Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Súmula Cronológico-Literária Historiadora de Felgueiras (Publicações alusivas à História Felgueirense)


Para efeitos vários os livros são o suporte mais clássico de leitura informativa, seja de feição estudiosa ou lúdica, sobremaneira pela caraterística de guardarem à posteridade seu conteúdo impresso de forma ordenada, bem como se tornarem úteis pela arrumação e comodidade que proporcionam esses feixes de conhecimentos. Quais documentos que possibilitam manancial de consulta permanente e garantem que os correspondentes acervos neles contidos perdurem, desde que bem tratados e conservados, sempre acessíveis à disposição geral. Sem necessidade de recurso a meios não disponíveis à generalidade das pessoas, além de nem sempre ou mesmo não estarem ao alcance da mão em qualquer sítio ou circunstância, como acontece com os discos rígidos de computador, mais derivados apoios e até os chamados CD’s de informática (discos compactos de leitura por computador), como ainda outros processos posteriores, embora no caso apenas pela obrigatoriedade de suporte de apetrechos informáticos, que não noutras qualidades.

Interessando essas vantagens dos livros, passa-se ao tratamento devido. À imagem de um compartimento dedicado ao património literário local no fator bibliográfico, vamos então procurar registar e inventariar livros existentes, entre os que temos conhecimento, como trabalhos de índole histórica Felgueirense.

Com este fito, dá-se vez aos livros de temática historiadora e exemplares significativos de existências valorizáveis, sem se pretender, nem havia essa hipótese, de remontar a eras muito antigas do papel encapado em que chegaram notícias alusivas às terras de Felgueiras e suas particularidades.

Fora os escritos documentais de cariz local e alguns trechos constantes de títulos nobiliárquicos e cartas régias, com algo próprio destes sítios, não há informes públicos de quaisquer livros referenciais, sobre temática local, anteriores ao raiar do século XIX e de identidade concelhia então nem houve mesmo nada até ao século XX. Apenas em aspetos genéricos ou de género coletânea de tempos idos.

Assim, tendo presente vetustas páginas de alguns monges e outros historiadores cujas caligrafias são probas de passos traçando crónicas de épocas remotas, chegam diante dos olhos parcelas históricas remontando ao período visigótico, dos “nomine parochialia” dos confins de eras suevas e visigóticas. (Reportando ao mesmo tema, a obra monográfica “Paróquias Suevas e Dioceses Visigóticas”, dada à estampa em Arouca no mês de Dezembro de 1997, por A. Almeida Fernandes, alude toponímia genitiva de villas integrantes das paróquias suévicas, no que respeita à diocese de Bracara e no tocante a Felgueiras, apresenta muitos dados da sua etimologia germânica).


Retomando perspectivas de historiografia a expressar linhas de ligação a Felgueiras, tem de fazer-se grande salto no tempo. Passando além de material que, entretanto, ficou já impresso em volumes monográfico-historiadores, sobre o mais que está escrito em Nobiliários, Diplomas e Cartas (Diplomate et Chartae), no Portugaliae Monumenta Historica, de Herculano, mais forais, tombos e memoriais. Até nos determos, em alusão fugaz, em três exemplos documentais preponderantes: passando pela “Corografia Portugueza” do Padre Carvalho da Costa, com data de 1706 estampada, a qual no seu tomo primeiro relata síntese de itens dos antigos concelhos de Unhão e Felgueiras, mais o Couto de Pombeiro; seguindo depois o “Portugal Antigo e Moderno", de 1876, com notas resumidas em vários volumes sobre as terras de Portugal, por Pinho Leal; e uma década volvida o mais atractivo “Minho Pittoresco”, publicado em 1886 por José Augusto Vieira, em cujo I volume está descrita curiosa panorâmica coeva do concelho de Felgueiras completo. De cariz mais vasto, entre diversos exemplos de matérias abrangentes à região do Entre Douro e Minho, também Francisco Craesbeeck lançou algumas dicas, embora em volumes manuscritos elaborados em 1726, como D. Jerónimo Contador de Argote, em 1734, teve algumas referências nas suas Memórias para a História Eclesiástica de Braga (a que então pertenciam as paróquias da zona de Felgueiras) e José Leite Vasconcelos, com seu trabalho “Archeologo Portuguez”, fez leves menções da região de Felgueiras, tendo ainda o Dr. Leite de Vasconcelos referido Felgueiras noutro seu trabalho intitulado “Etnografia Portugueza” sobre a existência da “pegada de S. Gonçalo”. 


No plano de obras enciclopédicas de raiz corográfica aparece também Felgueiras, alé de se destacar no género nomeadamente Pinho Leal com o seu já referido Portugal Antigo e Moderno (em cujos volumes constam também as freguesias de Felgueiras com referências sumariadas através de notícias recolhidas), houve outras publicações similares posteriores, ao jeito de compilação resumida desses e outros informes, pecando no entanto por muitas imprecisões, como acontece com o “Dicionário Corográfico de Portugal” (e mais tarde no “Dicionário Histórico de Portugal”, e até livros como um intitulado “À Descoberta de Portugal”, contando ainda que ali se registem dados locais esquemáticos e descrições ligeiras).

Nos entretantos, conforme aludimos no “Memorial Histórico”, quanto ao panorama pela região, sabe-se apenas que antigamente era corrente o uso de pequenos opúsculos de distribuição restrita, entre os quais alguns livretos particulares em que ficaram imprimidos grandes dons de estilística literária.

Do que ficou impresso à posteridade em prosa histórica, além de manuscritos dos frades do Mosteiro de Pombeiro, foi registado em letra de forma em 1803 o «Pombeiro Ilustrado», do Padre Nascimento Silveira, ao que sucedeu em 1879 «O Monte Pombeiro de Felgueiras enobrecido pelo martírio da Virgem Santa Quitéria Bracarense», como em 1885 o trabalho «Vida de Santa Quitéria e Monte Pombeiro enobrecido», pelo Padre Joaquim Álvares de Moura.

De permeio ficara narração do original rasgamento da estrada para o monte de Santa Quitéria, pelo Padre Casimiro José Vieira , em seu livro “Apontamentos para a História da Revolução do Minho em 1846 ou da Maria da Fonte”, obra editada em 1883. Onde ficou testemunho do ambiente de Felgueiras por aqueles idos tempos. (Refira-se, contudo, que em reedições modernas, como uma de 1981, entre exemplos de que há conhecimento, foram abusivamente suprimidas partes, nomeadamente do que não se reportava à dita revolta e naturalmente descrições de sua vivência em Felgueiras.)


Depois, em 1902 houve edição pública de um «Relatório e Parecer do Conselho Fiscal da Mesa da Misericórdia da Vila de Felgueiras» e 1903 teve publicação um livreto da «Reforma dos Estatutos da Confraria do Santíssimo Sacramento ereta na parochial de Santa Eulália de Margaride concelho de Felgueiras». Seguidamente, em 1904 foram impressos os primeiros “Estatutos e Regulamento da Associação de Bombeiros Voluntários de Felgueiras” (conforme aprovação do Governo Civil do Porto a 24 de Novembro de 1898 e regulamentação interna de 15 de Janeiro de 1899). Já em 1909 teve luz o livro «Vida, Martírio e Milagres da Preclaríssima Virgem e Mártir Santa Quitéria-Glórias e Maravilhas do Monte Pombeiro», pelo Padre Henrique Machado (obra que teve 2ª edição em 1947). Naquele mesmo ano, saiu com data impressa de 1909 um «Relatório/Colégio de Santa Quitéria Felgueiras», que reflete à posteridade notas de referência informativa da sua existência.


