Espaço de atividade literária pública e memória cronista

domingo, 30 de novembro de 2025

Encontro de reencontro de amigos e colegas dos anos 60 (Alô Gondomar e Porto... desde Barcelos)!

Assim mesmo. Tal o que ocorreu e se conviveu no passado sábado, 29 de novembro, com um encontro de amigos, entre alguns antigos colegas que foram estudantes capuchinhos. Almoço de convívio em Barcelos. Grato reencontro que muito me satisfez. Num abraço de anos de amizade.

Ora, assim sendo, foi mais um bom momento dos que felizmente ando a poder reviver, dos que tem sido possível ter. Andando a viver o presente, sem perder o passado.

Desse encontro, mais algumas memórias ficam guardadas no nosso íntimo. Como no caso, em que foi um encontro memorável, como um dos amigos disse e concordo. E se de outras vezes não tenho podido ir, quer ao grande encontro anual, como a almoços destes, sobretudo por motivos da deslocação, desta vez felizmente foi possível e ainda bem.

Além de tudo o mais, ainda ficaram algumas fotografias do repasto de convívio, para a posteridade. Em captações fotográficas que dão para rever os amigos, desse pequeno mas significativo grupo dos que andamos a estudar juntos em Gondomar a partir de meio da década dos anos 60, e alguns de seguida também no Porto.

Da visualização fotográfica pode-se enumerar os presentes: na primeira fotografia e da frente para trás - do lado direito: Albino, Luciano, Armando Pinto, António Costa, Arménio Medeiros e Silveira; do lado esquerdo: Fernando Lopes, Joaquim João (Faria), Júlio Alves, Amadeu, José Lopes, Domingos Cruz, Manuel Ramos e Miguel.


E na segunda, sendo do outro lado, invertem-se as posições naturalmente.

Com a presença também das esposas dos Arménio, Ramos e Domingos Cruz, que naturalmente deram seu toque ao bom convívio realizado.

Foi um encontro bonito, de verdade. 

Armando Pinto

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sexta-feira, 28 de novembro de 2025

De vez em quando… Entre curiosidades felgueirenses: um CD com 25 anos - sobre “Festas, Romarias e Tradições 2000 Hoje” (Distrito do Porto/Concelho de Felgueiras)

Passados já 25 anos desde a entrada no ano 2000, vem a calhar lembrar um suporte informático com documentação relativa a esse tempo. Tratando-se de um CD /Cd-Rom, de memória Ram, ref. Windows 95, 98, 2000, sobre “Festas, Romarias e Tradições 2000 Hoje” das freguesias dos concelhos do Distrito do Porto. Estando aí as descrições desses temas relacionados. Num trabalho feito em 2000 e com os Cd’s distribuídos em 2001. Cuja edição, além de patrocínios particulares, contou com contributo das Juntas das Freguesias à época existentes autonomamente; e como tal devem constar nos arquivos correspondentes. Havendo um exemplar na posse aqui do autor, fazendo parte do arquivo pessoal, por ter colaborado com indicações de dados etnográficos e históricos, para o efeito.



Armando Pinto

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terça-feira, 25 de novembro de 2025

NOTA INFORMATIVA aos membros do GRUPO DE COLEGAS DE ESCOLA E AMIGOS

 

Aviso:

  • Está já marcado o dia do próximo encontro anual, cujo almoço de convívio será em maio de 2026. Será anunciado então o dia e restantes informações no respetivo grupo de WhatsApp e na página de Facebook também do grupo. Tenham todos e todas a devida atenção ao que ali vai sendo avisado.

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Assinalando a passagem dos 127 anos dos Bombeiros de Felgueiras

 

Ao perfazer nesta data de 24 de novembro de 2025 a conta de 127 anos da fundação oficial da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Felgueiras, assinala-se também aqui neste espaço de memorização felgueirense a existência da importante instituição concelhia, fundada em 1898.

Sendo como é esta corporação uma das mais antigas instituições do concelho e pelo seu desempenho na proteção de pessoas e bens digna de louvor, merece pois toda a nossa admiração e grato reconhecimento.

Ora, se em anos anteriores foi por aqui dado a reconhecer aspetos de seu trabalho voluntário e dedicação à causa do serviço público, através de alguns apontamentos constantes em artigos entretanto publicados, de lavra própria, desta feita homenageia-se a mesma Corporação com imagens do que sobre a mesma consta entre adereços guardados pessoalmente.

Armando Pinto

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domingo, 23 de novembro de 2025

À Milinha do Restaurante da Sãozinha

Faleceu a Milinha do Restaurante da Sãozinha, como era conhecida ultimamente desde que sua filha passou a ter o Restaurante Cimo de Vila de Sernande. Anteriormente também conhecida por Milinha das Figueiras, por ter vivido durante anos na casa do lugar desse nome, em Varziela. Senhora muito simpática e sobretudo com quem eu simpatizava muito e sei que ela comigo de igual forma manifestava grande apreço. A D. Maria Emília da Cunha, residente na Travessa de Cimo de Vila, no antigo lugar de Sacotes, em Sernande. Tinha 88 anos.

Desaparece assim mais uma das pessoas idosas que iam ao Posto Médico da Longra, ainda do tempo do Posto Clínico da Casa do Povo e seguinte Centro de Saúde da Longra, sobretudo que me tinham afeição desde esses tempos do Posto Médico da Longra, cuja frequência desses serviços fazia parte das amizades mantidas. No caso da Milinha até, como me lembro, de tal modo que quando lá chegava era a mim que se dirigia logo para a atender. Entre pessoas que depois que saí, por aposentação antecipada (por episódica doença), quando me viam mostravam como gostaram de eu lá ter estado. Enquanto a Milinha ainda me ia vendo com assiduidade, até estes dias. Sempre com seu sorriso misturado com palavras cativantes. A ponto que, ainda há tempos, um antigo empregado do restaurante de sua filha me ter dito que admirava como ela olhava e se referia a mim: «Ela tem-lhe um respeito…!». Mas claro, sabendo ela que eu olhava para ela também com grande amizade, a pontos de gostarmos de conversar um bocado sempre que podíamos. O que, sabendo-se como eu pessoalmente falo pouco, queria dizer muito.

