Espaço de atividade literária pública e memória cronista

sábado, 19 de abril de 2025

Feliz Páscoa!

 

Estamos na Páscoa, embora pelo tempo da meteorologia destes dias, em plena Primavera, quase pareça estarmos no Natal. Mas é chegada a Páscoa, tempo de reunião de família, quer à mesa em convívio e depois a receber a Cruz Paroquial na visita do Compasso Pascal.

– A todos os amigos, seguidores e leitores deste meu blogue “Longra Histórico-Literária” desejo uma feliz e santa Páscoa, com um abraço de Aleluia!

Páscoa de 2025

Armando Pinto

sexta-feira, 18 de abril de 2025

Missa Crismal da Sé do Porto, com especial menção ao Padre Manuel Joaquim entre os celebrantes das Bodas de Prata Sacerdotais em 2025!

Na Quinta-feira Santa, da comemoração da Instituição da Eucaristia, realizou-se na Sé do Porto a anual Missa Crismal, com a presença dos sacerdotes, diáconos e bispos da Diocese Portucalense. Tendo o Bispo Diocesano do Porto, D. Manuel Linda, destacado «o trabalho dos sacerdotes no serviço aos outros, promovendo a esperança, encorajando o diálogo e renovando a Igreja no discernimento e na unidade.» Então, na Catedral repleta de sacerdotes e diáconos, o bispo do Porto salientou «o serviço dos sacerdotes como o de autênticos “peregrinos da interioridade”, lembrando «o momento fundante da ordenação sacerdotal.»

Ali, no dia 17, como habitualmente, o bispo do Porto recordou os sacerdotes e diáconos falecidos durante o último ano e aqueles que neste novo ano celebram bodas sacerdotais de 25, 50, 60 e até 70 anos de serviço à Igreja. Entre os quais, dos sete que neste ano de 2025 celebram as Bodas de prata sacerdotais, de 25 anos da ordenação presbiteral, se conta o Padre Manuel Joaquim da Costa Ferreira, por isso ali nomeado também na Assembleia da Sé da Igreja Portucalense

Entretanto, durante a mesma cerimónia do dia de início do Tríduo Pascal, «após a homilia, os concelebrantes renovaram as promessas sacerdotais, o bispo abençoou o óleo dos catecúmenos e enfermos e consagrou o do crisma. Óleos que serão usados tanto na administração dos sacramentos do Batismo e da Confirmação como nas ordenações ou na consagração de uma igreja.»

Armando Pinto

(Imagem/Foto Miguel Mesquita, da página VP-Voz Portucalense, Semanário da Diocese do Porto, de onde se tiraram as partes indicadas entre parênteses.)

 

quinta-feira, 17 de abril de 2025

Grupo C E & A (Colegas de Escola e Amigos), sua simbologia relacionada com a Longra e Felgueiras, mais atualização do próximo Convívio…

 

Está em marcha o movimento para a realização dum encontro de convívio de várias gerações de Colegas de Escola e Amigos da Longra e arredores. Estando-se já na fase de inscrições, confirmações e pagamentos para o almoço que se vai realizar dia 10 de maio próximo. De modo a juntar amigos e conhecidos que andaram pela Longra em anos diversos e assim poder haver um reencontro de bons amigos. Havendo um grupo de WhatsApp criado para o efeito. No qual ainda poderão ser adicionados amigos que não tivessem tido conhecimento, mas estão a tempo de contactar com Pedro Teixeira, Armando Pinto e Alberto Ferreira. E, entretanto já mexe a iniciativa, como comprova uma bandeira com o brasão do grupo, recebida hoje por oferta amiga e que já está no meu escritório doméstico. Com simbologia do brasão e bandeira alusiva a caraterísticas locais – como entretanto foi e está explicado no grupo de WhatsApp.

Armando Pinto

segunda-feira, 14 de abril de 2025

Casos de preservação e respeito pelo passado histórico e tradicional da nossa região…

Está ainda no limbo das questões o caso que se passa com o caminho da Calçada de Rande (como se sabe um caminho medieval da parte que resta do antigo percurso do Caminho de Santiago verdadeiro, que passava na região), de interesse público. Caminho agora e desde há muitos anos com atribuição toponímica oficial de “Travessa da Calçada”, com colocação devida da respetiva placa da toponímia de foro municipal. Cuja ocorrência ali acontecida por estes dias está ainda por esclarecer e urge resolver da melhor forma para a inerente preservação. Pois não se entende como um caminho assim antigo e histórico, que há muito deveria ter sido classificado oficialmente como de interesse público, pelo menos, possa ser destruído, ainda que parcialmente, e mesmo alterado, sabendo-se que em espaços públicos para qualquer intervenção tem de haver licença oficial. 

