Armando Pinto
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“FELGUEIRAS CULTURAL ON TOUR” – Francisco Sarmento Pimentel e a Casa da Torre é a primeira atividade e decorre no dia 23 de maio.
A Câmara Municipal, através do projeto “Felgueiras On Tour” que se realizará aos domingos de manhã, promove o seu património cultural.
A primeira atividade que integra este projeto irá assinalar os 125 anos do nascimento de Francisco Sarmento Pimentel através de uma exposição dedicada a este ilustre Felgueirense que nasceu na casa da Torre, freguesia de Rande.
A mostra “Francisco Sarmento Pimentel (1895-1988): Um pioneiro da aviação em Portugal e um opositor ao Estado Novo” está patente na Biblioteca e Arquivo Municipal de Felgueiras até ao dia 31 de maio.
No dia 23 de maio realizar-se-á uma visita à exposição seguida de uma visita à Casa da Torre, onde o arqueólogo José Ribeiro e a Dr.ª Teresa Sarmento Pimentel nos falarão sobre a evolução arquitetónica da Casa da Torre. Pela voz do Dr.º João Sarmento Pimentel ficaremos a conhecer um pouco da história da aviação em Portugal, na qual o seu tio, Francisco Sarmento Pimentel, protagonista da primeira viagem aérea de Portugal à Índia, tem o nome gravado.
Programa para dia 23 de maio
10H00 – Biblioteca e Arquivo Municipal de Felgueiras
Atividade sujeita a inscrição.
Inscrições até ao limite de 25 pessoas
Inscrições para o e-mail: biblioteca@cm-felgueiras.pt até às 15h00 do dia 21 de maio.
O amigo Eduardo Teixeira na sua página do facebook lembrava hoje, e bem, que nesta data «é dia de relembrar um dos momentos mais brilhantes das últimas décadas» … Sendo obviamente dele os créditos da lembrança momentânea, que se releva porque na verdade dá azo a que aqui se possa recordar mais uma efeméride!
Com, efeito, em maio de 2013 o FC Felgueiras 1932 subiu à
então 2ª Divisão Nacional B, que desde a época seguinte se passou a chamar
Campeonato de Portugal (até ao final desta época de 2020/21, para na próxima
haver novas mudanças). Tendo esse feito do Felgueiras sucedido ao do ano
anterior, em que o clube mais representativo de Felgueiras foi campeão da Divisão
de Honra da AF Porto e, em maio de 2012, subira então à 3ª Divisão.
Pois maio é mesmo um mês com diversas afinidades locais,
entre as quais essas e outras ligadas à história do desporto felgueirense.
Disso, entre recordações presentes na retina da memória, mas
também alguma documentação guardada, juntam-se imagens dos jornais locais
correspondentes a esses dois feitos. De quando em 2012 o FC Felgueiras foi
Campeão da Divisão de Honra da AF Porto, e em 2013 subiu
depois à 2ª Nacional.
Armando Pinto
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Na calha da próxima realização memorial sobre o felgueirense
heroico dos tempos pioneiros da aviação internacional, Francisco Sarmento
Pimentel, recorda-se um artigo em tempos publicado no grande diário nacional
Jornal de Notícias.
Relembre-se que no próximo domingo terá lugar em Felgueiras uma
jornada cultural a fazer memória desse felgueirense saliente, Francisco Pimentel,
através da abertura duma exposição evocativa, na Biblioteca Municipal de Felgueiras,
seguida de visita à casa onde ele nasceu, a Casa da Torre, em Rande. Como entretanto
divulga em pormenor e oficialmente a Câmara Municipal de Felgueiras.
Pois sobre esse conterrâneo ilustre… teve então lugar no
jornal mais lido em Portugal um artigo dedicado ao autor e piloto do 1º voo
entre Portugal e a Índia, em texto saído a público no dia 5 de outubro de 1986,
inserto em espaço então chamado JN Domingo, usual nas respetivas edições dos
domingos nesse tempo, do mesmo jornal. Cuja publicação, assim, nesse domingo e
feriado nacional, via a luz pública no dia comemorativo da implantação da
República em Portugal, a que ficara ligado João Sarmento Pimentel, irmão do
aviador, tendo ambos os irmãos Pimentéis depois como oposicionistas do Estado
Novo seguido o caminho do Exílio político.
Pelo tamanho das páginas, porque ao tempo o jornal era
publicado em formato muito grande, dá-se visualização total através de
fotografias. E para possibilitar leitura, transporta-se o texto em
digitalização dividida e anexa em duas metades, como se pode ver e ler.
Armando Pinto
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«...Parece-me que o mundo de hoje anda muito à procura de
processos de evangelização, porque pensa que o problema está na mecânica dos
processos. E, como assim, anda o mundo descrente de muita coisa, porque só vê
movimentos externos e não descobre a sua verdadeira alma interior. O seu lume,
o seu Espírito.».
