Armando Pinto
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Armando Pinto
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Já não bastava a iluminação pública na Longra estar fraca,
com vários espaços escuros e inclusive o Largo com o candeeiro central apagado…
Agora até a iluminação decorativa da época de Natal é quase só para uma área de
comércio e pouco mais.
Ora... Ando para tentar fotografar umas imagens da fraca iluminação
natalícia no centro da Longra (pois no resto nem há) mas com o confinamento era-Covid e o
frio das noites nem tenho tido apetite de sair de casa. Mas aquilo está tão desinteressante
que o melhor é nem ver muito, pois o que os olhos não virem o coração não sente…
Então a Longra é só na parte da frente dos dois prédios
novos, o Edifício Nova Longra e o Edifício Vila da Longra? É que somente ali é que
estão colocadas algumas peças decorativas de iluminação, mas tudo junto; e depois
apenas no Largo há uma peça e na rotunda uma outra, essa em arremedo de metálica árvore iluminada. Não seria muito melhor serem
distribuídas as decorações pelo seguimento das ruas? Em vez de estarem todas
juntas na parte nova, num só sítio, com grande espaço de intervalo sem nada entre as outras…
partes isoladas?!
Não se sabe obviamente quem deu ou dá as indicações para o
caso, podendo os autarcas nem terem dado tal ordem, mas o facto é que é assim que
está e se vê!
Não deve ser para o povo não ter vontade de sair à rua, para ninguém andar fora de casa, neste tempo, pois nas cidades e noutros pontos do
concelho está tudo bem melhor distribuído. Enfim.
Salva-se na Longra, por estes dias, assim, a colocação a
nível particular duma recriação de presépio na rotunda, por iniciativa da Associação
dos Cicloturistas da Felgueiras, que têm sede no edifício da Associação Casa do
Povo da Longra.
Armando Pinto
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– 8 de dezembro, dia santificado como Solenidade da Imaculada
Conceição, proclamada em 1646 pelo rei da Restauração Portuguesa, D. João IV,
como Rainha Padroeira de Portugal. Cujo dia, durante muito tempo e até há ainda
relativamente pouco tempo, era Dia da Mãe, de todas as mães. Sendo assim um dia
de muitas e ternas recordações. Como estes “santinhos” foram pagelas que há uns
bons anos eu e meu irmão Fernando oferecemos a minha mãe, com dedicatória… num
dia 8 de dezembro, de saudosa memória.
Armando Pinto
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Em tempo de se “fazer o presépio”, como é tradição nos
inícios de dezembro se proceder à construção da estrutura representativa da
recriação do nascimento de Jesus-Menino, desta feita apraz recordar o presépio
que em tempos idos era edificado na igreja paroquial de S. Tiago de Rande, ao
tempo do Padre João Ferreira da Silva. Sendo que então era “feito” em modo
grande, de proporções grandiosas, em tamanho e arte, por via de trabalho dos
rapazes desse tempo da Liga Eucarística dos Homens de Rande, sob supervisão
artística do senhor Gois (que ao tempo vivia na Calçada e depois passou a
residir na Longra). Tendo esse grandioso presépio mais tarde tido diferentes versões,
na evolução dos tempos.
O facto está registado também no livro “Memorial Histórico
de Rande e Alfozes de Felgueiras”, em suas páginas 190 e 191. Como tal
dispensando outras explicações a quem não foi desse tempo, pelo menos. De cuja
memória, além de tudo o mais, há um desenho do “croquis” que antes era feito, a
projetar a realização do mesmo. Habitualmente colocado em frente ao altar do
Sagrado Coração de Jesus, desde a pedra soleira até quase ao cimo.
Armando Pinto
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Do jornal O Louzadense - Uma crónica sobre um senhor de Lousada com ligações a Rande. Casado como foi com uma senhora do lugar do Outeiro de baixo, de Rande, pai da D. Glória, esposa do sr. Domingos, falecido ainda recentemente, residentes em vivenda da encosta da Leira, na rua Verdial Horácio de Moura, da vila da Longra - Rande.
Por essas afinidades e curiosidades, sendo que foi conhecido desta região Longrina, inclusive com terrenos de sua família na localidade, trancreve-se a mesma crónica de evocação biográfica:
Joaquim Gonçalves Júlio (1913-2015)
– A família acima da ideologia
Artigo de José Carlos Carvalheiras
Discreto mas sagaz e acutilante,
Joaquim Gonçalves Júlio foi um lousadense que devotou uma grande paixão pela
Vila de Lousada. Vai fazer 5 anos no dia 16 de dezembro que faleceu com a
bonita idade de 102 anos. Foi “industrial de relojoaria”, como gostava de se
identificar, e pautou-se sempre pelos ideais socialistas e democráticos, tendo
sido por isso preso pela PVDE, durante 15 dias.