Esse caso demonstra como estudos de registo histórico ainda conseguem fixar à posteridade certos aspetos entretanto desaparecidos ou em vias de destruição. E levam a pensar como até há certos factos de menor impacto, mas com características de interesse memorial. Que se apontam como curiosidade, visto se não tivessem sido registados de algum modo se lhes perderia o rasto. Tal como se passa precisamente com os nomes de ruas, travessas e vielas que ainda preservam os nomes dos antigos lugares, a fazer memória do conhecimento popular. Visto saber-se que há antigos lugares em escrituras que já nem se sabe onde ficavam. E ainda há outros de características locais tradutoras da tradição oral. Como por exemplo acontece com nomes antigos de lugares, quão lembra os nomes dos antigos lugares de Valdomar de cima e de baixo, (hoje já só restando o de baixo, por o de cima ter desaparecido com o rasgamento e passagem da auto-estrada) em Rande. Sendo na versão escriturária dado o nome de Valdemar, mas na tradição popular e conhecimento comum sido e ser sempre Valdomar. Igualmente com o lugar das Chãos, no alto de Rande, que pelo nome feminino seria das Chãs, como foi alterado na escrita, mas o povo continua como antes a chamar-lhe lugar das Chãos, conforme constava em antigos documentos. Igualmente no nome da freguesia de Sernande, que pela regra gramatical seria Cernande, mas é escrita Sernande, segundo vem de tempos idos. Bem como na Pedreira, o lugar popularmente conhecido por Crasto seria Castro, de local de um antigo sítio castrejo, mas o povo e a tradição deram e dão conhecimento de Crasto, pela evolução popular. Entre diversos exemplos, em modo ciente de como a tradição é prova afinal histórica, também.

O caso do Caminho da Calçada de Rande tem ainda maior relevância por se tratar de um muito antigo local de passagem do itinerário dos Caminhos de Santiago, do trajeto que passava pela parte sul do concelho de Felgueiras, vindo de Cernadelo de Lousada e chegado a Rande já em Felgueiras após passagem pelo Unhão - como está descrito no livro historiador da região. 


= Fotografias originais (da parte de baixo e do cimo do caminho da Calçada de Rande), de captações fotografadas nos anos 80, do século XX. aquando da elaboração do livro em que ficaram depois impressas - "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras". 

(Fotos do autor deste blogue e entretanto também cedidas pelo próprio ao Arquivo Municipal de Felgueiras, por acordo de cedência pessoal e institucional.)

Armando Pinto

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sexta-feira, 11 de abril de 2025

Artigo sobre a “PÁSCOA TRADICIONAL” no SF FELGUEIRAS JORNAL

 

Artigo, em modo de crónica, a rememorar a Páscoa Tradicional” da nossa região felgueirense, na edição do Semanário de Felgueiras de sexta-feira dia 11 de março, em sua página 10-Opinião/Cultura:

Armando Pinto

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quinta-feira, 10 de abril de 2025

FELGUEIRAS – Escola EB 2, 3 D. Manuel Faria e Sousa - Concurso de Maquetes de Castelos 🏰 "Um Olhar sobre um Castelo" – Ano Letivo de 2024/2025

 

No âmbito das atividades letivas do Agrupamento de Escolas D. Manuel Faria e Sousa, decorreu a iniciativa Concurso de Maquetes de Castelos 🏰 "Um Olhar sobre um Castelo". Tendo sido por fim apreciados e escolhidos os melhores exemplares do tema a concurso.

Do mesmo Concurso da Escola D. Manuel Faria e Sousa, a entrega do 1.º Prémio e Menções Honrosas teve lugar na Biblioteca Escolar do Agrupamento, no dia 2 de abril, pelas 15:00 horas, com a presença do Sr. Diretor, Professor António Sousa, que procedeu à entrega dos respetivos prémios.

É de salutar apreço a arte dos trabalhos apresentados a concurso, que estiveram expostos no polivalente da escola sede do agrupamento, na cidade de Felgueiras. Tendo o 1.º Prémio do Concurso de Maquetes de Castelos sido atribuído a Tiago Pinto, do 5.º A. 

Tiago Pinto, de 11 anos, da Longra. 

Do facto regista-se a ocorrência, através de imagens que dispensam legendas.


