Espaço de atividade literária pública e memória cronista

domingo, 28 de fevereiro de 2021

(Mais) Um Exercício de memória… de tempos idos.

Para quem conheceu estes jovens, pelos idos tempos de 1968, mais das relações de amizade, companheirismo e conhecimentos entre a Longra e extensiva Paróquia de Rande (Felgueiras), mais Gondomar, Amial (Porto), etc.

Foi num tempo em que ainda os postes da iluminação pública da Longra eram em ferro (de barras maciças de secção transversal em “U”) com os ferros saídos dos trilhos do comboio que passou e teve uma estação na Longra, da histórica linha férrea do Vale do Sousa (de Penafiel à Lixa e Entre os Rios).

Alvíssaras a quem tiver memória fotográfica…!

Armando Pinto

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sábado, 27 de fevereiro de 2021

Felgueiras com História...

A partir do final da tarde deste sábado, através dos canais digitais da Câmara Municipal de Felgueiras (à terceira temporada deste projeto cultural que pretende dar a conhecer a todos parte de um trabalho de investigação e pesquisa da história do concelho): 

- Em destaque a figura do histórico Conselheiro de Rande. Em mais um belo programa do amigo Carlos Ferreira, jovem historiador e comunicador público que muito já tem feito pela memorização felgueirense.

A. P. 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Medalhística e outras Recordações Felgueirenses

Algumas “coisas” de lembranças afetivas, entre medalhística significativa e alguns adereços relacionados. Com significado de algo vivenciado, no percurso de cidadania natural. Bem como de afinidades.


Armando Pinto

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Relembrando (ou dando a conhecer…): José Sampaio Peixoto, um Felgueirense Campeão Ibérico em Atletismo!

Pois, foi mesmo… Na década de quarenta (anos 40 do século XX), evoluiu nas pistas (então ainda de cinza, em volta dos campos desportivos) um consagrado nome felgueirense na prática do atletismo, de nome José Sampaio Peixoto. Um felgueirense natural da freguesia do Unhão, que evoluiu desportivamente na então povoação da Longra através de grupos desportivos criados por Adriano Castro; tendo ainda chegado a jogar basquetebol no Sport Club da Longra (junto com Adriano Castro, Luís Sousa, Júlio Martins, irmãos Pereiras, João Guimarães, José Paiva, Joaquim Mendes, etc.); até que por via dos estudos rumou ao Porto e se tornou praticante de atletismo no Académico do Porto.

= Sampaio Peixoto (4º a contar da esquerda) na equipa do Académido do Porto 

Esse mesmo Sampaio Peixoto, como era conhecido nos meios desportivos nacionais e na imprensa desportiva, depois chegou a ser campeão nacional, ao serviço do Académico do Porto e teve títulos e recordes nacionais. Venceu nos Campeonatos de Portugal em pista, ao ar livre, em 1944 a prova de 400 m (metros), com o tempo de 51, 3 s (segundos); e os 800 m com 2, 02, 3 (minutos e segundos, mais décimas); como em 1946 repetiu vitória nos 400 m, com novo record de 51, 0; e em 1947 triplicou esse título na corrida final dos 400 m. E, sobretudo foi Campeão ibérico, conseguindo a então melhor marca (50, 9) da Península Ibérica na disputa entre atletas das seleções nacionais portuguesa e espanhola em 1945, na sua especialidade da prova de 400 metros corrida no III Portugal-Espanha de Atletismo, nessa época. Tendo nessa prova, além do título de Campeão Ibérico dos 400 m, sido também campeão dos 200 m com 22, 3 s e ainda Campeão na Estafeta 4 x 400 m, em 3 m e 28, 8 s (formando equipa com os mais 3 colegas de seleção portuguesa). Havendo de seguida, em 1946, se distinguido também no IV Portugal-Espanha e em 1947 no I Portugal-Bélgica – como consta de sua ficha Internacional:

Armando Pinto

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Felgueiras na Imprensa nacional : Caderno-Suplemento d’ O Jogo de 1988 sobre o FC Felgueiras

 

O Felgueiras, como é atualmente o “Futebol Clube Felgueiras 1932”, foi mais uma vez transmitido pela televisão, como se diz. Desta feita por meio de transmissão em direto do jogo disputado esta sexta-feira (19/02) no mítico Estádio Machado de Matos, através do Canal 11. Em prélio que o FC Felgueiras 1932 esteve diante dos olhos de muita gente, em tal oportunidade pelo ecrã televisivo.

Como homenagem ao simbolismo local do “Felgueiras” e na manutenção das expetativas atinentes a uma boa época, apesar do empate acontecido (mas continuando numa maré apreciável  sem derrotas), perante aspirações de retorno a superiores patamares, recorda-se desta vez um tempo em que o clube histórico felgueirense estava na anterior fase em ascensão, numa já melhoria de posição. Conforme se pode rever, deitando olhos, no caso, a mais um caderno jornalístico que fez história, como foi um suplemento do jornal O Jogo de 22 de junho de 1988.

Armando Pinto

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Exercício de memória em tempo de confinamento: Algo dos princípios do Carnaval da Longra

Estando-se nesta era de inícios da década dos anos 20 do século XXI em plena pandemia do Coronavírus/Covid-19, neste ano de 2021 não será possível haver Carnaval, devido ao malfadado vírus que impõe confinamento social, na esperança de poder erradicar-se essa peste.

Assim sendo, resta assinalar-se a quadra da melhor forma possível. E, além de se poder mesmo assim vincar a data na própria terça-feira com o tradicional cozido à portuguesa bem recheado de carnes e acessórios de chouriços-mouros, salpicão, batatas e hortaliças, mais sobremesa do serrabulho doce tão típico da região, há também que recordar antigas folganças, na tradição local. Vindo à lembrança o já tradicional Carnaval da Longra, que nos primeiros tempos tinha o corso carnavalesco no Domingo Gordo, enquanto havia cortejo na cidade de Felgueiras na terça-feira seguinte, e depois se impôs mesmo com a realização do desfile alegórico no próprio dia de Carnaval na Longra, onde passou a haver o Corso Carnavalesco mais importante da região felgueirense, em moldes organizados. Incluindo concurso de trajes e grupos de caretas, ao final das tarde, e à noite o velório, enterro e queima do Entrudo.

Como tal, lembrando antigas realizações do mesmo, apraz aqui e agora recordar, através de fotografias e duma reportagem jornalística (In Semanário de Felgueiras, em 1998), algo dos princípios do mesmo Carnaval da Longra. Sem mais explicações, que as imagens falam por si.

Nota Bene: Correspondendo a algumas questões surgidas em mensagens privadas, há a notar o seguinte: - É verdade, conforme é do conhecimento aliás das pessoas da terra e outras com conhecimento de causa, que na região da Longra-Felgueiras sempre os mascarados de Carnaval foram e são chamados de CARETAS (com a, na vogal final, “caretas”). O nome ou termo “Caretos” é usual na região do Nordeste Transmontano e tornou-se mais conhecido recentemente por via das reportagens televisivas sobre as tradições carnavalescas de algumas aldeias típicas de Trás-os-Montes. Se realmente consta nalgum estudo sobre o interior do Douro Litoral, essa confusão, isso pode ser derivado a certos trabalhos cujos autores confiaram em informadores menos esclarecidos e sem conhecimentos da realidade no terreno. 

Armando Pinto

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