Desses tempos também foram do conhecimento público diversos trabalhos, sucessivamente publicados nos jornais locais, sem contudo alguns terem ficado guardados em livro, tais como tantas dissertações de cunho histórico e sabor literário do Conselheiro Dr. António Mendonça n’ A Semana de Felgueiras. E mais tarde ensaios jornalísticos de Manuel Sampaio com o «Românico no concelho de Felgueiras», a «Heráldica no concelho de Felgueiras» e «Homens Ilustres de Felgueiras», embora estes estudos saídos em primeiro lugar n’O Jornal de Felgueiras, hajam depois sido editados em livros de reduzida tiragem e consequente distribuição.


Por 1914 dentro teve surgimento um álbum-fotográfico documental do Caminho de Ferro de Penafiel à Lixa e Entre-os-Rios, que passou intramuros concelhios pela então povoação da Longra, na ainda vila de Felgueiras e na ao tempo também povoação da Lixa – livro intitulado «Companhia Auxiliar de Construcções Ferro-Viárias». No mesmo ano, teve publicação também, da mesma então chamada Companhia do Caminho de Ferro de Penafiel à Lixa, o «Relatório (da Direcção e Parecer do Conselho Fiscal), Exercício de 1913», onde ficou alusão ao desenvolvimento desse projeto e respectiva ligação Felgueirense a esse sonho. Depois, houve igualmente conhecimento de que, mais tarde, na década de vinte do mesmo século XX, foi editada (sem data) uma brochura "Colégio de Rande", de regulamento e primeiros dados históricos referentes ao estabelecimento de ensino popularmente conhecido como Colégio da Longra (embora oficialmente chamado “de Rande”).


Ao género de romance histórico, em 1927 o Dr. António Cerqueira Magro publicou “Fonte de Juvêncio” – romance e história/notas sobre a vida, o túmulo, a ascendência e descendência de Egas Moniz. Relativamente a esse tema, em acrescento, o Dr. Fernando Cerqueira Magro escreveu, em 1931, numa separata do jornal O Povo da Lixa, o trabalho “Egas Moniz: notas sobre a sua descendência e naturalidade-Adenda ao livro Fonte de Juvêncio/Cerqueira Magro".

Mais tarde, em 1933, foi incluída numa publicação de Homenagem a Martins Sarmento, publicada em Guimarães, uma separata sob título «O Castro de Sendim, Felgueiras», por R. de Serpa Pinto. No mesmo ano, teve impressão a publicação do “Associação Pró-Longra / Relatório e Contas da Comissão Organizadora / 1º Exercício findo em 30 de Novembro de 1932”, referente ao mandato inicial, de 1928/32, da histórica coletividade (que esteve na origem da sucessora Casa do Povo da Longra).


Dentro do género oficial, anos depois, tiveram publicação em 1937 os “Estatutos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Lixa”. 

Noutro género, algo da espécie de crónicas de viagem, houve num livro de Viagens em Portugal, de 1938, escrito por um famoso autor brasileiro, Afrânio Peixoto, em cujo volume foi incluído um texto desse escritor da região da Baía, a falar (descrever) sobre a sobre a comida portuguesa e naturalmente referindo doçaria tradicional de Felgueiras.

Depois, de âmbito religioso e autoria do Reitor do Santuário concelhio, teve edição em 1941 um «Manual da Associação de S. José: Estabelecida em Santa Quitéria (Felgueiras)», numa compilação do Padre Henrique Machado. E, como monografia municipal, teve vez em 1942 uma «Homenagem do Concelho de Felgueiras ao Presidente da Câmara Dr. Major Miguel Bacelar».

Volvidos tempos, em 1946 saiu do prelo um livro de caso envolvendo defesa da integridade concelhia, intitulado «Entre Felgueiras e Amarante», da autoria de Manuel Bragança. E em 1955 foi dada à estampa “A Comarca de Felgueiras”, do mesmo Manuel Bragança.


Ainda durante a década de quarenta (conforme se referiu na literatura de âmbito nacional), tratou o Dr. Pedro Vitorino, em trabalho publicado no “Douro Litoral”, Boletim da Junta de Etnografia e História da Província do Douro Litoral, sobre matéria referente às igrejas românicas de Felgueiras e, ao jeito de aviso e apelo, escreveu lapidar estudo sobre “Duas Igrejas Românicas”, aludindo ao caso do abandono e parcial destruição da velha igreja de S. Cristóvão de Lordelo, Felgueiras, em 1940. Na mesma famosa publicação igualmente ficou labor do Dr. Armando de Matos, também arqueólogo, que por esses tempos dissertou sobre diversos motivos de Felgueiras, entre os quais são de destacar “Os laterais dos túmulos de Pombeiro” e “Algumas inscrições medievais do Douro Litoral”, em 1947; e sobre a “Igreja Românica de Lordelo”, de Felgueiras, em 1949. Entretanto, em 1947, inserido também no Boletim “Douro Litoral”, foi publicado um trabalho do Dr. José da Silva com título “Santa Quitéria em Terras de Felgueiras”.

De permeio, por conter diversificada informação relativamente a Felgueiras, de material constante de enciclopédias, houve valioso contributo do Dr. Lopes de Oliveira, Lisboeta que esteve radicado em Fafe, através da sua colaboração à Grande Enciclopédia Luso-Brasileira, editada de 1935 a 1960 (com posteriores aditamentos em anos seguintes). Cuja lavra informativa foi valorizada, neste aspeto, com dados fornecidos sobre as freguesias e algumas personalidades do concelho de Felgueiras – os quais por vezes têm servido para preencher determinadas publicações locais. Embora nessa e outras enciclopédias (como a Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, de 1963-1995), em que material desse foi incluído, não apareçam ainda alguns Nomes Felgueirenses salientes, aos quais continua por ora a faltar a justa reabilitação de incompreensíveis esquecimentos de outrora, segundo normas antigas. Ocorrência inclusive a manter-se teimosamente até ao nível do próprio concelho natal, como que em manutenção do anterior estado de omissão, coisa que se já não entende atualmente... embora por defeito, talvez, do facto de, na maioria dos casos, se tratar de transcrições textuais anteriores. Algo que tem de se frisar, enquanto não for reposto o merecido reconhecimento inter pares.


Entretanto, embora escrito nos princípios do século XX, tendo o autor falecido em 1926, só em 1960 foi publicado a título póstumo o livro histórico-monográfico «Felgerias Rubeas», do Dr. Eduardo Freitas, editado numa iniciativa de familiares, mais precisamente de suas netas, para que saísse a público esse material até então inédito. Livro que volvidos anos teve 2ª edição em 1985, através do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal (liderada pelo Dr. Machado de Matos, sendo Vereador da Cultura Júlio Faria).