Era assim que o Padre Luís da Lapa, eminente Filho de
Felgueiras, via a consciência global, nos alvores da década de setenta, no
século XX.
= Fotos do percurso de Luís Rodrigues ao tempo de Seminarista, com familiares, amigos e colegas...
Também, duma das suas homilias, das famosas pregações breves
e incisivas que fazia, se pode retirar à posteridade uma outra passagem de suas
reflexões. Então, certa vez em que desenvolveu tema sobre a Personalidade
Própria, com que analisava numa homilia aquela parte do Evangelho onde ficou
descrito quando Jesus estava a expulsar o demónio de um mudo, e depois de
referir que o mesmo satanás tanto pode aparecer como demónio como também feito
anjo, quais mudos que surgem a qualquer um em diversas facetas da vida,
tentando anular as personalidades autênticas de cada qual, acrescentava: «O
mesmo se passa na política e em muitas outras áreas. Ou desenvolvemos e afirmamos
o nosso próprio “eu”, e as capacidades que nos foram dadas, ou não passamos de
um zero na vida, e não estamos dentro do plano da realização actual da vida que
nos foi dada.»
Isto, dito assim, em tempo de ditadura política Salazarista, que atirara para o exílio o Bispo do Porto, D. António... Revelava coragem e faz compreender lendas de audições do Padre Luís na sede da “Pide” no Porto.
= Monumento (de que na foto se faz sobressair a parte superior), com busto e respetiva peanha, colocado no adro lateral da igreja da Lapa, no Porto, em honra do Padre Luís de Sousa Rodrigues – escultura da autoria de Irene Vilar e inaugurado pelo Bispo do Porto D. António Ferreira Gomes. =
É esse Padre Luís que o Povo de Felgueiras, mas não só,
deveria conhecer bem. Na vertente intelectual e humanista, junto à sua lavra
artística, como ainda na feição humana e sentimental.
*
Com esse fito procurou-se, oportunamente, fazer algo para que as gentes locais ganhassem algum pecúlio de apreciação valorativa, também nesse especto. Como foi do conhecimento de significativa franja da atenção conterrânea, decorreu durante parte do ano de 2004 uma sequência comemorativa da passagem de 25 anos sobre a morte do Padre Luís de Sousa Rodrigues, o distinto Felgueirense em causa, qual figura de proa da cultura como da música eclesial, além de sacerdote com grande carisma na diocese do Porto, como afinal na Igreja Portuguesa e compositor famoso aquém e além-fronteiras.
O Padre Luís Rodrigues entretanto foi alvo de significativa homenagem em 2004 na sua freguesia natal, tendo sido colocada pela Junta de Freguesia de Rande, ao tempo da presidência de Vitor Pedro Ribeiro, uma placa alusiva na casa onde nasceu, na Fonte (que à época de seu nascimento pertencia ao lugar da Bouça, nome depois desaparecido com as transformações ambientais verificadas na sucessão dos tempos), em Rande.
Aconteceu que a nível concelhio, apesar do que fora entretanto realizado em sua homenagem (sobretudo com exposição bio-bibliográfica na sede concelhia e finalmente a atribuição de seu nome a uma rua de Felgueiras), constatava-se porém na convivência normal que ainda não havia correspondente conhecimento geral, relativamente ao nome desse Ilustre Felgueirense, notando-se continuar a não ser muito acentuado no domínio público o devido preito pela sua vida e obra, da qual não houvera de permeio assimilação exata, para não dizer que sobre ele ainda pairava um quase total desconhecimento.
= Panorâmica ambiental e humana da inauguração da Exposição
na Biblioteca Municipal de Felgueiras – Julho de 2004. =
= Descerramento da placa da Rua Padre Luís S. Rodrigues, na sede concelhia de Felgueiras, pelo então Presidente da Câmara de Felgueiras em exercício, Dr. António Pereira, e pela Vereadora da Cultura, ao tempo, Dr.ª Margarida Sousa. =
Então, para que pudesse e possa haver, se possível, melhor
reconhecimento, ou seja para evocar mais amplamente a figura de tão insigne
conterrâneo, de modo a que daí resultasse plena visão de sua dimensão e
frutifiquem suas virtudes, houve, por fim, uma Conferência na Casa do Povo da
Longra, dedicada à memória do Padre Luís Rodrigues, ato público que teve lugar
a 27 de Novembro, de 2004, nas instalações da Associação Casa do Povo local.
Tal acontecimento teve por fundo uma dissertação, proferida
solenemente pelo Cónego Dr. Ângelo Alves, da Cúria Diocesana do Porto,
expressamente convidado para o efeito, como Orador dessa sessão pública
organizada pela Direção da Associação respetiva, que mereceu lugar reservado na
sala de espetáculos da mesma instituição Longrina e contou com aliciante
programa.
