segunda-feira, 8 de junho de 2026

Artigo no SF com motivação especial…!

O jornal Semanário de Felgueiras, a fazer trinta e seis anos de existência, na sua edição comemorativa - conforme foi e está publicado em seu número de sexta-feira 5 de JUNHO - inclui mais um artigo da colaboração aqui do autor destas linhas, no caso sobre um motivo especial. Quão, para se entender bem, o melhor é ler até ao fim.


Armando Pinto

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quarta-feira, 3 de junho de 2026

37.º Aniversário da Rádio Felgueiras

Perfaz agora, em 2026 e nesta data de 3 de junho, a bonita conta de 37 anos de existência oficializada da Rádio Felgueiras. A emissora radiofónica felgueirense que antes teve um período experimental, como faz parte da sua história e da memória felgueirense e por fim passou a emitir de modo legal a partir de 3 de junho de 1989. Ficando a haver então um novo modo de informação diária, a juntar a passatempos e aculturação de afetos concelhios, nesse tempo em que havia jornais como o Notícias de Felgueiras e o Jornal da Lixa, mais a Gazeta de Felgueiras, de periódicos locais impressos em papel, além de outros que iam aparecendo e desaparecendo, por vezes. Surgindo aí a Rádio Felgueiras então um ano antes do nascimento do jornal Semanário de Felgueiras, que chegou a público depois a 1 de junho de 1990 - facto que se regista, por atualmente serem os dois únicos órgãos de informação que passados todos estes anos ainda existem em Felgueiras. 

 

Neste dia do aniversário da Rádio local, calha a preceito lembrar a emissora radiofónica felgueirense, a Rádio Felgueiras, emitida a partir do sopé do monte das Maravilhas e elevada aos ares desde a encosta desse alto de Santa Quitéria, como frequência de tudo o que respeita a Felgueiras. Sendo também ocasião de, como que indo nas ondas hertzianas dali saídas, viajar no tempo, em homenagem a toda a longa vivência correspondente. Quão no caso pessoal, além de algumas ocasiões mais particulares, lembro que a Rádio Felgueiras teve já grandes momentos ligados à Longra, desde programas e transmissões na Semana Cultural da Exposição Museológico-Postal da Casa do Povo da Longra, em 1995, de comemoração dos então 80 anos da Estação de Correio da Longra e 100 anos do nascimento de Francisco Sarmento Pimentel, autor da 1ª Travessia Aérea de Portugal à Índia (havendo sido realizados “diretos”, com o Engenheiro Avelino Pereira, Hélder Quintela e outros, desde a Casa do Povo da Longra na inauguração e encerramento da Mostra Filatélica então decorrida, mais espetáculos inseridos no programa dessa homenagem ao aviador pelo seu centenário natalício); bem como em diversos Festivais de Folclore da mesma Casa do Povo da Longra, através dos apresentadores Luísa Faria e Abílio Pedro Teixeira; e ainda as transmissões do Corso Carnavalesco da Longra, em 1997 e anos seguintes; mais todo o acompanhamento no dia da Elevação da Longra a Vila, em 2003, com Pedro Alves a transmitir tudo desde o caminho até aos momentos vividos em Lisboa. Algo que depois parece ter sido perdido dos arquivos, por não ter aparecido as gravações quando solicitadas. Sem esquecer mais interesses coletivos felgueirenses, como os relatos radiofónicos pelas vozes sonantes de Arlindo Pinto, Carlos Diogo, Joaquim Carvalho, Pedro Alves, etc. que eram muito ouvidos a dar conta do decorrer dos jogos do Futebol Clube de Felgueiras. Etc. etc. 

Com efeito, nesta data celebra-se mais um aniversário da concelhia Rádio Felgueiras Servindo assim a preceito como ocasião propícia a uma homenagem à rádio local concelhia de Felgueiras


Tal como se diz e é verdade que a rádio acompanhou os principais acontecimentos históricos mundiais e atualmente continua a ser um elemento de comunicação fundamental, acresce no âmbito regional e concelhio, neste caso, a existência de uma rádio que sobremaneira fala aos felgueirenses, como deve ser a Rádio Felgueiras. Enquanto este meio de comunicação social se adaptou à era digital e continua a ser fiável para a população, que recebe a informação na hora, entre suas características positivas. Ganhando também novos campos de atenção desde que surgiram as rádios locais, quão representa para o volume concelhio a emissão da Rádio Felgueiras, por exemplo.


No meio desse universo radiofónico, consta no imaginário popular o quanto significou a existência das emissões radiofónicas ao longo dos tempos, desde eras dos rádios antigos, que praticamente faziam parte do mobiliário doméstico. Como tal, em homenagem a essa abrangência memorial, publicamos hoje, aqui e agora, em visão de enquadramento, uma imagem (acima) referente a um aparelho antigo com muita história. Tratando-se do rádio que pertenceu a um antigo pároco da freguesia do autor destas linhas, que durante muitos anos esteve em sua habitação e residência paroquial, como nos recordamos de o ver lá durante nossa infância e adolescência – o rádio do Padre João Ferreira da Silva, último pároco residente em Rande, paroquiando S. Tiago de Rande e S. João de Sernande. Rádio que após a morte do Padre João foi vendido e, anos volvidos, o autor deste blogue conseguiu adquirir e possui ainda, como recordação. Um aparelho que tem, portanto, largas dezenas de anos, mas sobretudo uma carga telúrica deveras afetiva.