Inédito ficou, entretanto, estudo intitulado “Achegas Para Uma Monografia de Felgueiras”, da autoria do Padre Carlos Alves Vieira, trabalho esse feito na década de cinquenta a rogo da Câmara desse tempo. Tal projetado livro infelizmente não chegou a ser publicado, ficando a aguardar publicação guardado no cofre do município, mas foi consultado por autores diversos que lhe citam passagens em textos publicados, entre os quais o Padre Casimiro da Mata nas suas crónicas publicadas no jornal Notícias de Felgueiras em inícios da década de sessenta, como por outros mais tarde – de cuja existência posterior, desse tratado volumoso em escrita dactilografada, porém, se ouve que agora se lhe passou a desconhecer o paradeiro nos últimos tempos, pelo menos (contando a época em que se anotam estes apontamentos, em inícios do século XXI).

Por essa época ainda, numa edição de coleção Cidades e Vilas de Portugal, surgiu em 1956 uma brochura intitulada "Felgueiras", por J. Correia.

Mais tarde, teve publicação, em separata de Actas do IV Colóquio Portuense de Arqueologia, uma “Notícia sobre uma igreja românica do noroeste-S. Mamede de Vila Verde (Felgueiras)”, resultante de conferência proferida em 1966 por Jorge Henrique Pais da Silva.

Anos depois, em 1970 teve publicação uma separata de O Tempo (contendo indicação tipográfica de Penafiel) com destacável intitulado «Princesa do Douro: Felgueiras», por António Gomes de Sousa.


Voltando a edições efetuadas dentro de portas, já em 1983 - embora escrito em 1972 - foi publicado pequeno livro do Padre Pinho Nunes, intitulado «Santa Quitéria», do qual surgiu em 1991 uma nova edição acrescentada. Também naquele ano de 1983 foi editado livro estreito e de formato pequeno, de material muito resumido e sem referências a todas as freguesias do concelho, chamado «Monumentos e Obras de Arte de Felgueiras», do Dr. José de Barros (da Rocha Carneiro). 


Também impresso em 1983, ficou folheto de «Compromisso da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Felgueiras». No ano de 1989 apareceu à liça uma brochura intitulada «Pombeiro-Uma terra para quem Deus foi pródiga», da lavra de Fernanda Figueiredo, Irene Araújo, Albina Sampaio e Odete Nunes, da Escola da Trofa (Pombeiro). 


E, no mesmo ano, através do Pelouro Municipal da Cultura (do qual era vereador o Professor José Campos) apareceu com edição camarária a monografia «Felgueiras de Ontem e de Hoje», do Prof. Maurício Antonino Fernandes, autor também do livro «Pombeiro e o seu Fundador D. Gomes Aciegas», publicado em 1991 (sendo Vereadora da Cultura a Dr.ª Fátima Felgueiras).


Em 1990 foi lançado livro de inventariação referente ao «Arquivo Municipal de Felgueiras», trabalho dirigido pelo Dr. Fernando de Sousa em colaboração com Elvira Castanheira, Jorge Alves e Paulo Gouveia.

O período de 1992 viu ser editado livro-álbum fotográfico de recolha visual de alguns moinhos de água espalhados pelo concelho, denominado «Moinhos do apaziguamento-Moinhos de Felgueiras», com fotos de Hernâni Ribeiro e Joaquim Teixeira, de Felgueiras, mais texto preliminar de Fernando DaCosta, jornalista de comunicação social de Lisboa e escritor, numa edição da Área de Extensão Educativa de Felgueiras. E no mesmo ano teve existência um livro de feição distrital, com lema «Porto, do Nome Portugal», incluindo capítulo referente a Felgueiras, como aos outros concelhos do distrito portuense.

Um ano volvido, foi lançado em Felgueiras, numa 2ª edição acrescentada, com patrocínio das Câmaras de Penafiel, Lousada e Felgueiras, o livro «O Caminho de Ferro de Penafiel à Lixa e Entre-os-Rios», do penafidelense Coelho Ferreira, contendo partes de interesse à memória da passagem do comboio do Vale do Sousa por terras de Felgueiras. Obra que em 2000 teve 3.ª edição corrigida (ficando planeada posteriormente outra de complemento, visto faltarem passagens referentes às estações da Longra e Felgueiras nessa obra, conforme foi referido pelo mesmo autor desse livro na sessão comemorativa do centenário da passagem do comboio na Longra, em maio de 2014 - mas acrescento esse que não apareceu até agora). Ainda de 1993, houve publicação duma brochura sobre «Leonardo Coimbra: vida e obra, exposição bibliográfica», da Biblioteca Municipal de Felgueiras, sob coordenação da Drª Maria José Queirós Lopes.


Em 1994 foi dado à estampa, guardando algumas Biografias e Notas de Antepassados Felgueirenses, o “Finitos Infinitos da Felgerias Rubeas”, de Clemente Quintela Teixeira, com patrocínio da C.M.F. Do mesmo autor, no mesmo ano foi publicado livro intitulado “Lixa-Dispersos para uma Monografia”. Do qual, em toque pessoal, houve ainda um trabalho, editado a legar algumas imagens da vida da então vila de Felgueiras, através de livro intitulado “Fragrâncias do Meu Tempo Moço-Subsídios Avulsos para a História do Café Belém-Anos 60 e 70”.

Em 1995, como banda desenhada, apareceu "A Jóia do Vale", de José Ruy, relativo à história “aos quadradinhos” do Mosteiro de Pombeiro. No mesmo ano, embora de âmbito nacional e temático, foi publicado "Vultos da Filatelia", de Paulo Sá Machado, contendo biografias de dois Felgueirenses salientes nessa matéria. E, ainda, nesse mesmo ano, em separata da Revista de História, em seu volume XIII, foi editada brochura sobre "O órgão do mosteiro beneditino de Pombeiro: Felgueiras", por Frei Geraldo Dias.

De publicação também na forma de livro, em Julho de 1995 houve primeira experiência editorial da autoria do autor destas notas, através de singela publicação encadernada ostentando título da “I Mostra Filatélica e Exposição Museológico-Postal e Documental da Casa do Povo da Longra” (comemorativa do centenário de Francisco Sarmento Pimentel e do octogenário da Estação de Correio da Longra). Pequeno livro esse, de artesanal feitura, dedicado ao evento, cujos textos foram redigidos a apresentar essa realização e resumindo o perfil biográfico do homenageado junto a breve história do correio local.

Em Março de 1996, numa continuação da coleção, com patrocínio da Junta de Freguesia de Rande, foi editado livro também pequeno sob o tema "Freguesia de Rande (S. Tiago) e Povoação da Longra", ao género de mini-colectânea de textos (em resumos históricos de diferenciados temas) também da mesma lavra do autor destas linhas, num dos quais com a colaboração de D. Cândida Sousa, havendo por entre os mesmos alguns poemas de Artur Barros e um apontamento do basquetebol da Metalúrgica da Longra por António Dâmaso.


Nesse mesmo ano de 1996 foi publicado livro denominado "Felgueiras, Tradição com Futuro", pela editora “Anégia”, com textos da equipa editorial e fontes bibliográficas de alguns investigadores Felgueirenses (sendo a bibliografia natural de Felgueiras respeitante a trabalhos de Frei Bento Ascensão, Fr. António Meireles, Fr. Nascimento Silveira, Padre Henrique Machado, Dr. Eduardo Freitas, Dr. José de Barros Carneiro, Prof. Maurício Fernandes, Manuel Bragança, Armando Pinto, Carlos Coelho, Dr. José Amadeu Coelho, Dr. José da Silva e Ernestina Oliveira/ Raúl Moreira/ Sónia Amaro).

