Espaço de atividade literária pública e memória cronista

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Recordando: Épocas natalícias de 1994 e 1995 nas estreias do Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra


Fundado a 5 de Maio de 1994, através de proposta apresentada pelo fundador em reunião de Direção dos corpos gerentes da Casa do Povo da Longra (nessa fase de reabertura e revitalização da instituição, conforme ficou lavrado em acta oficial), e após tempos de formação, ensaios e devida organização, o Rancho inicialmente apenas de formação Infantil teve estreia pública a 17 de dezembro do mesmo ano, diante do público local na Festa de Natal realizada em parceria da Associação Casa do Povo da Longra com a Junta de Freguesia de Rande, no salão de espetáculos da casa-mãe.


Volvido um ano, o mesmo Rancho já como Infantil e Juvenil, após diversas participações na própria terra, bem como pelas redondezas e mesmo em localidades do Norte de Portugal, teve estreia internacional a 23 de dezembro de 1995, com primeira saída ao estrangeiro. Havendo então, no sábado da antevéspera do Natal de 1995, ido até à Galiza, a Cangas (Pontevedra-Espanha), onde se exibiu perante o público galego na Festa de Natal do Grupo de Danzas de Cangas.


Dessas estreias recorda-se tais momentos através de fotografias coevas, do grupo original e sua entrada em palco na respetiva estreia na Casa do Povo da Longra, mais da sessão protocolar de troca de galhardetes e recordações em Gangas, no Noroeste Espanhol.

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Melodias de Natal, nas lembranças natalícias


Andando no ar sonoridades tradicionais da época natalícia, quer dos sons lançados por músicas gravadas através dos altifalantes espalhados por ruas urbanas, como também pelo que permanece nos ouvidos da recordação, este é um tempo de melodias do Natal. Tal como o cheiro a canela nos remete ao sabor da quadra, também a harmonia sonora nos transporta nos pensamentos derivados de tempos de felizes festas, com o Natal associado à lembrança da criança que fomos, e em que nos revemos nos filhos e netos que estreitam à sucessão da vida.


Ora, se na sonoridade natalícia predominam melodias de longo alcance, como o histórico "Adeste Fidélis" e o tradicional cântico "Noite Feliz", outros cantos e cânticos afloram ao nosso pensamento, em afetivo sentimento. Desde o "Vamos ao Presépio, vamos a Belém", da autoria do felgueirense Padre Luís Rodrigues (célebre reitor da Lapa do Porto), como também o popular "Anjos cantai"… Este um canto e cântico, que começa com a estrofe “Oh anjos cantai comigo…” e tem versões popular e religiosa, diferenciadas no ritmo mas com a mesma letra.

Retrato do Padre Luís Rodrigues exposto no interior da igreja da Lapa, Porto


Pois esse é um caso genuíno de ligação da religiosidade popular. Sendo como era cantado pelo povo em noites de convívios natalícios extensivos aos cantos das Janeiras, entoado em modo folclórico. Enquanto com características de cântico, como era cantado nas igrejas, tinha caracter sacro de acompanhamento musical ao momento de adoração do Santíssimo. Como me lembro bem, do tempo da reza do terço nas tardes de domingos na igreja de Rande em que, era eu criança, gostava bem de ouvir a minha mãe a cantar junto com quem estava ali, após o Padre João deitar o começo em voz meiga, logo seguido em vozes baixas e altas pelas mulheres espalhadas pela igreja.

Isso tudo, nessas melodias que ficaram na cabeça, de uns modos e doutros entranhados no sortilégio natalício.

« Oh, anjos cantai comigo,

ó anjos louvai sem fim,

dar graças eu não consigo,

ó anjos dai-as por mim.


Canta serena minha alma

bela jóia em Ti reluz.

Já colheste a rica palma,

já nasceu em mim Jesus.

 

Ó Jesus que amor tão terno

Ó Jesus que amor o Teu,

deixas o trono supremo

vens fazer da terra o céu.»

Armando Pinto

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Iluminação natalícia da igreja de Rande e Presépio exterior do Grupo de Jovens


Aspeto da iluminação da frente da igreja paroquial de S. Tiago de Rande, nesta época do Natal de 2020, e do presépio construído na frente, também, do lado direito da frontaria da igreja, da lavra do Grupo da Juventude Mariana Vicentina de Rande.

