Vinha já de recuados anos o transporte
público de camionetas de carreira entre Felgueiras e a estação de Caíde, passando
pela Longra, em vários giros. Num dos quais parando para levar para o comboio os sacos com o correio da Estação CTT da Longra, assim como na volta se dava o inverso. Em viagens com horários condicionados com a CP, Comboios de Portugal, pelas tabelas dos Caminhos-de-ferro,
por forma a permitir a ligação aos comboios com destino e procedência do Porto.
Por esses tempos, nas viagens até ia havendo passageiros
transportados no tejadilho. Isso quando havia enchentes, pois obviamente havia
a vistoria do cobrador. Sendo bem lembrados tempos, pelos anos
50 e 60, pelo menos, em que até na escada de trás, de ligação ao tejadilho, se “empoleiravam”
moços em idade juvenil, como que a viajarem durante alguns metros, ou muito
mais.
Obviamente ficaram também na retina das memórias as excursões, levando o pessoal da terra em passeios por outras bandas. E tantos outros casos extensivos.
Entre tantas curiosidades relacionadas, conhecidas por quem
viveu esses tempos ou tem memórias, ainda que ténues, dessas vivências, há
algumas deveras lembradas. Então, por exemplo, como obviamente no trajeto das
camionetas vindas da então vila de Felgueiras, ao chegarem à Longra seguiam para
Caíde, mudando de direção e direcionando na respetiva estrada condizente, o povo
(voz popular) dizia que viravam, brincando com a situação - porque virar no
termo vulgar queria dizer cair, voltar-se.
Ora, sendo que a carreira de Felgueiras para Caíde estava a cargo da empresa Cabanelas de Felgueiras, dessas carreiras ficaram memórias visuais também. Como, noutros exemplos, se pode ilustrar estas simples lembranças com algumas imagens de camionetas de tempos antigos.
Armando Pinto
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