Espaço de atividade literária pública e memória cronista

sexta-feira, 22 de maio de 2026

De vez em quando… entre curiosidades locais: notícia num jornal da Galiza (EL PUEBLO GALLEGO) sobre a Casa do Povo da Longra… em 1968.

 

Uma notícia informativa num jornal galego, sobre a então projetada inauguração da remodelação da Casa do Povo da Longra, que esteve para acontecer em 1968. É um texto muito pequeno, mas não deixa de ser curioso (ver centro da imagem da página inteira e recorte ampliado). Curiosamente relembra o caso, de ter estado projetada em 1968 a inauguração das obras então realizadas de ampliação e remodelação do edifício da Casa do Povo da Longra. Tendo, para o efeito, estado inclusive programada e oficializada a vinda do então Presidente da Republica Américo Tomás, que depois não chegou a vir, sem se ter sabido os motivos. E ainda no mesmo ano igual marcação esteve para a vinda do Ministro das Corporações - como a notícia referia, indicando mesmo a data para o domingo de julho ali anunciado - mas que também ficou sem efeito. Enquanto a cerimónia de inauguração respetiva apenas se concretizaria um ano e tal depois, em dezembro de 1969, com a vinda do então Ministro das Corporações e Previdência, Gonçalves de Proença.

Ora, a notícia de 1968, dava ainda conta da tal inauguração que, afinal, se não viria a realizar dessa vez.

Fonte EL PUEBLO GALLEGO: rotativo de la mañana: Num. s.n. (28/07/1968), pagina 2.

Armando Pinto

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terça-feira, 12 de maio de 2026

Encontro de Colegas & Amigos da Longra e arredores/2026!

Contrariando o aspeto do dia surgido em tons de chuva, raiou animado o sábado passado perante o reencontro de amigos que, em vivo ambiente expansivo, juntou quase meia centena de convivas do grupo “Colegas de Escola & Amigos”…

... Assim começa a crónica que regista o encontro do passado sábado, conforme foi enviada para ter publicação jornalística. Por isso, para não antecipar o texto, nem repetir frases, aqui basta dizer que tudo correu muito bem. 

Quão decorreu no passado dia 9 o anual e já tradicional almoço de encontro dos “Colegas de Escola & Amigos”, como confraternização tendente a reviver as afinidades e avivar amizades, juntando desta vez um significativo número muito próximo da meia centena de aderentes. E, como melhor que muitas palavras aqui ficam as captações fotográficas, de modo que se ilustra a ocorrência com imagens, numa reportagem fotográfica condizente.


























Armando Pinto

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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Apreciação pessoal sobre a exposição “Representações no feminino de paradigmas felgueirenses” - numa pincelada escrita à vista dum quadro sobre a Menina de Rande…

 

Sábado, dia 9 de maio, foi particularmente um dia fora do normal, quer pela realização do anual almoço de encontro do grupo “Colegas de Escola & Amigos”, bem como depois pela sensação vista e sentida pessoalmente na exposição coletiva visitada na Casa da Cultura da Lixa.

Com efeito, este passado sábado foi um dia em cheio. Desde o encontro do grupo dos "Colegas de Escola & Amigos" (que terá dedicação narrativa numa crónica respetiva), até à ida à exposição na casa da cultura da Lixa, sensibilizado com o quadro dedicado à "Menina de Rande" Guilhermina Mendonça, da consagrada artista felgueirense Dulce de Macedo. Além de tudo o mais. De cujo conteúdo emoldurado, que me ficou e está bem dentro dos sentidos, aqui tentarei passar a escrito uma apreciação pessoal, neste meu blogue "Longra Histórico-Literária, embora sinceramente sem conseguir passar bem em letras de forma o que interiormente povoa o sentimento.

Então, estando patente na Casa da Cultura da Lixa uma exposição coletiva de artes plásticas, denominada “Representações no feminino de paradigmas felgueirenses”, em que (como refere a publicação oficial) estão representadas quatro mulheres artistas de diferentes locais do concelho de Felgueiras e também de diferentes idades (Emília Vasconcelos, Dulce de Macedo, Inês Mendes e Marina Leão), a mesma teve apresentação pública no sábado segundo de maio.