= Descerramento (pelo palestrante Cón. Dr. Ângelo Alves, na
companhia do Presidente em Exercício da Câmara de Felgueiras e pelo Presidente
da Associação organizadora), da lápide alusiva, que ficou a assinalar a
primeira conferência realizada na Casa do Povo da Longra, dedicada a um
personagem ilustre natural da região, na mais representativa Associação local –
Novembro de 2004. =
= Mesa da Conferência sobre o Padre Luís Rodrigues, na Casa do Povo da Longra: O conferencista, Dr. Ângelo Alves, no uso da palavra, ladeado pelo então presidente da instituição e responsável da organização, pelo pároco de Rande, mais o Presidente da Câmara em exercício e o presidente da Junta de Rande.=
No intuito também de vincar quanto representa o percurso do
visado personagem, o autor destas linhas publicou um livro evocativo da
biografia e currículo do célebre Reitor da Lapa do Porto, intitulado “Padre
Luís Rodrigues: Uma Vida de Prece Melodiosa”, com o qual se procurou visar o
mesmo fim, aliando simultaneamente essa tentativa documental, com apresentação
coincidente na ocasião.
Dessa realização, terá cabimento registar a marca de
autenticidade dada na formação de mesa d’ honra, com autoridades civis e
religiosas, atingindo auge por meio da palestra de fundo, cuja presença do
referido ilustre orador ficou perpetuada com descerramento de uma lápide
alusiva.
De uma espontânea opinião ali emitida, na leitura das comunicações
recebidas, se pode sintetizar o evento: “...no meio do ambiente natural, a
Associação Casa do Povo dá valor às pessoas de valor, fazendo lembrar uma
expressão de um antigo Presidente da Academia de Ciências, quando disse
«mediocridade atrai e promove mediocridade; o valor atrai e promove o valor».”
Em suma, acrescentamos, tal qual nem só de pão vive o homem,
rematou-se com a referida realização uma possibilidade de fortalecimento
espiritual, no sentido moral e cultural. Que, como dizia o Padre Luís
Rodrigues, «na Compreensão está o vislumbre do Espírito».
*
Na sequência à razão de procurar honrar a memória do Padre
Luís Rodrigues, procurou-se sempre dar continuidade aos estudos sobre tudo o
que lhe diz respeito, numa simbiose atenta entre o autor destas linhas e outros
interessados entusiastas, o amigo sr. José António Araújo, do Porto, mais o Dr.
José Melo, Felgueirense residente também no Porto, de mãos dadas na pesquisa e
inerente divulgação, visando complementações possíveis de dignificar a
comemoração de seu centenário, em 2006.
Para superar certas formas limitadas de apreciação, nunca é
de mais contemplar quem honra a terra, mesmo que num universo já a fazer parte
do passado, e não só olhar ao que nos rodeia de momento. Pois que, neste caso,
o Padre L. Rodrigues foi Alguém muito apreciado, também pela sua especialização
musical, até ou sobretudo no estrangeiro. Como pela vertente humana, subjacente
no seu Apostolado.
= O Padre Luís da Lapa com o seu amigo e célebre Bispo do Porto D. António Ferreira Gomes
Além do que se aludiu e ficou escrito anteriormente, noutras
publicações, acresce, de entre diversas descobertas interessantes, que se
passou a conhecer mais algumas curiosidades relativas ao percurso e ao valor do
Padre Luís Rodrigues:
Assim, apercebemo-nos que também o muito conhecido
compositor Fernando Lopes Graça, por sinal nascido no próprio ano do P.e Luís,
igualmente esteve em Paris, tal como L. Rodrigues, a estudar com Charles
Koechlin.
De particular apreço, descortinou-se também verificação de
dado sintomático, quanto à sua importância: o facto de em 1977 uma publicação
estrangeira haver integrado o Padre Luís de Sousa Rodrigues entre os grandes
vultos da música. Com efeito, foram então incluídas algumas das suas
composições na antologia inglesa, sobre grandes compositores mundiais,
denominada “International Who’s who in Music”, de Cambridge-England, a qual, na
correspondente oitava edição publicada em 1977, menciona as principais obras do
mesmo compositor português e felgueirense.
Como, intercalando apêndices sempre possíveis sobre ele, se
ter passado a saber que, entre os coros que ficaram ligados ao currículo do P.e
Luís Rodrigues (p. ex. os da Sé do Porto, de S. Tarcísio e Gregoriano do
Porto), esteve também o das Pequenas Cantoras do Postigo do Sol, coral que
durante anos abrilhantou uma das missas da igreja da Lapa, sob regência do
maestro e professor Vergílio Pereira (natural de Paredes, onde nascera em 1900,
tendo vivido no Porto até falecer em 1965, sendo ligado à Lapa pela amizade com
o Padre Luís).
*
O centenário do nascimento do P.e Luís
Rodrigues, em 2006, foi comemorado de algumas formas.
