Espaço de atividade literária pública e memória cronista

terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

Corso do Carnaval da Longra / 2023

Com um agradável aspeto ambiental e perante um bom dia carnavalesco, sem chuva e de amena temperatura pela tarde adiante, foi mais um bom sucesso o Corso de Carnaval da Longra deste ano de 2023, mantendo a costumada atração. Decorrido ao longo das vias principais da Longra, pelo trajeto tradicional da vila da Longra, o Corso Longrino deu assim vida à localidade, como é da tradição anual.

Para memória: Do Corso da Longra/2023 regista-se memorialmente este cortejo na sua passagem final, já ao chegar ao fim do trajeto, através de imagens captadas pelo autor deste blogue, em frente ao Edifício Vila da Longra, depois da passagem sempre entusiasmante no Largo da Longra e antes da chegada que costuma ser triunfal diante do edifício Nova Longra. Ilustrando à posteridade mais um Corso da Longra, na continuidade do Corso que regularmente e de modo organizado começou oficialmente em meados dos anos da década de 90, no século XX.

Armando Pinto

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

De vez em quando… Entre publicações felgueirenses: “História da USAF Universidade Sénior e Autodidacta de Felgueiras”

A Universidade Sénior de Felgueiras, como simplificadamente é conhecida a USAF - Universidade Sénior e Autodidacta de Felgueiras”, está historiada num volume publicado em 2011, da autoria de Amélia Noronha. Através de uma recolha compilada em volume editado numa impressão privada e de feição artesanal, em espécie de fotocópias tiradas do original de escrita direta de computador, com textos da conhecida D. Maria Amélia Noronha, da Longra, fazendo a história dessa interessante instituição desde a sua fundação em 2002, até 2011.

Ora, tendo o autor recentemente recebido por pessoa amiga a oferta dum exemplar, passados anos da publicação, houve então agora conhecimento da existência desse trabalho. Que se saúda e como tal se regista, aqui neste espaço também de memorização de temas felgueirenses.

Armando Pinto

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Dia Mundial da Rádio – Dia de lembrar e homenagear a Rádio Felgueiras

Neste dia mundial da Rádio, dedicado a lembrar o que é sintonizado no mundo radiofónico, calha a preceito lembrar a emissora radiofónica felgueirense, a Rádio Felgueiras, emitida a partir do sopé do monte das Maravilhas e elevada aos ares desde a encosta desse alto de Santa Quitéria, como frequência de tudo o que respeita a Felgueiras. Sendo também ocasião de, como que indo nas ondas hertzianas dali saídas, viajar no tempo, em homenagem a toda a longa vivência correspondente. Quão no caso pessoal, além de algumas ocasiões mais particulares, lembro que a Rádio Felgueiras teve já grandes momentos ligados à Longra, desde programas e transmissões na Semana Cultural da Exposição Museológico-Postal da Casa do Povo da Longra, em 1995, de comemoração dos então 80 anos da Estação de Correio da Longra e 100 anos do nascimento de Francisco Sarmento Pimentel, autor da 1ª Travessia Aérea de Portugal à Índia (havendo sido realizados “diretos”, com o Engenheiro Avelino Pereira, Hélder Quintela e outros, desde a Casa do Povo da Longra na inauguração e encerramento da Mostra Filatélica então decorrida, mais espetáculos inseridos no programa dessa homenagem ao aviador pelo seu centenário natalício); bem como em diversos Festivais de Folclore da mesma Casa do Povo da Longra, através dos apresentadores Luísa Faria e Abílio Pedro Teixeira; e ainda as transmissões do Corso Carnavalesco da Longra, em 1997 e anos seguintes; mais todo o acompanhamento no dia da Elevação da Longra a Vila, em 2003, com Pedro Alves a transmitir tudo desde o caminho até aos momentos vividos em Lisboa. Algo que depois parece ter sido perdido dos arquivos, por não ter aparecido as gravações quando solicitadas. Sem esquecer mais interesses coletivos felgueirenses, como os relatos radiofónicos pelas vozes sonantes de Arlindo Pinto, Carlos Diogo, Joaquim Carvalho, Pedro Alves, etc. que eram muito ouvidos a dar conta do decorrer dos jogos do Futebol Clube de Felgueiras. Etc. etc. 

