O Semanário de Felgueiras faz agora 36 anos. Nesta data
aniversária comemorada a 1 de junho, referente ao dia em que foi publicado e
distribuído o seu primeiro número, em 1990. Surgido então nesse tempo em que no
concelho de Felgueiras existiam outros títulos jornalísticos - quer na sede
concelhia da ainda então vila de Felgueiras, pouco depois elevada a cidade,
como na Lixa, então também ainda vila e antes alguns anos da passagem a cidade -
o popular e histórico Semanário de Felgueiras é hoje em dia, e desde há alguns
anos já, o único resistente jornal que ainda se publica e chega aos leitores e
assinantes em edição de papel. Atualmente com o título de SF FELGUEIRAS JORNAL,
mas mais conhecido sempre por Semanário de Felgueiras, mantendo sua veia
informativa e historiadora na tradição popular.
Desde o primeiro número seu leitor - aqui o autor destas
linhas - obviamente não fui desde a primeira hora seu colaborador, por então o
ser de um outro jornal existente por esses tempos, o Notícias de Felgueiras.
Mas ainda antes da suspensão efetiva desse referido antigo jornal, passei a
colaborar no Semanário de Felgueiras a partir de dezembro de 1996. E desde aí
mantive a minha colaboração a este periódico, podendo dizer que sou o mais
antigo em tempo de colaboração efetiva, sem nunca ter interrompido a respetiva ligação.
Desde o tempo em que o jornal fez as célebres reportagens sobre as atividades
que iam decorrendo na Casa do Povo da Longra, no tempo em que ali eu era
vice-presidente e fundei o Rancho Folclórico Infantil da mesma Casa do Povo,
bem como organizei a primeira Semana Cultural que meteu a histórica Mostra
Filatélica e Exposição Museológica, tal como depois já como presidente, em cuja
sequência passei eu a enviar notícias e fazer artigos sobre as atividades da
casa, etc. e tal. Seguindo-se a fase em que, graças à ação do Dr. Manuel Faria,
o Semanário de Felgueiras patrocinou em 1997 a publicação do meu livro grande “Memorial
Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”. E pelos tempos adiante tem sido
mantida esta afetiva ligação, passando pela era das publicações de suplementos
e até de uma revista. Sempre com um elo afetivo especial por, tal como escrevi entretanto para as páginas do jornal, a boa ação do Dr. Faria ter conseguido fazer com que chegasse a público aquele meu livro, volume que esteve muitos anos
à espera de poder ver luz pública, por falta oficial havida à promessa de apoio
anterior, quão fora prometido e faltado pelo pelouro da cultura municipal dessa época, podendo-se
por fim dizer que houve algo especial na concretização acontecida.
E cá estamos e continuamos. Felizmente pertencendo assim à
história também do histórico jornal que é o único existente em Felgueiras na
atualidade.
Armando Pinto

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