Terá, entretanto, de se fazer notar que, quantas vezes, por
desconhecimento ou desinteresse, podem acontecer simples menosprezos ou mesmo
barbaridades, quando não se sabe valorizar algo até respeitável, à falta de
informações para a devida instrução de dados apreciativos. Nem todos saberão,
por exemplo, mas se não tivesse havido em Portugal um Homem como D. Fernando
II, o rei-consorte e regente, com apreciável apego à pátria afetiva, tinha
acontecido que a célebre custódia de Belém teria sido derretida para cunhar
moeda; tal como, pasme-se, se ele não tivesse tido conhecimento a tempo e não houvesse
impedido, o Mosteiro da Batalha ia ser destruído, pois havia sido vendido em
hasta pública para servir de pedreira... (conf. Rainer Daehnhardt, in “Páginas
Secretas da História de Portugal”). Ora, só se conhecendo o significado das
coisas, o passado dos monumentos, bem como de pessoas de valor, enfim a
associação correspondente de pessoas e objetos a uma pátria terra, se poderá
valorizar a identidade coletiva. É o que se passou, por exemplo, com a referida
efeméride, digna de valorização, no contexto do sentimento matriz do concelho
de Felgueiras, como era a passagem do centenário do musicólogo Padre Luís
Rodrigues, um insigne Filho de Felgueiras que foi reconhecido honorificamente
pelo Governo Português com a Comenda da Ordem de Santiago da Espada. Tendo
cabimento o “à parte” do cotejo anterior, pese as diferenças na comparação das
referidas ocorrências remotas, por o aludido segundo marido de D. Maria II
(conf. “Padre Luís Rodrigues: Uma Vida de Prece Melodiosa”) haver ficado na
memória da igreja da Lapa, do Porto, onde mais tarde o “nosso” P.e Luís foi
célebre reitor.
Felizmente, depois de diversos “picanços” de alertas, houve
comemoração alusiva no Porto.
Então, no dia 6 de Julho de 2006, data em que se completaram
100 anos desde o nascimento do Padre Luís de Sousa Rodrigues, houve programa
comemorativo a assinalar o respetivo centenário.
Na manhã do próprio dia o Coro de S. Tarcísio recordou o seu
fundador, na igreja da Trindade, com um Te Deum, em cuja celebração teve
acompanhamento do Coro Gregoriano do Porto.
Depois, ao fim da tarde dessa quinta-feira, teve lugar na
Lapa desenvolvido ato evocativo. Recorde-se que foi às 20 horas, pelas «oito
horas da tarde», que nasceu em Rande-Felgueiras Luís S. Rodrigues, corria o
sexto dia de Julho de 1906, conforme registo de seu nascimento e foi narrado no
livro “...Uma Vida de Prece Melodiosa”. Com respeito, realizou-se assim uma
sessão solene alusiva na igreja da Lapa, onde esse famoso musicólogo foi
reitor. Aí, com uma decoração centrada em quadro do Padre Luís, decorreu o ato
com elevação, contando com a presença do Bispo do Porto, D. Armindo Lopes
Coelho, que presidiu a mesa de honra composta por algumas figuras ligadas ao
percurso do homenageado, na presença de individualidades e público fiel (onde o
autor destas linhas esteve, só não sendo o único representante Felgueirense,
ali, por ter estado acompanhado por sua filha e genro... e lá ter estado também
o Dr. José de Melo, Felgueirense residente no Porto, mais o referido D.
Armindo...).
Então, de forma a celebrar a efeméride, para evocar tão
carismático compositor e professor da área musical litúrgica e clássica, bem
como sacerdote humanista, condecorado com honorífica comenda nacional, o
programa começou mediante apresentação do Provedor da Venerável Ordem de Nª Sª
da Lapa, António França do Amaral, proferindo alocução de abertura a invocar o
sentido da homenagem. Depois teve lugar uma Conferência, pelo Monsenhor Dr.
Ângelo Alves, sucessor do P.e Luís na Lapa, desenvolvendo tema sobre “P.e Luís
Rodrigues: Uma perspetiva da sua Acão pastoral e pedagógica”. Seguiu-se uma
dissertação do Cónego Dr. António Ferreira dos Santos, atual reitor da Lapa e
músico discípulo do Padre Luís, em torno d’ “A herança do P.e Luís Rodrigues
voltada para o futuro”. Encerrou essa parte uma efusiva intervenção do Bispo do
Porto e também Felgueirense, D. Armindo, a recordar passagens da sua vivência
com o P.e Luís, de que foi aluno, fazendo apologia da sua dimensão, nas
variadas facetas que o tornaram notável. De permeio, nos intervalos das
intervenções dos palestrantes houve execução, ao órgão, de várias obras
musicais escritas pelo P.e L. Rodrigues, através do Mestre Capela da igreja da
Lapa, Filipe Veríssimo. Seguiu-se, em tempo de intervalo, uma romagem ao
cemitério da Lapa, ao mausoléu do Padre Luís, até que, por fim, de novo no
interior do histórico templo que alberga o coração de D. Pedro, se celebrou um
solene Te Deum, por meio de composição do homenageado P.e Luís Rodrigues.