A Milinha, ainda era prima de minha esposa, também - não sei ao certo o grau, quão pouco importa para o caso; e ainda há tempos eu e minha esposa lhe oferecemos um ramo de flores num encontro de família realizado no restaurante da filha - mas para mim era a pessoa simpática que me fica na lembrança.

Até sempre, Milinha!

Armando Pinto

Obs.: VELÓRIO - O corpo estará em câmara-ardente na Capela da Ressurreição de Rande, hoje, Domingo dia 23 de novembro a partir das 15 h 00.

O FUNERAL realiza-se segunda-feira dia 24 de novembro pelas 15 h 30 da Capela da Ressurreição de Rande, para a igreja paroquial de Sernande, onde serão celebradas as cerimónias fúnebres. Irá a sepultar no cemitério de Sernande - Felgueiras.  

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Entre livros e publicações - de vez em quando… o pequeno livro “ELEVAÇÃO DA LONGRA A VILA” /2003.

Desta feita, por entre publicações monográficas locais, calha vez de recordar a publicação do pequeno livro “ELEVAÇÃO DA LONGRA A VILA”, de 2003, alusivo à respetiva aprovação oficial. Livro esse escrito em poucos dias, para ser, como foi, apresentado logo na festa comemorativa realizada escassos dias depois da elevação. Tendo a aprovação na Assembleia da República sido na terça-feira dia 1 de julho e a festa, com a apresentação da publicação do livro, sido logo na imediata sexta-feira dia 4, desse mesmo mês de julho, em 2003.


Relembrando assim esse livrinho historiador, ilustra-se a lembrança com imagens de algumas páginas do mesmo, cuja tiragem ficou esgotada na noite da mesma sessão comemorativa. Podendo-se ainda, através dele, rever os antecedentes e como estava a Longra na ocasião, de modo que quem o tem poderá comparar com os tempos que se seguiram, até à atualidade.


Armando Pinto

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sábado, 15 de novembro de 2025

À minha madrinha…!

A vida, no seu desenrolar dos dias e dos anos, vai mudando tudo, incluindo o que nos rodeia e fazendo desaparecer também pessoas de ligação à nossa vida. Como agora, entre quem nos dizia e continuará a dizer muito, faleceu a minha madrinha de batismo, a Celestinha. A minha madrinha que, sei, gostava muito de mim, como eu dela. Assim como, ela que era uma grande bordadeira, das mais apreciadas de Felgueiras com seus pontos de fada do bordo tradicional felgueirense, bordou peças do enxoval que minha namorada levou para o nosso casamento. Como até tinha orgulho de mim, quão demonstrou com sua presença, e logo na primeira fila, na sessão de lançamento do meu livro grande historiador da região, bem como noutras ocasiões, que me recordo bem. 

A minha mãe escolheu-a para minha madrinha, era ela ainda jovem com 16 anos e mais alguns meses, por ser vizinha nossa, de porta com porta por assim dizer. Pois à época, aquando de meu nascimento, no mesmo edifício vivia também a família dela. Visto a casa, que era de meu avô materno, estar então dividida para duas famílias, habitando uma parte a prole de meus pais e na outra a da minha madrinha, em quem recaiu a respetiva escolha graças à boa vizinhança. Sendo eu batizado com vinte e seis dias de vida, quando ela me pegou ao colo na igreja de Rande. Acontecendo que então me deram o nome do namorado dela da ocasião, também da Longra, cujo namoro depois nem durou muito, mas já estava dado o nome e ficou, com que nunca engracei deveras, mas enfim estava o registo feito e claro não houve volta a dar. Enquanto a repartição dos andares da casa ainda continuou assim por mais alguns anos, lembrando-me eu até (teria poucos anos, mas ficou na retina das imagens ténues) de ela me levar a acompanhar a sua ida ao leite, como então aos finais das tardes ia à quinta da vacaria de Rande com o namorado seguinte, com quem veio a casar; e quando ela ia mais cedo e ele aparecia depois, para cair nas boas graças dela levava-me com ele na lambreta com que aparecia, para a ir esperar. Além de outros momentos em que ela, em frente â casa, bordava sentada junto com uma irmã, enquanto sua mãe, a Zéfinha, fazia meias de lã. Volvidos anos a casa passou a ser só habitada por nós, indo a família da minha madrinha, de seus pais, a Zéfinha e o Zezinho carteiro, para outra nas proximidades, dentro da Longra, até que ela casou e foi viver para a então vila de Felgueiras. Mas sempre mantendo contactos, como me lembro de aparecer sempre com sua cara sorridente. Como pela vida além, desde a minha comunhão solene, em que veio e me trouxe a minha primeira camisa de usar com fato, que mandou fazer a uma costureira que andava na Triple Marfel e fazia em casa camisas de popeline (pano branco liso e leve) como as da grande fábrica das camisas; como depois quando eu vinha a férias após ausência de temporadas, quando andava no seminário, ela fazia questão de eu ir a sua casa almoçar como visita de honra; assim como no meu casamento esteve com seu marido e filhos. E quando foram apresentados os meus primeiros livros ela esteve lá. Sendo agora a minha vez de estar com ela, como estive hoje no seu velório, junto a ela. E ela estará sempre nas minhas lembranças afetivas.

Até sempre, Madrinha!

Armando Pinto