(Fotos da página FB de Agrupamento de Escolas D. Manuel de Faria e Sousa)

 Armando Pinto

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sábado, 29 de março de 2025

De vez em quando... e recordando: um médico de renome com ligação felgueirense - o Dr. Fernando Sarmento Pimentel Neves

Já neste espaço de memorização foi lembrado, noutro artigo (inclusive publicado no jornal Semanário de Felgueiras, há anos, e depois transposto em partilha neste blogue), a propósito da existência de médicos célebres com raízes de naturalidade ou afinidade felgueirense. Então em conjunto com mais alguns. E desta vez volta a ser recordado, agora individualmente. Lembrando assim o Doutor Fernando Pimentel, como era mais conhecido e ele mesmo assinava, mas de nome completo Fernando José Sarmento Pimentel das Neves.

O Dr Fernando Pimentel, da família da Casa da Torre, de Rande, não nasceu em Rande mas na cidade do Porto, a 15/9/1918, por na ocasião seus pais estarem no Porto. Havendo uma versão popular, que se contava em tempos idos, que terá nascido em Rande, na Torre, mas depois foi registado no Porto. Contudo passou a infância na casa-mãe da família, na felgueirense freguesia e paróquia de S. Tiago de Rande. E inclusive casou em Rande, assim como ficou sepultado em Rande, falecido que foi a 26/8/1973. Tendo grandes ligações felgueirenses, em suma. E, como disse o Dr. José Leal de Faria, na sessão solene de  homenagem prestada pelos Bombeiros de Felgueiras ao eminente psiquiatra felgueirense Dr. Magalhães Lemos, «as terras só são grandes, consideradas e conhecidas, quando as qualidades dos seus filhos as inculcam e tornam notáveis».

Ora, o Prof. Dr. Fernando José Sarmento Pimentel das Neves foi grande vulto em Psicologia e Psicopatologia. E transporta em seu rasto curricular fortes afinidades e raízes de Felgueiras. Pois, com efeito, o Dr. Fernando Pimentel, embora registado como natural do Porto, era de Rande pelo sentimento afetivo, acabando por ser sepultado no cemitério paroquial de S. Tiago de Rande, no jazigo de família da sua Casa da Torre (solar da linhagem de sua mãe e dos famosos João e Francisco Sarmento Pimentel, seus tios). Assim, pode dizer-se, o referido personagem ilustre, faz parte da honrosa galeria de médicos integrantes na memória Felgueirense, desde o célebre Prof. Dr. Magalhães Lemos, passando por um vasto conjunto de figuras, seja como clínicos, investigadores e professores, naturais ou residentes do concelho, além de tantos que também desempenharam funções e exercem medicina dentro do mesmo território Felgariano. 

Do seu vasto currículo, faz sobretudo parte da História Médica Portuense, por exemplo, que o Dr. Fernando José Sarmento Pimentel das Neves incluiu o Conselho Regional da Ordem dos Médicos de 1950 a 1955, fez parte da organização de Cursos de Aperfeiçoamento, como aconteceu por exemplo com o de 1952, em que Pimentel das Neves esteve no grupo representante do Hospital Conde Ferreira, como nos respectivos mandatos iniciados em 1956 e 1959 integrou o Conselho Disciplinar Regional do Porto. Sendo de recordar o que se fixou no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, que o Psiquiatra Dr. Fernando Pimentel das Neves (n. 1918 - f. 1973) foi Director do Hospital Magalhães Lemos e do Conde Ferreira, havendo ocupado o cargo de Director dos Serviços de Psiquiatria da Região Norte e de Delegado do Instituto de Assistência Psiquiátrica da Zona Norte, bem como de Director do Centro de Saúde Mental do Porto. Publicou diversos trabalhos sobre Psiquiatria, incluídos nos Anais de Psiquiatria, n’O Médico e Actas do Congresso Mundial de Psiquiatria, além de conter artigos noutras prestigiadas publicações técnicas de medicina e da sua especialidade, tal como colaborou também na Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura. Tendo casado em Rande, na sua terra e paróquia de implantação da casa-mãe da tradicional família, repousou depois, para sempre, também em chão Felgueirense, no campo santo da mesma freguesia.

O Doutor Fernando tem também ligações pessoais aqui ao autor, visto ter sido amigo de meu pai, e como tal foi quem diagnosticou uma doença que atormentava a saúde de minha mãe, havia alguns anos e os médicos locais não conseguiam descobrir. Tendo o "Doutor Fernando da Torre" receitado um medicamento que minha mãe tomou durante largos anos e com isso levou uma vida normal. O que só por isso diz muito do valor do Doutor Fernando na medicina geral, além de sua especialidade.

Da memória conterrânea do Dr. Fernando Sarmento Pimentel tem o autor destas lembranças um cartão pessoal com sua assinatura. Uma honra, afinal, e sobrtetudo uma recordação ilustrativa.


Armando Pinto