Na ocasião teve lançamento uma 2ª edição do livro “Do
Evangelho para a Vida”, de reflexões sobre homilias do P.e Luís Rodrigues,
contendo desta feita um CD anexo com gravação da voz do mesmo P.e Luís.
Numa possível continuação do ciclo comemorativo, ficou
idealizado que ainda fosse editada, quando possível, uma nova publicação com
apontamentos biográficos e de virtudes características do Padre Luís de Sousa
Rodrigues, ficando também ainda agendadas outras ações públicas na Invicta,
inclusive com uma atribuição pela Câmara Municipal do Porto, dentro do mesmo
âmbito. Tendo depois sido finalmente dado o nome do Padre Luís Rodrigues a uma rua, próxima à igreja da Lapa.
= Página do livro "Jorge Nuno Pinto da Costa O Portador de Alegrias", em que o "Padre Luís da Lapa" é referido elogiosamente pelo cidadão portunese Jorge Nuno Lima Pinto da Costa.
Em Felgueiras, entretanto, apenas houve tal lembrança
oficial através de um Concerto da Banda de Felgueiras, em honra do mesmo Padre
L. Rodrigues. Tendo, na verdade, a Associação da Banda de Música de Felgueiras
realizado, no dia 30 de Setembro seguinte, um concerto musical em homenagem a
esse importante Felgueirense, sessão que teve lugar no Teatro Fonseca Moreira,
na cidade de Felgueiras. Numa execução pública destinada a assinalar o
centenário natalício daquele vulto da musicologia, no âmbito comemorativo do
dia mundial da música. Ficando, nessa apoteótica cadência, mais vincado merecer
o Padre Luís Rodrigues ser oficialmente considerado um dos Filhos Prediletos de
Felgueiras.
= Prospeto entregue aos assistentes do Concerto da Banda de Música de Felgueiras com que, em 2006, a filarmónica de Felgueiras assinalou publicamente o centenário do grande nome Felgueirense da música, Padre Luís Rodrigues. Homenagem essa efetuada através de concerto público, realizado em 30 de Setembro na casa do Teatro Fonseca Moreira – no âmbito comemorativo do dia mundial da música, que se celebrava no dia imediato à execução que teve lugar na noite daquele sábado, em que foi evocado o Padre Luís de Sousa Rodrigues, musicólogo, compositor de música sacra e erudita, além de mestre de canto gregoriano.=
Mais tarde, a Câmara de Felgueiras ao tempo unicamente dedicou uma página, quase ao expirar o ano do centenário, sobre a
figura do P.e Luís Rodrigues, no jornal municipal “Felgueiras-município com
futuro”, em seu nº 2, de Dezembro de 2006.
No ano seguinte, depois de no Porto ter
havido uma comemoração do cinquentenário do Coro de São Tarcísio, a 25 de Maio
de 2007 (de que demos anteriormente notícia no Semanário de Felgueiras de 04 do
mesmo mês), esse mesmo espetáculo foi trazido à Casa do Povo da Longra, sendo
incluído nos festejos do 4º aniversário da Vila da Longra, numa organização da
Casa do Povo e das Juntas de Rande, Sernande e Pedreira, em tributo a esse
grupo coral de que o Padre Rodrigues foi fundador, numa ocorrência que teve
lugar quando passavam já 101 anos do nascimento do mesmo Padre Luís.
*
Passado isso, há reforços bastantes sobre o quanto é
valorizado “lá fora” o trabalho do P.e L. Rodrigues. Curiosamente, há o
seguinte exemplo paradigmático: um grande catedrático dado pelo nome de Paulo
Castagna, investigador de música e professor do Instituto das Artes da
UNESP-Universidade Estadual Paulista, de S. Paulo-Brasil, incluiu diversas
passagens do livro “Música Sacra: História e Legislação”, do P.e Luís
Rodrigues, na sua tese. Documento esse que, pela sua fundamentação e amplitude,
foi muito divulgado, a ponto de ser traduzido para espanhol (“PRESCRIPCIONES
TRIDENTINAS PARA LA UTILILIZACION DEL ESTILO ANTIGO Y DEL ESTILO MODERNO EN LA
MUSICA RELIGIOSA CATOLICA – 1570/1903”), passando o mesmo a constar num “site”
chileno da Internet, com divulgação em Buenos Aires e São Paulo, no qual o P.e
L. Rodrigues aparece como autoridade na musicologia e aquele seu tratado,
escrito em 1943, ainda como uma referência bibliográfica insistente.
