Faleceu com 101 anos de vida a senhora da Casa da Sobreira,
D. Haydée Novais (lendo-se e dizendo Aidê). Mais uma senhora centenária que
desaparece de nossa vista e do número dos vivos, de gente que conhecemos nas
andanças pela área da Longra, mas não foge de nossa recordação. Havendo essa
senhora sido figura conhecida da zona da Longra, área de Rande e arredores,
pelos limites geográficos com a Pedreira. Muito antes da imposição da união de
freguesias que não diz nada a ninguém... mas a familiaridade das pessoas conhecidas
e estimadas da mesma área dizem e muito. Como no caso desta senhora
simpática, que muito andava e convivia pela Longra. Além de pessoalmente ser
pessoa com quem eu gostava muito de conversar, quer quando nos cruzávamos, bem
como quando ela ia ao Posto Médico da Casa do Povo da Longra e depois ao continuador
Centro de Saúde local, onde ela, acompanhada sempre pela sua irmã, de idade
próxima, também, logo se dirigia a mim no atendimento público.
Essa ligação da Casa da Sobreira, bem como dos habitantes do
lugar do mesmo nome, com a Longra, desde tempos idos da povoação do surgimento
da indústria metalúrgica e das realizações culturais da região, vinha e vem de
longas eras. Tanto que, por exemplo, o filho da D. Haydée, o Jorge Novais,
estudou na Escola Primária da Longra e os seus amigos de infância eram e são da
Longra e arredores; a pontos de ele ainda ter pertencido à Liga Eucarística dos
Homens de Rande, incluindo ter participado nos históricos acampamentos dos
membros da mesma Liga no Monte de Santana; assim como fez parte de grupos de
áreas diversas da Longra. E atualmente é dos elementos do Grupo de Colegas de
Escola e Amigos que anualmente se reúnem em Encontro respetivo, perante
informações alusivas emanadas através de contactos por grupo próprio do WhatsApp, como
está para voltar a acontecer em Maio próximo.
A D. Haydée, além de mãe do Jorge, era irmã do sr. Alcides
Novais, que era frequentador assíduo da Longra e chegou a pertencer aos quadros
diretivos da Casa do Povo da Longra (como consta do livro “ASSOCIAÇÃO DA CASA
DO POVO DA LONGRA - 60 ANOS AO SERVIÇO DO POVO”, publicado em 1999 nas comemorações
do Sexagenário da instituição); e também irmã do sr. António Novais, que foi
conhecido elemento do escritório da Metalúrgica da Longra e depois residiu na fronteira de Varziela com Margaride; assim como do sr.
Basílio Novais, depois residente em Lousada; e ainda do Méninho Novais, que
jogou basquetebol nos tempos áureos dos grupos de Basquete da Longra e por fim foi viver em Lisboa (cujos dados dessas equipas estão anotados no livro “Memorial
Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997); tal como havia
a ligação às irmãs, etc. E, na memória local, perdura ainda a lembrança do patriarca
da família, pai da D. Hydée, ter tido um carro antigo muito bem estimado, de
modelo dos anos 50 ou coisa parecida, que era muito admirado na região e, muito
depois dele ter falecido, ainda cheguei a ver guardado na garagem da casa.
Em suma, o tempo passa, mas não passam as lembranças de tudo
quanto merece estimação.
Armando Pinto

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