Ora, sobre a cerimónia da apresentação pública da exposição está feita a devida narrativa em diversos sítios informativos, tornando-se por isso desnecessário acrescentar algo mais. Também porque, por antes ter estado no encontro de amigos conterrâneos em que tive parte ativa, como um dos organizadores e sobretudo como participante entusiasta, não pude marcar presença efetiva no início da cerimónia de abertura da referida exposição, aparecendo porém ainda a tempo de conviver com as pessoas presentes. Contudo, pelo que presenciei depois e entretanto me foi demonstrado por atos e visões, facilmente percebi tudo o que ali estava subjacente e significa no abraço da arte com a afetividade sensitiva. Sendo que a exposição, além de pintura, de quadros de pinturas de variados géneros, engloba também peças escultóricas. E a apresentação contou com mensagens faladas e momentos de poesia, de permeio com música (conforme estava programado) a intervalar as intervenções ocorridas, numa mistura de cores ambientais com os sentimentos artísticos e afetivos.

Pois, por fim, de tudo isso, além das peças de todas as autoras (e sem esquecer as belas pinturas dos quadros a minha amiga D. Emília, que em parte eu já conhecia de outras exposições) naturalmente a minha atenção incidiu mais na obra e particularmente num quadro da pintora Dulce de Macedo. Artista consagrada, inclusive com um quadro premiado em Espanha e que ali pude presenciar, mais outros de técnicas que chamam a atenção. Sendo o quadro em apreço dedicado à Menina de Rande, como popularmente é desde há muito conhecida Guilhermina Mendonça, felgueirense nascida no passado século XlX e falecida nos inícios do século XX, desde longínquos tempos com aura de santidade reconhecida pelo povo que a conheceu e seus descendentes de gerações seguintes que pelos tempos adiante a admiram em veneração sentida. Cuja biografia está descrita no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, onde a artista Dulce de Macedo se inspirou, devido a ter uma sua familiar que era devota da Menina de Rande e a partir daí ela mesma se afeiçoou, apegando-se à aura santificada da Maria Guilhermina Barbosa Mendonça. De tal modo que até parece mesmo que algo especial a tocou no subconsciente artístico, no modo como verteu na tela a imagem transposta em diversas formas espirituais. Incluindo uma parte de sua vida em que o antigo namorado militar a adorou em livro, conforme descrição constante no capítulo “Guilhermina” do livro “Memórias do Capitão”, de João Sarmento Pimentel. Conforme esse escritor e militar, ao tempo tenente, depois capitão e por fim general, a lembrou e eternizou, ele que foi seu namorado e esteve presente nos últimos momentos, antes da morte a ter encontrado mirrada pela doença que a levou. Tendo nesse livro ficado terno testemunho da vida santificada da Menina, como primeiro atestado da consagração de vida, justificando-se certa configuração que aparece em silhueta percetível no quadro pintado. Numa junção de semblantes em que outras partes e facetas da vida piedosa de Guilhermina Mendonça estão traçadas em cores e formas pinceladas ao sabor com que a pintora leu e interpretou do meu livro Memorial, inspirando-se também do que está descrito no mesmo “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”. Livro que ainda por isso valeu a pena ter sido feito com tanto esforço e dedicação, como felizmente teve possibilidade de ser publicado graças ao patrocínio do jornal Semanário de Felgueiras, por meio da boa ação então praticada pelo Dr. Manuel Faria. Afinal tudo concorrendo em boas intervenções, como algo em que a Menina de Rande teve influência transcendente, motivo porque um dos ex-votos depositados sobre sua urna, onde jaz, é esse mesmo livro ali depositado em agradecimento pessoal de ação de graças. Acrescendo agora, com o quadro em apreço, uma mais-valia para toda a envolvência que faz perdurar a veneração que lhe é dedicada no sentimento popular.

Posto isto, que já não é pouco, nem se chegou a referir e analisar o aspeto e técnicas utilizadas nas obras expostas, porque no sentimento fica uma abordagem expressionista que prioriza a emoção sobre o realismo, na sensação da experiência mística.

A exposição continua e fica patente na Casa da Cultura da Lixa até dia 15 de junho.  Com seu quê e porquê místico.

Armando Pinto

Nota: As fotos são apenas pessoais, porque não cheguei ao início e como tal não pude ser fotografado nas captações fotográficas do evento.

AP

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Sábado dia 9 de MAIO/2026: Almoço-convívio do anual encontro do grupo "Colegas de Escola & Amigos"!

 

Sábado dia 9 vai realizar-se o já tradicional encontro anual do grupo "Colegas de Escola & Amigos", que junta gerações diversas de amigos da área da vila da Longra. Encontro que terá lugar a partir das 12 horas. Num convívio que este ano ainda contará com mais aderentes que no ano passado, em que se reencontraram amigos que se não viam há dezenas de anos, por muitos terem ido para outros locais do país e do mundo. O grupo tem um logotipo próprio e bandeira alusiva, com simbologia apropriada e fundo de xadrez condizente com as camisolas do antigo Futebol Clube da Longra.