= Da biblioteca particular do autor: - Literatura relacionada com a vida e obra do Padre Luís Rodrigues: desde um livrinho do Colégio da Longra (Rande-Felgueiras) onde ele estudou antes de ir para o Seminário do Porto, até outros de afinidade, quer exemplares de obras suas, como brochuras oficiais de homenagens, mais livros biográficos e outros em que é referido.
*
A repercussão
do carisma do Padre Luís Rodrigues, apesar de certo esquecimento que por vezes
se abate sobre a memória, tem mantido avivada uma relativa aura, surgindo de
tempos a tempos alguma ressonância da sua caixa de música perene, sensivelmente
ao que provoca o legado que deixou. Sinal disso é o facto de a partir de 2010
ter sido reabilitado na seleta de cantos da liturgia da Diocese do Porto um
cântico famoso, que estivera olvidado muito tempo e, sendo então recordado,
passou a deter renovada importância. Com efeito, aquando das ordenações
sacerdotais de 2010 na Sé do Porto, por iniciativa dos alunos do Seminário
Maior do Porto, foi entoado um dos mais célebres cânticos em latim outrora
muito usados, o “Tu es sacerdos in aeternum”, de L. Rodrigues, no sentido
apropriado à celebração. Passando, novamente desde então, esse cântico do Padre
Luís Rodrigues a integrar o programa de celebrações solenes da catedral
portuense e derivadas cerimónias da Igreja Portucalense, como tem sido
extensivamente, além das ordenações, também na festa da cidade do Porto, à
solenidade do nascimento de São João Baptista, na igreja de S. João Novo, entre
outros casos.
Então não é bom ter havido Gente assim? E haver perdurado
seu rasto memorial?!
Armando Pinto
Nota: Fotos de arquivo pessoal do autor.
A Câmara Municipal de Felgueiras, através da coordenação de
responsáveis da Biblioteca e Arquivo Municipal, vai proximamente fazer uma exposição
dedicada ao célebre felgueirense piloto-aviador pioneiro Francisco Sarmento Pimentel.
A ter lugar na Biblioteca Municipal de Felgueiras, naturalmente. Numa iniciativa
que se estenderá por outros números complementares, como será no dia de
abertura a visita pública à casa onde nasceu esse ilustre conterrâneo do
passado. No âmbito de se ter completado este mês de maio mais um aniversário
natalício do ilustre Filho de Felgueiras, em apreço, nascido em 1895 e falecido
em 1988.
Um acontecimento que, como obviamente será divulgado em
tempo oportuno pela entidade promotora, não compete ser aqui, por este meio,
mais pormenorizado. Apenas se lhe dedicando por ora esta atenção, pelo apreço
pessoal que a mesma merece, sendo que será uma realização com o cunho da
respetiva curadora da exposição, Dr.ª Manuela Melo, com quem é sempre uma honra
poder colaborar sempre que necessário.
Assim, a talhe desta realização próxima, recordamos o grande
feito desse nosso conterrâneo – a 1ª Travessia Aérea de Portugal à Índia.
Transpondo partilha de texto que, em diversas fases, constou já de artigos da
colaboração pessoal ao jornal Semanário de Felgueiras.
~~~ ***** ~~~
Agora não é novidade nenhuma andar de avião, alcançando
longas distâncias em escasso tempo. Mas noutros tempos, muito depois da
barcarola do Padre Gusmão, de Da Vinci fazer projetos, Júlio Verne imaginar
como seria e mesmo dos primeiros saltos dos irmãos Wright, até Santos Dumont
ter planado significativos metros no ar, era uma aventura fazer andar aparelhos
a imitar os pássaros, mais para ligações aéreas de um ponto ao outro da terra,
como paulatinamente foi sendo alcançado.
Ora, nesse especto, as primeiras viagens aéreas e
posteriores voos de longas travessias pioneiras ganharam significativo apreço,
como tal, marcando época. Por assim dizer como certos acontecimentos imprimiram
cunho próprio em cada um dos seus momentos, ao que lembram exemplos
referenciais de modernidade evolutiva no automóvel pequeno, o carro mini
surgido em 1959, sem esquecer a mini-saia a partir de 1967 e o micro-chip
informático desde 1973.
Como na epopeia dos Descobrimentos marítimos de Quinhentos em que frágeis caravelas transportaram notícias até então desconhecidas do outro lado dos oceanos, pese as distâncias do tempo e espaço, também o ar foi conquistado heroicamente, muito depois naturalmente. O americano Read salientou-se desde logo, ainda não tinha terminado a segunda década do século XX. Poucos anos volvidos, os Portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, em 1922, atravessaram pelo ar a distância de Portugal ao Brasil, através de etapas em que empregaram três aparelhos. Seguiram-se algumas outras experiências no decurso de alguns anos mais, com destaque para o “Raid” a Paris do também americano Lindbergh, em 1927, cobrindo rota de 5.800 quilómetros. Alguns portugueses, como Brito Pais, Sarmento de Beires, etc. tiveram também coragem para arriscados rumos, na mesma linha. Até que um Felgueirense, num só avião, realizou uma grande ligação – Francisco Sarmento Pimentel que, em 1930, efetuou a primeira travessia aérea de Portugal à Índia então Portuguesa, distância recordista de mais de 11.800 quilómetros que lhe valeu reconhecimento com trofeu da Liga Internacional dos Aviadores.