Ainda no ano de 1996, embora em texto policopiado, houve impressão duma dissertação de mestrado em geografia regional (apresentado na Faculdade de Letras de Coimbra), sob título "Concelho de Felgueiras: Sistema produtivo local/o caso da indústria de Calçado", por Maria Cristina F. R. Santos.

Em Maio de 1997 foi também publicado mais um pequeno livro oficial, este intitulado na matriz dedicada à realização do “1º Festival Nacional de Folclore-Longra/97”, comemorativo do 3º aniversário do Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra. Com textos do autor signatário, nessa publicação ficou registado o historial do Rancho aniversariante, bem como uma apresentação dos Ranchos participantes no certame, mais narração de resumo histórico da existência da Casa do Povo local e galeria Diretiva da mesma instituição.

No mesmo mês do ano 97 houve edição de mais um pequeno livro de banda desenhada, este da Escola da Ribeirinha-Penacova, sob o título ".Nicolau Coelho-Fidalgo e Navegador Felgueirense". Na mesma senda, quase de seguida, apareceu também em desenhos legendados "Nicolau Coelho, Um Capitão dos Descobrimentos", de José Ruy. A meio do mesmo ano foi apresentado ao público "Pedras de Armas e Brasões Tumulares do Concelho de Felgueiras", de Artur Vaz-Osório da Nóbrega.


Finalmente em Novembro de 1997 surgiu ao público, com patrocínio do jornal “Semanário de Felgueiras”, o nosso "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras", cuja apresentação ocorreu a 21 de Novembro de finais desse ano. Trabalho a que dedicamos uma boa parte da vida, apenas por amor à terra natal, freguesia e concelho (ao qual a CMF, em tempo de vereação da cultura de Fátima Felgueiras, negou apoio). Tratando-se, por fim, de materialização de sonho que nos fez sentir realizado parcialmente, por todo o empenho colocado nesse trabalho de pesquisa e entusiasmo, pois que seria frustrante continuar a ter inédito tal estudo, no sentido de forçado esquecimento e desconhecimento público do seu conteúdo, como da preservação memorial da inerente História. E, finalmente, emergiu um bem estar compensado ante as contrariedades superadas... Por ora, havendo quem diga que um homem para se realizar tem de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro, o autor que já fez isso tudo e, felizmente, algo mais, apenas se não sente totalmente realizado porque deseja ainda mais, agora... que o lindo rincão que serviu de berço e acolhe diariamente, sinta de uma vez por todas o progresso e qualidade de vida que tem faltado.


Posto isto, voltando ao rumo difusor desta recolha, será de acrescentar que no princípio do mês de Setembro de 1998 foi publicado, pelo mesmo autor destas linhas, mais um livro oficial de realizações locais, no caso alusivo ao “2º Festival de Folclore do Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra”, tal qual o título da edição apresentando a realização festiva e os Ranchos envolvidos nesse certame, dando também espaço de realce ao imaginário popular das freguesias incluídas na ação social da própria Associação CPL, das quais são oriundos os elementos do Rancho da casa, com relevo no conteúdo de fundo a Lendas e Narrações histórico-tradicionais da região sul do concelho de Felgueiras.


Em Novembro de 1998 aconteceu o lançamento de livro referente à história dos Bombeiros de Felgueiras, por ocasião do seu centenário, volume ilustrado “Bombeiros Voluntários de Felgueiras-1898/1998-100 anos de história” com coordenação e textos de Francisco Ribeiro.

Na continuidade dos tempos, surgiram novas publicações relativas a eventos em que o autor das mesmas e deste arrazoado teve envolvimento. Publicações que se acrescentam naturalmente: “Associação Casa do Povo da Longra - 60 Anos ao Serviço do Povo”, em Abril de 1999; e livro oficial do “3º Festival de Folclore da Longra - Memória etnográfica do sul Felgueirense e afinidades concelhias”, com este título chegado às mãos do público no dia do próprio Festival/99, em Julho seguinte.


De cariz diferente, houve, por iniciativa da Câmara Municipal de Paredes, a “Colectânea de Textos de Autores do Vale do Sousa”, no âmbito da realização Encontr’Artes - encontro anual de artistas da região, que ao longo dos sucessivos certames foi acompanhado de edições literárias, através das quais foram sendo englobados publicistas Felgueirenses que se costumam manifestar pela escrita. Publicação essa que anualmente foi repetindo as doses, numa continuidade que integrava sempre colaboração felgueirense, até 2004 a que correspondeu a X Colectânea. Em cujas páginas ficaram alguns textos sobre história local, pelo autor desta resenha também.

Em Julho de 2000, numa feição pouco comum, surgiu ao público um livro alusivo a uma festa tradicional, tratando-se no caso de “Evocações da Festa Paroquial de S. Tiago de Rande”, em registos do autor destas linhas correspondendo a pedido da Comissão da Festa respetiva desse ano. E no mesmo mês houve nova edição alusiva ao certame folclórico da Longra, no caso o “4º Festival de Folclore da Casa do Povo da Longra-Celebração Folclórica do Sul Felgueirense”, também do próprio autor.

Quase de imediato, com o quente Julho em marcha foi apresentado livro de José António Soares da Silva, sob patrocínio da Câmara Municipal de Felgueiras (sendo Vereador da Cultura o Dr. António Pereira), intitulado “Felgueiras-rostos do tempo”, tipo álbum foto-ilustrado a registar gravuras de postais antigos, acompanhados com transcrições de pequenos trechos escritos por diversos autores, relativos a velhas fisionomias de Felgueiras.

De função alusiva a tradicional festividade, embora em moldes mais ambiciosos que exemplos anteriores, surgiu em Setembro de 2000 uma publicação de conteúdo historiador sob título “Lixa Cidade de Ontem e Hoje-Nossa Senhora das Vitórias/2000” - livro editado pela Comissão da Festa das Vitórias e dedicado à mística Lixense dentro do contexto concelhio Felgueirense, com textos de Carlos Coelho, Pedro Alves e Armando Pinto, incluindo também algumas notas de Elisabete Lopes, Liseta, Joana Gonçalves e Hélder Quintela, além de pequenas transcrições de textos do Prof. Maurício Fernandes.

Em Maio de 2001, na linha de anteriores publicações dedicadas pelo autor a eventos locais, foi publicado pequeno livro intitulado “Rancho da Casa do Povo da Longra - Sete Anos Depois... Em Idade de Razões”, alusivo ao 7.º aniversário e seguinte 5.º Festival do mesmo Rancho – contendo historial do grupo aniversariante na forma de crónica contista.

Entretanto, surgiu em Outubro de 2001 o livro “Sorrisos de Pensamento”, de contos realistas dedicados à memória coletiva, como Colectânea de Lembranças Dispersas do autor destes registos, numa espécie de ilustração descritiva a parcelas antes cronicadas.


Chegado 2002 foi publicado um livro intitulado “Monte de Santa Quitéria / Felgueiras”, com o nome da terra em subtítulo, da autoria do Padre Carlos Moura (numa obra atualizada à época, com fotografias contemporâneas e gravuras antigas de livro anterior do Padre Henrique Machado, contendo especiais informações do local, do culto, organizações sediadas no Monte da Santa e da Ordem de S. Vicente de Paulo). Logo depois, em Junho de 2002, teve lugar mais um livro oficial do anual certame folclórico Longrino, no caso o “6.º Festival do Rancho da Casa do Povo da Longra-Desfile de Oito Anos de Vida”, com a habitual chancela. Depois, no mesmo ano de 2002, houve uma brochura intitulada "Leonardo Coimbra, 1883-1936: político, educador, filósofo", pela Drª Dulce Freitas, numa edição da Câmara Municipal de Felgueiras.


