Sernande e viveu sua adolescência na freguesia de Rande, freguesias vizinhas e paróquias anexas, do concelho de Felgueiras. Tendo residido na casa paroquial de S. Tiago de Rande, como sacristão do pároco de Rande, Padre João Ferreira da Silva. Em adulto, pelos contornos da vida, acabou por casar em Lousada e ficou para sempre a residir na vila abençoada pelo Bispo D. António Castro Meireles, como está de mão levantada em estátua alusiva, a saudar quem está ou passa por ali.

Já era ele uma pessoa respeitada na vila de Lousada quando o autor destas linhas por ali andou a estudar. Lembrando-me bem de o ver então, andando eu de livros debaixo do braço com amigos, ao tempo de frequência no Externato Eça de Queirós. 


Tempos em que o histórico colégio era deveras familiar no ambiente da terra através de figuras carismáticas, como o "Contínuo" Senhor Sousa, a secretária sempre prestável (senhora muito simpática, da qual me estava já a falhar o nome, mas recordando seu sorriso me vem à ideia como era tratada carinhosamente) a Chiquinha, os professores como o tão apreciado Padre Meireles de História, o Padre Campos do Português, Padre Mota de Francês, Padre Jorge de Inglês, Professora Orísia de Ciências, etc. etc. Andando o tão afável sr. Sousa de cigarro de mortalha sempre na boca, além de ser conhecido nas suas andanças de bicicleta a atravessar a vila no itinerário profissional. Lembrando que comíamos barato na casa de pasto do sr. Freitas, típica mistura de tasco e restaurantezinho antigo, por trás dos Bombeiros. Ao passo que no centro da mesma vila comprávamos o jornal na loja de papelaria da Geninha, enquanto esperávamos a camioneta de carreira em frente à loja do Rega, rindo-nos com a sua useira conversa de engalhar os clientes.


Recordo-me de então falar sobre o meu conterrâneo felgueirense com companheiros (sendo do curso liceal de bons amigos como Zé Vieira, mais tarde advogado de renome e dirigente apreciado dos Bombeiros; tal como também o Jorge Magalhães, volvidos anos tornado Presidente da Câmara de Lousada; Zé Alberto; o Teles de Santa Margarida, o Costa de Silvares, o Sousa do Unhão, Reis, Graça, Raquel, Maria José, Goreti, entre outros). 


Isso na ideia de conhecer o senhor Adriano Sampaio dos tempos em que viveu na minha região felgueirense. E sobretudo orgulhando-me de saber que era também um conhecido portista dos meios lousadenses. Pois o caso da política aconteceria alguns anos depois, já eu andara pelo Colégio de Vila Meã e ficara de permeio à espera de incorporação no serviço militar, até ter acontecido o 25 de Abril, etc. e tal…

Ora, veio agora tudo isso à lembrança, a propósito de ver no jornal O Louzadense longa entrevista com Adriano Sampaio, em duas das profusas páginas desse jornal, de cujo material para aqui se transporta algumas partes mais relevantes ao interesse geral.




Armando Pinto
((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))