= Francisco Sarmento Pimentel =
Passaram todos estes anos desde que isso aconteceu, tendo a mesma travessia aérea sido iniciada a 1 de Novembro e durado dez dias úteis até alcançar espaço aéreo do Estado Português da Índia, com onze de tempo real à última etapa (fora alguns de espera até ter sido possível substituição de peça que se partira), havendo chegado à Índia Portuguesa, fazendo escala em Diu, no dia 18 do mesmo mês; embora a conclusão do itinerário tenha sido, depois, com aterragem em Goa no seguinte dia 19. Escusamos de refazer descrição do roteiro de viagem, com suas curiosidades, aflições como da tempestade surgida quase logo no início, muitas outras peripécias, dos sulcos rasgados no ar pelas asas à força de hélice forrada a tela, contratempo de avaria mecânica surgida, a penosa duração das horas levadas a sobrevoar o deserto da Síria, enfim, até ao campo de aviação de Murmugão onde pousou por fim o “Marão” pilotado pelo então Tenente Sarmento Pimentel, acompanhado na navegação pelo seu amigo Capitão Moreira Cardoso, naquele pequeno avião que Francisco Sarmento Pimentel adquirira a expensas próprias. Acontecimento, que na época mereceu as atenções concelhias, segundo os relatos de imprensa desse tempo, então denominado Raid Aéreo Lisboa-Diu-Goa, mas concretizado mais precisamente desde a Base Aérea Militar da Amadora até ao Indostão Lusitano. Viagem pioneira cuja autoria recebeu efusivas comemorações conterrâneas e inclusive homenagens municipais, incluindo colocação de uma lápide alusiva na casa onde nasceu, além naturalmente do reconhecimento a nível nacional e internacional.
Tudo isso e muito mais, incluindo referências da imprensa
nacional e estrangeira, já registamos inserido entre o material dedicado ao
“Raid” da Amadora a Goa e seu autor no “Memorial Histórico de Rande e Alfozes
de Felgueiras”. Mas, pela importância que tem para o orgulho Felgueirense, não
se pode deixar passar despercebido o evento, nesta oportunidade mais.
São do conhecimento público os motivos políticos que fizeram
com que a façanha daquele Felgueirense fosse menosprezada na época e
propositadamente olvidada anos a fio. Apesar da repercussão havida, ao ponto
de, entre sintomáticas manifestações, o então Ministro português titular da
pasta da guerra ter recebido do seu congénere de França um telegrama de felicitações,
em nome pessoal e no da aviação francesa, pelo bom êxito da viagem aérea até à
Índia... e a Liga Internacional dos Aviadores se ter apressado a distinguir o
autor da travessia com alusivo galardão. Agora, o que não se entende é como,
passados tantos anos e mudada a situação política há muito, reconhecido de
permeio o então Coronel Piloto-Aviador Pimentel (ainda em vida) mesmo com a
Ordem da Liberdade, ainda não haja sido feita a devida reabilitação e,
sobretudo, reconhecida como deve ser, a nível nacional, tal façanha (e até agora pouco tenha sido feito por isso também no
concelho natal do heróico aviador...) cuja autoria, inclusive, naqueles alvores
da década de trinta, apesar de tudo valeu condecorações, entre as quais as
insígnias da Ordem de Avis e da Ordem Militar da Torre e Espada de Valor,
Lealdade e Mérito!
Devido à ideologia política, Francisco Sarmento Pimentel,
viu-se posteriormente forçado a ausentar-se do país por via de exílio político.
Tendo o seu feito ficado quase que ignorado pelo regime do Estado Novo, apesar
das manifestações de apreço recebidas de governos estrangeiros. Em vista da
censura vigente, tal façanha esteve simplesmente riscada durante longo tempo
dos compêndios ditos historiadores e volumes enciclopédicos. Mesmo ao nível de
Felgueiras o facto pairou quase olvidado e manteve em sua aura uma penumbra
ditada por espécie de amnésia oficial de conveniência, cujos efeitos se
prolongaram muito para lá da ausência da democracia.
Felizmente que em tempos recentes começou a ser reparada a
memória desse vulto de audaz patriota, como se nota, por exemplo, em seu nome
já fazer parte de importante colecção como a “História de Portugal-Dicionário
de Personalidades”, volume XVIII, da Quidnovi, ed. 2004. E em Rande-Felgueiras
foi comemorado o seu 1º centenário natalício, em 1995, através de programa
conseguido por uma comissão que o autor destas linhas pôde congregar, iniciado
com uma missa na igreja paroquial, deposição de um ramo de flores junto à
lápide colocada em sua casa, mais um voo simbólico de uma avioneta sobre a
região, mais um cortejo de recreação revivalista dos tempos da mala-posta
(desde o Largo da Longra até à Casa do Povo) e abertura de uma Mostra
Filatélica e Exposição Museológico-postal que, durante uma semana cultural,
decorreu na Casa do Povo da Longra.