Até que, em Fevereiro de 2003, sem indicação do nome de autor ou autores, surgiu livro comemorativo das “Bodas de Ouro de Ministério Paroquial do Padre Joaquim Oliveira”, com mensagens e testemunhos alusivos à mesma efeméride celebrada em Varziela. Meses passados, já em Junho, apareceu mais uma das únicas edições literárias relativas a eventos folclóricos concelhios, o livro oficial do “7.º Festival de Folclore do Rancho da Casa do Povo da Longra – Danças Mil em Nove Anos de Folclore”, conforme o título com que se achou dever sintetizar o evento. Como em Julho seguinte houve rápida edição a registar a aprovação da Vila da Longra na Assembleia da República, facto assinalado escassos dias depois com o livro “Elevação da Longra a Vila” (que valeu, mais tarde, apreciação no Jornal Literário “Poetas & Trovadores”, com sede em Guimarães, no seu número de Julho/Setembro-2003, onde o autor foi considerado «monógrafo, por excelência, do concelho de Felgueiras» – o que, ainda que sendo relativo, naturalmente, se regista pela apreciação). Seguiu-se em Outubro, do mesmo ano de 2003, uma edição de registo impresso sobre existência do labor cénico Longrino, com o livro “Grupo de Teatro da Casa do Povo da Longra-Sete Anos na Arte de Talma Associativa”, da lavra escrita do autor destas notas, também. Para, mantendo o ritmo, em Dezembro imediato ter havido vez para livro sobre “Monumento do Nicho nas Mais-Valias de Rande”, igualmente do autor destes apontamentos.

Meses depois, em Abril já de 2004, houve edição de livro dedicado ao Felgueirense Padre Luís de Sousa Rodrigues, sob título “Do Evangelho para a Vida”, contendo reflexões sobre homilias do mesmo Padre Luís, através de registos escritos por António Manuel Casimiro e José António Pereira (livro que em 2006 teve 2ª edição, acompanhada de um CD com gravação da voz do antigo Reitor da Lapa do Porto). Entretanto, em Junho de 2004, pela mesma iniciativa e autoria destas linhas, foi engrossado o acervo histórico-literário impresso com “8.º Festival da Associação Casa do Povo da Longra – Alcance duma década etno-partilhada”. E, em Novembro do mesmo ano de 2004, o autor escreveu e publicou o livro “Padre Luís Rodrigues: Uma Vida de Prece Melodiosa”, no encerramento das comemorações da passagem de 25 anos da morte daquele Felgueirense e célebre compositor musical.


Ainda no mesmo ano de 2004, em publicação incluída em revista da especialidade, foi publicado um estudo intitulado “Novos dados sobre o tesouro do Monte do Senhor dos Perdidos (Penacova, Felgueiras)”, por Rui Centeno e Mendes Pinto, na Portugália - Nova Série (vol. XXV), do Departamento de Ciências Étnicas do Património da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.


Chegado 2005 foi a vez de, pela mesma via de autoria, ficar registado o “9.º Festival da Associação Casa do Povo da Longra-Comunhão de Tradição Associativa”. Depois disso, presente 2006, houve publicação de “S. Jorge de Várzea-História e Devoção”, por Armando Pinto também, livro editado pela respetiva Paróquia no âmbito da I Feira do Livro de Várzea e Festa dos 23 de Abril/2006. Como poucos meses depois, no início de Junho, por ocasião da comemoração de 25 anos de existência da Cercifel (Cooperativa de Ensino para Reabilitação de Crianças Inadaptadas de Felgueiras), instituição de Solidariedade Social, teve publicação um alusivo livro intitulado “Memorial Histórico/Cercifel”, sem autoria expressa. E, ainda em Junho desse mesmo ano, surgiu, como que por encanto, um livro de feição e dedicatória especial, da lavra da Irmã Vitória Pinto, dedicado ao cinquentenário do Postulado na Ordem Vicentina da sua irmã de sangue e de Companhia religiosa, intitulado “Irmã Maria Esperança da Purificação Pinto-50 anos como Filha da Caridade”, onde ficaram registados lindos textos e versos de afeição e dedicação, a par com referências à ligação da homenageada a Felgueiras, à casa da comunidade das Filhas de Caridade em Santa Quitéria e sobretudo ao convento da Misericórdia do Unhão.

Em 2007 teve vez o primeiro e por ora único livro historiador do fenómeno desportivo em Felgueiras, dedicado ao desporto-rei, com o livro “Futebol de Felgueiras-Nas Fintas do Tempo (1932-2007)”, de Armando Pinto. A historiar resumidamente (para não encarecer o custo de publicação, sendo livro de iniciativa pessoal) o historial do antigo e histórico Futebol Clube de Felgueiras e o primeiro ano do sucessor CAF-Clube Académico de Felgueiras – em tempos iniciais, portanto, antes da mudança ao atual FC Felgueiras 1932.


Passados tempos, ao expirar de 2008, teve luz um estudo sobre o percurso de um literato famoso por terras de Felgueiras, através do livro “Viajar com… António Nobre”, da autoria de António José Queirós, que inclui ligações desse conhecido poeta à Lixa e refere o antigo Cabanelas, de Felgueiras...


Em aspeto coletivo, e particularmente de alcance distrital, em 2009 apareceu um volume intitulado "As freguesias do Distrito do Porto nas Memórias Paroquiais de 1758", pelo Prof. Dr. José Viriato Capela, como quinto volume da Coleção "Portugal nas Memórias Paroquias de 1758" – incluindo as paróquias de Felgueiras nessa recolha, sabendo-se que as mesmas Memórias Paroquiais constituem o resultado do inquérito enviado naqueles idos tempos a todos os párocos do país pelo padre Luís Cardoso, que contou com o apoio pombalino para a sua implementação (matéria que, em parte, quanto ao rio Sousa e sobre a freguesia de Rande, já havia sido tratada no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997).


Depois, entre 2010 até 2011, com a publicação de monografias sobre as igrejas românicas da região felgueirense, houve uma coleção publicada pela Câmara Municipal de Felgueiras, em acordo firmado com a Faculdade de Letras da Universidade do Porto, através de livros assinados por Maria Leonor Botelho, os quais ficaram sob títulos de “Santa Maria de Airães”, “São Mamede de Vila Verde”, “Salvador de Unhão”, "São Vicente de Sousa”, “Santa Maria de Pombeiro” e “Arqueologia Santa Maria de Pombeiro”. Após isso, em 2014 a Câmara voltou a patrocinar outro livro de docentes da mesma universidade, sendo então publicado em 2014 “Felgueiras A terra e seu foral no cinzel da história”, de Pedro Vilas Boas Tavares e Maria Cristina Cunha; assim como em 2015 “Felgueiras: 500 anos de concelho”, obra de coordenação de Pedro Vilas Boas Tavares, natural do Porto mas com raízes familiares no concelho de Felgueiras.