São organizadores Pedro Teixeira e Armando Pinto.

AP

terça-feira, 5 de maio de 2026

Exposição coletiva de pintura na Casa da Cultura da Lixa dedicada às mulheres de Felgueiras - com inauguração sábado dia 9 de maio!

Segundo a informação oficial do Município de Felgueiras:

«Casa da Cultura da Lixa acolhe coletiva de quatro mulheres artistas de Felgueiras

- Apresentação pública está marcada para o próximo sábado, dia 9.

A Casa da Cultura da Lixa tem patente no seu espaço expositivo, desde o sábado passado, uma coletiva de artes plásticas, “Representações no feminino de paradigmas felgueirenses”, em que estão representadas quatro mulheres artistas de diferentes locais do concelho e também de diferentes idades entre si: Emília Vasconcelos, Dulce de Macedo, Inês Mendes e Marina Leão.

A apresentação pública desta mostra acontecerá no próximo sábado, dia 9, pelas 16 h 00, com a presença das artistas e com a participação do Berço das Artes da Lixa, que abrilhantará musicalmente o evento.

Esta coletiva surge por iniciativa da Câmara Municipal, que lançou o desafio às artistas para representarem figuras femininas de Felgueiras, a fim de estarem expostas por altura do Dia da Mãe. “Cada artista representa uma figura individual ou coletiva da vida ou memória da comunidade felgueirense” – pode ler-se na sinopse.»

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= A Casa da Cultura da Lixa situa-se no edifício do antigo quartel dos Bombeiros da Lixa.

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Anuncia-se esta exposição aqui neste espaço pessoal, de memorização de factos da região, por diversos motivos e mais um. Esse um será surpresa, enquanto no resto apraz registar o facto por essa exposição dignificar as artes felgueirenses de artistas felgueirenses, por um lado; e por outo derivado de entre as pintoras expostas estarem pelo menos duas de nossas afinidades. Como são, por exemplo, a amiga D. Emília Vasconcelos, que é frequente parceira em eventos culturais na Biblioteca Municipal de Felgueiras e outros locais, além das presenças mútuas que temos tido em apresentações de livros nossos e de outros autores; e a D. Dulce Macedo, vizinha aqui de Rande, como natural que é de S. Vicente de Sousa, e leitora-admiradora do meu livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”. E mesmo as restantes duas penso que devo conhecer. Sendo deveras com curiosidade acrescida que, se Deus quiser, estarei presente à inauguração da exposição - para onde conto ir logo que saia do encontro de confraternização que tenho, do grupo de "Colegas de Escola & Amigos", no almoço do dia 9. Seguindo então para estar presente na Lixa pelas 16 horas.

Após isso, farei uma apreciação narrativa da exposição. Mas até lá aponto na agenda, recomendo e divulgo: Ida à Casa da Cultura da Lixa, sábado dia 9, pelas 16 horas!

Armando Pinto

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domingo, 3 de maio de 2026

Em tempo de Procissões do “Mês de Maria - uma procissão sui generis num conto do livro ”Sorrisos de Pensamento”…

 

Chegado o mês de maio, popularmente conhecido por mês das flores e dos amores, este período é também normalmente associado às cerimónias religiosas dedicadas a Nossa Senhora - mais conhecidas, como tal, por Mês de Maria. Em cujo decurso há um dia, em cada comunidade religiosa, em que se realiza uma procissão dedicada ao relacionamento com esse motivo, a popular procissão de velas, por ser ao final do dia e com iluminação de velas ao entrar pela noite. Procissões essas obviamente de cariz organizativo paroquial. Vindo, aqui e agora, a propósito desta existência, evocar certa lembrança de uma particular procissão acontecida em tempos idos, de cariz diferente. Por acaso não concretizada em maio, pois por esses tempos as cerimónias do Mês de Maria localmente apenas se cingiam à igreja e não incluíam procissão nenhuma (mesmo porque procissões nesse tempo eram só a da festa paroquial em honra do santo padroeiro, em julho, e depois em agosto a peregrinação concelhia ao monte de Santa Quitéria). Mas diferente pelo seu caracter, sui generis até, como se pode recordar pelo que foi descrito num dos contos do livro Sorrisos de Pensamento. Livro publicado em 2001 e logo esgotado. Motivo que, pela distância entretanto decorrida, como para quem não teve conhecimento, quer à época como depois para as gerações mais novas, se relembra e dá a ver e ler, partilhando esse conto, entre os diversos contidos no mesmo livro, aqui e agora por meio de cópias digitalizadas das respetivas páginas.


Armando Pinto

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