Joaquim Gonçalves Júlio nasceu em
7 de novembro de 1913, no lugar de Arcas, freguesia de Cristelos, filho de José
Gonçalves Júlio (natural do lugar do Picoto, em Silvares) e de Maria da Glória
(do lugar de Espindo, freguesia de Meinedo). Casou com Maria Arminda Peixoto,
da freguesia de Rande, do concelho de Felgueiras. Tiveram cinco filhos: Maria
da Glória, Maria Elvira, Maria Alice, José Júlio e Maria da Conceição Peixoto
Gonçalves.
Viveu mais de cem anos na vila de
Lousada. Estudou na escola primária de Cristelos e já adulto teve um
estabelecimento comercial de relojoaria, na rua Visconde de Alentém, situado
entre a Assembleia Louzadense e a Padaria Central.
No centro da vila viveu
praticamente durante 102 anos, afeiçoando-se a cada artéria como se fossem
caminhos seus. Cada alteração urbanística ou qualquer novidade arquitetónica
tinha análise cuidada e parecer astuto e devidamente fundamentado. Tanto no
Café Avenida como na Padraria central, fazia questão de partilhar com as
pessoas das suas relações de amizade as opiniões sempre pertinentes acerca do
desenvolvimento local e das trivialidades mundanas, a partir das notícias dos
jornais, que gostava particularmente de ler de fio a pavio. Crê-se que por ler
tanto sobre o mundo e dominar assuntos como a meteorologia e características da
Terra, ganhou a alcunha de “Planeta”. Mesmo no ano do seu falecimento, com uma
lucidez e autonomia notáveis para a idade, lia jornais e escrevia notas com
clarividência nos seus cadernos de apontamentos.
Memórias do caminho-de-ferro
Foi sócio fundador de duas das
mais vetustas entidades locais: a Associação Desportiva de Lousada e a
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lousada.
Aquando do seu centésimo
aniversário de nascimento tive o ensejo da sua companhia por alguns minutos
numa mesa da Padaria Central, facto que acontecia amiúde. Questionado sobre
qual teria sido o evento ou atividade em Lousada que mais o tinha marcado até
àquela ocasião da sua vida, não demorou a responder: “foi a linha de
caminho-de-ferro que ligava Penafiel à Lixa”. Esta via, que atravessava a vila
de Lousada, foi inaugurada em 11 de novembro de 1912, tendo marcado a infância e juventude de Joaquim
Gonçalves Júlio.
Embora fosse uma pessoa com um
gosto particular pela política, nunca enveredou por posições ou funções
partidárias e institucionais. Era um socialista confesso, mas nas últimas
eleições autárquicas em que votou, em 2013, fez notar que, pela primeira vez,
não votaria no Partido Socialista ou em candidatos de Esquerda. Tal decisão foi
motivada pela candidatura da sua neta, Maria Cândida Peixoto Gonçalves Novais,
pelo Partido Social Democrata, que nesse escrutínio viria a ser eleita
vereadora da Câmara Municipal de Lousada.
Quinze dias preso pela PVDE
Com 23 anos, Joaquim Gonçalves
Júlio foi detido pela Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE), que
haveria de se chamar Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE). Isso
aconteceu no seguimento de uma denúncia que deu conta do ajuntamento de vários
democratas lousadenses, para ouvir as notícias de uma rádio clandestina, em
pleno Estado Novo, da ditadura salazarista.
O seu neto, Paulo José Gonçalves,
refere a propósito desse episódio que “o meu avô juntava-se com Antero Moreira,
Manuel Pinto de Sousa, fundador do jornal O Heraldo, e outros, para ouvir
clandestinamente as notícias sobre a guerra civil de Espanha entre 1936 e
1938”.
Ao saber disso por terceiros, a
polícia repressiva do Estado irrompeu pela relojoaria dentro numa manhã de
1936, exigindo que Joaquim Júlio os acompanhasse ao Porto para interrogatório.
Uma vez chegado à sede da PVDE, no Porto, deparou-se com os referidos
camaradas, também eles denunciados e detidos. Os interrogatórios prolongaram-se
por quinze dias. A detenção terminou depois de influentes amigos do pai de
Joaquim Gonçalves Júlio intercederem junto da PVDE (em cuja fundação esteve o
magistrado lousadense Rodrigo Vieira de Castro).
Apreço pela evolução de Lousada
Sobre a “sua” Lousada escreveu
numas memórias pessoais de 2006, elaboradas pelo pelouro do Património Cultural
da Câmara de Lousada, então tutelado pela vereadora Prof.ª Lígia Maria de
Andrade Alves Ribeiro: “durante muitas
décadas (Lousada) foi uma das terras menos desenvolvidas desta região
distrital, mas pela sua situação geográfica e por ser muito hospitaleira e dona
de belezas e encantos, atraía muita gente de passagem ou em visita”.