De permeio saiu a público em 2014 um livro dedicado ao santuário de Santa Quitéria, sob título “Do Monte Pombeiro ao Monte de Santa Quitéria”, da autoria de Carlos Ferreira. Como no mesmo ano também um livro sobre uma casa histórica de Felgueiras e seu arquiteto, o livro “Luís Gonçalves: Amanuense-Engenheiro da Casa das Torres”, da autoria de Armando Pinto, e patrocinado pela fábrica IMO, da Longra.



Mais tarde, no ano de 2017 foi ainda publicado, em edição do Município de Felgueiras, o livro “Presidentes de Câmara e Eleitos do Concelho de Felgueiras (1834-2017)”, de introdução e coordenação de Pedro Vilas Boas Tavares. Bem como sobre o ex-libris concelhio de Santa Quitéria foi já em 2018 reeditado o livro “Monte de Santa Quitéria / Felgueiras (2ª edição)”, do Padre Carlos Moura.

Enquanto isso, e além disso, tem estado à espera há anos um projetado livro pensado para ter título de “Remembranças Felgueirenses» (inclusive com capa elaborada, com desenho das letras de lavra do célebre iluminurista Lucas Teixeira), em feixe de recolhas complementares de Recordações e Curiosidades concelhias, da memória coletiva. Conjunto de crónicas cuja compilação está então guardada há tempos (leia-se anos), mas tem sido sucessivamente adiada a sua publicação por falta de apoios e possibilidade de edição.

Esta é por ora, até 2017/18 portanto, a estante Felgueirista possível de ser vistoriada, dentro do que é do conhecimento pessoal em que foi tentada enumeração, por assim dizer, da coleção dos livros de Felgueiras, quais repositórios das memórias da nossa terra e sua gente. Na grande maioria dos casos em obras possíveis apenas pelo querer dos próprios autores, quantas vezes até incompreendidos, para não dizer outra coisa. O tempo, como mestre da vida, acabará por trazer à superfície azeite do qual brotará luz que iluminará as trevas dos tempos. E, apesar de tudo, a própria memória, passado tempo, fixará mais a perpetuação para todo o sempre.


Faltarão estudos de especialidade, para melhor complemento, como por exemplo a história mais completa sobre a época pós-concelho completo, desde que em 1855 Felgueiras passou a ser concelho íntegro com as 33 freguesias que deram maior amplitude e oficialização administrativa. Algo que bem pode ser conhecido através das notícias dos diversos jornais que foram existindo, já com o concelho completo. Como pelas “Actas” da Câmara e Juntas de Freguesias. Tal como estudos aprofundados sobre instituições e individualidades, lembrando benfeitores de coletividades e organizações, mais felgueirenses salientes em diversificados campos da vida local e nacional. Quão pode e deve haver memória de naturais do concelho que estiveram e salientaram nas intervenções e lutas que ajudaram às alterações verificadas no país, mais nas grandes guerras mundiais e na guerra ultramarina, entre bravos soldados que deram contribuição felgueirense em fastos nobres da Grei. Por entre diversificados temas do rol de evidências conterrâneas ao longo dos tempos.

É então este, do que há escrito e impresso, o fio à meada desenvencilhada das letras históricas do concelho de Felgueiras, que marcaram épocas impressas em volumes ou pequenas e médias publicações enfeixadas. Tudo o que existe, se bem que não seja assim tão pouco mas a precisar de mais, a expor textos de impressões, opiniões e expressões felgueirenses, sobressaindo o que fica a contar a História de Felgueiras e dos Felgueirenses, até à atualidade.

ARMANDO PINTO

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sábado, 21 de julho de 2018

Festa de S. Tiago de Rande - Felgueiras / 2018


Já se iniciaram os festejos da tradicional romaria paroquial de Rande, em honra do padroeiro S. Tiago Maior, cujo programa de estende pelo fim de semana destes dias de julho e alonga até ao dia 25, dia litúrgico do Apóstolo São Tiago. Tendo esta sexta-feira decorrido a primeira noitada da festa, assinalada por atrativa sessão de fogo de artifício, da qual se juntam imagens, de visão noturna desde o vale da Longra para a encosta da igreja de Rande.

Armando Pinto


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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Ligações felgueirenses à popular Volta a Portugal em bicicleta – Artigo no Semanário de Felgueiras


Na proximidade da realização da Volta a Portugal em bicicleta, prova desportiva de atração popular, este ano com início a 1 de Agosto; e perante o facto de Felgueiras ser meta de partida para a penúltima etapa da mesma grande prova, no dia 11; merece tal ocorrência uma rememoração pública sobre as ligações de Felgueiras ao ciclismo competitivo e particularmente em haver inclusive tradições na Volta a Portugal, quer em passagens, como em chegadas e partidas de etapas, na antiga vila e atual cidade sede do concelho felgueirense, do distrito do Porto e província do Douro Litoral – como o autor procurou recordar em artigo escrito para publicação no atualmente único jornal concelhio com edição impressa. De cuja crónica, reportada a esse tema, se transpõe para aqui o respetivo texto, ilustrado com imagem da coluna publicada na edição de sexta-feira 20 de julho, no Semanário de Felgueiras.


Felgueiras na Volta a Portugal

Aí vêm eles (i bem’ eles – na fala popular) ouvia-se de repente, cortando espera ansiosa; e um movimento de cabeças, a par de imediato bruaá, dava movimento a clamor da multidão expetante. E logo se inclinavam os dorsos, para melhor ver os corredores, pondo olhos e sentidos à direção em que os ciclistas vinham. Era assim na espera e por fim passagem repentina dos ciclistas da Volta a Portugal em bicicleta, a grande corrida nacional que levava o povo à rua para ver os ciclistas. Coisa que em Felgueiras, por tempos passados, se revelava algo social, num misto de festa popular com momentos de contemplação, pelo deslumbramento de ver, ainda que num repente, os homens dos nomes ouvidos na rádio, mais caras vislumbradas nos jornais. Como ficou na tradição oral um ano em que Fernando Moreira, ao tempo grande ídolo dos adeptos da modalidade, venceu a meta volante instalada no centro da então vila de Felgueiras, em etapa vinda da Póvoa em direção ao Porto, no ano em que venceu a Volta, em 1948 – facto perpetuado com alusiva foto que veio na revista lisboeta Stadium. Pois, durante muitos anos a caravana voltista passou em Felgueiras, mas não parava. Quer na sede do concelho, como noutras localidades concelhias. Até que lá veio tempo em que parou mesmo e de permeio a terra felgariana teve direito a ver de perto os ciclistas antes de iniciarem novo percurso, rumo à glorificação triunfante.