O Presépio exterior, feito pelo Grupo da JMV de Rande, foi construído no âmbito do concurso de presépios da Câmara Municipal de Felgueiras, em espaços públicos. Sendo completamente sustentável, feito com materiais recicláveis, visando a causa ambiental.


Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Artigo no SF - Iluminação da Longra no âmbito da iluminação natalícia em Felgueiras


Na edição do Semanário de Felgueiras de sexta-feira 11 de dezembro:

«

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens das páginas digitalizadas)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

A Pandemia na Trégua Natalícia…


Estava à vista a Primavera, com mais um ciclo da vida da natureza a rejuvenescer, em março passado. Mas foi mesmo um vislumbre passado, depressa tudo se transformou e os tempos seguintes de sol do fortalecimento natural foram passados na penumbra do confinamento, provocado pela pandemia abatida sobre no mundo, por quanto se abateu no nosso mundo. Chegou depois a Páscoa, época de fortes sentimentos da vitória da vida sobre a morte, mas dessa vez foi como se tudo estivesse de crepe roxo em acabrunhada paixão. De permeio o verão teve alguma abertura, mas depressa voltou com o outono a cair a folha anímica, no retorno do isolamento, na esperança de evitar males maiores, evitando a propagação da moléstia. Chega agora o Natal, e é mesmo necessário um revigoramento ambiental, na propícia magia natalícia. Há muito que não conseguimos viver como necessitamos, mesmo. E temos mesmo também de ter connosco quem tanto queremos.

- Venha de lá esse abraço, Natal!

Armando Pinto

domingo, 13 de dezembro de 2020

Natal à vista… cá em casa!

Está feito o Presépio cá de casa. 

Porque não sou muito de fazer as coisas à pressa, nem com muita antecedência, chegou este domingo a ocasião propícia de “fazer o presépio” de família. Na linha tradicional, à maneira clássica. Dentro da tradição, que desde tempos de outrora já vem. Como me lembro e procuro recriar. Tal qual tem sido feito na família, desde os tempos dos filhos e agora dos netos. 

Obviamente ainda muito a tempo, porque como é para ficar até aos Reis, vai estar dentro de nosso ambiente tempo suficiente.

Assim, a quase duas semanas do Natal, pode-se dizer que já se vislumbra o Natal. Ansiando reunir a família mais chegada, para finalmente podermos apertar quem muito queremos. Na magia do Natal, que será sempre o Nosso Natal.

Está pois, agora com o presépio familiar já feito, o Natal mais à vista!

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))


quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Um Padre Vicentino natural de Longra-Rande entre os primeiros da Escola Apostólica de Jugueiros

A propósito da evocação sobre o primeiro Seminário de formação da Ordem Vicentina em terras de Felgueiras, referente à crónica publicada no Semanário de Felgueiras de sexta-feira 4 deste mês de dezembro e artigo partilhado neste espaço, há a acrescentar, agora para atenção daqui, entre mais curiosidades, que um dos primeiros alunos daquela mesma Escola Apostólica de Jugueiros era da Longra. Tendo esse mesmo sido um dos que dessa primeira formação vicentina chegaram a padres.

Esse mesmo antigo Seminarista e depois Padre João Dias de Azevedo é pois um dos primeiros formandos Vicentinos, que foram imortalizados na fotografia que se publicou, através do que está impresso no boletim Mensageiro de S. Vicente de Paulo, edição de janeiro de 1949.

Trata-se do Padre João Das de Azevedo, de família que tinha casa na Longra, onde hoje é a Rua da Figueira. Do qual consta sua biografia no Boletim Mensageiro de S. Vicente de Paulo, em seus números 42 e 59, conforme anotação do falecido Padre Horácio no seu livro “85 Anos 1932-2017  Padres Vicentinos em Pombeiro”.

Ora, desse conterrâneo Padre Azevedo, referido também no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997, se recorda o facto de ter sido ordenado em 1939 e celebrado sua Missa Nova em Rande em Agosto do mesmo ano, com gravuras do “santinho” de sua ordenação ocorrida no Porto.

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))