Na abrangência do dia e ocasião, aproveitamos a pertinência, igualmente, para recordarmos um artigo sobre a Rádio Felgueiras, publicado há uns anos bons, pois que também tem muita história já. Como aludimos então numa crónica que escrevemos há alguns anos e teve publicação no jornal Semanário de Felgueiras, corria o ano 2002, veja-se lá…


Posto isto, em homenagem ao significado e importância da Rádio Felgueiras, bem como por quanto representa para o concelho de Felgueiras e faz pela Nossa Terra, assinalamos nesta oportunidade mais um sinal de apreço à emissora radiofónica felgueirense, com relance memorial. Quão sinteticamente se pode englobar numa imagem contendo escritos relativos à Rádio Felgueiras – como foram e são os três números publicados em 1989 do "Boletim RF Informativo" (publicado pelos timoneiros da própria rádio, em período de afinação para a legalização), entre material historicamente alusivo à Rádio Felgueiras.


Agora, já com 37 anos de idade, a Rádio Felgueiras fazendo parte do Ser Felgueirense, naturalmente merece nossos parabéns. Augurando-se votos de maior proximidade, incluindo que volte a ter "diretos" e sobretudo retome os relatos dos jogos de futebol da equipa mais representativa do futebol felgueirense. Pois quem não possa, por qualquer motivo, assistir in loco aos jogos do atual Futebol Clube Felgueiras 1932, merece também acompanhar a evolução e situação dessa realidade, como é o clube também referido por FC Felgueiras-SAD, entre os acontecimentos relativos aos interesses felgueirenses. Pois como já diz o Evangelho, nem só de pão vive o homem...

Armando Pinto
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segunda-feira, 1 de junho de 2026

36.º Aniversário do jornal Semanário de Felgueiras - atual SF FELGUEIRAS JORNAL !

 

O Semanário de Felgueiras faz agora 36 anos. Nesta data aniversária comemorada a 1 de junho, referente ao dia em que foi publicado e distribuído o seu primeiro número, em 1990. Surgido então nesse tempo em que no concelho de Felgueiras existiam outros títulos jornalísticos - quer na sede concelhia da ainda então vila de Felgueiras, pouco depois elevada a cidade, como na Lixa, então também ainda vila e antes alguns anos da passagem a cidade - o popular e histórico Semanário de Felgueiras é hoje em dia, e desde há alguns anos já, o único resistente jornal de Felgueiras que ainda se publica e chega aos leitores e assinantes em edição de papel. Atualmente com o título de SF FELGUEIRAS JORNAL, mas mais conhecido sempre por Semanário de Felgueiras, mantendo sua veia informativa e historiadora na tradição popular.

Desde o primeiro número seu leitor - aqui o autor destas linhas - obviamente não fui desde a primeira hora seu colaborador, por então o ser de um outro jornal existente por esses tempos, o Notícias de Felgueiras. Mas ainda antes da suspensão efetiva desse referido antigo jornal, passei a colaborar no Semanário de Felgueiras a partir de dezembro de 1996. E desde aí mantive a minha colaboração a este periódico, podendo dizer que sou o mais antigo em tempo de colaboração efetiva, sem nunca ter interrompido a respetiva ligação. Desde o tempo em que o jornal fez as célebres reportagens sobre as atividades que iam decorrendo na Casa do Povo da Longra, no tempo em que ali eu era vice-presidente e fundei o Rancho Folclórico Infantil da mesma Casa do Povo, bem como organizei a primeira Semana Cultural que meteu a histórica Mostra Filatélica e Exposição Museológica, tal como depois já como presidente, em cuja sequência passei eu a enviar notícias e fazer artigos sobre as atividades da casa, etc. e tal. Seguindo-se a fase em que, graças à ação do Dr. Manuel Faria, o Semanário de Felgueiras patrocinou em 1997 a publicação do meu livro grande “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”. E pelos tempos adiante tem sido mantida esta afetiva ligação, passando pela era das publicações de suplementos e até de uma revista. Sempre com um elo afetivo especial por, tal como escrevi entretanto para as páginas do jornal, a boa ação do Dr. Faria ter conseguido fazer com que chegasse a público aquele meu livro, volume que esteve muitos anos à espera de poder ver luz pública, por falta oficial havida à promessa de apoio anterior, quão fora prometido e faltado pelo pelouro da cultura municipal dessa época, podendo-se por fim dizer que houve algo especial na concretização acontecida.  

E cá estamos e continuamos. Felizmente pertencendo assim à história também do histórico jornal que é o único existente em Felgueiras na atualidade.

Armando Pinto