O ciclismo é um desporto tornado espetáculo apreciado até por gente que nem costuma andar de bicicleta, sendo antes fenómeno de apreço ao esforço e destreza, na vertente de valorização da heroicidade. Porque o ciclismo competitivo é uma máquina de heróis que em cima das máquinas de rodas dão asas aos anseios de vitórias conseguidas pelos músculos. Valorizando como tal atenção a que Felgueiras não foge à regra, com gosto de ver. Conforme tradição enraizada, desde tempos de admiração por antigos ídolos dos pedais, como no tempo do nortenho Fernando Moreira, até à existência de conterrâneos salientes sobre as bicicletas de corrida, como foram Artur Coelho, que em diversos anos chegou a andar com a camisola amarela da Volta, mais Joaquim Costa, Albino Mendes e Miguel Magalhães. Nas afinidades ao ciclismo, constando protagonismo felgueirense através daqueles conterrâneos que participaram entre os concorrentes (conforme já aludimos em anteriores artigos), mais acréscimo de ter existido a equipa Zala e mais tarde a equipa W52-Quintanilha-Felgueiras, com sede em Felgueiras e que ostentava camisola com as cores municipais com o símbolo do concelho. Enquanto este ano volta a ser realidade o facto da cidade de Felgueiras ser ponto de partida duma etapa da Volta a Portugal, por sinal de início à tirada mais apreciada da edição atual, voltando assim a ser ponto de referência, depois de em anos recuados já ter sido local de relacionamento com a mesma Grandíssima.

Com efeito, Felgueiras foi já sítio de finais de etapas algumas vezes e dessas coincidindo numa a meta final com o próprio fim da Volta; assim como teve entretanto também anteriormente um início de etapa, cuja experiência se irá repetir agora em agosto. Fazendo parte da história da ligação felgueirense com a popular Volta que em 1992 terminou na cidade de Felgueiras a etapa Mondim-Felgueiras; assim como em 2006, em meta instalada no cimo do monte de Santa Quitéria, terminou a então etapa que ligou Gondomar a Felgueiras; tal como em 2008 a 70.ª Volta a Portugal acabou com um contrarrelógio de Penafiel até ao Monte de Santa Quitéria; ao passo que na volta de 2009 teve largada de Felgueiras a 5ª etapa, de ligação entre Felgueiras-Fafe. Festivo início este ano reeditado no penúltimo dia da competição, abrindo alas à sempre difícil etapa para a Senhora da Graça.

Eis assim uma leve memoração, na apropriação afetiva a tal vera ligação desta região a que a natureza dotou de vivas cores. Vestindo Felgueiras condizente camisola multicolor de festiva ocasião.

ARMANDO PINTO
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Exposição comemorativa do centenário natalício de Lucas Teixeira


Inaugurada oficialmente no passado sábado, 14 de julho, na Biblioteca Municipal de Felgueiras, decorre este mês a exposição a assinalar o centenário de nascimento do felgueirense Lucas Teixeira, célebre iluminurista e apreciado poeta, nascido em Varziela-Felgueiras em 1918 e falecido no Brasil em 2013. Civilmente chamado Armando Teixeira e com nome público Lucas, derivado de antiga profissão religiosa e por fim assinatura artística.


No ato da abertura oficial, diante da presença de pessoas interessadas pela cultura relacionada com a identidade concelhia, bem como apreço pelo que é felgueirense, e após explicações da Drª Manuela Melo, responsável pela exposição, e esclarecimentos da Drª Dulce Freitas, diretora da Biblioteca e Arquivo Municipal, falou em nome da edilidade o Presidente da Assembleia Municipal, Prof. José Campos, que se congratulou com a realização, numa mostra de Felgueiras ter mesmo pessoas importantes, ainda que por vezes desconhecidas da generalidade dos munícipes; quão justificativo é de nomes que estão patentes em ruas, como algo que assim se pode conhecer melhor. Referindo que Felgueiras muito deve a pessoas que se interessam pela memória coletiva, sendo estas realizações bons motivos de fortalecimento felgueirense.


Na exposição, até 31 de julho, é possível visitar, na Biblioteca Municipal de Felgueiras, uma mostra documental sobre o “Centenário do Nascimento de Lucas Teixeira”, composta por iluminuras originais e reproduções, fotografias, catálogos de exposições, livros de poesia, poemas inéditos assinados e artigos de jornal.


Na exposição, além de material que faz parte do acervo da Biblioteca Municipal de Felgueiras e outros exemplares por empréstimo do Mosteiro de Singeverga-Santo Tirso e ainda de envio do Brasil pela filha de Lucas Teixeira, Eng.ª Maria Margarida Teixeira Lima, também houve inclusão de diversa documentação literária e fotográfica de arquivo do autor destas linhas.


Da mesma exposição, como ilustração, junta-se aqui imagens relacionadas, com acréscimo de recorte de notícia também difundida no jornal Semanário de Felgueiras, em sua edição de 20 de julho.


Do ilustre artista felgueirense, em apreço, tem o autor deste blogue ainda um pergaminho emoldurado, oferecido pelo próprio sr. Armando Teixeira, que apenas não chegou a ser entregue para a exposição por não estar pintado  devido a ter sido feito já em idade avançada do grande iluminurista. Do qual, como iliustração, se junta imagem do referido quadro, colocado no escritório pessoal do autor destas linhas.


Como complemento, juntam-se ainda mais algumas imagens documentais de publicações relativas ao personagem homenageado, em comprovação adicional sobre a dimensão da importância da sua lavra na arte de iluminuras.

Armando Pinto
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sábado, 7 de julho de 2018

Exposição Comemorativa do Centenário de Lucas Teixeira - no aniversário de Felgueiras Cidade


Julho, de bons acontecimentos na profusão permitida pelo tempo quente, costuma ser mais associado a eventos relacionados com a época estival, de férias anuais. Ao passo que a nível local, no concelho de Felgueiras, será sempre também mês relacionado histórica e sentimentalmente com a elevação administrativa de alguns pontos geoestratégicos felgueirenses. Nem todos com os mesmos resultados práticos, apenas em estatutos algo parecidos. Tendo sido no início de julho, corria o ano de 2003, que a antiga povoação da Longra, da zona histórica das cercanias do Largo da Longra deveras no esquecimento dos poderes reinóis, teve elevação à categoria de vila (ao passo que agora o centro da Longra até está quase às escuras, com o candeeiro central desligado há largos meses, desde que a Junta de Freguesia passou a ser de outra zona – após a instauração da malfadada união de freguesias sem afinidades – perante o desinteresse da Câmara Municipal, quer da antiga gerência, como mesmo do atual executivo nos dias que correm. À imagem das obras de requalificação que ficaram incompletas e continuam a desfazer-se…). Enquanto anos antes, ainda em 1990, a vila de Felgueiras passou a cidade, ao mesmo tempo que Barrosas teve definição oficial de vila.

Decorre assim este período assinalável, mais uma vez. Em cujo âmbito, além de tudo o mais, contando com o programa normal, também irá ter lugar uma exposição na Biblioteca Municipal de Felgueiras a evocar a figura de Lucas Teixeira, antigo Frei Lucas, poeta e sobretudo grande mestre iluminurista, que em tempos foi homenageado com nome numa rua e numa escola (Jardim de Infância e centro escolar) da cidade de Felgueiras. Um ilustre felgueirense de tempos passados que merece ser melhor conhecido dos felgueirenses de hoje e sempre.  


Armando Pinto
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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Artigo no SF sobre o treinador de futebol Mário Guimarães, "mister" felgueirense a laborar no estrangeiro


Na linha das crónicas assinadas pelo autor destas linhas, sob temas felgueirenses, com que há já uns anos bons tem havido colaboração pessoal no jornal Semanário de Felgueiras, desta vez o assunto de fundo é sobre uma história do presente. Versando uma narrativa de vida desportiva à mistura com o bem estar social adjacente. No caso trazendo a público um pequeno texto (conforme o usual espaço jornalístico) a homenagear uma boa representação felgueirense, afinal, sendo que uma terra é muito do que expressam as suas potencialidades, incluindo os filhos da própria terra. Dando vez, agora, a conhecer-se melhor o que faz um felgueirense da nova vaga de sucesso no estrangeiro, o treinador de futebol Mário Guimarães.