Com efeito, nesta data celebra-se o dia instituído como Dia Mundial da Rádio. Servindo assim a preceito como ocasião propícia a uma homenagem à rádio local concelhia de Felgueiras


Esta dita efeméride, do Dia da Rádio, efetivamente, celebra-se anualmente a 13 de Fevereiro, porque assim foi declarado pela UNESCO em 2011, com base numa proposta apresentada pela Academia Espanhola de La Radio. E celebrou-se pela primeira vez em 2012. Sendo esta data escolhida, como tal, derivado a que em 1946 a United Nations Radio emitiu pela primeira vez um programa, em simultâneo, para um grupo de seis países.

Ora, a rádio em tempos recuados foi um órgão primordial de difusão e entretenimento, como companhia diária de muitas pessoas, de ouvido atento ao que saía dos aparelhos das antigas galenas e posteriores transístores. Enquanto, hoje em dia, continua a ser um meio de comunicação social que atinge grandes audiências, como se sabe.

Diz-se e é verdade que a rádio acompanhou os principais acontecimentos históricos mundiais e atualmente continua a ser um elemento de comunicação fundamental. Este meio de comunicação social adaptou-se à era digital e continua a ser fiável para a população, que recebe a informação na hora, entre suas características positivas. Ganhando também novos campos de atenção desde que surgiram as rádios locais, quão representa para o volume concelhio a emissão da Rádio Felgueiras, por exemplo.


No meio desse universo radiofónico, consta no imaginário popular o quanto significou a existência das emissões radiofónicas ao longo dos tempos, desde eras dos rádios antigos, que praticamente faziam parte do mobiliário doméstico. Como tal, em homenagem a essa abrangência memorial, publicamos hoje, aqui e agora, em visão de enquadramento, uma imagem (acima) referente a um aparelho antigo com muita história. Tratando-se do rádio que pertenceu a um antigo pároco da freguesia do autor destas linhas, que durante muitos anos esteve em sua habitação e residência paroquial, como nos recordamos de o ver lá durante nossa infância e adolescência – o rádio do Padre João Ferreira da Silva, último pároco residente em Rande, paroquiando S. Tiago de Rande e S. João de Sernande. Rádio que após a morte do Padre João foi vendido e, anos volvidos, o autor deste blogue conseguiu adquirir e possui ainda, como recordação. Um aparelho que tem, portanto, largas dezenas de anos, mas sobretudo uma carga telúrica deveras afetiva.

Na abrangência do dia e ocasião, aproveitamos a pertinência, igualmente, para recordarmos um artigo sobre a Rádio Felgueiras, publicado há uns anos bons, pois que também tem muita história já. Como aludimos então numa crónica que escrevemos há alguns anos e teve publicação no jornal Semanário de Felgueiras, corria o ano 2002, veja-se lá…


Posto isto, em homenagem ao significado e importância da Rádio Felgueiras, bem como por quanto representa para o concelho de Felgueiras e faz pela Nossa Terra, assinalamos nesta oportunidade mais um sinal de apreço à emissora radiofónica felgueirense, com relance memorial. Quão sinteticamente se pode englobar numa imagem contendo escritos relativos à Rádio Felgueiras – como foram e são os três números publicados em 1989 do "Boletim RF Informativo" (publicado pelos timoneiros da própria rádio, em período de afinação para a legalização), entre material historicamente alusivo à Rádio Felgueiras.



Armando Pinto
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Lembrando… em tempo de Carnaval: um prato tradicional da região sul felgueirense (Serrabulho Doce do Douro Litoral)

Estando-se em período carnavalesco, calha bem desta vez lembrar um prato típico desta região do sul felgueirense, da culinária tradicional, na extensão dos usos e costumes da vasta área do Vale do Sousa e pela província do Douro Litoral. Como é o típico serrabulho doce, uma sobremesa aqui na região da Longra e arredores mais conhecida por papas de serrabulho doce. Um doce popular, por assim dizer, comido no dia de Carnaval, no fim do manjar carnavalesco do Cozido à Portuguesa. 