Sobre as principais ideias que
defendia para a sociedade destacava o “desenvolvimento social, por via do
acesso de todos ao ensino e à saúde, para que todos usufruam da melhor
qualidade de vida possível”.
Aquele documento, de recolha de
memórias a pessoas antigas de Lousada, e preenchido aos 93 anos de idade pelo
próprio Joaquim Gonçalves Júlio, terminava com uma dedicatória devidamente
assinada: “quem, como eu, conheceu Lousada noutros tempos e tem a felicidade de
a ver agora, fica admirado com o grande desenvolvimento que se vem verificando.
Tudo isto se deve à ação do seu timoneiro e respetivos colaboradores, que tanto
se empenham em prol do progresso desta linda terra do meu coração. Aqui lhes
deixo, com satisfação o meu forte elogio pela obra feita e desejo-lhes
continuidade e empenho, a bem de Lousada”.
---
A. P.
Estando-se em período comemorativo da passagem do 90º
aniversário da 1ª Travessia Aérea Portugal-Índia, realizada em novembro de 1930
pelo piloto-aviador Francisco Sarmento Pimentel, felgueirense que foi
acompanhado pelo seu amigo e compadre transmontano Capitão Moreira Cardoso, a
navegador, vem a talhe vislumbrar uma entrevista dada por Francisco Pimentel a
um jornal, em que passados muitos anos recordava o facto e esclarecia
situações.
Com efeito, em entrevista publicada no jornal Diário de Lisboa, em agosto de 1979, aquando de uma sua vinda a Portugal, então para receber a condecoração da Ordem da Liberdade com que justamente foi reconhecido, o heroico aviador, respondendo à curiosidade do entrevistador desse jornal então existente em Lisboa, deu largas à sua memória, ele que estava nesse tempo com 84 anos, mas muito lúcido e em boa forma física, ainda.
Isso passou-se então ainda durante sua longa vida e longos anos de exílio político fora do país, cerca de uma década antes de Francisco Pimentel falecer.
Assim, por essa conversa transcrita naquele diário lisboeta, além de se relembrar as peripécias da arrojada viagem no pequeno avião denominado “Marão”, o piloto autor da longa rota pelo ar, desde o extremo ocidental da Europa até ao Oriente, esclareceu como não recebeu nada do Governo português desse tempo e mesmo assim ainda ofereceu depois o aviãozinho (género avioneta) ao Estado Português da Índia. Havendo apenas tido ajuda de um grupo de amigos que “cobriram o empréstimo bancário” que ele tinha feito para a compra do aparelho… Algo que se pode discernir pelo facto de ambos os tripulantes do Marão não serem apoiantes do Estado Novo, que vigorava e fez com que essa viagem fosse esquecida de compêndios oficiais desse período de censura emanada do sistema reinol.
Armando Pinto
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Rui Ferreira, até agora conhecido como cara do painel de comentadores do Porto Canal, canal gerido pelo FC Porto e único canal televisvo português de fora de Lisboa, tendo anteriormente sido futebolista do Salgueiros Vitória de Guimarães, Belenenses e Portimonense (clubes que o tornaram mais conhecido, além de ter jogado noutros, como Mirense, Oliveirense, Lourosa, Lamas, Gil Vicente, Espinho e Santa Clara), como entretanto treinou a equipa de sub-23 do Feirense, é o novo treinador da equipa principal do Futebol Clube de Felgueiras 1932. A notícia chegou ao público este sábado, em nota noticiosa do espaço informático jornal Semanário de Felgueiras.
Como o clube felgueirense, o mais representativo do concelho de Felgueiras, estava a fazer uma época (no Campeonato de Portugal) muito aquém dos anseios e sobretudo das expetativas geradas em torno da coletividade, não admira esta mudança operada.
Ora, sendo que naturalmente terá espaço sexta-feira na próxima edição do formato tradicional em papel do mesmo jornal (único também atualmente existente em Felgueiras nesse meio físico), a informação avançada, pelo referido órgão de comunicação concelhio, chega assim já ao apreço felgueirense - de cujo interesse se partilha a mesma novidade. Como notícia de fresco, ainda, que fará com que futuramente se deixe ou não de ver o Rui Ferreira a comentar nos programas portistas, como gostavamos de o ouvir, para lá de ver, obviamente.
Armando Pinto
* Crédito fotográfico do Semanário de Felgueiras.
A notícia via SF:
O novo treinador terá Pintassilgo, como Adjunto, e Dimas, como Treinador de Guarda Redes.
Nuno Andrade que, por acordo com o clube, deixou o cargo, estava desde o início do ano no comando técnico.
O Felgueiras recebe este domingo o Pevidem em jogo do Campeonato de Portugal.
Rui Ferreira tem 47 anos e treinou os sub-23 do Feirense.