Conhecia eu apenas de vista este conterrâneo, em apreço, mais de o ver no campo do Felgueiras, no mítico estádio Dr. Machado de Matos – desde as bancadas, assistindo do meio dos degraus do público, vendo-o lá em baixo, junto aos jovens do FC Felgueiras 1932, ou então também nas bancadas a ver os mais velhos. Possivelmente ele poderia identificar-me, talvez por via dos meus muitos anos de trabalho no antigo Posto Médico da Casa do Povo da Longra, entre coisa de 12 mil utentes que esse Centro de Saúde abrangia ao tempo; e, como tantos jovens de há anos, na evolução natural, que cresceram a fugir aos olhos dos outros. Só mais tarde soube que o Mário até vivia para os meus lados, inclusive sendo filho dum amigo meu de infância, um dos companheiros de tempos idos na Longra, que mais tarde demandou outras paragens (sendo muitos os colegas de escola e doutrina que, pelas diretrizes da vida, rumaram para outras terras e mesmo países vários). Curiosamente ele, o filho, o Mário Guimarães, nascido em Varziela, onde o pai entretanto vivera, depois veio residir precisamente para a zona de origem de sua família, pelo menos de onde eu conheci seus avós e bisavós, mais seus tio e tia, além do pai naturalmente, pois que seus antepassados viveram muitos anos ali em frente, relativamente, na zona vizinha à antiga Metalúrgica da Longra. Curiosidades, somente, mas interessantes. Querendo com isto dizer, porém, que não é por nada disso que mereceu ser tema de crónica, desta feita, mas sim pelo que honra o orgulho felgariano que há nestas circunstâncias. Em modo de laço forte à valorização do sentido felgueirense, de tudo o que faz história do desígnio patriota.


Disso, em suma, passando à crónica respetiva, transpomos para aqui o texto escrito por iniciativa própria, na colaboração gratuita de sempre, por carolismo como se costuma dizer; e de modo particular felgueirismo.


Eis então o artigo publicado no Semanário de Felgueiras de sexta-feira 22 de junho, de cuja coluna se junta imagem digitalizada.

Mário Guimarães: Treinador Felgueirense “lá fora”

Por estes dias decorre nas longínquas paragens dos Czares, antigos monarcas da Rússia, o mediático Mundial de Futebol de 2018, chamando sobremaneira atenções ao fenómeno futebolístico. Portento social esse, o futebol, que movimenta paixões e associações derivadas, incluindo deslocação de elementos com vida profissional ligada ao mundo do futebol. Havendo também felgueirenses que por merecimento foram atraídos a trabalhar no estrangeiro nessa área do desporto da bola.

Com efeito, se tempos houve em que Felgueiras apenas exportava calçado para a estranja, além de móveis metálicos e pequenas remessas de pão de ló e vinho verde para as comunidades de emigrantes da diáspora portuguesa, passando depois a escoar já em maior escala o vinho de boa graduação saído das videiras sousãs, igualmente tem tido em tempos mais recentes também pessoas naturais e habitantes do concelho a receberem convites de irem para fora do país mostrar seus dotes em terras de outros usos e costumes. Facto que lembra a realidade atual dum conhecido treinador felgueirense de futebol, com trabalho feito cá dentro e que passou a ser um apreciado treinador lá fora, no estrangeiro.

Cara conhecida dos meios futebolísticos felgueirenses há alguns anos, desde tempos da coexistência de dois clubes em Felgueiras, Mário Guimarães foi um rosto da unificação do futebol felgueirense, como faz parte da história do futebol local. Com assomo de ter sido o treinador da equipa B do FC Felgueiras no período de unidade pacificadora do ambiente desportivo felgueirense. E com bons resultados, como estão ainda de fresco tais bons ensejos.

Ora, então nesta fase em que o sol puxa mais pela natureza, é de avivar algo revigorante ao apreço conterrâneo, tal como uma planta precisa de água e sol, com tempo assim propício cresce melhor o sentimento relacionado. Em cujo sentido é de louvar a veracidade de no presente o referido felgueirense estar a treinar com sucesso lá fora, inclusive tendo durante a temporada de 2017/18 estado à frente de duas das melhores equipas da comunidade portuguesa na Bélgica, com tal omnipresença por ali ser possível treinar na mesma época em duas competições distintas.


Passemos então a vias de facto, voltando às origens para apresentar este nosso conterrâneo felgueirense: De nome completo Mário Filipe Moreira Guimarães, nascido no próprio ano e mesmo pouco depois do histórico 25 de abril de 1974 e como tal com raça, é natural de Varziela, onde veio ao mundo a 4 de maio. Passando já depois de casado a residir em Rande, onde tem seu lar de permanência portuguesa na Longra, dentro do mesmo nosso concelho, até que desde há uns tempos recentes vive em Anderlec, na Bélgica. Desportivamente habilitado com o Curso Nível I, ministrado pela AF Porto e concluído em 2010, colaborou com o futebol concelhio, constando de seu currículo desportivo: Em 2009/10-Treinador adjunto do escalão de juvenis/9º classificado e em simultâneo treinador dos guarda-redes de todos os escalões do FCF Felgueiras; 2010/2011-Responsável Técnico (RT) de Juvenis do FCF Felgueiras/1º classificado com 61 pontos, apenas 1 empate e 1ª derrota; ficando em 4º no apuramento de campeões e respetivo 4º lugar na 2ª distrital da AF Porto. 2011/12-RT de Juvenis do FCF Felgueiras/1º classificado só com vitórias e com 3 golos sofridos/Subida à 1ª divisão de juvenis. 2012/2013-RT de Juvenis do FC Felgueiras/3º classificado da 1ª divisão. 2013/14-RT do escalão Sénior B do FC Felgueiras 1932/10º classificado da 2ª divisão da AFP, só com jogadores da formação. 2014/15-RT da Equipa B do FC Felgueiras 1932/6º Classificado da 2ª divisão da AFP. 2015/16-RT dos B do FCF /2º classificado da 2ª divisão da AFP/ Subida à 1ª Divisão Distrital AFP/Finalista vencido da segunda fase. A meio da época 2016/2017 deixou o FCF para ir trabalhar para a Bélgica. Havendo então assinado pelo FC Portugal, equipa de maior relevo da comunidade portuguesa na Bélgica, fundado em 1974, na 1ªdivisão Royal ABBSA, tendo com Mário Guimarães logo conseguido ser 3º classificado e finalista vencido da taça nas grandes penalidades. Enquanto o mesmo felgueirense tinha também o prazer de treinar o F C Porto de Bruxelas, galardoado pela segunda vez com o Dragão de Ouro na Gala de 2017 do FC Porto, no campeonato trabalhista TFT.BE; e por fim 1º classificado (campeão) e Vencedor da Taça.


Para a época 2018/2019 Mário Guimarães já renovou pelo FC Portugal. Grato às gentes dos dois clubes pela oportunidade de estar a ter esta experiência fantástica. Quão, na profusão do património afetivo, revela o que é ser Felgueirense também lá fora.

ARMANDO PINTO

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