Francisco Ferreira Sarmento de Morais Pimentel, que viveu de 1895 a 1988, teve um percurso intensamente marcante, desde o berço natal no concelho de Felgueiras, onde nasceu na Casa da Torre, da freguesia de Rande, passando pelas diversas etapas distribuídas por variados pontos nevrálgicos da História da Grei. Até ter sido obrigado a sair do país e se radicar em São Paulo, no Brasil, onde construiu uma situação respeitável a prestigiar seu currículo. Consta da sua Folha de Serviço à Pátria a sua importante participação no movimento que derrotou a Monarquia do Norte, restaurando a República, em 1919, além da iniciativa e materialização da pioneira Travessia Aérea de 1930 que ligou Portugal à então Índia Portuguesa, o que por junto lhe valeu, entre outras distinções, haver sido agraciado com a Ordem Militar da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito, colar do grau de oficial com insígnia; Medalha de Comportamento Exemplar, grau fita-prata; Medalha de Bons Serviços, grau fita-prata com palma; Ordem Militar de Avis, com fita; e a Ordem da Liberdade, com insígnia-grau de grande oficial. De Felgueiras recebeu honra de figurar, ainda em vida, na toponímia da então vila e hoje cidade de Felgueiras, a par com colocação pela Câmara Municipal de uma lápide na casa onde nasceu, tendo muito mais tarde recebido, por solicitação vincada num órgão de imprensa concelhia, a oferta de uma medalha de Felgueiras numa das suas visitas de romagem à terra-mãe, antes de falecer. Para a posteridade, seu espólio memorial integra o acervo do Museu do Ar, em Alverca, na Ala dos Pioneiros.
= Vislumbre alusivo, em visita do Museu do Ar, com o autor deste trabalho junto à vitrine do seu heróico conterrâneo Aviador Francisco Sarmento Pimentel =
Longo voo o seu, a que tem correspondido curto reconhecimento,
estranhamente quase nada celebrado para o destaque atingido, merecedor contudo
do justo alcance. E se de mais não servir esta honra, para Portugal e
Felgueiras, ao menos fica a consolação de que é sempre bom ter-se
recordações...
Em extensão temporal, a justificar a valorização perene,
Felgueiras decidiu-se finalmente a homenagear o seu famoso aviador. Então,
mediante ideia de construção de um aeródromo, houve seguimento de antiga
aspiração do mesmo piloto aviador, embora na época ele tivesse tentado isso
para o alto de Santana (conforme se pode notar na biografia que se dedicou a
Francisco Pimentel no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de
Felgueiras). Assim, em 2006, por decisão tomada pela Câmara Municipal em
reunião de 8 de Agosto, foi aprovado por unanimidade o projeto “Visão
Estratégica do Aeródromo”, no âmbito da revisão do Plano Diretor Municipal de
Felgueiras – sendo decidido atribuir o nome do pioneiro Felgueirense da aviação
a essa estrutura a construir futuramente, o Aeródromo Francisco Sarmento
Pimentel, planeado para ser situado no planalto dos Maragoutos, em Revinhade
(num extremo do concelho de Felgueiras, de fronteira com Lousada).
Por ora, isto paira numa intenção ainda no papel… mas que, como
outros projetos, quem sabe se terá alguma viabilidade…
*
A façanha aérea de Francisco Sarmento Pimentel, para se ver
a sua importância social nesse tempo, constou entre as reportagens da
Ilustração Portuguesa, famosa publicação que foi das mais importantes revistas
portuguesas - publicada em Lisboa, semanalmente, e existente desde 1903 (em
título recuperado pelo jornal O Seculo, de antiga publicação de cariz
literário, apresentou fotografias de personalidades de vulto da cultura
portuguesa e crónicas da vida nacional, constitui assim, sem dúvida, um dos
mais relevantes acervos do quotidiano do primeiro quartel do século XX.
Pode comprovar-se o facto através de dois exemplos, extraídos de tão importante edição publicista:
= Ilustração Portuguesa, nº 118, de 16 de Novembro de 1930 =
= Ilustração Portuguesa (“Christmas”), nº 120, 16 de Dezembro
de 1930
Em edição dedicada ao Natal, e com anúncio vitorioso do
sucesso do Raide aéreo à Índia: "Os aviadores Cardoso e Pimentel voam no
'Marão' de Lisboa à Índia portuguesa empregando exclusivamente óleo Golden e
gasolina Shell"… =
ARMANDO PINTO