Algo também próprio da época, por ser usual aquando da tradicional matança do porco caseiro, chegando à mesa familiar do Carnaval por ser dia de repasto farto de carnes, predominando precisamente carne e derivados de porco. Sendo que entre os ingredientes tem sangue de porco, cozido e desfeito, a envolver pedaços cortados de trigo de ovelhinha misturado com canela, gordura de porco (ou manteiga), mel, vinho fino e açúcar, mais os segredos das boas cozinheiras do genuíno saber. 

Serve a preceito, na calha da lembrança, relembrar que o mesmo “prato” está também referido no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras” (publicado em 1997, já fez 25 anos), em narrativa integrada no capítulo da Memória Etnográfica – como se pode ver por imagem de duas páginas do mesmo, em captação digitalizada com o livro aberto.






Armando Pinto

Receita: SERRABULHO DOCE

 - 1, 5 litros de água

- 200 g (gramas) de açúcar

- 250 g de sangue de porco cozido

- 3 colheres (de sopa) de mel

- 250 g  de pão cortado em cubos (trigo de ovelhinha / de Padronelo – de 4 cantos)

- 40 g de manteiga

- 1 pitada de sal

- 1 cálice de vinho do Porto

- 1 colher (de sopa) de canela em pó

Num tacho (ao lume) colocar a água, o açúcar, o mel e o sal; depois quando começar a ferver deitar o sangue esfarelado e a canela. Deixar ferver cerca de 5 minutos. Junta-se então o pão, o vinho e a manteiga, deixando cozer mais uns minutos. Por fim deitar em prato e polvilhar com mais canela. 

A. P. 

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Ícone carnavalesco de anúncio ao Carnaval da Longra / 2023

Já se vê colocado no seu sítio tradicional, como de costume no Largo da Longra, a figura do espantalho a figurar o Entrudo. Posto como é tradicional no poste do candeeiro central, em posição cimeira. Voltando a haver novidade do regresso do Carnaval da Longra, após o interregno provocado pela pandemia. 

Está  pois em cima o costumeiro boneco figurão que no dia de Carnaval, depois do Corso Carnavalesco percorrer durante a tarde do próprio dia as vias principais da vila da Longra, irá ter à noite o sempre interessante velório, seguindo depois no típico féretro como figura do enterro do Entrudo, para por fim ser queimado, como manda a tradição. Sendo que essas tradições já vêm de tempos idos, do costume de no Carnaval se queimar as coisas velhas e que importa deixar para trás, é assim anunciado, também através desse “boneco”, mais uma realização do Carnaval da Longra, no próximo dia 21.

Com efeito já se encontra no alto do poste central do Largo da Longra o tradicional boneco carnavalesco, a anunciar a chegada do Entrudo, quanto à realização próxima do carnaval da Longra.


Trata-se dum “macaco”, como por aqui o povo normalmente chama, feito de trapos e vestido com roupas velhas, que costuma ser posto no centro de confluência da região. Em sinal, afinal, como é, ao género de manifestação no calendário, de apresentação popular respetiva.


Esse boneco figurado, depois, irá então ser o “defunto” queimado no fim de tudo, no encerramento do funeral do Entrudo e após ser lido o tradicional testamento, sendo então cremado “o dito cujo” na noite de Carnaval.


Em vista dessa sensação engraçada, colocamos aqui e agora a sua visualização, em panorâmica e mais de perto, para registo óbvio; e, ao mesmo tempo, para que (a quem não conhece ou não tenha possibilidades momentâneas de ver) possa haver ideia de tal essência, algo singular.


Do aspeto do figurão do Entrudo da Longra deste ano de 2023 aqui se dá nota visual, através de imagens do Largo da Longra agora enfeitado como esse simbólico adereço.


Observação: As imagens mostram o local em ambiente muito calmo, sem passagem de carros, por ter havido cuidado de fazer a devida captação fotográfica em momentos sem movimento automóvel e em hora de pouco tráfego de transeuntes, para nada impedir a visão do aspeto atual.

Armando Pinto

POST SCRIPTUM e NOTA BENE:

Segundo informação posterior e de atualização da Organização, este ano é feita alteração nos horários do funeral, leitura do testamento e queima do Entrudo, de adaptação da tradição, para acontecer logo a seguir ao desfile do Corso, conforme anúncio alusivo. 



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